terça-feira, 10 de novembro de 2009

Contratações certeiras ajudam Flamengo a evoluir no Campeonato Brasileiro



Pet, Álvaro e Maldonado ajudaram o Flamengo a subir no Brasileiro.

Pet, Maldonado e Álvaro chegaram sem euforia, mas trouxeram experiência necessária para o Rubro-Negro chegar à luta pelo título do torneio

Eduardo Peixoto
Rio de Janeiro

Dentre os múltiplos clichês do futebol, o termo "contratação cirúrgica" é o que mais se encaixa com o segundo semestre do Flamengo. A diretoria encontrou em Petkovic, Maldonado e Álvaro a experiência necessária para a reabilitação da equipe no Campeonato Brasileiro. Desde que o trio ganhou vaga na equipe, o Rubro-Negro pulou da 14ª para a terceira posição, a dois pontos do líder São Paulo (59 a 57).

A chegada mais polêmica foi a de Pet. Em maio, o jogador acertou a redução de uma dívida milionária e se apresentou. Porém, não tinha o apoio nem do departamento de futebol, comandado à época por Kleber Leite, e tampouco do treinador Cuca.

Embora tenha se destacado em diversos treinos, o sérvio foi jogado a escanteio e nas palavras do antigo treinador estava "no fim de fila". Tudo mudou quando Andrade foi efetivado. Depois de entrar bem nos jogos contra Náutico e Goiás, Pet ganhou a vaga de titular na partida contra o Corinthians e só ficou fora de quatro jogos desde então. Todos por lesão muscular. Nas 14 vezes em que foi titular o Flamengo não perdeu.

- Quando o Delair (Dumbrosck) fez o acordo com o Pet, me consultou e também apostei nele. Achei que ele ajudaria o Flamengo por 45 minutos. Mas tivemos a grata surpresa e ele tornou-se fundamental por 90 minutos - disse o vice-presidente de futebol Marcos Braz, que na época era diretor de esportes olímpicos.Conselho de Léo Moura
As outras duas apostas certeiras do Rubro-Negro foram Álvaro e Maldonado. O zagueiro, de 31 anos, rescindiu contrato com o Inter e encontrou na Gávea a motivação necessária para transformar-se em um dos líderes da equipe.

O nome de Maldonado surgiu por acaso. Durante uma reunião para renovar o contrato de Willians, um dos empresários do volante comentou que tinha o contato do chileno. Marcos Braz , no entanto, foi desaconselhado a tentar trazê-lo.

- Falaram que não conseguiríamos porque havia cinco clubes europeus interessados. Mas o Maldonado entendeu que o Flamengo seria o caminho mais curto para retornar à seleção chilena. E ainda contamos com a colaboração do Léo Moura. Eles se falaram e houve o poder de convencimento do nosso lateral - revelou Braz.

Por causa do sucesso na Gávea, Maldonado desfalca o Flamengo contra o Náutico, domingo. Após 18 meses de ausência, ele foi convocado pelo técnico Marcelo Bielsa para defender o Chile em dois amistosos na Europa.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Flamengo/0,,MUL1373355-9865,00.html

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Em 30 dias, Fla tira vantagem dos rivais e luta pelo título, mas São Paulo é líder


Petkovic comemora gol olímpico marcado no Mineirão

Assistindo ontem a ESPN Brasil vi o excelente comentarista Mauro Cezar Pereira relatar uma matéria que ele tinha postado no seu blog. Achei muito boa e por isso resolvi postá-la. Ei-la a seguir.

Primeiro vamos deixar algo bem claro. O blogueiro não acreditava (mesmo!) que Petkovic pudesse ser tão útil ao Flamengo, embora não tenha considerado seu retorno absurdo, já que o acordo para a volta do sérvio retirou uma ação trabalhista que abocanhava as rendas do clube.

E também não levava fé em Andrade, que teve outras chances à frente do time, sem destaque. É evidente que minhas avaliações estavam redondamente erradas. Ainda bem. Graças aos dois, entre outros, temos mais um grande time brigando pelo título e tornando o campeonato ainda mais legal.

