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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Os protagonistas da decisão - Parte 2



Pet está rindo à toa com as emoções desta agitada semana (Foto: André Durão / GLOBOESPORTE.COM)

Pet 10 anos: 'Muitos craques não têm um momento como aquele gol'
Do abandono da concentração à curva da bola, sérvio relembra emoções de 2001. Camisa 10 também fala sobre despedida e planos de ser técnico
Por Janir Júnior e Luciano Cordeiro Ribeiro
Rio de Janeiro

Petkovic ironiza quem atribui à sorte seu histórico gol de falta há dez anos. O jogador deixou o frio da antiga Iugoslávia para trás, passou pela Europa, chegou ao Brasil e defendeu o Vitória. Mas foi em outro Rubro-Negro que sua vida mudou para sempre. O marco foi o dia 27 de maio de 2001. O Maracanã como palco. No roteiro, superação e emoção até o fim. No estádio, milhares de testemunhas viram o Flamengo conquistar o tricampeonato com uma cobrança mágica de longe, aos 43 do segundo tempo.

Para Pet, não apenas testemunhas, mas também responsáveis por dar direção à curva que a bola fez para entrar no espaço possível entre os dedos de Helton e a trave.

- A bola tomou aquela energia por conta da vibração da torcida, pois todo mundo acreditou no gol naquele momento. Acho que os torcedores levaram a bola para aquele ângulo – declarou Petkovic.

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Confira a página oficial dos 10 anos do tri
O sérvio lembra as promessas não cumpridas pela diretoria dos pagamentos de salários atrasados, o abandono da concentração às vésperas da decisão, a mística da camisa 10 de Zico, e a semelhança do gol com o da final da Copa dos Campeões, contra o São Paulo.

- Pouco depois tive de fazer outro, para mostrar que não foi sorte.

Pet vive um carrossel de emoções. Na noite desta quinta-feira, lançará no Brasil o documentário "O Gringo", sobre sua vida; na sexta, a data marcante dos 10 anos do gol de falta; e no próximo dia 5, contra o Corinthians, no Engenhão, sua despedida oficial do Flamengo.

- Essa torcida merece.

Você disse que já assistiu ao teipe do gol de falta milhões de vezes. O que enxerga de diferente a cada vez que recorda o lance?

Você não reage sempre da mesma maneira. Depende de quantas vezes assisto, em que momento, onde estou vendo, quem está te mostrando. Um dia desses, vi três vezes, pois pessoas na rua mostraram para mim no celular. Aí, é diferente. Isso acontece quase todo dia, o torcedor do Flamengo mostra a todo instante e agradece. Existem várias cópias e edições que fizeram... A torcida, a narração, realmente fazem voltar lembranças. Dez anos se passaram, mas parece que aconteceu ontem. A torcida vive como se fosse uma coisa recente. Vai ficar por um longo período na história. Arrepia até hoje, mesmo anos e anos depois.

E qual a lembrança mais forte do dia 27 de maio de 2001?

Não tem apenas uma lembrança. Foi uma coisa muito marcante, cheia de emoções que nos preencheram de maneiras diferentes. Posteriormente, pude perceber que aquele momento foi uma erupção de emoções. Mas durante o jogo, depois do gol de falta e da alegria, você fica com medo, vem a tremedeira. A partida não acaba, se o Vasco fizer um gol acaba com tudo isso, não pode acontecer. Eu quis fazer o gol, tenho competência, treinei... Mas a importância daquele gol só veio depois, quando percebi o que significou na minha vida e na de tantas famílias. Sempre encontro alguém que conta uma história, não imaginava o que eles viveram naquele momento. Pude ver como o futebol mexe com a cabeça, as emoções e a vida das pessoas. Sou muito afortunado por ter sido o principal causador de uma coisa tão importante e com tantas emoções diretamente na vida de tantos torcedores do Flamengo.

O que passou pela sua cabeça antes e no momento exato da cobrança da falta?

Lembro da minha concentração na hora da falta, o pensamento de que é agora ou nunca. Imaginei a trajetória da bola, por onde ela tinha que passar. Depois, a erupção, a corrida, minha caída de costas na comemoração. Foi um tombo forte, fiquei dolorido durante uma semana. Depois, vem a lembrança de como foi minha atuação na partida, muitas coisas, o que antecedeu e o que aconteceu depois. Muitos craques e jogadores melhores tiveram uma carreira grandiosa, fizeram muitos jogos bons, conquistaram títulos, mas não têm um momento que podem destacar. Tenho alguns momentos desses, que foram um trampolim. O gol de falta foi na metade da minha carreira, e fez um ponto importante, que pulou para cima. Talvez isso diferencie minha carreira da de outros craques. Esse momento poucos tiveram.

Como aquela bola entrou?

Bati como tinha que bater na bola, de cima para baixo, levantei, ela fez uma curva num ângulo muito bom. Estava um pouco longe. Normalmente, daquela distância, o jogador bate mais forte, dá uma pancada. Bati como se fosse mais perto. Ela tomou aquela energia por conta da vibração da torcida, pois todo mundo acreditou no gol naquele momento, e acho que levaram a bola para aquele ângulo, para tocar nos dedinhos da luva do Helton e dar aquela alegria para todos nós.

Você consegue imaginar como seria sua vida se aquela bola não tivesse entrado?

O talvez não existe. Tem o que acontece ou não. Não penso nisso. Não penso o que faria se não fosse jogador, por exemplo. Aceito meu destino, aquilo que Deus pensou quando plantou minha semente. Tento realizar tudo com muito esforço, dedicação. A única coisa que sempre pedi a Deus foi ter força para realizar o que foi pensado para mim. Deus me guiou bem, eu soube aproveitar da melhor maneira, mesmo tendo perdido algumas coisas e errado em outras.

Quase que você ficou fora do segundo jogo da decisão. Como foi essa história, a polêmica e a importância do seu amigo Wilsão, que fez com que você mudasse de ideia?

Foi na sexta-feira, dia 25 de maio. Aconteceu um episódio antes mesmo da primeira partida, quando fiz um gol na derrota por 2 a 1. O Flamengo tinha problemas financeiros, que já naquela época não eram novos, eram comuns. Mas existiam promessas sempre antes de jogos decisivos e importantes. O clube fazia isso para deixar os jogadores mais tranquilos. Tinham prometido efetuar alguns pagamentos e não fizeram. Fomos para o primeiro jogo, a diretoria disse que pagaria na segunda-feira. Todo mundo acreditou, ficamos um pouco mais tranquilos, apesar de estarmos há meses sem receber. Na terça-feira, depois da primeira partida, pagaram todo mundo, menos a mim. Fui perguntar o que aconteceu e os dirigentes disseram: "Ah, para você devemos oito meses, para os outros três, quatro, então decidimos que é justo pagar dois meses de atraso. Vamos pagar na quinta". Muito bom, naquele momento era a primeira coisa, digamos, boa, gentil, lógica que escutei. Chegou quinta e não aconteceu. Eles falaram que seria no dia seguinte. Na sexta, disseram que seria na outra semana. Aí vi que era mentira. Fiquei chateado, apelei mesmo, briguei com eles e fui embora para casa, não fui para concentração. Liguei para o meu amigo (Wilsão), falei que não ia jogar. Ele tentou me convencer, ficamos juntos até meia-noite, quando ele conseguiu me convencer que estava jogando pela torcida, que os dirigentes eram passageiros. O Wilsão me disse para depois do jogo explicar para todo mundo, ir embora, mas conversou comigo, falou: "Sem você nossas chances diminuem ainda mais". Falei "tá bom". Fui para concentração, cheguei ao restaurante por volta de 0h30m, estava toda cúpula do futebol. Sem falar com eles, sentei numa mesa. O gerente de futebol (Chimello) veio falar comigo e perguntou: "Parceiro, estamos dentro?". Respondi: "sS não estivesse, eu viria para cá?!". Ele pediu desculpas e falou: "Está com fome, quer jantar?". Eu disse: "Não vim aqui falar com vocês, lógico que quero jantar". Ele pediu para sentar, deixei, mas avisei que os outros nem deveriam se aproximar. Jantei e fui dormir.

Como foi a reação do grupo?

No dia seguinte, sem falar com ninguém, fui treinar. Zagallo entendeu toda situação. Se não fosse a experiência dele, poderia simplesmente jogar a culpa no jogador. Mas ele achava que eu era importante para o time, perguntou se eu queria jogar e eu disse: "Claro". "Então vamos para dentro. Sei que você fará o melhor possível", o Zagallo respondeu. O Maurinho, meu parceiro de quarto, estava preocupado, me ligou um milhão de vezes: "Estava onde, está maluco?". "Tô, mas eu vim". Todos os companheiros entenderam, pois eles estavam chateados. O Julio César falou: "Vamos lá, depois a gente quebra com eles". Descansei bem, fui para o jogo e deu no que deu. Fomos campeões, aí não tinha como, eles tinham que pagar o dinheiro que deviam. Depois arrumaram dinheiro, não sei se foi com patrocinador. E passaram o cheque com fundos, mas porque não era do Flamengo, mas sim do patrocinador.

E os seus problemas com o Edílson?

(Muda o semblante e interrompe). Não tinha problema com Edílson, foi depois...

Então, o que você acha de o Edílson ter declarado que gostaria que aquela falta tivesse batido na trave e sobrado para ele, que faria seu terceiro gol na partida?

(Risos). É brincadeira dele. Edílson foi muito bom jogador, ajudou o Flamengo, foi artilheiro. Eu fiz muitas assistências para ele. Acho que coloquei o Edílson na Seleção naquela época. Não só ele como o Juan. Dos gols que o Edílson fez, 90% das assistências foram minhas. Juan também ia de cabeça nos escanteios, dei muitos passes. Tínhamos um time muito bom. Depois, logicamente, Edílson tinha brigado com um e com outro, teve a discussão comigo... Só que comigo toma dimensão maior do que com os demais. Ele já tinha brigado com outros jogadores de menor expressão. Mas se brigam dois jogadores mais importantes, os craques do time, todos querem se meter. Mesmo com toda essa discussão, no dia seguinte, já dava passes para fazer gols. Meu lema é o time. Vou dar o passe para ele, mas não preciso falar, posso brigar, acontece. Você briga com seu amigo, imagina com um colega de trabalho. Depois, isso foi superado. Ganhamos o Carioca, a Copa dos Campeões. Ganharíamos a Mercosul, mas a final foi adiada por conta de problemas na Argentina. O jogo foi marcado para janeiro, depois das férias, fomos despreparados. Edílson não jogou, pois tinha sido expulso na partida anterior. Ele era bom jogador, independentemente de qualquer coisa, importante para o time.

Pouco depois do tri, você marcou um gol muito semelhante na final da Copa dos Campeões contra o São Paulo, e o Flamengo acabou sendo campeão novamente.

Foi praticamente idêntico, mas nem gêmeos são idênticos. Mas aquele gol foi praticamente igual, muito semelhante: posição, chute, ângulo, a curva na bola. Diferente foram o time e o goleiro. Antes disso, já tinha marcado uns três, quatro gols da mesma maneira. Ninguém lembra porque não era uma final, não tinha a mesma importância. Fiz contra o Fluminense, Guarani, Juventude, Gama. Para mostrar que não era sorte, tive que fazer outro para mostrar isso. E foi contra um grande time que era o São Paulo, com Rogério Ceni, um grande goleiro. Mostra minha competência nas batidas de falta. Hoje, podemos dizer que não foi sorte.

Mas, na final contra o Vasco, você teve outras três cobranças de falta que nem passaram perto do gol...

Lembro de uma que foi para fora, outra que bateu na barreira. Mas essa da barreira ia no gol. Quando chutei, falei "vai". Mas acho que o Torres tirou de cabeça. A última era mais longe. E entrou.

Você guarda o uniforme daquele jogo?

A camisa e a chuteira, sim, ficam num pequeno museu em casa. O resto roubaram tudo no vestiário, meião, calção...

E como nasceu sua identificação com o número 10?

Vem desde criança. Sempre usei, desde as divisões de base do meu país. Quando eu não usei a 10 eu quase não fui bem. Quando não queriam me dar. Cheguei ao Real Madrid já tinha o 10, pois lá era numeração fixa, como é aqui no Brasil agora. Aí quebrei o pé no Real. No Fluminense, usei o número 8 no primeiro ano, mas joguei bem. O Felipe já era o camisa 10, aí me ofereceram a 8. Respeitei a situação.

Mas no Flamengo a mística da camisa 10 é ainda maior.

