Total de visualizações de página

quarta-feira, 10 de outubro de 2018


A Copa Libertadores ajudou a moldar o futebol brasileiro nas últimas décadas. Concentrou vários significados ao longo de suas quase 60 edições. Tornou-se sinônimo de catimba, rivalidade, provocação, jogo duro. Também representa o o reinado em seu continente e o passaporte para conquistar o mundo. Virou uma obsessão cantada e incorporada pelas nossas torcidas. 
Para mostrar um pedaço do DNA desse torneio, personagens que participaram de cinco títulos históricos brasileiros recontam suas experiências nas partidas decisivas. Jogadores de Atlético-MG, Corinthians, Flamengo, Palmeiras e São Paulo relatam como viveram suas finais sul-americanas. 
A primeira de cinco reportagens dessa série especial tem ícones do título do Flamengo de 1981. Recupera detalhes do clima de guerra que cercou a final contra o Cobreloa (CHI), levada para um terceiro jogo, de desempate, em Montevidéu. O Flamengo venceu o primeiro, no Maracanã por 2 a 1, mas perdeu de 1 a 0 em Santiago. Brasileiros acusam, até hoje, o zagueiro Mario Soto de usar uma pedra para agredi-los durante este confronto. 
O sangue derramado no campo chileno virou combustível para a decisão. Dos mais inflamáveis. É o que eles dizem. 

TUDO COMEÇOU NO COTOVELO DE MOZER

"A confusão toda começou, na verdade, em uma jogada da segunda final em que o outro zagueiro do Cobreloa, em uma disputa no escanteio, cabeceia meu cotovelo e cai desmaiado. Aí o Mario Soto quis sair agredindo todo mundo. 
O Mario Soto realmente tinha uma pedra na mão. Só que, quando falávamos com o árbitro, ele deixava a pedra cair em alguma parte do campo. E ele sempre pegava a pedra de novo e fazia as mesmas coisas.
Naquele tempo era duro jogar a Libertadores. Não tinha muito controle antidoping e os jogadores sul-americanos normalmente abusavam um pouco da violência. Por vezes, até parecia que havia algum outro componente que os fazia perderem o controle, ficarem muito agressivos"

Antes da grande final

Durante a semana, eles falaram que iam fazer e acontecer, que brasileiro é medroso. Fui para o jogo disposto ao tudo ou nada. Se ficasse mais violento, eu iria dançar conforme a música. Eles poderiam até nos vencer jogando bola, mas não pela violência" 
Andrade
Andrade, expulso no terceiro e decisivo jogo, em Montevidéu (URU)
Por mais que eu estivesse focado, claro que entrei em campo puto da vida. Dizia para os colegas que ia revidar [a agressão de Soto]. Falamos algumas coisas um para o outro dentro de campo, mas à distância" 
Adílio
Adílio, um dos agredidos por Mario Soto na segunda final



































Zico paz e amor 

"Devido ao que aconteceu no Chile, alguns jogadores estavam nervosos antes da partida em Montevidéu. Tinha muita gente, principalmente dirigentes, falando um monte de besteira, em revide, não sei o que lá, em fazer isso, em fazer aquilo.
Por isso, falei para eles [companheiros de time] que, se quiséssemos ser campeões, não tínhamos que pensar em retaliação. Seríamos campeões jogando bola, nosso time era melhor. Se saíssemos daquilo que fazíamos sempre, nos igualaríamos a eles. 
Eu estava tranquilo. Focado no que tinha de fazer dentro de campo e pronto. Não tinha outra alternativa"

Torcida a favor

Depois da intimidação no Chile, campo neutro favoreceu o Flamengo "Correu essa história de que o time deles gostava de praticar o antijogo, enquanto nós éramos o time que todo mundo gostava de ver, do toque de bola, que jogava para frente. Por isso, quase todo mundo no estádio estava a nosso favor. Além disso, havia muitos flamenguistas na região" 
Adílio, lembrando do apoio no estádio Centenário, em Montevidéu.