Nos últimos seis jogos o Palmeiras ganhou quatro pontos em 18 possíveis. Já o Flamengo, assim como o Cruzeiro, faturou 15 no mesmo período, ou seja, a diferença entre alviverdes e rubro-negros, que era de 12 pontos agora é de um. Já o São Paulo, ganhou 10 pontos nas seis rodadas mais recentes, ou seja, tinha sete à frente do Flamengo, agora são apenas dois.

O Atlético, por sua vez, ganhou nove pontos em 18 possíveis. Tinha cinco à frente dos rubro-negros, hoje está um atrás. Tudo isso aconteceu num intervalo de 30 dias. Além disso, hoje o clube carioca tem o mesmo número de vitórias de são-paulinos e palmeirenses, com isso, uma vitória flamenguista combinada com simples empates dos dois paulistas leva a equipe de Petkovic e Adriano à liderança. O Galo não está morto e o Cruzeiro ainda luta. Em quem você aposta?

A pontuação há seis rodadas e agora:
Palmeiras 54 - 58
São Paulo 49 - 59
Internacional 47 - 53
Atlético-MG 47 - 56
Goiás 45 - 47
Flamengo 42 - 57
Grêmio 41 - 48
Vitória 40 - 44
Cruzeiro 39 - 54
Avaí 39 - 50
Santos 39 - 45
Corinthians 39 - 49
Barueri 37 - 45
Atlético-PR 35 - 43
Coritiba 34 - 41
Botafogo 31 - 41
Santo André 29 - 35
Náutico 26 - 35
Sport 24 - 30
Fluminense 22 - 36

A classificação apenas nas seis últimas rodadas:
Cruzeiro 15
Flamengo 15
Fluminense 14
Avaí 11
Botafogo 10
Corinthians 10
São Paulo 10
Atlético-MG 9
Náutico 9
Atlético-PR 8
Barueri 8
Coritiba 7
Grêmio 7
Internacional 6
Santo André 6
Santos 6
Sport 6
Palmeiras 4
Vitória 4
Goiás 2

Fonte: http://espnbrasil.terra.com.br/maurocezarpereira/post/85563_EM+30+DIAS+FLA+TIRA+VANTAGEM+DOS+RIVAIS+E+LUTA+PELO+TITULO+MAS+SAO+PAULO+E+LIDER

Em 'revival' de emoção dos anos 80, Fla bate o Galo por 3 a 1 e pula para 3º lugar


Adriano faz o gol que decide a partida para o Fla e o deixa na artilharia ao lado de Tardelli - Agência/VIPCOMM

Petkovic faz gol olímpico, Maldonado marca o primeiro com camisa rubro-negra e Adriano decide no fim. Atlético cai para 4º na tabela

GLOBOESPORTE.COM Belo Horizonte

Pode ter faltado a técnica mais refinada dos tempos de Zico e Reinaldo. Mas a partida deste domingo apresentou outros ingredientes de um revival dos anos 80 - com o adicional de um gol olímpico. Atlético-MG e Flamengo repetiram a forte tensão da bela rivalidade e, sobretudo, a emoção. E diante de um Mineirão lotado, mas não na totalidade dos 64.800 ingressos vendidos - pouco mais de 1.000 ficaram nas mãos dos cambistas -, a equipe rubro-negra, mais consistente e com os principais jogadores aparecendo nos momentos decisivos, obteve vitória importante na luta pelo título brasileiro e/ou vaga na Libertadores.

O triunfo por 3 a 1 - gols de Petkovic, Maldonado e Adriano, com Ricardinho marcando o do time mineiro -, conquistado com justiça, fez o time ultrapassar o Galo na tabela. Agora com 57 pontos, está em terceiro lugar. A equipe mineira, com a derrota, cai para a quarta posição, com 56, mas continua na briga. O resultado deixa os rubro-negros a dois pontos do líder do Campeonato Brasileiro, o São Paulo - que na quarta-feira empatou com o Grêmio, no Olímpico -, e a um do vice-líder, o Palmeiras, que foi derrotado neste domingo pelo Fluminense por 1 a 0, no Maracanã.

Em outro duelo, só que particular, Adriano levou a melhor sobre Diego Tardelli. Apesar de o atacante atleticano ter participado mais da partida, o rubro-negro apareceu na hora certa para decidir. O Flamengo vencia por 2 a 1 quando o Galo ainda buscava o empate. Mas aos 36 minutos do segundo tempo, a estrela do Imperador brilhou. Marcou o gol de cabeça que garantiu a vitória e o empate na tabela dos artilheiros do Brasileirão, ao lado justamente do jogador da equipe mineira.