Quando cheguei ao clube, em 2000, não imaginava o tamanho da encrenca em que eu estava me metendo com a camisa 10, do Flamengo e de Zico. O Zico era meu ídolo, mas eu não sabia da importância, dos gols, do significado grande que ele tinha. Aceitei isso. Quando comecei a entender, conheci a história. Minha preocupação foi a de não sujar e honrar esta camisa. Fiquei feliz quando fizeram as comparações com o Zico, uma honra. Mas jornalistas e torcida às vezes exageram e criticam demais. Mas, depois de tanto tempo, essa identificação com a camisa é muito gratificante. Agradeci publicamente ao Zico por tudo de bom que falou de mim.

Você acha que consegue fazer um golzinho de falta na sua despedida?

Não penso sobre isso, penso que será um grande jogo contra o Corinthians, à vera, gostaria de conquistar os três pontos. Imagino que será um belo espetáculo, um bom dia, ficarei feliz, mas independentemente da minha atuação, a torcida terá oportunidade de me ver pela última vez como jogador profissional. Vou me despedir, essa torcida merece. Sempre me deram muito carinho e apoio. Ultimamente, disse que jogava pela torcida. Eles queriam que eu jogasse mais, eu também queria, mas infelizmente não deu.

E depois de encerrada a carreira como jogador, qual será o futuro do Pet?

Vou continuar com a minha vida profissional no futebol. Tenho contrato com o Flamengo, tenho que honrar meu compromisso. Vou ajudar e contribuir com que eles acharem bom eu fazer. Quando acabar, vou ser técnico.

Como será o Pet técnico? ‘Chato’ como foi o jogador?

Essas coisas mudam com o tempo, com a experiência. Não sei se vocês concordam, mas estou mais controlado, antes era mais nervoso, mais marrento, pois queria o resultado melhor para o time. Aprendi muito nesses anos. A gente muda. Mais novo, a gente olha muito para si, e depois para a instituição. De alguns anos para cá, coloquei o grupo em primeiro lugar. Quando você cobra, muitas vezes tem que engolir ou explicar. É preciso aprender a lidar com colegas, profissionais. Somos todos iguais, mas nem todos reagem às críticas e elogios da mesma maneira. Aprendi muito com meus técnicos. Quem me conhece acha que tenho competência e perfil para ser técnico. Vou tentar retribuir tudo que o futebol me deu. Os garotos poderão se espelhar no exemplo que eu fui, minha trajetória, dedicação profissional. Quero mostrar uma visão diferente e moderna do futebol. A experiência de vestiário conta muito numa carreira de 23 anos como profissional. Como sou um cara inteligente e consegui enganar todo mundo, acho que vou continuar enganando.

Como o Pet treinador reagiria se na sexta-feira à noite antes de uma decisão um jogador não aparecesse na concentração?

Essa coisa aconteceu em 2001, quando o presidente era Edmundo dos Santos Silva. Tivemos problemas disciplinares por causa da insatisfação. Na época, eles perguntavam o que deveriam fazer. Como vou cobrar se estou devendo? Se não pago há mais de dois meses, não posso mandar embora, não posso punir, pois o jogador tem direito de não aparecer. Disse para o Edmundo perguntar quem não estava satisfeito. Garanti que ninguém iria se pronunciar. Quem estivesse insatisfeito, que saísse. Quem não estivesse, ficaria no compromisso. Então, a diretoria bateria o punho na mesa, dizendo que eles deveriam ser profissionais, como se estivessem com salários em dia e fossem os mais bem pagos do mundo. Os dirigentes fizeram exatamente isso, ninguém falou nada, e nos salvamos do rebaixamento em 2001.

Quando você voltou, em 2009, poucos apostaram que poderia dar certo. Como superou a rejeição inicial?


Eu acreditava, e isso era o que importava. E falei isso na época. Minha volta começou com duas pessoas, passou para quatro, seis, oito, dez... Aumentava porque cada um tinha sua visão. No final, todo mundo veio no mesmo entendimento. Conseguimos um acordo que era muito bom para o Flamengo, bom para torcida, que queria que eu voltasse, bom para mim. Fiz praticamente de tudo para que minha volta acontecesse. "Vou voltar, vou ser o melhor jogador e vamos ganhar títulos", eu disse. Falavam que eu estava dizendo isso da boca para fora. Eu disse que não, que via a equipe, que faltava uma peça como eu, que estava muito bem fisicamente, com vontade enorme de jogar. Meu irmão me perguntou como eu aturava tudo aquilo, que era humilhação, um cara lá não te quer. Humilhação não é. Um não me quer, mas a torcida, sim. Sabia que poderia ser importante, mesmo que só nos treinamentos para ensinar os mais jovens. Eu voltei, estava feliz todo dia, mesmo sem jogar, no banco, sem entrar... Liberei o Flamengo de penhoras, com esse dinheiro poderiam pagar outros jogadores. Comecei a receber só em 2010, fiz esse acordo também. Ajudava pra caramba o clube. Meu empresário disse: ‘Vamos pensar na pior hipótese: e se você for lá e não jogar nenhum minuto?" Respondi: "Pode acontecer. Estou preparado para isso, mas essa não é a pior hipótese. Pior é se eu não jogar bem. Mas essa hipótese não existe: Vou jogar bem". A energia que levou aquela bola em 2001 levou o time dessa vez. Deu certo.

Adaptado da Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2011/05/pet-10-anos-muitos-craques-nao-tem-um-momento-como-aquele-gol.html

Os protagonistas da decisão - Parte 1



Edilson exibe pôster da conquista do tri
(Foto: Pedro Veríssimo / Globoesporte.com)

26/05/2011 11h34 - Atualizado em 26/05/2011 18h24

Edílson: de rival fora dos campos a fiel escudeiro de Pet no 'gol do tri'
Atacante fez dois contra o Vasco em 2001, mas viu sérvio ser coroado. Ele revela que PC Gusmão ficou um mês sem falar com Helton
Por Eduardo Orgler, Janir Júnior e Pedro Veríssimo
Salvador

Edílson escreveu sua carreira no futebol com gols e títulos. O atacante também ficou famoso por não se esquivar de assuntos polêmicos. Até hoje, ele gosta do que chama de ‘historinhas do futebol’. Dez anos depois da conquista do tricampeonato carioca com o gol de falta de Pet, o Capetinha revela capítulos dos bastidores do Flamengo. E até do Vasco.

O ex-jogador fala abertamente sobre a rixa com Pet, segundo ele um ‘cara que reclamava de tudo, mas, em campo, um jogador maravilhoso’. Edílson, que marcou dois gols na vitória por 3 a 1 sobre o Vasco, não se sente injustiçado ou esquecido pelo fato de o título carioca de 2001 sempre ser associado à falta cobrada pelo camisa 10.

O atacante recorda que estava na área na hora da cobrança, na esperança de um rebote na falta de Pet para que ele fizesse seu terceiro gol e entrasse definitivamente na história. Mas admite que sem a bola do gringo no fim da partida de nada valeria ter feito dois gols.

O Capetinha espeta até personagens que estavam do outro lado da trama. Edílson revela que PC Gusmão, que em 2001 era preparador de goleiros do Vasco, ficou um mês sem falar com Helton por considerar que o jogador falhou no lance do gol de Pet.

- São historinhas assim que ninguém sabe, que rolam entre a gente – divertiu-se Edílson.

GLOBOESPORTE.COM: O Flamengo perdeu o primeiro jogo da decisão do Carioca de 2001 para o Vasco por 2 a 1. Como foi a semana depois dessa partida e antes da grande final, já que o time precisava vencer por dois gols de diferença?
Edílson: Eu estava confiante. Lembro bem daquela semana, aconteceu um episódio comigo. Fui a um show do Belo e, no camarim, encontrei o Jorginho Paulista, lateral-esquerdo que jogava no Vasco. Ele era muito meu amigo, saíamos juntos. Como era semana de clássico, ficamos meio separados. Brinquei com ele na frente de todo mundo. Eu disse: ‘Não estou preocupado, esse título é nosso, vamos ganhar tranquilos, sem medo nenhum’. Começou uma discussão, o Jorginho falou ‘que nada’. Eu rebati, disse que fazer dois gols era mole, que eu marcaria um logo no início para tirar a diferença. Um monte de flamenguista colocou pilha no Jorginho. Durante o jogo, eu passava confiança para o time em todos os momentos. Falava que ninguém tirava aquele título da gente. Isso irritou o pessoal do Vasco. Toda hora que tinha escanteio, aquele segura-segura dentro da área, eu comentava: ‘ Vamos ganhar na marra, no grito’.

A forma como o jogo foi decidido, o gol no fim da partida, o título. Foi a conquista mais emocionante da sua carreira?
Foi uma das mais emocionantes. Esse jogo marca uma época maravilhosa do Flamengo, e minha também. E com detalhes: primeiro, bati um pênalti na final de um campeonato, com milhares de pessoas no estádio, o jogo sendo transmitido para o mundo inteiro, uma responsabilidade enorme. Consegui fazer o gol. Depois, ainda marquei de cabeça e sofri a falta que originou o terceiro gol. Tive uma participação decisiva no título, além de ser artilheiro do campeonato naquela ocasião, desbancando o Romário. Aquela decisão foi um dos últimos grandes jogos de futebol que disputei. Todo mundo tem na lembrança.

Você era o cobrador de pênaltis ou impôs sua vontade naquela partida? Como funcionava, tinha um batedor oficial?
Antes daquela decisão quem batia os pênaltis era o Pet, mas ele perdeu algumas cobranças, e o Zagallo passou a responsabilidade para mim. Naquele momento eu era o cobrador. O Pet não pipocou para bater, ele nunca foi de pipocar. Eu estava tranquilo, tinha batido um pênalti contra o Helton no Brasileiro do ano 2000. Nós ganhamos de 4 a 0, eu fiz o último gol. Na decisão do Carioca, mudei o lado, tentei enganar ele de novo. Bati no outro canto. Fui convicto. (Edílson bateu o pênalti no canto direito de Helton, que caiu para o lado esquerdo. Foi o primeiro gol da decisão do Carioca, aos 21 minutos).

Você fez dois gols, sofreu a falta que originou o terceiro, mas quando lembram da conquista sempre se referem o tri do ‘gol do Pet’. E não se fala tanto de você. Você acha que é esquecido ou injustiçado?
(Risos) De jeito nenhum. É normal, a situação do jogo, ter feito o gol aos 43 minutos do segundo tempo, todo mundo lembra da jogada marcante. Meus dois gols ajudaram, mas se não tivesse o terceiro de nada adiantariam.

E você estava ali na área, vai que pinta um rebote da falta, não é...
Se você observar, na hora que o Pet bate, eu vi a direção da bola, esse tipo de jogada o goleiro desvia bem de leve, imprensa a bola na trave, ou bate no travessão e volta. Minha preocupação era sair da barreira. Se tivesse rebote, eu estava lá para conferir. Fiquei bem próximo do Helton. Eu estava ali para fazer o terceiro gol, mas não precisei marcar para dar o título ao Flamengo.

E a jogada que acabou com o gol. Você recebe um passe do Leandro Ávila, está marcado pelo Fabiano Eller. Como foi o lance?
Até hoje o Fabiano Eller reclama comigo, mas foi falta (risos). Ele diz que foi escanteio, mas na hora do jogo ele queria que fosse falta, pois estava distante. Depois que a bola entrou, ele queria que fosse escanteio. O Vasco achava que seria mais perigoso uma cobrança de córner. Como atacante, eu escorei o Eller, mas não tenho esse corpo todo, ele me segura, me puxa pelo braço e faz a falta. O Torres (zagueiro do Vasco) ainda colocou a bola para escanteio. Foi falta, e graças a Deus saiu o gol.

O PC acha que o Helton deveria ter saído antes, e me disse que ficou um mês sem falar com o ele por causa daquele gol."EdilsonQuando o juiz marcou falta, e não escanteio, você achou melhor?
Eu achava que o escanteio seria melhor. O Pet naquele jogo teve umas três oportunidades para bater faltas, e não acertou uma, jogou na arquibancada, na barreira, ele não estava bem. A bola parada que era um dos pontos fortes não estava funcionando. Achava melhor escanteio, para trazer os jogadores mais altos, jogar a bola na área para tentar o gol. A falta estava distante. Mas quando o Pet acertava, era difícil pegar. O Helton não teve o que fazer. O Pet errou várias, mas acertou aquela, é o que vale.