Zico, autor do 1 a 0 aos 18min do primeiro tempo "Eles tiveram que ficar 'piano' porque, logo no primeiro tempo, um cara quis dar uma entrada e o juiz já botou ele para fora. Entenderam que ali o buraco era mais embaixo. O juiz não estava ali para brincar, e o Cobreloa precisou jogar bola mesmo"

Andrade, expulso após cometer falta dura "Eles já estavam com um a menos e perdendo de um a zero. Aí um jogador deles deu uma entrada no Júnior, eu acabei dando uma entrada mais dura nele e o juiz quis equilibrar o jogo me expulsando também. Nem amarelo eu tinha"

Mozer, sobre o 2 a 0 que fechou o placar da final "Quando saiu aquela falta [que originou o segundo gol], tínhamos quase certeza que ela entraria. Só por um milagre não aconteceria isso. Com o Zico, cobranças de falta eram, para nós, quase um pênalti. E sem goleiro"

Lico, agredido no primeiro jogo, ao Jornal dos Sports "Mostramos a eles que nem a violência, nem pedras escondidas, podem com o nosso futebol. Infelizmente não disputei o último jogo, mas tenho a satisfação de me sentir vingado com a lição de futebol que demos ao mundo".

Flamengo 2 x 0 Cobreloa

Flamengo: Raul; Nei Dias, Marinho, Mozer e Júnior; Leandro, Andrade e Zico; Tita, Nunes (Anselmo) e Adílio.
Cobreloa: Wirth; Tabilo, Páez (Múñoz), Soto e Escobar; Jiménez, Merello e Alarcón; Puebla, Siviero e W. Olivera Data: 23 de novembro de 1981 
Local: Estádio Centenário, em Montevidéu (URU) 
Público: 30.200 pagantes
Árbitro: Roque Cerullo (Uruguai)
Gols: Zico, aos 18min do primeiro tempo e aos 39min do segundo tempo Cartões amarelos: Júnior (Flamengo); Escobar (Cobreloa) Cartões vermelhos: Andrade e Anselmo (Flamengo); Jiménez, Mario Soto e Alarcón (Cobreloa).


quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Garotos do Mundo! Sub-17 conquista na China quinto título internacional da base rubro-negra em 2018

Mais Querido derrota Villarreal (ESP) na final da Evergrande Cup e fecha ano internacional da base com chave de ouro

Por - em


Made in Brazil, criados e formados no Ninho e campeões nos quatro cantos do mundo. Assim podem ser considerados os atletas que integram as categorias de base do futebol do Flamengo. Dallas, Dubai, Premier Cup, Dossena. Muitos poderiam imaginar que as quatro conquistas internacionais da temporada já estariam de bom tamanho, mas não era o que os Garotos do Ninho pensavam. Quem joga no Flamengo e veste o Manto Sagrado é insaciável na busca por títulos, e se acostuma desde cedo a sempre querer mais – e a ganhar, claro. 


Base vencedora. Garotos do Ninho conquistam 5º título internacional do ano na China

Na manhã desta terça-feira (28), a equipe Sub-17, comandada pelo treinador Phelipe Leal e que já havia conquistado a Dallas Cup, em março, nos Estados Unidos, bateu o Villarreal (ESP) por 5x4 nos pênaltis, após empate por 1x1 (Sidney) no tempo normal, e sagrou-se campeã também da Evergrande Cup U-17 International Football Championship, na China, encerrando com chave de ouro o ciclo de competições internacionais na temporada 2018 trazendo para a Gávea nada menos que o quinto título. Acha muito? Então segura mais essa: todos eles conquistados de maneira invicta. Além deles, vale lembrar, os Garotos do Ninho já garantiram esse ano, em solo brasileiro, a Copa São Paulo, o Campeonato Carioca Sub-20 e a Taça Os Donos da Bola Sub-14. E dezembro ainda está longe...

“O Flamengo sente muito orgulho por mais uma conquista internacional do seu futebol de base. O principal objetivo dessas viagens é proporcionar aos atletas e comissões técnicas vivências internacionais para que possam estar cada vez mais capazes de performar em alto nível. Temos tido sucesso e os frutos já são visíveis com atletas da base sendo projetados ao futebol profissional. É um diferencial do Flamengo na formação de seus atletas, já que proporciona aos jogadores enfrentar grandes equipes a nível mundial. Esse título é mérito de um planejamento iniciado pelo nosso Diretor de Futebol, Carlos Noval, e que hoje tenho a honra de liderar e dar continuidade", disse Eduardo Freeland, Gerente de Futebol de Base do Flamengo.
Freeland concluiu: “A conquista de tantos títulos é mérito do trabalho de todos os profissionais que fazem parte das categorias de base do futebol do Flamengo. É um processo extremamente vencedor, que tem início no dia a dia de trabalho, de cada sessão, cada treinamento no nosso CT, passando pela dedicação e o envolvimento de todos. Os títulos são, na verdade, a coroação do trabalho de muitas pessoas”, disse Eduardo Freeland, que em menos de quatro meses no cargo, já coleciona dez títulos.
“Me sinto extremamente honrado com a missão que me foi passada. Para mim, é um orgulho imenso ter a chance de representar o clube que tem a maior torcida do mundo, e quero agradecer e compartilhar essa alegria com todos os funcionários e torcedores do Flamengo”, finalizou o vencedor Diretor do Futebol de Base do Flamengo.