Curiosamente, o placar deste domingo repetiu o do confronto das equipes no primeiro turno, no Maracanã. Na próxima rodada, o Flamengo joga novamente fora de casa. Domingo, terá pela frente o Náutico, no estádio dos Aflitos. O Galo sairá de Minas no sábado para encarar o Coritiba, no Couto Pereira.

Gol olímpico esfria pressão

Foi um primeiro tempo em que, se faltaram muitas chances de gol, sobraram tensão e emoção, como os grandes jogos decisivos. O Galo começou a partida como esperava a sua torcida: pressionando o Flamengo em seu próprio campo. E com Diego Tardelli com apetite de gol: logo aos dois minutos, ele bateu pela meia-esquerda, só que fraco, para a defesa de Bruno. O camisa 9 atleticano se deslocava pela esquerda, pela direita, procurando as jogadas individuais. Fazia a alegria da massa atleticana.

Do lado rubro-negro, a ordem era cadenciar o jogo e buscar os contra-ataques. A peça-chave nesse esquema era Petkovic. E foi o camisa 43 quem iniciou a boa jogada que resultou no gol do Flamengo. Ele lançou Zé Roberto pela esquerda. O atacante ganhou na velocidade e bateu para Carini mandar a escanteio pela esquerda. Onde o sérvio mais gosta de bater. Não deu outra. Aos nove minutos, ele cobrou cirurgicamente, no primeiro pau, entre Thiago Feltri e Carini, marcando o seu segundo gol olímpico neste Campeonato Brasileiro.

O gol de Pet, o 50º com a camisa do clube carioca, esfriou o ímpeto do Atlético, que sentiu o baque. E deu ao Flamengo a chance de respirar. Mas não muito. Apesar de perseguido de perto ora por Aírton (na maioria das vezes), ora por Maldonado, Ricardinho conseguiu iniciar uma boa jogada de perigo para o Galo. Aos 15 minutos, ele tocou pela direita para Carlos Alberto, que foi à linha de fundo e centrou para Éder Luís bater, mas . Bruno, seguro, defendeu.

Dificuldades

O grande problema do Galo é que Ricardinho ficava praticamente só na armação das jogadas. Correa, que se movimentava bem, tentava, mas não tinha a mesma precisão nos lançamentos. Com o meio da área congestionado pela boa marcação do Fla, o jeito era buscar as duas laterais.

Se Ricardinho estava só na armação do Galo, do lado rubro-negro era Adriano quem parecia mais isolado com o esquema de contra-ataques. Bem marcado, o camisa 10 teve poucas chances de aparecer. Como aos 17 minutos, numa tabela iniciada por Petkovic que o Imperador concluiu de cabeça, para fora. Lance que pareceu ser o último do sérvio ainda em forma: a alegria pelo gol transformou-se logo em drama. Durante toda a primeira etapa, o jogador de 37 anos pôs várias vezes a mão na parte posterior da coxa e passou a poupar-se.

Com muitos erros de passes dos dois lados, eram poucas as chances de gol numa partida cada vez mais tensa. O Fla seguia cadenciando o jogo e buscando o toque de bola, e quando partia para o contra-ataque, explorava a velocidade de Zé Roberto pela esquerda. Do lado direito, o time esbarrava no seu maior roubador de bolas. Willians as pegava, mas as devolvia para o adversário. Mesmo assim, o Rubro-Negro mostrava mais técnica e consistência tática do que o adversário.

Maldonado amplia para o Fla

O tempo passava. A torcida do Galo já não estava mais calada. E aos 30 minutos, por pouco comemorou o empate. Em bola roubada no meio-campo, Correa lançou Tardelli. Bruno saiu e bicou para frente, mas a bola chegou aos pés de Éder Luís, que no entantou não aproveitou a chance e encobriu mal o goleiro, batendo para fora.

