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terça-feira, 15 de novembro de 2016

O DONO DA AMÉRICA


  • 1981: O Flamengo é o dono da América

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Em decisão complicada, Mengão superou o Cobreloa e conquistou a Libertadores


    Depois do Rio e do Brasil, havia chegado a vez do Flamengo buscar a conquista da América do Sul - algo que uma equipe brasileira não conseguia desde os anos 1960, com o Santos de Pelé. Carpeggiani, que fazia parte do elenco como jogador, assumiu o cargo de técnico após a morte de Claudio Coutinho.


    Como campeão brasileiro do ano anterior, o Mais Querido classificou-se para disputar a sua primeira Taça Libertadores da América e caiu na primeira fase no Grupo 3, que tinha também Atlético-MG, Olímpia e Cerro Porteño, os dois últimos sendo representantes do Paraguai.


    A estreia foi contra o Atlético-MG, no Mineirão, e terminou em empate por 2x2. Ao final das seis rodadas daquela etapa, os dois brasileiros terminaram empatados em pontos e, como não havia previsão de desempate pelo saldo de gols no regulamento e apenas o primeiro colocado passaria de fase, tiveram que disputar um jogo extra para decidir a classificação. O jogo foi marcado para o Serra Dourada, em Goiânia, e ficou marcado por grande confusão que acabou gerando a expulsão de cinco atleticanos. Com isso, a partida foi encerrada ainda no primeiro tempo e o Flamengo seguiu adiante na competição.


    A fase semifinal seria um triangular, disputado com o Jorge Wilstermann, da Bolívia, e o Deportivo Cali, da Colômbia. E o Flamengo passou com 100% de aproveitamento, vencendo os dois adversários tanto no Maracanã quanto em seus domínios. A vaga na final estava garantida. O adversário, o Cobreloa, havia sido campeão chileno em 1980 e, na semifinal, supreendeu ao eliminar os gigantes uruguaios Nacional e Peñarol. 


    Na primeira partida, Zico marcou os dois gols da vitória por 2x1, no Maracanã. Mas o jogo de volta foi marcado pela violência da equipe chilena, que acabou devolvendo o placar no Estádio Nacional de Santiago. A decisão seria em jogo extra, marcado para o Estádio Centenário, em Montevidéu.


    Jogando em campo neutro, a categoria rubro-negra prevaleceu. Zico marcou duas vezes - a segunda em uma de suas inesquecíveis cobranças de falta - e definiu o 2x0 que lavou a alma daquele time, depois de tantas dificuldades. Com 11 gols, o Galinho terminou como grande craque e artilheiro do campeonato. E o Flamengo já podia começar a pensar na conquista do planeta.



    A final


    Flamengo 2x0 Cobreloa

    Local: Estádio Centenário

    Data: 23 de novembro de 1981
    Gols: Zico 1/T 18', 2/T 39'
    Flamengo: Raul, Nei Dias, Marinho, Mozer, Júnior, Leandro, Andrade, Zico, Tita, Nunes (Anselmo), Adílio.
    Cobreloa: Wirth, Tabilo, Páez (Múñoz), Soto, Escobar, Jiménez, Merello, Alarcón, Puebla, Siviero, W. Olivera.
    Árbitro: Roque Cerullo (Uruguai).



    A campanha completa

    1ª Fase (Grupo 3)

    03/07 - Atlético-MG 2x2 Flamengo

    14/07 - Flamengo 5x2 Cerro Porteño-PAR

    24/07 - Flamengo 1x1 Olimpia-PAR
    07/08 - Flamengo 2x2 Atlético-MG
    11/08 - Cerro Porteño-PAR 2x4 Flamengo
    14/08 - Olímpia-PAR 0x0 Flamengo


    Jogo de desempate da 1ª Fase

    21/08 - Flamengo 0x0 Atlético-MG

    2ª Fase (triangular semifinal) - Grupo 1

    02/10 - Deportivo Cali-COL 0x1 Flamengo

    13/10 - Jorge Wilstermann-BOL 1x2 Flamengo

    23/10 - Flamengo 3x0 Deportivo Cali-COL
    30/10 - Flamengo 4x1 Jorge Wilstermann-BOL