Assim como havia sido na estreia da competição, o duelo contra os espanhóis na final foi extremamente difícil e equilibrado. Logo aos seis minutos de jogo, o Villarreal abriu o placar após cobrança de escanteio. Com muita luta e dedicação, os Garotos do Ninho correram atrás e foram buscar o empate apenas aos 25 minutos da etapa final. Sidney fez bela jogada individual pela intermediária direita do ataque rubro-negro, cortou para o meio e bateu de chapa, bonito, na gaveta, levando a decisão para a disputa das penalidades.

Aí, brilhou mais uma vez a escola de goleiros do Flamengo, que tradicionalmente revela grandes jogadores para a posição ano após ano, e que segue a todo vapor, com ritmo cada vez mais acelerado de produção no que diz respeito à quantidade e, principalmente, à qualidade. Já na primeira cobrança espanhola, o paredão Pedro Victor acertou o canto e fez a defesa. E foi o suficiente, porque com muita frieza e tranquilidade, Lucas Gabriel, Yuri, Sidney, Rhyan e Gomes fizeram e garantiram – não perca a conta – o quinto título internacional do ano para o futebol de base rubro-negro.

“Ser campeão vestindo o Manto Sagrado e representando essa Nação é uma emoção enorme, pois trabalhamos dia após dia para alcançarmos os nossos objetivos. Superamos diversas dificuldades que só nós sabemos, enfrentamos e derrotamos um leão a cada dia, e tenho certeza que não há no mundo grupo de trabalho mais merecedor do que o nosso. Especificamente com relação aos pênaltis, trabalhamos diariamente essa situação com o Thiago Eler, nosso preparador. Me sentia totalmente preparado e, naquele momento, não passava outra coisa na cabeça a não ser fazer a defesa. Graças a Deus deu certo, e é um momento que ficará marcado para sempre na minha vida. Nossa geração ainda vai dar muitas alegrias para a Nação Rubro-Negra. É para isso que trabalhamos!”, disse o goleiro Pedro Victor.

“O momento do gol foi de muita tensão para a nossa equipe, já que estávamos perdendo o jogo e víamos o tempo passar sem que conseguíssemos empatar. Graças a Deus pude ajudar a equipe com um belo gol, que levou a decisão para os pênaltis. Ali, eu tinha certeza que o título seria nosso, pois sei que o Pedro Victor pegaria pelo menos um e que, pela nossa qualidade, dificilmente perderíamos algum. Felizmente, foi o que aconteceu. Por todas as dificuldades que passamos no dia a dia, a nossa geração merece o mundo. Agradeço à minha família e ao Flamengo, por tudo o que tem acontecido na minha vida”, disse Sidney, que foi eleito o MVP da final.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Garotos do Ninho celebram a conquista do título internacional na Itália

Sub-20 acumula quatro troféus só no primeiro semestre

Por - em
Sub-20 conquistou o quarto título internacional da base rubro-negra em 2018.
Sub-20 conquistou o quarto título internacional da base rubro-negra em 2018.


Em ano de Copa, quem está conquistando o mundo são os Garotos do Ninho. Após levantar taça em Dallas, Áustria e Dubai, neste final de semana a base rubro-negra conquistou mais um título internacional, desta vez na Itália, com o time sub-20.

No início de 2018, a primeira taça veio com a conquista da Copinha em cima do São Paulo. Em seguida, bateram o Botafogo e se sagraram campeões da Taça Guanabara. Há menos de um mês foi a vez da garotada dar a volta olímpica no Maracanã, após vencerem o Vasco na final do Estadual. E agora, para coroar esse primeiro semestre avassalador, o sub-20 conquistou o 42º Trofeo Dossena ao bater o Atalanta (ITA). O treinador Márcio Torres destacou a importância do título internacional em um primeiro semestre recheado de conquistas do sub-20.