E a rixa entre você e o Pet? E os problemas internos?
Era verdade. Eu me dava muito bem com o Petkovic. Aí começaram os problemas de personalidade, de discordância, de cada um ter seu temperamento. Eu achava que o Julio Cesar tinha que ser titular, não o Clemer. Aí, o Clemer ficou chateado achando que eu queria tirar ele do time. O Julio Cesar é o que é hoje, eu fico aliviado. Eu torcia por ele, que era meu companheiro de quarto. Sempre existem discórdias. O Pet tem uma personalidade muito forte. Nos treinos, tivemos problemas, não só eu, o plantel, o treinador. O Pet não gostava que os jogadores mais novos chegassem forte nele nos treinamentos. Se tivesse uma dividida, ele revidava, chutava a bola para o alto, jogava a bola na arquibancada para reclamar do preparador físico ou auxiliar que apitavam o coletivo ou ‘dois toques’. Ele reclamava de tudo e começou a desgastar o grupo. Como jogador que tinha mais nome, bagagem e personalidade, eu não aceitava aquilo. Tinha que rebater aquilo ali, se ficasse calado e não tomasse atitude, o Pet ia tomar conta do time. Esse tipo de briga era melhor para o Flamengo, porque queríamos o melhor para o clube. Ficou um clima ruim.

Mas isso não tinha reflexos dentro de campo?
Não, não. Nunca tivemos problemas de um não passar a bola para o outro. Dentro de campo não afetava em nada. Fiz vários gols com passes do Petkovic, era a função dele como jogador de meio-campo, e a minha como atacante. A bola passava nos pés dele e chegava para mim. A imprensa criou uma rivalidade enorme entre a gente. Fora as discórdias nos treinos, nunca teve nada demais. Não ficou mágoa ou ressentimento. Quando encontro com ele, falo, abraço, sem problema nenhum. De boa.

E o jogador Petkovic, era fácil jogar com ele?
Era maravilhoso. O Petkovic é um superjogador, do primeiro escalão. Ele é um cara de uma enorme técnica, capacidade, habilidade de botar o atacante na cara do gol. Naquela final, ele deu um passe na minha cabeça de quem conhece mesmo, não foi um cruzamento normal, ele passou a bola. Pet foi muito importante para aquele título.

E depois da conquista, no vestiário, vocês se abraçaram, comemoraram juntos?
Lógico, normalmente. Depois que ganha, tudo vira festa. Quem está brigado faz as pazes, acaba tudo com o sucesso. Tudo deu certo. As brigas e problemas ficam para trás. A vitória tem essa capacidade de unir as pessoas. Não lembro bem, mas devo ter falado para ele: ‘ó, velho, tudo que passou foi para o bem do Flamengo, vamos esquecer’. Isso sempre acontece.

Você estava no Flamengo em 2001 quando o time foi campeão carioca sobre o Vasco; em 2006, você estava em São Januário quando a equipe perdeu a Copa do Brasil para o Rubro-Negro. Tem diferença dos lados às vésperas de uma final?
Futebol é uma paixão. O torcedor de um time sempre acha que a sua paixão é maior do que a do outro. Torcedores de Flamengo e Vasco têm a mesma paixão. O que acontece é que a torcida do Flamengo é maior, então a proporção aumenta. E o jogador também pensa diferente, entra mais confiante, pensa que o Maracanã é dele, que está jogando em casa, sou favorito, tenho que ter iniciativa de sair para o jogo, de ganhar... Jogadores e torcedores do Flamengo sentem isso. Não agora, com o Maracanã fechado.

O que você acha que passa pela cabeça do Helton na hora da cobrança de falta e também depois do jogo?
Eu lembro que o PC Gusmão era preparador de goleiros do Vasco naquela ocasião. Trabalhei com o PC no Corinthians, ele é um grande amigo. Depois daquele jogo, ele me disse que acha que o Helton errou, que foi frango. É a parte técnica do treinador de goleiros. Ele acha que o Pet, daquela distância, jamais bateria a falta no outro canto, que ele só tinha aquele ângulo para bater. O PC acha que o Helton deveria ter saído antes, e me disse que ficou um mês sem falar com ele por causa daquele gol. O PC também acha que ele quis fazer uma grande defesa, mas considera um erro. São historinhas assim que ninguém sabe, que rola entre a gente. Eu achei que a bola foi muito difícil, lá na coruja. Isso acontece, é coisa do futebol.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2011/05/edilson-de-rival-fora-dos-campos-fiel-escudeiro-de-pet-no-gol-do-tri.html

10 anos do Tri


Pet comemora o gol do tri. Foto: Lance!

Há 10 anos Pet marcava golaço e Fla ganhava o quarto tri estadual

Golaço do meia sérvio faz aniversário bem próximo de sua despedida oficial dos gramados

Autor: Por Equipe do Site Oficial
Em 27/05/2011 às 00h01

No dia 27 de maio de 2001, o torcedor rubro-negro vivia um daqueles momentos que só o Flamengo pode proporcionar. Maracanã lotado, situação adversa e um rival com um grande time. Tudo parecia conspirar contra o desejo da maioria esmagadora. Mas, num momento mágico, o meia sérvio Dejan Petkovic tirou um coelho, como se fosse um mágico, com sua varinha mágica.

O coelho, ou melhor, a bola, percorreu uma trajetória inimaginável até para os mais confiantes rubro-negros que assistiam à final do Estadual daquele ano, seja os presentes no estádio ou os que estavam assistindo ao confronto pela televisão. Superou a barreira de jogadores do Vasco, fez uma bela curva para a esquerda e entrou no ângulo do goleiro Helton. Feito. Petkovic escrevia seu nome na história do clube mais popular do país.

Dez anos depois do feito, Pet revelou que não pensou em muita coisa naquele momento especial, seu décimo gol de falta com a camisa do Flamengo. Nem para a torcida, que clamava por seu excelente aproveitamento, ele deu atenção. Só pensava em fazer o gol do título.

"Eu tentava me isolar de tudo e só pensava na trajetória da bola, a trajetória que ela teria que tomar para entrar no gol. Não via nem ouvia a torcida. Não via enm ouvia nada. Só fui ter noção de como tudo aconteceu quando vi as imagens. Quando bati na bola, olhei, olhei... Só confiei que entrou depois que a torcida explodiu", disse Petkovic.

Nesta sexta-feira (27.05), Petkovic estará treinando ao lado dos companheiros de Flamengo, no centro de treinamento do clube. E quis o destino que ele, numa data tão marcante, estivesse se preparando para mais um capítulo de sua história vitoriosa com o manto sagrado. O último capítulo, que promete ser tão emocionante quanto o outro, o que consagrou o "gringo" no coração dos rubro-negros, há 10 anos.

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/12918

27/05/2011 - 07h10
'Gol do Pet' completa 10 anos e segue embalando gerações de torcedores rubro-negros
Vinicius Castro
No Rio de Janeiro

A data é marcante, está na memória de qualquer apaixonado por futebol, principalmente dos torcedores do Flamengo. No dia 27 de maio de 2001, um dos mais brilhantes capítulos da história rubro-negra foi escrito pelo pé direito de Petkovic. Naquele momento, aos 43 minutos do 2º tempo, o sérvio cobrou falta com precisão cirúrgica, marcou o terceiro gol do Flamengo, e garantiu ao clube o tricampeonato estadual sobre o Vasco, o maior rival.

Ao celebrar os 10 anos do maior feito de sua carreira, nesta sexta-feira, Petkovic ainda se emociona quando revê os lances da partida e a curva que a bola fez para tirar o goleiro Hélton da jogada e explodir a torcida rubro-negra por todo o Brasil. A partir daquele momento, ocorrido após uma semana de crise na Gávea e improvável conquista de título, Petkovic conseguiu lugar cativo na galeria de ídolos do Flamengo.

“Dez anos se passaram e parece que aconteceu ontem. A torcida lembra diariamente em qualquer lugar que vou. O dia 27 de maio é muito importante na minha vida e de muitas pessoas que respiram o Flamengo. Tive sorte de estar naquele momento e ter vivido ainda muitas emoções com a camisa rubro-negra. Percebo a cada dia a importância daquele gol na minha vida, na carreira e na família”, afirmou Petkovic.

Prestes a se aposentar, Pet já era ídolo naquela época, mas não imaginava que se tornaria incontestável para o torcedor após o gol marcado. Ele retornou à Gávea, em 2009, e contra a opinião de muitos ainda conseguiu ser útil e ajudar o Flamengo a conquistar o hexacampeonato brasileiro.

Para muitos, o “Gol do Pet” está na galeria dos mais importantes da história do clube. Ele divide espaço com o de Rondinelli (1978), Nunes, contra o Atlético-MG, em 1980, inúmeros gols marcados por Zico, e o mais recente feito por Ronaldo Angelim em cima do Grêmio, em 2009.

“Nunca esperamos uma situação dessas. O jogador sonha, mas não espera que aconteça dessa forma. Vivi pelo menos um minuto intenso após aquele gol e tudo passou pela minha cabeça. Era como se estivesse me libertando de algo, libertando os torcedores, que sempre me ajudaram. A minha gratidão pelo Flamengo será eterna e esse momento jamais será esquecido. Os anos passam, outros jogadores surgem, mas esse dia está marcado”, encerrou.

Na época do histórico gol, a internet já era realidade, porém, não contava com o número de redes sociais que existem atualmente. Se antes, Pet recebia todas as homenagens por telefone, ao vivo, cartas e até telegramas. Hoje, a hashtag #goldopet10anos, no twitter, é mais uma forma de os rubro-negros recordarem a tarde de domingo que segue embalando inúmeras gerações de torcedores.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2011/05/27/gol-do-pet-completa-10-anos-e-segue-embalando-geracoes-de-torcedores-rubro-negros.htm

Obrigado Wilsão



Wilsão com a camisa de Pet: responsável indireto pelo tri (Foto: Pedro Veríssimo / Globoesporte.com)

Wilsão: o amigo que 'escalou' Pet na final contra o Vasco em 2001
Às vésperas da decisão, sérvio abandonou concentração decidido a não jogar. Vizinho do camisa 10 citou torcida do Fla, e jogador mudou de ideia
Por Janir Júnior
Rio de Janeiro

Sexta-feira, dia 25 de maio de 2001, por volta de 22h. Às vésperas do segundo e decisivo jogo pela decisão do Campeonato Carioca contra o Vasco, Pet não seguiu para a concentração do Flamengo. Irritado com o fato de a diretoria não ter cumprido a promessa de pagar dois de um total de oito meses de salários atrasados, o sérvio decidiu abandonar o clube a menos de 48 horas da decisão.

Pet ligou para o amigo Wilson de Souza, conhecido como Wilsão, torcedor do Flamengo e vizinho do gringo em um condomínio na Barra da Tijuca (Zona Oeste do Rio). Os dois foram jantar. No cardápio, o amigo do jogador usou a torcida rubro-negra para fazer o então camisa 10 mudar de ideia.

- Estava em casa, toca o telefone e do outro lado da linha era o Pet, chateado, nervoso. Ele me falou: ‘Meu querido, não vou jogar mais, vou sair do Flamengo’. Eu perguntei se ele estava maluco. Como assim não ia jogar a decisão?! Ele disse que ia embora, que acertou uma coisa com o Flamengo, prometeram um acordo e não cumpriram – recordou Wilsão.

Amigo de Pet, Wilsão sabe que quando o sérvio bate o pé é difícil fazer com que mude de opinião. Foi preciso agir com a emoção para quebrar o gelo do jogador.

- Nos encontramos na pizzaria que hoje é dele. O Pet bateu o pé firme, disse que ia embora, que voltaria para o seu país. Eu perguntei: 'E a torcida do Flamengo, como fica nessa história? Nem sei quanto você ganha, Pet, mas sabe quanto muitos torcedores do Flamengo recebem por mês?! As pessoas saem 3h da manhã de casa, num trem lotado, marmita debaixo do braço para segurar um dinheirinho para no domingo ver o Flamengo jogar, ver o camisa 10. Esse camisa 10 é você. Não é qualquer um'.

Wilsão, Pet e as respectivas esposas choraram na mesa do restaurante. Depois de algumas horas da tática de convencimento do amigo, o jogador foi para a concentração, já no início da madrugada de sábado, véspera do segundo jogo da decisão com o Vasco.

- Não sei se foi sorte dele, do Flamengo ou minha, o Pet ter me ligado naquele momento. Na conversa, ficamos emocionados, ele pegou o carro e foi para a concentração. Até hoje a diretoria encrenca um pouco com ele, engraçado isso, né?! Para alegria da Nação, ele voltou e jogou o que jogou. Deu passe para Edílson, fez o gol. Ele jogou pelo amor à torcida. Pet é um cara sortudo, e tudo ele faz bem.