    Finais

    13/11 - Flamengo 2x1 Cobreloa-CHI

    20/11 - Cobreloa-CHI 1x0 Flamengo

    23/11 - Flamengo 2x0 Cobreloa-CHI





O FLAMENGO CONQUISTA O BRASIL

Brasileirão 1980: O Flamengo conquista o país pela primeira vez

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Geração de ouro rubro-negra elevou o clube ao lugar mais alto do futebol nacional


Saía de cena a CBD e chegava a CBF para organizar o Campeonato Brasileiro. Os clubes pressionavam para uma melhor organização da competição que estava inflada. Surge então o Brasileirão de 1980 com divisão entre Taça de Ouro, Prata e Bronze e um regulamento que previa acesso intermediário durante a competição. O Flamengo entrava diretamente no módulo principal e teria pela frente longas e difíceis fases até chegar na decisão.
Na primeira fase, o Flamengo fez parte do Grupo C ao lado de Santos, Botafogo-PB, Internacional, Ponte Preta, Ferroviário-CE, Náutico, Itabaiana, Mixto e São Paulo-RS. Sete dos dez clubes conseguiriam a classificação para a fase seguinte. O Mais Querido venceu cinco jogos, empatou três e acabou derrotado apenas uma vez. Ficou dois pontos atrás do líder Santos e seguiu para a fase seguinte.
A segunda fase tinha grupos menores, apenas quatro clubes. Dois conseguiriam a classificação. O Flamengo estava no Grupo F ao lado de Palmeiras, Santa Cruz e Bangu. Com quatro vitórias e dois empates somou 10 pontos (à época a vitória valia dois pontos) e classificou-se para a fase seguinte na liderança.
Na terceira fase eram quatro grupos de quatro equipes cada. Os campeões de cada chave se classificariam para as semifinais da competição. No grupo C, o Mengão enfrentaria Santos, Desportiva Ferroviária e Ponte Preta. Com duas vitórias e um empate, o Mais Querido carimbou a vaga para a fase mata-mata.
Nas semifinais, o Flamengo mediu forças com o Coritiba. Foram duas vitórias (2 a 0 e 4 a 3) e a vaga na decisão contra o Atlético-MG. A final seria disputada em dois jogos, o primeiro em Belo Horizonte e o segundo no Rio de Janeiro. O Mengão tinha a vantagem de resultados iguais pela melhor campanha na semifinal.
Na primeira partida, jogada no Mineirão em Belo Horizonte, o Atlético-MG venceu por 1 a 0, gol de Reinaldo. Restaria aos comandados de Claudio Coutinho decidir a sorte no Maracanã.
1º de junho de 1980
O Maracanã recebia mais de 150 mil pessoas. A Nação Rubro-Negra estava em festa com a possibilidade do primeiro título nacional. O Mais Querido tinha uma verdadeira seleção. Junior, Andrade, Carpegiani, Raul, Zico, Tita, Nunes e muitos mais. E a bola rolou...
Aos seis minutos de partida, Zico encontrou Nunes. Uma linda enfiada de bola do Galinho de Quintino que encontrou o "Artilheiro das decisões" pronto para marcar. Um chute seco, rasteiro, na saída do goleiro, e o Flamengo abria o placar.
Não deu tempo de comemorar. Na jogada seguinte, Reinaldo entrou pelo lado esquerdo da área e chutou mascado. A bola resvalou em Manguito e enganou Raul. O time mineiro empatava a partida.
O primeiro tempo se encaminhava para o fim. O jogo era duro para o time rubro-negro que enfrentava um Atlético disposto a estragar a festa. Contudo, uma cobrança de escanteio, afastada pela zaga adversária, parou nos pés de Junior. Ele tentou uma, duas vezes. Na derradeira, a bola encontrou o artilheiro do campeonato, Zico. Ele emendou, colocou no ângulo de João Leite, anotou seu 21º gol e colocou o Mengão, mais uma vez, à frente do placar.
Aos 21 minutos da segunda etapa aconteceu o que pareceria ser um castigo. Reinaldo recebeu cruzamento de Eder e com o pé direito finalizou de primeira. A bola passou por baixo de Raul e o empate estava decretado, resultado que garantia o título ao Atlético. Seriam minutos de tensão, drama, mas o torcedor rubro-negro nas arquibancadas e a equipe do Flamengo em campo jamais desistiriam.
Nunes fez história. Aos 37 minutos, a oito do final da partida, recebeu bola pelo lado esquerdo. Tentou cruzar, mas Silvestre, seu marcador, cortou. O camisa 9 castigaria tamanha audácia. Foi para cima do marcador, entortou, passou e, quase sem ângulo, conclui para marcar o terceiro.
3x2. Placar final. O Brasil era do Flamengo. Nada mais justo, afinal o Flamengo já era do Brasil.