Para piorar a situação dos mineiros, aos 39 minutos, Maldonado roubou uma bola no meio-campo, foi à frente e, em jogada individual, cortou Werley e bateu no cantinho, à direita de Carini, sem defesa: 2 a 0 Flamengo. Foi o primeiro gol do chileno no clube. E a torcida rubro-negra, que já cantava após o primeiro gol, fez um carnaval no Mineirão.

Já a torcida do Galo perdeu a paciência no último lance de gol no primeiro tempo. Em falha de Ronaldo Angelim pelo lado esquerdo, Éder Luís roubou a bola e tocou para Correa bater livre, com Bruno batido, por cima. E o Flamengo foi para o intervalo com vantagem de dois gols.

Reação do Galo

Duas preocupações atormentavam as torcidas. O que faria Celso Roth para fazer o Galo virar a partida e, do lado rubro-negro, como estariam as condições de Petkovic para o segundo tempo. O sérvio voltou, e o técnico atleticano pôs Evandro no lugar de Renan. Mandou o Galo para o ataque e, logo aos quatro minutos, o time diminuiu o placar: Thiago Feltri centrou pela esquerda, Evandro desviou de cabeça para Ricardinho escorar, com o pé direito.

A partir daí, a torcida do Galo acordou. A pressão aumentou. A tensão também. Com Petkovic apagado, o contra-ataque rubro-negro só funcionou aos 15 minutos, em jogada individual de Zé Roberto pela esquerda. Ele passou por Jonílson, Carlos Alberto e Werley, mas bateu para fora. Pouco depois, o time perdeu Aírton. Entrou Toró. Aos 22, ele participou de lance em que Zé Roberto quase ampliou. Carini fez boa defesa,

Imperador decide

Petkovic saiu para a entrada de Fierro. Era lá e cá. Aos 25, Evandro, de virada, quase empatou. A essa altura, o Galo já tinha Rentería no lugar de Éder Luís no ataque. E Celso Roth pôs Serginho no de Correa. O Flamengo pareceu por alguns momentos mais desarmado do que o Galo com as mudanças. Aos 29, em bola roubada na altura da meia-lua, Tardelli rolou para Ricardinho, que bateu para fora.

Bem marcado, sumido da partida, Adriano apareceu bem aos 32 minutos, quando, em jogada individual, teve a chance de ampliar o marcador, mas bateu em cima de Carini. Era a "premiere" do que o Imperador aprontaria. Aos 36, após belo centro de Fierro, que entrou bem na partida, o camisa 10 rubro-negro escorou de cabeça, aproveitando falha de Carini na saída do gol. A bola ainda tocou em Benitez antes de estufar as redes. Com o tento, o atacante rubro-negro empatou com Tardelli na artilharia do Brasileiro, com 18 gols.

Do terceiro gol em diante, o Fla retomou a partida. A torcida do Galo ficou muda. A rubro-negra cantava "Poeira" e outras músicas para comemorar. A vitória estava selada, ainda que o Atlético tentasse, no desespero, reagir. Os dois clubes seguem na busca do título. Mas o rubro-negro, com uma motivação a mais. E o Campeonato Brasileiro promete muita emoção.

Ficha técnica:

ATLÉTICO-MG 1 x 3 FLAMENGO
Carini, Carlos Alberto, Pedro Benítez, Werley e Thiago Feltri; Jonílson, Renan (Evandro), Correa (Sérginho) e Ricardinho; Éder Luís (Rentería) e Diego Tardelli . Bruno, Leo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Juan; Maldonado, Aírton (Toró), Willians e Petkovic (Fierro); Zé Roberto (Wellinton) e Adriano.
Técnico: Celso Roth. Técnico: Andrade.
Gols: Petkovic, aos nove minutos, e Maldonado, aos 39. No segundo tempo, Ricardinho, aos quatro minutos, e Adriano, aos 36.
Cartões amarelos: Evandro (Atlético-MG) e Juan e Bruno (Flamengo). Cartão vermelho:
Estádio: Mineirão. Data: 08/11/2009. Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva. Auxiliares: Roberto Braatz (RJ) e Altemir Hausmann (RS).

Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/Brasileirao/Serie_A/0,,MUL1371085-9827,00.html

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sá - um dos maiores artilheiros da história do clube

João de Sá Vasconcelos

Dados

Nome Completo: João de Sá Vasconcelos
Apelido: Sá
Posição: atacante
Dia do Nascimento: 6 de Novembro de 1913
Cidade: Macaé (RJ)
1° jogo: 27/05/1934 (Flamengo 1 x 0 Fluminense (Niterói))
Histórico
Anos Time
1934-1942 Flamengo
Títulos
Pelo Flamengo

1934:

* Torneio Extra do RJ

1936:

* Torneio Extra do RJ

1939

* Campeonato Carioca

1942

* Campeonato Carioca

Estatísticas
Ano Jogos Gols Marcados
1934 17 8
1935 37 14
1936 44 14
1937 33 12
1938 27 8
1939 27 12
1940 24 6
1941 21 1
1942 5 1
Total 235 76

Fonte: http://www.flamengo.com.br/flapedia/S%C3%A1

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Você Entrevista: Nunes parte 1



Nunes esteve na redação do site oficial

Leia a primeira parte da entrevista, com as respostas do 'Artilheiro das Decisões' às perguntas dos internautas
Da equipe do site oficial do Flamengo

A equipe de jornalismo do site oficial do Flamengo conversou na tarde de sexta, 30 de outubro, com João Batista Nunes de Oliveira, o Nunes, mais conhecido como "o Artilheiro das Decisões". Nascido no dia 20 de maio de 1954, em Feira de Santana, Nunes fez história no Flamengo. Com seus gols decisivos, o atacante ajudou o clube a conquistar seguidos títulos: Campeonato Brasileiro de 1980, Estadual de 1981, Mundial Interclubes (1981) e , meses depois, Campeonato Brasileiro de 1982.

Veja aqui a primeira parte das respostas de Nunes às perguntas selecionadas nesta novidade da agência Fla, o "Você Entrevista". As questões foram enviadas por e-mail para o site oficial e passaram por uma seleção - dado o volume de mensagens. Aguarde a publicação da segunda parte da entrevista gravada. Aqui, na Agência Fla.

Danilo Santos Villa Flor, 16, Estudante, Alagoinhas (BA) – Como foi ganhar o mundo com o Flamengo?
Nunes: Eu só consegui esse objetivo depois que consegui ser campeão carioca, campeão brasileiro, campeão da Libertadores para depois ser campeão do mundo. Foi a realização de um sonho, dos meus objetivos. Maior objetivo, quando você é jogador, é ser campeão mundial. E ser campeão mundial pelo Flamengo é uma coisa muito bonita, muito linda, que todo mundo que é jogador de futebol gostaria de ter, de ganhar. Mas esse título faz parte do jogador de futebol, dos que trabalham no clube e da Nação Rubro-Negra. Então, você é campeão também.

Fabio Rodrigues Thiago, 23 Anos, Professor de Educação Física, Niterói/Rj - Qual foi o Gol que você fez com a Camisa do Flamengo, que você considera como o mais importante e que você sentiu após balançar a rede adversária?
Nunes: Fabio, os gols que eu fiz, que decidiram os campeonatos a favor do Clube de Regatas do Flamengo, todos eles foi importantes, mas eu tenho certeza que você vai concordar comigo, que um dos gols mais importantes foi contra o Atlético-MG porque foi ali que tudo começou. Nós nos sagramos campeões brasileiros pela primeira vez. Eu também estava consciente de que estava sendo campeão pela primeira vez e quando vi a bola entrar, que balançou a rede, eu só pensei na alegria de vocês, de todos os rubro-negros.

Francismar Calefi Mudesto, 29, estudante, Pará de Minas/MG. Nunes, você acha que aquela final do Mundial de 81, contra o Liverpool, foi mais fácil do que vocês esperavam?

Nunes: Francismar, a decisão contra o Liverpool nos fez muita feliz, fomos campeões mundiais. Teve um gosto e um sabor muito importante não só para nós, mas para toda a Nação Rubro-negra, consagrar-se campeão mundial. E também mostrar paras os ingleses que não se brinca com o Flamengo. Flamengo tem que ter respeito. E a gente fez com que eles respeitassem, colocando 3 a 0 neles no primeiro tempo. Porque quando a gente estava aquecendo, eles começaram a rir da gente. E quem ri por último, ri melhor.