Wilsão se sente no direito de tirar uma casquinha na comemoração pelos 10 anos do gol do tricampeonato:

- Disse que ele poderia fazer um gol sem querer, de qualquer jeito, mas que entraria para a história do Flamengo. Foi muita emoção no momento da falta, era como se eu tivesse chutado a bola com ele. Depois do jogo, o Pet me ligou para comemorarmos juntos. Quando nos encontramos, ele deu um abraço, me levantou e disse: ‘Muito obrigado, você que colocou na minha cabeça para jogar aquela partida’. Me senti um campeão naquele dia, mas não adiantava eu falar se não fosse a habilidade dele.

Ainda hoje, em churrascos e peladas entre amigos, Wilsão cisma em imitar a cara de Pet quando acompanhava a trajetória da bola, e a comemoração do gol, quando o sérvio se jogou de costas no gramado do Maracanã.

- Brinco com ele: ele bateu na bola, virou o rosto, acompanhou a bola, fez um gesto com a boca, saiu correndo e se jogou para trás. No dia seguinte, estava sentindo dores. Até hoje, imito ele fazendo aquele gol, ele ri e diz: 'Sou bom mesmo'.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2011/05/wilsao-o-amigo-que-escalou-pet-na-final-contra-o-vasco-em-2001.html

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Para honrar as tradições do Xará



Junior Cesar é apresentado nesta quarta

Junior Cesar: "Realizo um sonho da minha avó"

Lateral confessa que toda sua família é rubro-negra em apresentação

Autor: Por Equipe do site oficial
Em 25/05/2011 às 20h50

O lateral-esquerdo Junior Cesar foi apresentado nesta quarta-feira (25.05) no Centro de Treinamento, em Vargem Grande após realizar um trabalho físico, comandado pelo preparador Antônio Mello ao lado de Léo Moura.

O jogador contou que é rubro-negro desde pequeno e que recebeu seu nome em homenagem ao ídolo Júnior, que tantas glórias conquistou com a camisa rubro-negra na década de 80 e 90.

Com 29 anos, o jogador não deve ter condições de jogo neste domingo e irá utilizar a camisa 66 do Flamengo, número escolhido por sua mãe.

Confira as principais declarações de Junior Cesar na entrevista coletiva desta quarta:

Número 66

"Vou usar o número que minha mãe escolheu, troquei umas ideias com ela, mas independente de número estou muito feliz por jogar no Flamengo. Eu sempre joguei com a 6 e como já tinha um jogador com a 6 aqui, escolhi o 66 para não sair do 6".

Nome em homenagem ao ídolo

"Minha avó que me colocou o nome. Ela era flamenguista, torcia muito pelo Júnior e colocou este nome em mim. Fico grato por estar realizando o sonho dela. Estou feliz por pagar essa promessa".

Contato com o ídolo

"Júnior é um cara espetacular. Pude conversar com ele algumas vezes e todo mundo sabe o que ele representa para o Flamengo. Porém, a história hoje é outra, quem está aqui é o Junior Cesar. Vou trabalhar muito para buscar o meu espaço".

Cobrança no Flamengo

"Sabemos que vestir a camisa de um grande clube como o Flamengo é sempre uma responsabilidade. Sei que serei cobrado".

Recepção dos companheiros

"Fui muito bem recebido por todos. O Ronaldinho é um cara muito tranquilo. Com o passar dos dias vou me adaptando. O trabalho no dia a dia vai ser importante".

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/12908

Junior Cesar diz ter forte ligação com o Fla desde cedo
Jogador foi batizado pela avó, rubro-negra, em homenagem a Júnior, lendário lateral-esquerdo da História do Flamengo


Publicada em 25/05/2011 às 19:05
Rio de Janeiro (RJ)

De família rubro-negra, o lateral-esquerdo Junior Cesar tem uma relação muita estreita com o Flamengo, a começar pelo próprio nome. Em entrevista coletiva concedida na tarde desta quarta-feira, o jogador recém-chegado revelou detalhes de sua ligação com o clube da Gávea, que vem desde a infância.

A avó de Junior Cesar, dona Noêmia, foi quem batizou o hoje jogador rubro-negro. Junior nasceu em 1982 e tem muito em comum com um importante nome da História do clube, que vivia o auge de sua carreira naquele ano. E não só pela posição dentro de campo:

- Minha avó era flamenguista, muito fã do Júnior, lateral-esquerdo, e colocou meu nome assim em homenagem a ele. Fico grato porque estou realizando um sonho dela e estou feliz por pagar essa promessa. Até o primeiro meião que vesti, que era do Flamengo, foi dado por ela.

Ao que parece, a família de Junior tem forte influência sobre as escolhas que envolvem a vida do jogador. Se sua avó foi quem escolheu o nome do lateral, coube à mãe, dona Vânia Lúcia, a escolha do número na camisa rubro-negra, que será o 66.

- O número foi minha mãe quem escolheu. Mas, independentemente do número que vou usar, estou muito feliz por jogar pelo Flamengo. Eu sempre joguei com a 6, mas como já tinha um jogador aqui com este número (Egídio), escolhi o 66 - disse Junior.

Em relação à pressão de atuar pelo Flamengo, Junior (que no Rio de Janeiro já atuou também por Fluminense e Botafogo) se disse ciente do peso da responsabilidade e ainda afirmou que sua meta é virar xodó da torcida rubro-negra:

- Sabemos que vestir a camisa de um grande clube como o Flamengo é uma grande responsabilidade. Mas o jogador que a veste sabe disso. Já joguei contra essa torcida e sei como é. Quero marcar história e pretendo ter identificação com os torcedores. Quero conquistar um lugarzinho no coração deles.

Fonte: http://www.lancenet.com.br/flamengo/Junior-Cesar-forte-ligacao-Flamengo-cedo_0_487151501.html

Um título com valor de copa do mundo



O então treinador Zagallo vestindo a camisa rubro-negra e de colete, à beira do campo na partida contra o Vasco, no Maracanã, em 2001 (Foto: Hipólito Pereira/Agência O Globo)

25/05/2011 07h00 - Atualizado em 25/05/2011 07h00

Zagallo: 'O tri com o gol do Pet foi uma verdadeira Copa do Mundo’
Velho Lobo se emociona ao lembrar falta cobrada pelo gringo em 2001 e diz que título apagou parte da dor pelo vice da Seleção em 1950, no Maracanã

Por Janir Júnior
Rio de Janeiro

Zagallo revê o lance do gol. Durante a trajetória da bola na falta cobrada por Pet, os olhos se enchem de lágrimas, a voz embarga e o Velho Lobo mostra os pelos do braço arrepiados. Dez anos se passaram desde o histórico gol marcado aos 43 minutos do segundo tempo, a vitória por 3 a 1 sobre o Vasco no dia 27 de maio de 2001, e o tricampeonato estadual. Em vez de apagar, o tempo alimentou de emoção a cada dia, mês e ano a memória do ex-técnico rubro-negro.

Aos 79 anos, Zagallo afirma que a conquista diante da torcida do Flamengo em um Maracanã lotado apagou um pouco sua dor pela vitória do Uruguai sobre a Seleção Brasileira, em 1950, no estádio carioca. O técnico revela o discurso que adotou para amenizar os problemas de relacionamento entre Petkovic e Edílson, exalta sua carreira vitoriosa no Rubro-Negro e recorda a imagem de Eurico Miranda, então presidente do Vasco, já no gramado, dando baforadas no charuto à espera do título que não veio.

Com um currículo vitorioso, Zagallo ainda tinha uma dose de emoção guardada para a reta final de sua carreira como técnico. E bem no final, aos 43 minutos do segundo tempo, na sua última conquista no Maracanã. Naquele 27 de maio de 2001, agarrado à sua imagem de Santo Antônio, o Velho Lobo só tinha um pedido:

- Era fração de segundos para ganhar o título. Com a torcida, a fé, a imagem de Santo Antônio na minha mão, pensei: "É, vai ser agora, vai ser mesmo’. E não deu outra. Deus me abençoou, iluminou a mim e ao Pet.

Dia 27 de maio de 2001. Dez anos se passaram. Nesta data, o senhor também vai relembrar tudo que aconteceu no Maracanã? Mesmo tanto tempo depois, ainda arrepia?

Você falou no arrepio e ele já veio (mostra os pelos do braço arrepiados). Veio porque é deslumbrante. Você conviver, viver aquilo que aconteceu em 2001. Estamos em 2011, lembro os detalhes como um filme que passa a toda hora, todo instante, todo momento. Estou falando aqui e vejo o Pet colocar a bola no gramado, se preparar para chutar. E eu torcendo como nunca para que ela entrasse. Só com o Pet, que chutava muito bem, aquela bola poderia conseguir o impossível. O impossível aconteceu: a bola colocada no ângulo, fora do alcance do Helton, que hoje está em Portugal fazendo milagres. Mas o milagroso dessa falta foi o chute determinado, imposto pela sua categoria e a vontade de que aquele terceiro gol entrasse naquele ângulo. Deus quis que o título, aquele jogo, aquele gol mostrassem a realidade de um jogador fabuloso que foi o Pet, fazendo o terceiro gol para vibrar sozinho, depois com todos os jogadores e com a majestade da torcida maravilhosa que é a do Flamengo. Naquele dia, tudo era ansiedade, desde a concentração, a subida no ônibus, o caminho para o Maracanã, a imensa torcida ao lado do ônibus gritando "Mengo, Mengo, vamos ganhar". São memórias que ficam e jamais sairão da minha retina.

A conquista do tricampeonato sobre o Vasco, da forma como foi, teve o mesmo gosto de uma Copa do Mundo?

Às vezes, até mais. Naquele tricampeonato, eu estava dentro do meu país, no Maracanã, onde tive uma decepção tremenda. Como soldado da polícia do exército, estava no Maracanã e vi o Brasil perder para o Uruguai a final da Copa de 1950. Nesse mesmo estádio, repleto de uma torcida inflamada como a do Flamengo, o tricampeonato com o gol do Pet foi uma verdadeira Copa do Mundo. Por exemplo: em 1970, foi sensacional, meu terceiro título mundial, o primeiro como técnico da Seleção Brasileira. Estava no México, o mundo passava através da minha cabeça, pensava no Brasil, no Maracanã. No tricampeonato pelo Flamengo, eu estava no Maracanã com a torcida preta e vermelha toda gritando "Mengo, Mengo, Mengo". Não é fácil.

Naquela decisão, além da superação dentro de campo, foi preciso vencer uma série de problemas internos, rixa entre Pet e Edílson. Como o senhor fez para unir o grupo na busca pelo título, ainda mais depois da derrota por 2 a 1 na primeira partida da final?

Quem vê uma vitória final não sabe o que passamos durante a competição em 2001. Houve problemas internos, todos sabiam que o Pet e Edílson não se davam, aconteceram várias reuniões: eu com o grupo, o elenco sozinho para falar sobre o assunto, pois já estava quase na véspera do jogo e nós estávamos abordando o caso. Disse que tínhamos que trabalhar, nos unir, pois dentro de campo o que vale é o preto e vermelho, a união. Se fora de campo eles (Pet e Edílson) não se davam, era outra questão. Dentro do jogo, a coisa tinha que ser diferente. E realmente foi. Levamos os problemas a um bom senso, de fato os jogadores se uniram e fomos para o Maracanã com um único objetivo: ganhar o tricampeonato. E conseguimos, com sangue, suor e lágrimas.

E o Edílson marcou dois gols, um deles de cabeça depois de passe do Pet, e também sofreu a falta que originou no gol do título...

Sim. O Edílson fez um gol de cabeça com um passe do Pet. Eles estavam ligadões, pensando só no jogo, na vitória, não pensavam mais nos problemas extracampo. Isso foi fundamental para o trabalho do grupo pela vitória.

Esta conquista ficou muito marcada para os torcedores do Flamengo. Dez anos depois, como é a relação da torcida quando aborda o senhor na rua?

Hoje, qualquer telefone celular tira foto. Quando o torcedor fala comigo, cita o gol do Pet, comemora, diz que tem que agradecer a vida toda por aquela conquista. Apesar de o tempo ter passado, eles querem uma foto comigo. E lembram também a frase "vocês vão ter que me engolir". Sou querido pelo povo brasileiro.

Hoje, quando o senhor lembra do título, a emoção ainda é visível. Como é essa ligação com o clube, o tricampeonato, a paixão rubro-negra?