O TERCEIRO TRI

O Tri "Especial"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Flamengo foi campeão carioca em 78 e 79 - duas vezes


Nos anos de 1978 e 1979, o Flamengo conquistava o terceiro tricampeonato da sua gloriosa história. Nesses 121 anos, o Site Oficial relembra essas conquistas marcantes.


No primeiro título, em 1978, logo na estréia do Campeonato Carioca, Zico comandou a equipe e logo de cara, conseguiu um expressivo 6x0 no São Cristóvão, que veio seguido de um 5x0 contra o Campo Grande. O time embalou, e não perdeu mais até a última rodada da Taça Guanabara, quando enfrentou o Fluminense. Perdeu por 2x0, mas mesmo assim, ficou com o título. No segundo turno, a história foi parecida. Porém, sem a derrota no último jogo. Na final do campeonato, contra o Vasco da Gama, a equipe rubro-negra venceu com um gol do zagueiro Rondinelli, chamado pela torcida de Deus da Raça, de cabeça, no finalzinho do segundo tempo. 1x0, o título do segundo turno, e, conseqüentemente, do campeonato. 


Em 1979, o Flamengo conquistou 12 troféus. Sendo eles, dois Campeonatos Cariocas. No ano de 1979 foram disputados dois Estaduais, e o Flamengo venceu os dois. O primeiro, posteriormente chamado de Especial, foi dividido em dois turnos. Os dois foram conquistados pelo Mengão, campeão invicto da competição. Na final do primeiro turno, um 3x0 contra o rival Botafogo. Na do segundo, um empate em 2x2 contra o mesmo adversário. Em abril, o Fla se sagrava bicampeão carioca.


Em maio, começou a disputa do segundo Campeonato Carioca de 1979. Nele, o Maior do Mundo conquistou a histórica marca de 52 jogos sem perder, recorde nacional de invencibilidade, ao vencer o Campo Grande por 2x1. Na última, contra o Vasco, um 4x2, com atuações impecáveis de Júnior e Zico, garantindo a conquista de mais uma Taça Guanabara para o Mengo. No segundo turno, outra conquista. Tita marcou e o Flamengo venceu o Fluminense na final. No terceiro e decisivo turno, o Rubro-Negro garantiu o campeonato com um 0x0, contra o Botafogo. Uma campanha sensacional terminava ali. Um tricampeonato estadual, com um bicampeonato no mesmo ano. Nada mal para a Nação.

ESTADUAL DE 1963

O maior do Maior: o Flamengo conquista o Estadual de 1963 perante o recorde mundial de público em jogos de clubes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma multidão de torcedores acompanhou a histórica decisão entre Flamengo e Fluminense


Dizem que o primeiro FLA x FLU aconteceu 40 minutos antes do nada. Mas um confronto ficou marcado por acontecer perante muitos, o que com direito a licença poética poderia ser chamado de o FLA x FLU de tudo. Ou todos. 


Naquele 15 de dezembro, o Maracanã recebeu 177.020 pagantes. Mais do que isso: foram 194.603 presentes. 


"Estava lá em 1963, naquele recorde de público de 177 mil. Eu ficava nas cadeiras, meu pai tinha duas. Estávamos eu, Edu e Tonico. Meu irmão mais velho foi jogado até sentar lá, de tão cheio que ficou o estádio. Como torcedor, foi meu FLA x FLU mais marcante. O empate era do Flamengo, o Fluminense pressionou, mas saímos com o empate e o título", contou Zico, em entrevista ao globoesporte.com


A partida foi duríssima. O Flamengo conquistaria o título com o empate, então o Fluminense tratou de pressionar durante toda a partida. O clima no estádio era de apreensão durante os 87 minutos que antecederam o momento decisivo, aos 43 minutos do segundo tempo.


Escurinho, ponta-esquerda do Fluminense, entrou na área e desferiu um chute, que à primeira impressão, era indefensável. Mas ali estava Marcial, arqueiro rubro-negro, para a defesa impossível. Minutos depois, a arbitragem apitava o fim do jogo e o Mengão encerrava um jejum de oito anos sem o título estadual. 