Raphael Barbosa Medeiros, 28, advogado, Cuiabá/MT: Qual foi o melhor técnico que lhe dirigiu?
Nunes: Oi Raphael. É o Nunes, eu conheço a cidade de Cuiabá. É uma cidade maravilhosa, tou sempre aí, e um dos maiores treinadores com quem joguei foi o Claudio Coutinho. Para mim, foi o melhor técnico que eu tive. Fez parte do nosso grupo maravilhoso. Ele preparou a gente para ser campeão do mundo. E você também é campeão do mundo porque, afinal de contas, você é rubro-negro.

João Dias Aires de Carvalho, 38, Digitador, Natal/RN: Bom dia Nunes, se o senhor fosse o técnico do Flamengo como seria a escalação no time pra o jogo de sábado caso o Pet não possa jogar?

Nunes: Andrade, como todos conhecemos, é uma pessoa maravilhosa. Está adquirindo experiência como treinador. Você só consegue experiência estando em atividade. Ele trabalhou com vários técnicos, como auxiliar, e agora o Flamengo fez a coisa mais certa, colocando ele como treinador e dar condições de trabalho a ele. Eu não sou treinador. Nem quero ser, graças a Deus. Eu quero ser, sim, um homem forte no Flamengo, agindo como um diretor de futebol, um gerente de futebol, ou, quem sabe, futuramente, como presidente do Flamengo. Esse é o meu objetivo. Mas eu vou dar o meu palpite. Em casa, o Flamengo tem jogar 4-4-2, às vezes 4-3-3. Sempre colocando personalidade nos jogadores, sempre com a consciência de que está jogando dentro do Maracanã e dentro do Maracanã quem manda é o Flamengo.

Osmar Tinelli, 27, conferente de expedição, Itajaí/SC. Qual era o segredo ou motivação que leva você fazer tantos gols decisivos e por que você não foi para a [Copa do mundo pela ] seleção brasileira?

Nunes: Osmar, é o Nunes, prazer falar contigo. Infelizmente, não disputei uma Copa do Mundo pela seleção brasileira porque Deus não quis. Eu fui convocado para duas Copas do Mundo, mas infelizmente fui cortado por contusão. Mas eu era titular da seleção em 78 e 82. Mas eu me considero uma pessoa feliz porque disputei uma Copa do Mundo pelo Flamengo. Então, já realizei o meu sonho. Só de ser campeão do Mundo pelo Flamengo, não me faz falta ser campeão pela seleção brasileira, porque o Flamengo já é uma seleção brasileira. E você tem que ter sorte numa hora dessa. A minha motivação sempre veio em mim mesmo, ser uma grande profissional, ter um bom relacionamento com os companheiros dentro do clube, ter um bom relacionamento com a torcida e aqui na Gávea, que sempre foi a minha casa, ter um bom relacionamento com os sócios, com os funcionários, e eu sempre treinava muito. E o centroavante que vive do gol, ele sempre tem que estar se aperfeiçoando nos treinamentos. Então, eu treinava chute a gol, cabeceio, movimentação, para não aceitar a marcação e estar sempre bem colocado e sempre acreditar que o goleiro iria soltar a bola dentro da área. A presença de área de um centroavante é fundamental. E você tem que estar bem fisicamente. Então, eu sempre estava bem preparado fisicamente e superava todos os obstáculos. E tinha também um grupo maravilhoso, que me ajudava muito. E aquele era um time completo, em todos os sentidos que você imaginar.

Leandro Lorençatto, 36 anos, administrador de empresas, Guaraniaçu (PR) - Com aquele time de 1980/81/82, o Flamengo seria líder brasileiro se jogasse hoje?

Nunes: Com certeza! Muito líder.

Serghim Cabral, 46 , balconista, Muriaé (MG): Nunes um grande abraço. O que falta para que o Flamengo volte a ser Campeão Mundial?

Nunes: Falta... um bom banco, certo. Foi dessa maneira que nós fizemos. Um bom banco para quando um jogador não puder atuar, não sentir a falta como nós sentimos agora... do Pet [no jogo diante o Grêmio Barueri]. Tem que ter um jogador à altura porque isso dá também mais responsabilidade ao jogador que sai, para não descuidar, certo. Claro que o Pet não saiu por indisciplina ou por contusão. Simplesmente ele levou o terceiro cartão, certo. Sou a favor do clube ter um grupo à altura, em condições de quando sair um, o outro entrar e corresponder. Foi assim que nós ganhamos as competições que nós disputamos.