O Flamengo marcou minha vida. Jogava no juvenil do América em 48 e 49, depois fui para o exército. Lá tinha um jogador, o lateral Gerson, que era do juvenil do Flamengo e que me fez o convite para ir até o clube. No América, nunca tinha recebido dinheiro, era um sócio-contribuinte, meu pai pagava 20 mil réis para eu jogar vôlei, pingue-pongue, fazer natação e futebol. Eu pagava para jogar. O Jaime de Almeida, que era o técnico do Flamengo na época, gostou, e fizeram minha transferência para o Flamengo usando como ponte o Canto do Rio. Foi uma nova vida futebolística. Como jogador, fui tricampeão pelo Flamengo em 1953, 54, 55, já tinha raízes. Depois, a vida continuou, retornei ao Flamengo e encerrei minha carreira como técnico no clube. No final da minha vida, tive uma alegria como a de 2001. Foi uma felicidade total. Depois de ser tri como jogador, Deus me proporcionou estar no tricampeonato como treinador.

Podemos dizer que o Pet ajudou nesse desfecho com chave de ouro? O que pode falar dele como jogador e pessoa?

Falar sobre o Pet é importante na minha vida, pelo convívio que tive nesse período, na conquista do tricampeonato. Ele era um jogador difícil. O treinador tinha que ter um bom convívio, jogo de cintura, saber lidar com ele, que era uma boa pessoa. De vez em quando, ele ia para Iugoslávia, voltava fora do tempo, e eu conversava para trazer o jogador para mim e para o Flamengo. O técnico tem que ter um pouco de psicologia. Eu era como um pai, já que o Pet tem idade para ser meu filho. Ele é um cara bacana, jogava demais. Eu precisava dele dentro do time. Ele era diferenciado. Não sei como na Iugoslávia não foi titular da seleção. Não foi lá, mas felizmente foi junto comigo conquistando um grande título. Parabéns para você, Pet. Que bom eu ter te conhecido. Mesmo com os problemas, você soube lidar comigo, eu soube lidar com você, e nós ganhamos juntos um tricampeonato. Dentro do Maracanã, foi o meu grande título daquele ano. Depois, na minha despedida, ainda conquistamos a Copa dos Campeões sobre o São Paulo, com outro gol de falta do Pet.

Pet honrou a mística da camisa 10 do Flamengo?

Não tem dúvida. A 10 do Flamengo tem um grande significado na vida rubro-negra. Chama-se Zico, que foi o grande 10, fez chover e ganhou muitos títulos. Numa época diferente, não tinha o Zico, mas apareceu um gringo, um gringo chamado Pet, que soube honrar a camisa 10, jogou maravilhosamente, e, em 2001, relembrou grandes feitos do vitorioso Zico.

É possível resumir em uma ou poucas palavras aquele momento de 2001?

Eu não tenho mais palavras para falar. Era fração de segundos para ganhar o título. A torcida, a fé, a imagem de Santo Antônio na minha mão, pensei: "É, vai ser agora, vai ser mesmo". E não deu outra. Deus me abençoou, iluminou a mim e ao Pet.

O senhor consegue pensar como foi do outro lado, a tristeza dos vascaínos que comemoravam até os 43 minutos do segundo tempo?

Eu pensei primeiro no título que poderia ser conquistado. Vi e convivi com a derrota do adversário. A alegria que momentos antes eles estavam era minha naquele momento. A tristeza do Joel. As baforadas do Eurico Miranda na beira do campo antes do gol. O título era nosso.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Craque o Flamengo faz em casa




Conheça o autor do slogan "Craque, o Flamengo faz em casa"Geraldo Mainenti aposta que estrutura dará gás ao Rubro-negro para formar mais e mais talentosAutor: Por

Equipe do Site Oficial
Em 24/05/2011 às 11h05

"Craque, o Flamengo faz em casa". Possivelmente você já leu, ouviu ou falou essa frase. O slogan mais famoso do Flamengo voltou a pauta com força total, ainda mais depois da inauguração das obras do centro de treinamento do clube, em Vargem Grande, na última segunda-feira (23.05). E, do alto de seus 32 anos, a frase continua povoando o imaginário dos rubro-negros. Principalmente aqueles que acreditam num futuro ainda mais promissor.

E para presentear o torcedor, o Site Oficial do Flamengo foi atrás do autor do slogan rubro-negro, o jornalista Geraldo Mainenti. Título de uma reportagem da revista Manchete Esportiva, em 4 de abril de 1979, a frase virou bordão desde então. Entrevistando astros como Zico, Leandro, Junior, Adílio, Andrade, Julio Cesar, Tita, Rondinelli, entre outros, o repórter fez história.

"Essa matéria foi sugerida por mim, diante do evidente sucesso do trabalho feito nas categorias de base do Flamengo, que já mostrava resultados significativos. O Flamengo ganhara no ano anterior (1978), a Taça Guanabara, o Campeonato Carioca e o Torneio Internacional de Palma de Malorca, na Espanha. Naquela altura, de 1979, já vencera o primeiro turno do Campeonato Estadual e defendia uma invencibilidade de mais de 30 jogos", explicou Geraldo, revelando que teve que completar o slogan após a edição da matéria.

"A idéia da pauta foi simultânea à do título. Ou melhor, o título já era a pauta. Quando propus fazer a reportagem ao Nei Bianchi, nosso editor-chefe, sugeri uma reportagem para mostrar que "craque o Flamengo faz em casa". Depois, durante o fechamento da matéria, foi preciso colocar uma segunda frase, por exigência da diagramação. Foi então que, abaixo da foto, entrou o complemento: "Não compra, não vende, não troca". A primeira parte, mais forte e mais original, virou slogan do clube".

Sem nunca ter cobrado os louros pela criação da célebre frase, Geraldo se contenta em lembrar de seus dias cobrindo o dia a dia do Flamengo. Bem diferentes dos que vemos hoje em dia, de acordo com o jornalista.

"O mais gratificante para um jornalista esportivo é estar presente aos grandes acontecimentos de sua época e poder contar o que viu e como viu, nas fascinantes histórias que o esporte proporciona. Isso, por si só, já nos satisfaz. Ver uma ideia ser reconhecida como a síntese da época mais vitoriosa da história de um clube como o Flamengo é uma grande honra. Cobrir o Flamengo sempre foi fascinante, por causa das paixões que desperta. Naquela época, diferentemente de hoje, nosso contato com os craques não tinha restrições. Assistíamos aos treinos dentro do campo, tínhamos o telefone da casa de todos os jogadores, éramos conhecidos de seus familiares. Ou seja, vivíamos intensamente o cotidiano dos craques. Acredito que isso humanizava mais as coberturas esportivas e nos permitia contar histórias que aproximavam mais os ídolos dos torcedores", revelou Geraldo, contando mais um acontecimento, que engrandeceu a publicação.

"Lembro-me bem da felicidade do fotógrafo Gil Pinheiro, quando o presidente do Flamengo à época, Márcio Braga, pediu a ele uma cópia da foto, para fazer um pôster gigante, que acabou ilustrando por muito tempo a parede principal da sala de imprensa da Gávea".

Ciente de que os tempos mudaram, tanto para jornalistas como para dirigentes e atletas, Geraldo espera que a inauguração do centro de treinamento do Flamengo, em Vargem Grande, possa dar um novo gás na produção de grandes talentos para o Rubro-negro. Além disso, ele ressalta que a postura da diretoria de tentar proteger o máximo que puder seus jovens jogadores do assédio de agentes e clubes do estrangeiro também ajudará ao clube a continuar fazendo craques em casa.

"Hoje, é mais difícil para um clube ter tantos craques mirins em suas divisões de base, porque os agenciadores chegam primeiro e pegam a garotada muito cedo. Parece que vemos uma nova safra de jogadores de boa qualidade nascendo no Flamengo. O importante é um trabalho contínuo, para que não haja entressafra. Já não bastam mais o Mineiro, o Silva Batuta e tantos outros olheiros espalhados pelos quatro cantos do estado. Mas o fato de o Flamengo ser, por essência, um clube formador de craques e haver a consciência geral de que hoje só tem um grande elenco o clube que trabalha com seriedade nas divisões de base, deixam em alerta e mais atuantes os dirigentes", encerrou o jornalista, que, quase anônimo conseguiu marcar seu nome na história do maior clube do Brasil.

"A frase que virou slogan é uma conseqüência, não a causa dessa essência do Flamengo de formar grandes jogadores. Poucas vezes me manifestei, porque acredito que um jornalista não busca reconhecimento, busca contar a verdade, o que vê e ouve, de forma clara, atraente e precisa. Procuro me manifestar sobre a autoria do slogan quando vejo que há um equívoco ao se contar a história; e o equívoco é involuntario, porque as pessoas não sabem exatamente como foi a história - e nem têm a obrigação de saber. Procuro assim ir esclarecendo o assunto a medida que vou tomando conhecimento de que há alguém que se interessa por ele e não sabe os detalhes da história".

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/12891

terça-feira, 24 de maio de 2011

O ETERNO GOL DE PET



Helton salta, mas não alcança a falta cobrada por Petkovic (Foto: Hipólito Pereira / O Globo)
Dez anos depois, a história contada pelos protagonistas do 'gol do Pet'
GLOBOESPORTE.COM inicia série para celebrar os dez anos do 'Gol do Pet', que marcou uma geração de rubro-negros
Por Janir Júnior
Rio de Janeiro

Recordações, bastidores, personagens e a visão por vários ângulos de um gol que entrou para a história. O GLOBOESPORTE.COM começa nesta terça-feira uma série de entrevistas e reportagens para lembrar a falta cobrada por Petkovic, aos 43 minutos do segundo tempo, que resultou na vitória por 3 a 1 sobre o Vasco, e a conquista do tricampeonato estadual, em 2001.

Na próxima sexta-feira, o gol de Pet completará 10 anos. O tempo passou, mas as imagens estão vivas na memória dos envolvidos na partida. O final feliz para jogadores e torcida do Flamengo contrasta com o drama vivido pelos vascaínos.

- A importância daquele gol só veio depois, quando percebi o que significou na minha vida e na de muitas famílias rubro-negras. Dez anos se passaram, e sempre encontro alguém que conta uma história relacionada aquele jogo. Sou um afortunado por ter sido o principal causador de uma coisa tão importante e com tantas emoções diretamente na vida de tantas pessoas – declarou Petkovic.

No banco, um senhor, na época com 69 anos e técnico do Flamengo, parecia não acreditar no que via diante dos seus olhos. Hoje, ao chorar e se arrepiar quando assiste ao vídeo do gol, Zagallo dá a exata noção da emoção e da importância daquele feito.

- Foi como ganhar uma Copa do Mundo. Conquistamos o tricampeonato com sangue, suor e lágrimas – recordou o Velho Lobo.

Foi como ganhar uma Copa do Mundo. Conquistamos o tri com sangue, suor e lágrimas"ZagalloBem ao seu estilo, Edílson, que tinha problemas de relacionamento com Pet, não esconde o que gostaria que tivesse acontecido no lance da falta.

- Eu já estava ali pela área, esperando a bola bater na trave e voltar para eu fazer o terceiro gol naquele jogo – afirmou o Capetinha, que marcou os dois primeiros da vitória por 3 a 1.

Fora das quatro linhas, Wilsão, amigo do sérvio e torcedor do Flamengo, teve papel fundamental na conquista do título. Pet decidiu abandonar a concentração na véspera da decisão depois de a diretoria não cumprir promessas de pagar salários atrasados.

- Ele me ligou e disse que estava fora do Flamengo. Perguntei se ele estava maluco, falei para pensar nos torcedores que saem às 3h da manhã de casa, num trem lotado, com marmita debaixo do braço para segurar um dinheirinho para chegar no domingo e ver o Flamengo jogar, ver o camisa 10. Esse camisa 10 é você. O Pet mudou de ideia.

Envolvido em escândalos na parceria do Flamengo com a empresa ISL, o então presidente Edmundo dos Santos Silva recordou o episódio que acredita ter mexido com os brios do time, que perdera a primeira partida da decisão contra o Vasco por 2 a 1. No dia 23 de maio, às vésperas do segundo e decisivo jogo, o Rubro-Negro foi eliminado pelo Coritiba da Copa do Brasil.

- Os muros da sede da Gávea foram pichados, os vascaínos já se consideravam campeões. Aquilo mexeu com os brios no nosso time, que ficou comovido – afirmou o ex-presidente, em alusão às pichações contra os jogadores. Entre elas, uma atingiu Pet: ‘morte aos sérvios’.

Do outro lado, dor, explicações e sofrimento dos vascaínos. Autor da falta em Edílson que resultou no gol de Pet, Fabiano Eller até hoje reflete sobre o momento crucial.