“Mais um título para a Nação Rubro-Negra, agora internacional. Nosso sub-20 ganhou esse ano a Copa São Paulo, o Campeonato Carioca contra o Vasco, e faltava um título internacional. Conquistamos um título de grande expressão em um país onde o futebol é muito forte. Os meninos estão de parabéns por terem conseguido se superar a cada dia. Eles foram crescendo na competição e saíram coroados com o título.”

Autor de dois gols na final (quatro na competição), Vitor Gabriel recebeu o prêmio de MVP da final.
Autor de dois gols na final (quatro na competição), Vitor Gabriel recebeu o prêmio de MVP da final.

Com duas partidas disputadas pelo profissional em 2018, o jovem atacante Vitor Gabriel vem mostrando todo o seu valor na base do Fla. Com dois gols e uma assistência na final diante do Atalanta, ele foi eleito o melhor jogador da partida.

“Fico muito feliz pelo título, a equipe merecia isso. Graças a Deus conseguimos nosso objetivo. Também fico muito feliz por ter sido eleito o melhor jogador da partida. Pude ajudar com dois gols e uma assistência.”

Além de ter o melhor jogador da final, o Mais Querido saiu da Itália com dois títulos individuais. O melhor jogador da competição foi para o atacante Wendel, autor de um dos gols contra o Atalanta, e o melhor goleiro do torneio ficou com Hugo Souza, que celebrou as conquistas pelo Mengão.

“Feliz pelo título e feliz pelo título individual também, mas sem meus companheiros nada disso teria acontecido. Quero agradecer aos meus treinadores, o Marcinho, a comissão técnica, o Tiago treinador de goleiros, todos eles fazem parte disso. Agora é comemorar esse título que foi conquistado com muita luta e muita garra.”

A campanha invicta:

O Flamengo estreou no Trofeo Dossena na última segunda-feira (11) com vitória por 2 a 0 sobre a seleção de Cremona. Os gols foram marcados por Vitor Gabriel e Marx Lenin.

Nos três jogos seguintes, três empates. Dois deles em 1 a 1 contra Genoa e Cremonese. Gols de Yuri e Wendel respectivamente. O terceiro empate veio na semifinal com classificação garantida nas penalidades. No tempo normal, 2 a 2 contra o Chievo Verona, gols de Bill e Vitor Gabriel.

Ao chegar à final, uma vitória incontestável sobre o Atalanta por 3 a 1. Vitor Gabriel (2) e Wendel fizeram o placar que deu mais um título internacional à base rubro-negra este ano. 

quinta-feira, 19 de abril de 2018

O 10 artilheiro e o goleiro herói: os nomes do título do Fla sub-16 contra o Real Madrid

Renier comanda as estatísticas do Rubro-Negro em Dubai e comemora o crescimento do número de seguidos nas redes socias; Bruno revela promessa: "Façam os gols que eu me garanto"


A festa rubro-negra nesta quinta-feira foi nos Emirados Árabes. Após empate em 1 a 1, o Flamengo bateu o Real Madrid nos pênaltis e coroou com o título uma campanha invicta no Campeonato Internacional Sub-16 de Dubai. E a comemoração foi madrugada adentro.
Mas sobrou tempo para a reportagem do GloboEsporte.com conversar com Reinier e Bruno, dois personagens cruciais na conquista da taça - a 2ª internacional para a base do clube. 

Reinier: 5 jogos - 9 gols - 8 assistências
 
Renier Flamengo (Foto: Arquivo Pessoal) Renier Flamengo (Foto: Arquivo Pessoal)
Renier Flamengo (Foto: Arquivo Pessoal) 
 
Reinier é ainda apenas uma promessa no Ninho, mas o nome ganha cada vez mais força, nos bastidores e com os torcedores que acompanham as demais categorias do clube. O desempenho na competição em Dubai só reforçou o status.
- Estamos felizes, é um momento inesquecível. Mais um título internacional para a base do Flamengo. É fruto de muito trabalho no dia a dia. Hoje não fizemos uma excelente partida, mas no Flamengo não pode faltar raça, determinação, vontade. Isso não faltou. Fizemos o gol no último minuto e saímos com o título.
A primeira comemoração é pelo título. Mas o garoto de 16 anos não esconde outra alegria: com a repercussão da conquista cresce o número de seguidores nas redes sociais. Os números individuais - artilheiro com nove gols e ainda oito assistências - são divididos com todo o grupo.
- Uma das minhas melhores competições. Quando o trabalho coletivo é forte e é a prioridade, o individual aparece naturalmente. Estou muito feliz pela artilharia e muito mais pelo título! O trabalho e dedicação no dia a dia nos proporcionam momentos como esse. Agradeço a Deus e minha família por tudo que está acontecendo na minha vida - destacou o garoto.
Bruno: "Façam os gols que eu me garanto"
Bruno Flamengo (Foto: Arquivo Pessoal) Bruno Flamengo (Foto: Arquivo Pessoal)
Bruno Flamengo (Foto: Arquivo Pessoal) 
 