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticias/noticia.php?id=7056

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Viva São Judas Tadeu


São Judas Tadeu é um santo cristão e um dos doze apóstolos de Jesus. Seus outros nomes são Judas Tadeus, Judas Lebeus e Judas, irmão de Tiago. Ele é também conhecido como São Tadeu (Greco Θαδδαῖος), soletrado como "Thaddæus" ou "Thaddaeus" em diferentes versões da Bíblia, e como São Matfiy (Фаддей, он же Иуда Иаковлев или Леввей, em russo) na tradição ortodoxa russa (junto com São Judas). Ele não deve ser confundido com Judas Iscariotes, também outro apóstolo, que traiu Jesus e mais tarde, (segundo Mateus), cometeu suicídio.

São Judas foi um irmão de Tiago, e, segundo algumas crenças, um parente (primo) de Jesus. Marcos 6:3 declara sobre Jesus: “Não é esse o carpinteiro? Não é esse o filho de Maria e o irmão de Tiago, José, Judas e Simão? Não são essas suas irmãs conosco?”.

Nos Atos de Tomás, um livro apócrifo do Novo Testamento, escrito na Síria no início do século III, ele foi identificado como Judas Tomás, que é o nome completo do apóstolo Tomás, segundo a tradição síria.

É o suposto autor da Epístola de Judas do Novo Testamento.

Judas, sendo São Judas, é suposto na visão da Igreja Apostólica Arménia, ter levado o Cristianismo à Arménia.

Antigas tradições citadas pelos Padres da Igreja afirmam que foi martirizado na Pérsia, a mando de sacerdotes pagãos que instigaram as autoridades locais e o povo, tendo sido decapitado juntamente com outro apóstolo de Jesus, Simão Zelote, que também pregava naquela região.

Suas relíquias se encontram supostamente em Roma, para onde teriam sido trasladadadas e são veneradas até hoje.

É o santo patrono das causas desesperadas e das causas perdidas na Igreja Católica Romana.

É o santo padroeiro do Clube de Regatas do Flamengo.

O símbolo de São Judas é um machadinho e às vezes é representado segurando um machado, uma clava, uma espada ou uma alabarda, por sua morte ter ocorrido por uma dessas armas. Ele é também geralmente apresentado em ícones com uma flama ao redor de sua cabeça. Essa flama representa a presença do Pentecoste, quando ele recebeu o Espírito Santo, junto com os outros apóstolos.

Em alguns casos ele é mostrado como um rolo ou livro (sua epístola) ou segurando uma régua de carpinteiro.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Judas_Tadeu

O Dia do Flamenguista e de São Judas Tadeu

Acabei de ler uma postagem do excelente blog Flamengo Eternamente e resolvi transcrevê-la na íntegra. Ei-la a seguir.

“Cada brasileiro, vivo ou morto já foi Flamengo por um instante, por um dia.“, disse Nelson Rodrigues, fanático tricolor desprovido de vaidades clubisticas na hora de analisar futebol.

Hoje, 28 de outubro, é o dia do flamenguista. Hoje, 28 de outubro de 2009, é o dia que o Flamengo pode se tornar líder do campeonato Brasileiro. Hoje, como quase toda quarta-feira, é dia de 35 milhões de pessoas viverem por um só objetivo e outras 150 milhões torcerem contra.

Amanhã, como sempre, líder ou fora da briga, a capa dos jornais terá o tal do Flamengo.

Decidindo titulo, lá estarão milhares de torcedores, em outro estado, fazendo com que o tal do Flamengo jogue em casa quando deveria atuar fora.

No sábado, onde todos brigam pela liderança, lá estará ele, de novo, jogando com 12, burlando o regulamento básico do futebol.

E se o time pipocar e perder o titulo novamente, não muda nada. Vão se revoltar, xingar, protestar e, daqui 3 meses, lá estarão eles fazendo juras de amor ao time num clássico qualquer pelo campeonato estadual, aquele que nem eles aguentam mais vencer.