- Na minha opinião, não foi falta. Depois do gol, doeu o coração. Minhas pernas pesaram naquela hora, não tinha mais o que fazer – disse o zagueiro vascaíno.

Joel Santana, técnico do Vasco na derrota em 2001, não quer fazer carnaval com os 10 anos do gol de Pet. Depois da vitória do seu time na primeira partida da final por 2 a 1, a derrota pelo mesmo placar levaria o título para São Januário. O sonho durou até os 43 minutos do segundo tempo da grande decisão.

- Vamos falar sobre o quê? Sobre Pet? Ele é meu amigo, mas não vou jogar confete para ele, não.

Lembrado de várias formas e ângulos, com sorrisos, lágrimas de alegria ou tristeza, o dia 27 de maio de 2001 entrou para a história. Para Pet e o Flamengo, com um final feliz escrito aos 43 minutos; para o Vasco, uma dor que nem o tempo consegue apagar.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2011/05/dez-anos-depois-historia-contada-pelos-protagonistas-do-gol-do-pet.html

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Flamengo é bicampeão no showbol

Flamengo vira final contra o América
e leva o bi do Carioca de Showbol
Com seis gols de Djalminha, rubro-negro marca 10 a 8 e se mantém como o papa-títulos de showbol. 'Apareci na hora certa', comemora o craque do time
Por Flávio Dilascio
Direto de Macaé, RJ

O Flamengo conquistou, neste domingo, o bicampeonato do Carioca de Showbol. O time do craque Djalminha derrotou o América, na final, por 10 a 8, em Macaé. No ano passado, o título da primeira edição do campeonato foi conquistado também em cima do América - na ocasião 12 a 7 em final no Maracanãzinho.

- Apareci na hora certa, Joguei o campeonato com dores e, na final, me senti bem, graças a Deus - comemorou Djalminha, que fez seis dos 10 gols na decisão.

Na festa, os rubro-negros, inspirados no time de futebol campeão carioca, fizeram o Bonde sem Freio.

O América abriu 3 a 0 com três gols de Bruno Reis, que disputou o Carioca de futebol deste ano com a camisa do time rubro.

Foi apenas depois da desvantagem que o Flamengo resolveu agir. Djalminha, duas vezes seguidas, a segunda pênalti, fez o rubro-negro encostar: 3 a 2.

Mas o América tratou de abrir a vantagem no placar, com Calisto anotando dois gols (5 a 2).
No vaivém da partida no primeiro tempo, o Flamengo chegou ao empate, com André Cruz, Fabinho e Djalminha novamente.

No minuto final, porém, Marcelo Barbosa deixou o América na liderança, de novo, antes do intervalo: 6 a 5.

- A proposta era apertar e fazer o gol, mas não pode relaxar. Tem que respeitar a camisa e os jogadores do Flamengo - reclamou Bruno Reis, na saída para os vestiários.

O rubro-negro Fabinho ressaltou o poderio do América.

- No time deles, a maioria ainda está em atividade. E estamos sem o Marquinhos, que está machucado - comentou Fabinho, sobre o companheiro de equipe, titular nas outras partidas que, neste domingo, ficou no banco com dores.

Na etapa final, o América ampliou com Marco Brito (7 a 5), mas Djalminha pôs o Flamengo perto: 7 a 6. Numa jogada que começou com um chute na trave de Djalminha, Maurinho aproveitou e empatou a nove minutos do fim: 7 a 7.

Na sequência, após um carrinho de Djalminha, que tentava chegar até a bola e acabou atingindo o goleiro Careca, o craque do Flamengo levou cartão azul e ficou dois minutos fora. No lance, a bola já estava nas mãos de Careca.

Pela primeira vez, o Flamengo passou à frente. Após o cartão azul, Djalminha marcou e deixou o rubro-negro com 8 a 7. Biula empatou para o América (8 a 8). Aí, novamente apareceu o craque do showbol. Djalminha, de esquerda, aproveitou lançamento de Fabinho para fazer 9 a 8. Fabinho ainda fez no minuto final: 10 a 8. Era o bicampeonato garantido.

América: Careca, Pablo, Calisto, Marco Brito, Robert e Bruno Reis. Entraram Arcelino, Bilula, Marcelo Cardoso, Vaguinho e Marcelo Barbosa .

Flamengo: Robertinho, Emerson, André Cruz, Gélson Baresi, Maurinho e Djalminha. Entraram Jorginho, Selé e Fabinho.

Fonte: http://sportv.globo.com/site/eventos/showbol/noticia/2011/05/flamengo-vira-final-contra-o-america-e-leva-o-bi-do-carioca-de-showbol.html

Flamengo é campeão brasileiro de Pólo Aquático


Foto: Zequinha Santos

Flamengo é campeão do Brasileiro Sub-19 de Polo Aquático

Com destaque para goleiros, equipes rubro-negras dominam competição realizada na sede da GáveaAutor: Por Assessoria de imprensa
Em 23/05/2011 às 12h33

O Flamengo voltou a mostrar sua força durante as disputas do Campeonato Brasileiro Sub-19 de polo aquático, realizado de quinta a domingo, no parque aquático Fadel Fadel, na sede da Gávea. Absoluto tanto no masculino quanto no feminino, o Rubro-Negro sagrou-se o grande campeão brasileiro de 2011 após duas finais eletrizantes. Destaque para Luiza Moraes, artilheira com nove gols, e para os goleiros Victória Chamorro, com 12 gols sofridos, e Bernardo Campos, com média de seis por partida.

A versão feminina contou com a participação de três equipes: Flamengo, Botafogo e Pinheiros. Com o comando técnico de Antonio Canetti, o Flamengo chegou à final após vencer o primeiro confronto contra o Botafogo (8 a 2) e empatar com o Pinheiros (8 a 8). Na final, o anfitrião não teve dificuldades para derrotar o Botafogo e venceu o adversário pelo placar de 10 a 2 (2x1 / 2x0 / 2x1 / 4x0).

"Flamengo é Flamengo. Chegamos às duas finais e mostramos que estamos, mais uma vez, no caminho certo", disse Canetti.

O time masculino não teve a mesma tranquilidade na final e enfrentou um jogo tenso e muito disputado contra o Sesi de São Paulo. Porém, com muita garra, união e determinação, o Flamengo garantiu a vitória por 9 a 7 (2x2 / 2x2 / 3x2 / 2x1).

Com sete times disputando o título no masculino, o Rubro-Negro de Antonio Canetti não poupou esforços e goleou os primeiros adversários, conforme a tabela de resultados abaixo.

Dia 19.05: Flamengo 19 x 2 Tijuca
Dia 20.05: Flamengo 20 x 5 Paineiras (manhã) / Flamengo 15 x 8 Pinheiros (noite)
Dia 21.05: Quartas-de-final: (2º A) Pinheiros 9 x 7 Botafogo (3º B) / Quartas-de-final: (2º B) Fluminense 13 x 5 Tijuca (3º A) / Disputa do 5º lugar: Botafogo 8 x 10 Tijuca / Semifinal: (1º A) Flamengo 9 x 3 Fluminense (vencedor da segunda partida de quartas-de-final) /Semifinal: (1º B) Sesi 13 x 5 Pinheiros (vencedor da primeira partida de quartas-de-final)
Dia 22.05: Disputa do bronze: Fluminense 15 x 14 Pinheiros / Final: Flamengo 9 x 7 Sesi

Classificação final:
Feminino: 1) Flamengo / 2) Botafogo / 3) Pinheiros
Masculino: 1) Flamengo / 2) Sesi / 3) Fluminense / 4) Pinheiros / 5) Tijuca Tênis / 6) Botafogo / 7) Paineiras do Morumby

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/12883

sábado, 21 de maio de 2011

Ronaldinho do jeito que a torcida do Flamengo espera



Bottinelli, Thiago Neves e Ronaldinho comemoram um dos gols da vitória (Foto: Cleber Mendes)

Em noite inspirada no ataque, Flamengo goleia o Avaí
Bottinelli, Ronaldinho, Thiago Neves e Diego Maurício marcam os gols da convincente vitória rubro-negra na estreia no Brasileiro

LANCEPRESS!
Publicada em 21/05/2011 às 20:27
Macaé (RJ)
O Flamengo começou bem a sua caminhada rumo ao sétimo título brasileiro. Jogando em Macaé, o time goleou o Avaí, na noite deste sábado, pelo placar de 4 a 0. Os gols foram marcados pelos meias Bottinelli, Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves, e pelo atacante Diego Maurício.

Na próxima rodada, o Flamengo pega o Bahia, em Salvador. Já o Avaí, recebe o Atlético-MG.

O JOGO

Já no primeiro lance, o Flamengo ameaçou o Avaí e quase abriu o marcador. Após recuperar a bola, cuja saída foi dada pelos visitantes, o Rubro-Negro chegou ao ataque com Wanderley, que lançou Thiago Neves, mas este concluiu por cima do gol.

Na jogada seguinte, foi a vez do Avaí também assustar: Romano entrou na área e bateu cruzado, mas Egídio cortou, quase em cima da linha. Pouco depois, foi a vez de Galhardo intervir, após uma finalização cruzada de Rafael Coelho.

Apesar dos sustos iniciais, o Flamengo conseguiu sair do zero aos 25 minutos. Galhardo avançou pela direita e cruzou para a área, o zagueiro Bruno cortou mal, e Bottinelli encheu o pé para abrir o marcador a favor do Flamengo. Foi o primeiro gol do argentino com a camisa rubro-negra, em partidas oficiais - o gringo já havia marcado contra o América-MG, em um amistoso no início do ano.

Na frente no placar, o atual campeão carioca dominava as ações e tocava a bola com estilo. O placar até poderia ter sido ampliado em uma dessas belas jogadas: Ronaldinho deu um lindo passe de calcanhar para Thiago Neves, que tabelou com Galhardo, mas chutou em cima da defesa.

Mas quem imaginou que o sufoco tinha acabado para o time carioca, se enganou. Aos 33, Estrada cobrou escanteio e Fábio Santos cabeceou para o gol, mas Galhardo salvou em cima da linha, evitando o que seria o gol de empate. Já perto do intervalo, Rafael Coelho ficou livre diante de Felipe, mas tocou sobre o travessão. Novo susto, apesar da marcação de impedimento na jogada.

CHUVA DE GOLS GARANTE VITÓRIA NO SEGUNDO TEMPO

Na segunda etapa, o Flamengo teve sua primeira oportunidade aos seis minutos, quando Ronaldinho Gaúcho cobrou falta da entrada da área e a bola acertou a barreira. Na sequência, Bottinelli arriscou de longe, e Renan defendeu com tranquilidade, em dois tempos.

Aos doze, Renan foi mais uma vez exigido, e provou porque já mereceu convocações à Seleção Brasileira. Em uma cobrança de falta de Thiago Neves, o arqueiro do time visitante foi no ângulo direito para desviar a bola para escanteio, com a ponta dos dedos.

Mas, aos 18 minutos, não teve jeito: Ronaldinho puxou contra-ataque pela esquerda, com muita liberdade, e deu um toque de categoria no canto esquerdo de Renan. Um belo gol para aumentar o placar favorável do Flamengo, e fazer a torcida respirar aliviada.

E ainda havia espaço para mais: Thiago Neves lançou Wanderley na direita; o atacante cruzou na segunda trave, e Thiago concluiu para o gol, ampliando a vantagem para 3 a 0. Apesar das reclamações de um eventual impedimento de Wanderley, a arbitragem considerou o lance normal.

Para fechar a goleada, Diego Maurício, que havia entrado já na segunda etapa, deixou sua marca. O atacante tabelou com Ronaldinho Gaúcho, entrou na área, e tocou com calma, na saída do goleiro avaiano. Uma vitória fechada em grande estilo por um arrasador ataque rubro-negro.


FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 4 X 0 AVAÍ
Local: Estádio Cláudio Moacyr de Azevedo, em Macaé (RJ)
Data/hora: 21/5/2011 - 18h30min
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Cristhian Passos Sorence (GO)

Cartões amarelos: Willians (Flamengo) / Estrada (Avaí)
Cartões vermelhos: -

Gols: Bottinelli, 25'/1ºT (1-0), Ronaldinho, 18'/2ºT (2-0), Thiago Neves, 24'/2ºT (3-0) e Diego Maurício, 41'/2ºT (4-0)

FLAMENGO: Felipe; Galhardo, Welinton, David e Egídio; Willians (Fernando, 40'/2ºT), Renato, Thiago Neves e Bottinelli (Negueba, 34'/2ºT); Ronaldinho e Wanderley (Diego Maurício, 34'/2ºT). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

AVAÍ: Renan; Cássio, Bruno e Gustavo Bastos (Gustavo Santos, 27'/2ºT); Felipe (Robinho, intervalo), Acleisson, Fabiano, Estrada e Romano; Rafael Coelho e Fábio Santos (Maurício Alves, 16'/2ºT). Técnico: Silas.