E se o Flamengo saiu de campo com a taça é graças a Bruno. O goleiro foi heroi nos pênaltis, com duas defesas, mas também precisou trabalhar durante os 90 minutos. No fim do jogo, quando o Real Madrid ainda comandava o placar, fez milagre em duas finalizações seguidas na grande área.
Para o garoto, fã de Gianluigi Buffon, a atuação desta quinta foi a maior da curta carreira.
- Primeiramente agradecer a Deus por esse campeonato maravilhoso que todos nós fizemos. Fiquei muito feliz por ter defendido dois pênaltis. Na hora que fechamos antes das disputas eu falei, “façam os gols que eu me garanto na hora de defender”, e foi o que aconteceu. Eles fizeram todos e eu me garanti em duas cobranças. Fui feliz também em duas defesas importantes (no final do 2º tempo) que contribuíram para o empate. 

 (Foto: Divulgação)

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Flamengo se impõe, vence Boavista e conquista sua 21ª Taça Guanabara

Título coloca o Rubro-Negro no quadrangular final do Estadual


Vinte e uma vezes Flamengo. O maior campeão da Taça Guanabara ampliou sua vantagem para os demais ao conquistar o título neste domingo, no Espírito Santo, de forma invicta. Não foi uma vitória fácil. O Boavista foi um grande oponente e valorizou ainda mais a conquista. Mas não teve jeito. Com gols no segundo tempo, o Mais Querido fez a vantagem e deu a volta olímpica no final. Kadu (contra) e Vinicius Junior marcaram, aos 19 e 32, os gols da partida.

Favorito, com mais tradição, (muito) mais torcida e maior qualidade técnica, deu a lógica no final. Com o resultado, o Flamengo agora já está no quadrangular final do Campeonato Estadual. Se conquistar a Taça Rio, se classifica direto para a decisão da competição.

A campanha invicta teve quatro vitórias e um empate na fase de grupos, com tomar nenhum gol. Treze pontos que garantiram a liderança isolada no grupo B. Na fase de semifinal, vitória por 3x1 no clássico contra o Botafogo e a classificação para a decisão. A Taça Rio terá início na próxima quarta-feira, contra o Madureira, no estádio Nilton Santos, às 19h30. 
 
O Jogo

O técnico Paulo César Carpegiani mandou a campo sua força máxima. A única ausência, em comparação aos jogos anteriores, foi Juan. Réver e Rhodolfo formaram a zaga, com Pará e Renê nas laterais, Cuéllar, Paquetá, Diego e Everton Ribeiro no meio, e Everton e Henrique Dourado na frente. 

O primeiro tempo teve emoções, mas poucas chances claras do Flamengo. Na verdade, quem começou melhor foi o Boavista, com dois ataques logo no início que assustaram o goleiro César. O Rubro-Negro apenas respondeu aos 16, com Dourado chutando com perigo para fora. 
 
Depois da parada técnica, o Flamengo melhorou. Aos 26, Diego cobrou muito bem falta na entrada da área e o goleiro Rafael fez milagre. Em seguida, Everton Ribeiro chutou de fora, mas a bola saiu mascada. Diego, três minutos depois, teve outra grande chance. O camisa 10 pegou de primeira um rebote na entrada da área. O goleiro do Boavista já estava fora da jogada, mas Kadu salvou a equipe de Saquarema. E os primeiros 45 minutos ficaram nisso. 

A volta para o segundo tempo trouxe outro Flamengo. Muito mais agressivo e decidido a acabar com o jogo sem a necessidade dos pênaltis, o time de Carpegiani foi para cima desde o início. 

Logo aos cinco, Dourado cabeceou para fora dentro da pequena área e o gritou de gol ficou na garganta. Aos oito, Diego corbou outra falta para boa defesa de Rafael. Aos 17, Carpegiani mexeu e colocou Vinicius Junior no lugar de Lucas Paquetá, que estava muito bem, mas o time ganhou uma nova movimentação. 