O time mais inexplicável do planeta terra, sem dúvida.

Não ganha o principal titulo nacional desde 1992. Lá se vão mais de 17 anos e a torcida diminui? Não, aumenta. Segundo pesquisa, a maior entre as crianças do país.

Quando ninguém dá nada pra eles, chegam e surpreendem a todos. Quando todos esperam muito, ele perde e decepciona sua nação.

Favorito em tudo que disputa, simplesmente pelo citado acima. Ninguém é capaz de saber o que esperar do Flamengo, nunca.

E quando eventualmente não tem um time capaz de ser campeão, a cobrança é como se tivesse. Ou seja, não existem jogadores no Flamengo. Existe o Flamengo e ponto final.

Única torcida do planeta que paga ingresso por 2 espetáculos. Um no campo, como todas elas, e outro que ela mesmo proporciona.

O flamenguista vai ao Maracanã pra curtir o time, o jogo, o clima e a própria torcida. É único.

Talvez uma das raras torcidas do mundo que tenha dezenas de ídolos, mas que não há discussão sobre o maior.

Existe o Zico e o resto. E o “resto” inclui, talvez, os dois melhores laterais que o mundo já viu em cores. Leandro e Junior.

A Nação rubro-negra não tem esse nome a toa. São 35 milhões de torcedores, e vejamos:

A cidade mais populosa do mundo é Tóquio. E tem 34 milhões de pessoas.

A maior do Brasil é são Paulo, com 19.

O Flamengo, sozinho, tem 35. Se cobrasse impostos seria trilhardário.

Não cobra, e vive devendo.

Deve milhões, e isso não faz a menor diferença.

Ao contrário do amor que tanto exaltamos, este não vai embora quando o amado fica pobre. É amor de verdade, o mais puro que existe.

Incondicional, este sim.

Aquele que não analisa, que não raciocina, que não condiciona a nada.

A nação poderia dizer, sem culpa: “Eu te amo, e pronto”.

Não interessa porque, como, quando e nem sob quais condições.

É maior, é inexplicável.

Ser Flamengo é algo que não tem comparação. Eu não nasci assim, e nem ouso dizer se felizmente ou infelizmente.

Flamenguista é aquele sujeito que ama futebol acima do que ele o proporciona. Aquele que não troca amor por resultados, e que não condiciona sua preferencia por um ou outro jogador.

Por aí existe o Santos de Pelé, o São Paulo de Rogério Ceni, o Palmeiras de Ademir.

Lá existe o Zico do Flamengo.

A ordem é sempre inversa. Os valores são sempre diferentes.

Ser flamenguista não torna ninguém melhor do que os outros, nem pior. Diferente, sem dúvida.

Ser maioria é algo que fortalece. É infinito, porque a nação não tem fim, e nem deixará de ser a maior torcida do país nos próximos 200 anos.

Odiar o Flamengo é absolutamente justificavel.

Qualquer um fica irritado em ganhar titulos e mais titulos e ver que a capa do jornal não muda de foto. É sempre a do Flamengo.

Qualquer um se incomoda em saber que titulos e dividas menores não conseguem sobrepor a importancia de um clube que tem sua grandeza baseada em nada atual e concreto.

É grande. Porque? Porque é.

Pode existir algo maior do que o que não se explica?

Entrar num Maracanã lotado e olhar pra aquela torcida é algo que apenas eles sabem o que é, o que significa e o quanto importa.

“Torcida não ganha jogo”, dizem.

“Só se for a sua”, eles dirão.

Hoje é dia do flamenguista.

Você não é Flamenguista?

Que pena.

By Rica Perone

Fonte: http://flamengoeternamente.blogspot.com/2009/10/dia-do-flamenguista.html

A torcida do Flamengo tem o que comemorar nesta quarta-feira, 28 de outubro, antes mesmo do jogo contra o Barueri. Além de ser a data do padroeiro do clube, São Judas Tadeu, desde 2007, também é comemorado o Dia do Flamenguista.

A homenagem consta no calendário oficial do município do Rio de Janeiro e foi sancionada pelo ex-prefeiro César Maia após a aprovação de um projeto de lei sugerido pelo vereador Jorge Mauro.

Adaptado da fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Flamengo/0,,MUL1357390-9865,00.html