"Ele tentou me encobrir, mas abortei a saída. Eu fui e voltei. Seria gol. Lembro de ver a torcida do Fluminense, lá do outro lado, já pulando para comemorar. Mas usei a inteligência. Percebi que ele ia jogar por cima, e aí voltei. A bola era marrom. Não dava para ver com tanta nitidez. Quando ela subiu, a torcida do Fluminense gritou. Mas eu agarrei. Daí peguei a bola e mostrei para a torcida do Flamengo", relembrou Marcial em entrevista ao globoesporte.com

O SEGUNDO TRI

O segundo tri carioca 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na foto, em pé: Pavão, Chamorro, Servilio, Tomires, Dequinha e Jordan; agachados: Joel, Duca, Índio, Dida e Zagallo.

 

Paraguaios se unem a verdadeiro esquadrão rubro-negro e Flamengo é campeão do Rio pela 13ª vez 

 

Depois de 11 anos do primeiro tricampeonato estadual, o Flamengo contou com sangue paraguaio para a conquista do segundo. Vindo do país vizinho, o lendário técnico Fleitas Solich trouxe os conterrâneos Chamorro e Benítez para o time, que se uniram a uma geração que contava com gênios como Pavão, Jadir, Dequinha, Jordan, Joel, Rubens, Paulinho, Índio, Evaristo, Esquerdinha, Zagallo e Dida - artilheiro que foi o grande ídolo de infância de Zico.
Naquele Flamengo x America, no dia 4 de abril de 1955, ficou marcado o segundo tricampeonato estadual de futebol do Flamengo, não só pela grande atuação da equipe, comandada pelo "feiticeiro" Solich, mas também por ter sido uma justa homenagem póstuma a Gilberto Cardoso, presidente que "morreu pelo Flamengo": sofreu um ataque cardíaco após uma emocionante vitória da equipe de basquete, que levou o título sobre o Sírio com uma cesta de Guguta no estouro do cronômetro. Com uma atuação inspiradíssima de Dida, que balançou a rede quatro vezes, o Mais Querido bateu o América por 4 a 1 e sagrou-se, pela segunda vez na história, tricampeão carioca de futebol.

O primeiro título, em 1953, também veio com uma vitória sobre o America, por 2 a 0, no último jogo do terceiro turno do campeonato daquele ano - aquele time teve apenas nove derrotas em 60 partidas. Este foi o 11º título estadual da história do futebol rubro-negro. No ano seguinte, uma goleada de 5 a 1 sobre o Bonsucesso na final levou o troféu do bicampeonato para a Gávea.

O Flamengo ainda seria tricampeão carioca em mais três oportunidades: 1978-1979-1979 especial (sobre Vasco e Botafogo), 1999-2000-2001 (todos vencidos sobre o Vasco) e 2007-2008-2009 (todos vencidos sobre o Botafogo).

O FLAMENGO NA ÓTICA DE UM PALMEIRENSE

Nem toda festa é Flamengo. Mas todo o Flamengo é uma festa.

Mauro Beting



Não era clube de futebol. Não tinha time de futebol até o departamento do esporte do Fluminense mudar de mala, pelota e chancas para a Gávea que virou sinônimo de Flamengo. Para o Flamengo que virou o Rio. Para o clube carioca que virou a maior torcida fluminense. Para a nação que virou a maior torcida do Brasil. Segundo time de muitos, segunda pele de todos, primeira paixão de milhões, única razão de tantos que são só emoção que são só Flamengo. Sempre Flamengo. 
A maior torcida do país do futebol no mundo de fato é a turma do arco-íris. A que é do contra. Quem não é Flamengo é contra mesmo. Mas são tantos que são, e são tantos que são tanto Flamengo, que o grito de Meeeeeennnnngoooooooo ecoa além do Maracanã. Ou faz de todo campo em todo canto um enorme altar rubro-negro. 
Como se fosse um gol de Zico cobrando falta. A gente sabe que aquela bola vai entrar. Não adianta torcer contra. Vai ser Zico. E foi Flamengo até quem não era. Eu. O melhor time que vi jogar em campos brasileiros foi o de 1981-82. Até a bola torcia por quem nascera na Gávea como Leandro, Mozer, Júnior, Andrade, Adílio, Tita, Zico e Nunes. Oito dos 11 campeões de tudo. Oito capitães de areia, generais da grama, marechais das vitórias. 
Flamengo que conseguiu ser campeão do Brasil com menos time em 1992. Conseguiu vencer até a matemática em 2009. Venceu brasileiros com interinos internos da casa. Violinos Carlinhos e volantes Andrade. Bagres e craques dando voltas olímpicas e reviravoltas na tabela. Imperadores e reis do Rio e do Brasil na mistura geral e arquibalda. 
Urubus e abutres. Galinhos e galas de partidas. Tantos tris estaduais, tantas tretas federais. É hexa, sim. Porque todo o Brasil que também foi do Sport em 1987 fechou questão com o campeão da Copa União. Não foi o Flamengo que não quis jogo. Foi o Clube dos 13. E foi o Flamengo campeão dos 13 que estavam 16. Foi o Flamengo que foi o Brasil como o Brasil é mais Flamengo. 
E difícil explicar 1987. Como é difícil explicar como são milhões de Flamengo pelo Brasil. 
Melhor celebrar. Nem toda festa é do Flamengo. Mas todo o Flamengo é uma festa.