Fonte: http://www.lancenet.com.br/brasileirao/Inspirado-ataque-Flamengo-goleia-Avai_0_484751653.html

Atuação de gala

21/05/2011 20h26 - Atualizado em 21/05/2011 20h30

Que acabe o mundo: R10 faz seu melhor jogo, e Fla goleia o Avaí
Rubro-Negro estreia no Brasileirão com vitória por 4 a 0 e ótima atuação de Ronaldinho. Catarinenses se concentram na semi da Copa do Brasil
Por Richard Souza
Macaé, RJ

Sorte do mundo que não acabou - pelo menos por enquanto - neste sábado, como anunciou um movimento cristão norte-americano. Sorte dos rubro-negros, que puderam ver o melhor jogo de Ronaldinho com a camisa do Flamengo. Na estreia do time no Campeonato Brasileiro, o camisa 10 foi buscar um pouco daquele futebol que o consagrou na Espanha, que fez dele o melhor do planeta. Foi dia de dar caneta, de tocar de primeira, olhar para um lado e passar a bola para o outro. Foi dia de tabelar e dar assistência. E teve gol também. Na vitória por 4 a 0 sobre o Avaí, no estádio Cláudio Moacyr, em Macaé, o craque sobrou.

R10 não brilhou sozinho. Egídio, tão contestado, também se apresentou muito bem. O argentino Bottinelli, aos poucos, começa a aparecer. O gringo abriu o placar e fez o primeiro gol dele em um jogo oficial pelo clube.

O Avaí, com a cabeça na semifinal da Copa do Brasil, não resistiu. A equipe formada praticamente por reservas nada pôde fazer contra um adversário empolgado e começa a caminhada no nacional com derrota.

O Flamengo volta a jogar no domingo que vem, contra o Bahia, no estádio Pituaçu, em Salvador, às 16h. No sábado, o Avaí recebe o Atlético-MG, na Ressacada, às 18h30m. Antes, porém, o time enfrenta o Vasco, na quarta-feira, também em Florianópolis, pela semifinal da Copa do Brasil. A partida será às 21h50m. No jogo de ida, empate por 1 a 1, em São Januário, que dá aos avaianos o direito de empatar sem gols para ir à decisão.

Fla joga como se o mundo fosse acabar

Os jogadores do Flamengo acreditaram. Ou pelo menos pareceram crer que não existiria o amanhã, como anunciara um movimento cristão norte-americano. Se o mundo acabaria mesmo, então que o hoje fosse o melhor possível. Nenhum jogador rubro-negro poupou esforços contra o Avaí. A equipe de Vanderlei Luxemburgo foi insinuante, disposta e tomou conta do gramado do Moacyrzão com trocas constantes de posição dos homens de meio-campo.

O Ronaldinho do Flamengo, que até vaias já ouviu, quis lembrar o Ronaldinho do Barcelona. Toques de calcanhar, de primeira, visão de jogo, disposição, liderança. Se não pode mais ser espetacular como nos tempos de melhor do mundo, o Gaúcho tenta ser diferente em campo. Quer fazer o Rubro-Negro jogar no ritmo dele.

Com apenas cinco titulares, o Avaí atacou muito menos, mas também se aproximou do gol de Felipe com perigo. Ora pelos lados de campo, ora em chutes de longe. Fábio Santos e Rafael Coelho incomodaram os zagueiros, mas jogar no contra-ataque foi um risco que os catarinenses assumiram. Esperar o Flamengo na defesa não deu certo, e a pressão virou gol de Darío Bottinelli na metade da etapa inicial, após boa jogada de Galhardo, substituto do machucado Léo Moura na lateral direita. Primeiro gol de “El Pollo” em jogos oficiais pela equipe.

Convocado por Mano Menezes na última quinta-feira, Thiago Neves continuou esforçado, mas brilhou menos que de costume. Brilho que não faltou a Egídio. Único jogador vaiado durante o anúncio da escalação, Gidão surpreendeu. Endiabrado, foi boa opção pela esquerda. Jogou os melhores 45 minutos dele na temporada. Talvez os melhores com a camisa rubro-negra. Quando a limitação técnica pesou, se virou na raça. Ganhou aplausos a caminho do vestiário.

Ronaldinho como Ronaldinho

Não foi um Flamengo perfeito. A defesa deu espaços, os jogadores foram afobados e erraram passes em alguns momentos. A bola parada surgiu como alternativa. Renato cobrou falta com força, mas longe demais; Ronaldinho parou na barreira; Thiago Neves esbarrou no goleiro Renan.

A desvantagem não fez o Avaí mudar de postura. Silas mudou o ataque, tirou Fábio Santos para a entrada de Maurício Alves, mas não surtiu efeito. Foi um time lento, de poucas opções ofensivas, limitado. Bom para o Flamengo, que soube aproveitar dois contra-ataques para decidir a partida.

Foi na base da velocidade que Ronaldinho ofereceu talento puro aos rubro-negros que foram ao Moacyrzão. Aquele canto esquerdo do campo, que por tantas vezes abrigou o craque, o recebeu feliz da vida neste sábado. Ronaldinho recebeu e arrancou. Passadas largas, cabeça erguida, zagueiro com cara de desespero à espera do desfecho do lance: chute colocado, bola na rede, torcida eufórica. Wanderley também arrancou. Pela direita, disparou do mesmo jeito que costuma comemorar seus gols. Desta vez, serviu. Cruzamento rasteiro para Thiago Neves completar. Ronaldinho não se deu por satisfeito. O camisa 10 também participou do último gol com uma bonita assistência para Diego Maurício: 4 a 0 com direito a "olé" da torcida.

FLAMENGO 4 X 0 AVAÍ Felipe, Galhardo, Welinton, David e Egídio; Willians, Renato, Bottinelli (Negueba) e Thiago Neves; Ronaldinho e Wanderley (Diego Maurício). Renan, Bruno, Cássio e Gustavo Bastos (Gustavo Santos); Felipe (Robinho), Acleisson, Fabiano, Estrada e Romano; Fábio Santos (Maurício Alves) e Rafael Coelho.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo. Técnico: Silas.
Gols: Bottinelli, aos 25 do primeiro tempo. Ronaldinho, aos 18, Thiago Neves, aos 24, e Diego Maurício, aos 40 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Willians (Flamengo); Estrada (Avaí).
Estádio: Cláudio Moacyr, em Macaé. Data: 21/05/2011. Árbitro: Andre Luiz Castro (GO). Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Cristhians Sorence (GO).

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/2011/05/que-acabe-o-mundo-r10-faz-seu-melhor-jogo-e-fla-goleia-o-avai.html

A Flamenguista recordista



Apontada como a mulher mais velha do mundo, Vó Quita é flamenguista e não perdia a oportunidade de acompanhar pela televisão os jogos do seu time

Mulher mais velha do mundo ignora 'novatos' mineiros e torce pelo Flamengo
Fernando Lacerda
Em Belo Horizonte

BRASILEIRA É MULHER MAIS VELHA DO MUNDO

Maria Gomes Valentim, a Vó Quita, foi confirmada como a mulher mais velha do mundo pelo livro dos recordes nesta semana. E durante boa parte dos 114 anos de vida, a mineira externou o apreço pelo futebol. Nascida em Carangola, Zona da Mata de Minas, ela ignorou os ‘novatos’ representantes regionais Cruzeiro e Atlético-MG e torce por um time mais velho que ela: o Flamengo.

“Ela gostava de ver jogo pela televisão, parava de fazer as coisas para assistir jogo do Flamengo”, revelou Taís Nolasco, bisneta de Vó Quita, ao UOL Esporte. Ela não sabe dizer com certeza a origem da sua opção pelo Rubro-negro, já que é a única da família que optou por esse caminho. “Tem botafoguense e muito atleticano”, contou Taís, que é torcedora do Cruzeiro, assim como sua mãe Jane Ribeiro Moraes.

Na verdade, quando Vó Quita nasceu, em 9 de julho de 1896, nenhum dos tradicionais times mineiros existia. O Atlético-MG surgiu em 1908 e o rival Cruzeiro foi fundado em 1921. Já o clube do coração da mulher mais velha do mundo dava seus primeiros passos. O Flamengo teve sua origem oficializada em 15 de novembro de 1895.

A bisneta da mulher mais idosa do mundo disse que a rotina de ver os jogos do Flamengo durou até cerca de quatro anos atrás. “Agora, ela já não enxerga e não ouve tão bem. Como ela mesma diz, não vale a pena ver televisão, pois só enxerga vultos”, explicou Taís, acrescentando que sua bisavó tem boa saúde e precisa apenas de cuidados necessários a uma pessoa centenária.

“A minha bisavó é uma prova que o brasileiro pode envelhecer feliz, com qualidade de vida. É uma pessoa que come de tudo, sem nenhum tipo de restrição alimentar e que não faz uso de medicamentos”, comentou Taís Nolasco. A bisneta ainda reiterou que Vó Quita se alimenta sozinha e que mantém a lucidez. Ao longo de seus 114 anos, a mineira teve apenas um filho. Mas a família cresceu com quatro netos, sete bisnetos e cinco tataranetos.

E a vida saudável de dona Quita, na opinião de sua bisneta, pode ter relação direta com hábitos que ela sempre fez questão de manter. A caminhada é um deles. “Minha bisavó sempre gostou de caminhar. O que ela mais reclama hoje é não poder fazer essas caminhadas”, relatou.

Até 2005, quando tinha 108 anos, dona Quita fazia tarefas comuns como ir ao banco. “Em dezembro de 2006 ela sofreu uma queda em casa e fraturou o fêmur”, contou Taís. Outro hábito que a mineira de Carangola manteve durante muitos anos foi o de montar a cavalo.

Rotina inalterada

Residindo boa parte da vida na zona rural do município, a cerca de cinco quilômetros de Carangola, a centenária mulher percorria o caminho entre a sua casa e a cidade, durante a semana, para fazer compras e, aos finais de semana, frequentava bailes. “Ela sempre gostou muito de forró”, destacou a bisneta.

A fama repentina, a partir do reconhecimento pelo livro dos recordes, trouxe satisfação à família, que, no entanto, tem se esforçado para não alterar a rotina da ilustre cidadã de Carangola. Ela dorme em torno de 21h, 21h30, mas não tem hora certa para acordar.

A bisneta contou ainda que a bisavó recebeu bem a notícia de que é a mulher mais velha do mundo na última quarta-feira. “Ela nos disse ter gostado”, comentou. Mas o assédio dos jornalistas já tem cansado a senhora, que possui seus truques. “Quando ela não quer conversar, finge que está dormindo”, contou Taís, que é enfermeira.

Ela revelou que dona Quita não era uma pessoa muito conhecida em Carangola. “A população, em geral, não tinha essa informação, que ficava restrita às pessoas amigas e conhecidas”, explicou. Segundo a bisneta, somente em meados do ano passado é que um jornal local, o JC Carangola, foi autorizado a fazer uma matéria.

“Foi assim que o grupo que pesquisa os super centenários, o GRG, ficou sabendo e nos procurou. Vimos que era um grupo sério, integrado por médicos e passamos a documentação da minha bisavó. Nem sabíamos da relação desse grupo com o Guiness, que, depois entrou em contato com a gente”, comentou.

Taís explicou que há cerca de 20 dias, um correspondente do GRG esteve em Carangola para certificar a autenticidade da documentação. “Ela foi registrada seis dias após seu nascimento, em 1896, o que demonstra que o pai dela era uma pessoa culta e organizada”, observou.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2011/05/20/mulher-mais-velha-do-mundo-ignora-novatos-mineiros-e-torce-pelo-flamengo.jhtm

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Suécia conhece o esquadrão do Flamengo



Há 60 anos, esquadrão rubro-negro fazia história na EuropaExcursão do Fla pelo Velho Continente impressiona pelos resultados: 10 vitórias em 10 jogos

Autor: Por Equipe do Site Oficial

Em 1951, Fla fez história em excursão pela Europa Há 60 anos o Flamengo fazia história. E não foi em território brasileiro. O time rubro-negro excursionou pela Europa, passando por Suécia, Dinamarca, França e Portugal e acumulou 10 vitórias em 10 jogos. Foram 32 gols marcados e apenas quatro sofridos pela equipe que serviu de base para a que conquistou o tricampeonato Estadual em 53, 54 e 55.