Deu certo e dois minutos depois o grito de gol saiu. Diego fez excelente jogada e cruzou para Réver. O capitão cabeceou para dentro da área, mas antes de a bola chegar a Vinicius Junior, que entrava pelo meio, Kadu apareceu no caminho e fez contra. 

O gol abriu ainda mais o jogo e o Flamengo sobrava. A superioridade técnica era latente e o segundo gol foi questão de tempo. Aos 32, Éverton Ribeiro cruzou para Vinicius Junior, livre, completar e fazer o gol do título, seu primeiro com o Manto Sagrado e jogando pelo time profissional. 

O time ainda teve chances de aumentar, mas o Boavista já não oferecia mais resistência. Título garantido, troféu encomendado com propriedade e o Flamengo deu sua primeira volta olímpica em 2018.
 

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Déjà vu? Há três anos, Fla vencia São Paulo e era campeão inédito da Arena Amazônia

No mesmo dia 25 de janeiro, mas de 2015, Flamengo vencia Tricolor Paulista e conquistava o título do SuperSeries. Exatos três anos depois, rubro-negro carioca foi campeão da Copinha sobre rival

Déjà vu? Há três anos, Fla vencia São Paulo e era campeão inédito da Arena Amazônia Déjà vu? Há três anos, Fla vencia São Paulo e era campeão inédito da Arena Amazônia

Nos últimos seis jogos entre Flamengo e São Paulo, todos pelo Brasileirão, foram duas vitórias para cada lado e dois empates. O equilíbrio virou uma marca registrada do duelo, exceto quando a partida cai no dia 25 de janeiro. Se valer taça então... É na data do aniversário da cidade de São Paulo, curiosamente, que o Rubro-Negro escolheu para "assombrar" o Tricolor Paulista. Se em 2018 o Fla levou o título da Copinha sobre o rival, foi nesse mesmo dia, mas há três anos, que o time carioca vencia o adversário e faturava o SuperSeries, primeiro "título" da Arena da Amazônia.

A decisão disputada em Manaus, inclusive, havia sido a primeira - na história - entre os seis vezes campeões brasileiros. A segunda vez foi justamente nesta quinta-feira, pela Copa São Paulo de Futebol Júnior. Outro fato curioso: em nenhuma das oportunidades a competição era considerada profissional. Assim como nenhum dos canecos foi erguido no Rio de Janeiro.
Copa São Paulo de Futebol Júnior 2018
 
O Flamengo foi tetracampeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Em sua quarta final pelo torneio, o Rubro-Negro venceu o São Paulo na manhã desta quinta-feira, no Pacaembu, com gol de Wendel, e levantou o troféu da maior e mais importante competição de futebol de base do país. 

Eduardo Bandeira de Mello levanta a taça da Copinha com jogadores do Flamengo (Foto: Marcos Ribolli) Eduardo Bandeira de Mello levanta a taça da Copinha com jogadores do Flamengo (Foto: Marcos Ribolli)
Eduardo Bandeira de Mello levanta a taça da Copinha com jogadores do Flamengo (Foto: Marcos Ribolli) 
 
O São Paulo foi o líder do grupo 10, com três vitórias em três jogos. Depois, passou por Chapecoense (2 a 0), Botafogo-SP (1 a 0), Cruzeiro (1 a 0), Vitória (4 a 3 nos pênaltis, após empate em 2 a 2 no tempo normal) e Internacional (6 a 5 nas penalidades, depois de 1 a 1 no tempo normal) até chegar à final. O Flamengo também terminou a fase de grupos na liderança de sua chave, com sete pontos. No mata-mata, passou por Elosport (5 a 0), Coritiba (1 a 0), Audax (1 a 0), Avaí (1 a 0) e Portuguesa (3 a 2). 

Torneio SuperSeries de 2015
 
O torneio foi disputado por Flamengo, Vasco e São Paulo. Após vitória por 1 a 0 sobre o Vasco na primeira rodada, e novo resultado positivo, pelo mesmo placar, sobre o São Paulo, o Flamengo conquistou o título da competição de forma invicta, no dia 25 de janeiro. O Tricolor Paulista, com vitória por 2 a 1 sobre o Cruzmaltino, garantiu a vice-colocação, deixando o alvinegro carioca na lanterna, sem pontos somados.