Fonte: http://maurobeting.blogosfera.uol.com.br/2016/11/15/nem-toda-festa-e-flamengo-mas-todo-o-flamengo-e-uma-festa/

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O PRIMEIRO TRI

1942, 1943 e 1944: sob a batuta de Flavio Costa, o primeiro Tri Estadual rubro-negro


 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma das maiores equipes da história do Flamengo reinou no futebol carioca nos anos 40 

 


O primeiro tricampeonato carioca da história do Flamengo teve um grande mentor: o técnico Flávio Costa. Foi ele quem estruturou a equipe que em 1942 impediu o tricampeonato do Fluminense, liderada em campo por um dos maiores jogadores rubro-negros de todos os tempos: Thomaz Soares da Silva, o Zizinho. Acompanhando o Mestre Ziza estavam craques como Domingos da Guia, Biguá, Bria, Jayme, Valido, Pirillo e Vevé.

Em três anos, foram 44 vitórias, 188 gols marcados e apenas seis derrotas. O time obteve a incrível média de três gols por partida, tendo Pirilo como artilheiro da campanha: 46 gols. O tri veio com a categoria e a raça de Valido: aos 30 anos, o ponta-direito argentino voltou ao futebol e marcou o gol da conquista de cabeça, aos 41 minutos do segundo tempo da final contra o Vasco, diante de 20 mil torcedores na Gávea.

O período sucedeu a perda de Leônidas da Silva, em 1939 e o então bicampeonato do Fluminense em 1940 e 41. Gustavo de Carvalho, presidente rubro-negro à época, deu plenos poderes ao técnico Flavio Costa, o que surtiu efeito e resultados.
1942
A campanha foi arrasadora. O Flamengo disputou 27 jogos, venceu 20, empatou cinco e perdeu apenas dois. Marcou 87 gols e sofreu 29. O jogo final foi contra o Fluminense, no estádio das Laranjeiras. O empate em 1 a 1 com o gol rubro-negro marcado por Pirilo aos 21 minutos da primeira etapa. A equipe da decisão: Jurandir; Domingos e Nilton; Biguá, Volante e Jaime; Valido, Zizinho, Pirilo, Nandinho e Vevé.
1943
Na trajetória do bicampeonato, o Flamengo perdeu apenas um jogo. No total de 18 jogos, venceu 11 e empatou em seis oportunidades. Marcou 51 gols e sofreu apenas 18. O jogo decisivo foi contra o Bangu, na Gávea, com vitória por 5 a 0. Perácio marcou três vezes, aos 2 e 23 minutos do primeiro tempo e aos 18 da etapa complementar. Pirilo fez os outros dois, aos 37 minutos do primeiro tempo e aos 44 da etapa final. A equipe da decisão: Jurandir; Domingos, Nílton, Biguá, Bria, Jaime, Jacir, Zizinho, Pirilo, Perácio e Vevé.
1944
O ano do Tri. Em 28 jogos, o Flamengo venceu 13, empatou dois e foi derrotado três vezes. Anotou 50 gols e sofreu 18. A partida que consagrou o título foi contra o Vasco da Gama, no estádio da Gávea tomado por 20.238 torcedores. Vitória rubro-negra por 1 a 0, gol de Valido. O esquadrão da decisão: Jurandir, Newton e Quirino; Biguá, Bria e Jayme; Valido, Zizinho, Pirillo, Tião e Vevé.