De toda a delegação que fez sucesso na Europa em 1951, o único ex-jogador vivo é o atacante Índio. Na excursão, ele marcou seis gols e figurou como um dos principais artilheiros do time, atrás apenas de Esquerdinha, que marcou sete vezes, e Hermes, que balançou as redes em oito oportunidades.

Índio também integrou o elenco tricampeão estadual da década de 50. Ao todo, o jogador fez 218 jogos com o manto sagrado e marcou 142 gols. Ele foi o artilheiro do Flamengo nas temporadas de 53 e 56 com, respectivamente, 41 e 31 gols.

Pela seleção brasileira, Índio realizou nove jogos e marcou quarto vezes. O atacante participou da Copa do Mundo de 1954 e do Sul-Americano de 1957.

Confira a campanha do Flamengo na excursão de 1951
Flamengo 1 x 0 Malmö (Suécia)
16/05 - Estádio Rasunda - Estocolmo (SUE)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Válter Miraglia, Bria e Bigode; Nestor, Hermes, Índio (Aloísio), Adãozinho e Esquerdinha
Gol: Esquerdinha.

Flamengo 6x1 AIK (Suécia)
20/05 - Estádio Rasunda - Estocolmo (SUE)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Válter Miraglia, Bria (Dequinha) e Bigode; Nestor, Hermes, Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Hermes (3), Índio, Adãozinho e Esquerdinha

Flamengo 2x0 Malmö (Suécia)
23/05 - Malmö (SUE)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Válter Miraglia, Dequinha e Bigode; Nestor, Hermes, Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Nestor (2)

Flamengo 2x1 Sundvall (Suécia)
27/05 - Sundvall (SUE)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Válter Miraglia, Dequinha e Bigode; Nestor, Hermes, Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Índio e Pavão

Flamengo 3x0 Elfsborg (Suécia)
01/06 - Boras (SUE)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Newton Canegal, Bria e Dequinha; Nestor, Hermes (Aloísio), Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Nestor, Hermes e Larsson (contra)

Flamengo 2x0 Seleção de Copenhagen (Dinamarca)
05/06 - Copenhagen (DIN)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Bria, Dequinha e Bigode; Nestor, Hermes, Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Adãozinho e Esquerdinha

Flamengo 2x0 Halmia (Suécia)
08/06 - Halmstad (SUE)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Válter Miraglia (Dequinha), Bria e Bigode; Nestor (Aloísio), Hermes, Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Índio e Adãozinho

Flamengo 6x1 Norkopping (Suécia)
10/06 - Norkopping (SUE)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Válter Miraglia, Dequinha e Bigode; Aloísio, Hermes, Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Esquerdinha (3), Hermes e Índio (2)

Flamengo 5x1 Racing Paris (França)
13/06 - Estadio Parc des Princes - Paris (FRA)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Válter Miraglia, Dequinha e Bigode; Nestor, Hermes, Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Hermes (2), Adãozinho (2) e Esquerdinha

Flamengo 3x0 Belenenses (Portugal)
17/06 - Estadio Restelo - Lisboa (POR)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Válter Miraglia, Dequinha e Bigode; Nestor (Aloísio), Hermes, Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Índio, Hermes e Aloísio

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/12832

terça-feira, 17 de maio de 2011

Festa Completa

Campeão, Fla domina seleção do Carioca; Thiago Neves é eleito o craque da competição
Vinicius Castro
No Rio de Janeiro

Campeão invicto do Campeonato Carioca, o Flamengo recebeu, na noite desta segunda-feira, numa casa de espetáculos na Zona Sul da cidade, o seu 32º troféu estadual. Na festa, entre outras premiações, foi escolhida a seleção da competição, dominada amplamente por jogadores rubro-negros. Thiago Neves ficou como o grande craque da competição.

PREMIAÇÃO DO CAMPEONATO CARIOCA

“Preciso agradecer a todos. Agradecer ao técnico Vanderlei Luxemburgo, a nossa presidente Patrícia Amorim. Enfim, ao grupo do Flamengo. Sem ele eu não chegaria a lugar nenhum”, discursou Thiago Neves.

O Flamengo, além do técnico Vanderlei Luxemburgo, teve seis atletas entre os melhores do Campeonato Carioca: Felipe, Leonardo Moura, Willians, Renato Abreu, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho.

O Vasco, com três jogadores (Dedé, Anderson Martins e Felipe), foi o segundo time mais premiado, com Fred (Fluminense) e Cortês (Nova Iguaçu) completando os “titulares” do Campeonato Carioca.

Gabriel, do Resende, e que já está negociado com a Juventus, da Itália, foi escolhido o jogador revelação do Estadual, enquanto Fred (Fluminense) e Frontini (Boavista), ambos com dez gols, foram os artilheiros do Campeonato Carioca.

Homenagem

O ex-atacante Bebeto, atualmente deputado estadual, recebeu uma homenagem da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj). Um vídeo mostrou imagens do craque atuando por Flamengo, Vasco, seleção brasileira e Deportivo La Coruña, da Espanha.

“Na minha época de jogador não tinha isso. Estou muito emocionado e feliz com esta homenagem da Federação do Rio de Janeiro. Os jogadores atuais precisam saber que a nossa carreira é muito rápida e precisam aproveitar este momento”, salientou.

A LISTA DOS MELHORES DO CAMPEONATO CARIOCA DE 2011

Ouro: Felipe (Flamengo); Leonardo Moura (Flamengo), Dedé (Vasco), Anderson Martins (Vasco) e Cortês (Nova Iguaçu); Willians (Flamengo), Renato Abreu (Flamengo), Felipe (Vasco) e Thiago Neves (Flamengo); Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) e Fred (Fluminense).
Prata: Jefferson (Botafogo); Mariano (Fluminense), David (Flamengo), Gustavo (Boavista) e Paulo Rodrigues (Boavista); Marcelo Mattos (Botafogo), Diguinho (Fluminense), Thiago Galhardo (Bangu) e Gabriel (Resende); Pipico (Bangu) e Valdir (Olaria).
Bronze: Henrique (Olaria); Ivan (Olaria), Antônio Carlos (Botafogo), Gum (Fluminense) e Bill (Macaé); Rômulo (Vasco), Rodrigo (Madureira), Marquinho (Fluminense) e Bernardo (Vasco); Eder Luís (Vasco) e Frontini (Boavista).
Melhor técnico: 1º Vanderlei Luxemburgo (Flamengo), 2º Alfredo Sampaio (Boavista) e 3º Ricardo Gomes (Vasco)
Revelação: Gabriel (Resende)
Craque do Carioca: Thiago Neves (Flamengo)
Melhor árbitro: 1º Marcelo de Lima Henrique, 2º Luís Antônio Silva Santos e 3º Pathrice Maia
Melhor auxiliar: 1º Dibert Pedrosa, 2º Luiz Antônio Muniz e 3º Rodrigo Figueiredo Henrique
Árbitro revelação: Wagner Magalhães
Artilharia: Fred (Fluminense) e Frontini (Boavista) *Frontini inclui os gols pelo Torneio de Consolação

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/estadual-do-rio/ultimas-noticias/2011/05/16/campeao-fla-domina-selecao-do-carioca-thiago-neves-e-eleito-o-craque-da-competicao.jhtm

sábado, 14 de maio de 2011

Homenagem ao cartunista Lan



Adílio e Lan felizes no evento (Vipcomm)

Papo de rubro-negro faz sucesso nesta quinta-feira

Homenageado do dia, Lan se emociona e conta como virou Flamengo

Autor: Por Equipe do site oficial
Em 12/05/2011 às 21h45 Atualizado em 13/05/2011 às 12h24

A loja Fla Concept, na Gávea, recebeu nesta quinta-feira (12.05) personalidades rubro-negras na estreia do projeto "Papo de rubro-negro", que visa juntar colecionadores, historiadores, jornalistas, escritores e todas as pessoas interessadas em acervos e assuntos gerais vinculados à grandiosa história do clube. O homenageado do dia foi o simpático cartunista Lan, que teve 22 desenhos expostos, mostrando a ‘carioquice rubro-negra’. Participaram do happy hour Rui Castro, Chico Caruso, Antônio Pedro, Jaguar, Evaristo de Macedo, Chico & Alaide, Antônio Augusto Abranches, Hélio Ferraz, Henrique Brandão, Adílio, Julio César Urigueler entre outras personalidades.

Emocionado com a homenagem, Lan contou que ficou empolgado ao saber que mostraria seus desenhos a ex-jogadores. Uma das obras que mais chamou a atenção foi uma que ele representava toda a genialidade de Adílio.

"Fico muito feliz em estar aqui hoje com estes jogadores que me deram muitas alegrias durante toda a minha vida. É uma grande emoção", disse o cartunista, que contou ter virado rubro-negro em 1953.

"Participei de um Pan-Americano na Argentina em 1950. Lá, conheci meu primeiro amigo brasileiro, o jornalista Otelo Caçador, que no porre de despedida me fez prometer que se um dia fosse ao Brasil iria torcer para o Flamengo. Em 53 quando cheguei neste país maravilhoso, virei rubro-negro e ainda dei sorte, pois o time conquistou o tri Carioca. Não tem como pensar no Rio de Janeiro, sem pensar em mulheres bonitas e futebol. Não tem como pensar em futebol e mulheres bonitas e não pensar no Flamengo", contou Lan.

O cartunista disse,ainda, que em todos estes anos como torcedor do Flamengo, o gol de Rondinelli contra o Vasco em 1978 foi o que mais lhe deu emoção, pois demosntra toda a raça rubro-negra.

"Foi um momento mágico. Ele subiu mais do que todo mundo e eu na arquibancada subi mais ainda do que ele para cabecear a bola. Só que ele caiu no gramado e eu no cimento. Me machuquei e quase morri", lembrou o cartunista, que aproveitou para mandar um recado aos torcedores do Flamengo.

"Sou Flamengo há muito tempo. A torcida tem de ter paciencia. Temos no nosso elenco hoje em dia um dos maiores jogadores que vi atuar. O próprio Maradona disse que ele era genial. Temos o Ronaldinho Gaúcho e a torcida não pode pegar no pé dele assim", avisou.

Um dos anfitriões da noite, o diretor do Museu Flamengo, Mauro Chaves, falou um pouco mais sobre o projeto.

"A ideia geral do projeto "Papo de Rubro-negro" visa juntar colecionadores, historiadores, jornalistas, personalidades rubro-negras, todas as pessoas interessadas em acervos e assuntos gerais do clube para trocar idéias, falar sobre o Flamengo e demonstrar que o clube pode sim servir de referência em estatística e como fonte de pesquisa sobre cultura e futebol em geral. Pretendemos fazer um evento a cada mês e o primeiro se realiza hoje, sobre o grande cartunista Lan. Contamos aqui com 22 desenhos expostos mostrando todo o amor do Italiano e cidadão carioca honorário pelo Rio de Janeiro, e principalmente pelo clube Rubro-negro", contou o diretor.

Para o craque e ex-técnico do Flamengo, Evaristo de Macedo, a homenagem a Lan e o projeto é uma grande ideia que precisa ser repetida mais vezes pelo Rubro-negro.

"Lan consegue trasmitir o que é ser rubro-negro em seus traços. Uma homenagem justa. Espero que o projeto continue. Este primeiro dia foi um grande sucesso", disse Evaristo.

Adílio, que tirou inúmeras fotos com Lan e um quadro feito em sua homenagem, contou que ninguém nunca conseguiu transmitir o que ele sentia em campo, apenas Lan. Para o jogador, o cartunista ajudou muito a torcida do Flamengo.

"Vejo a pintura e penso em tudo que eu sentia em campo. Me achava um monstro com a bola colocada no pé. Adorei! Muita gente comprava os jornais e as revistas por causa do Lan. Ele fez muita gente virar Flamengo", afirmou o craque, que como os outros rubro-negros se divertiram no evento desta quinta.

Agradecimento aos presentes:
- os cartunistas Lan, Jaguar e Chico Caruso
- os escritores Ruy Castro e Marcelo Abinader
- o multimídia Haroldo Costa
- o ator Antonio Pedro
- as lendárias 'irmãs Marinho': Mary e Olivia
- o músico Mauricio Carrilho
- o vereador Edilson da Creatinina
- as personalidades cariocas Chico e Alayde
- os ex-jogadores Evaristo de Macedo, Adilio, Julio Cesar Uri Gueller e Waltinho
- o sociólogo Ronaldo Helal
- o jornalista Cesar Nogueira
- o colecionador Eduardo Vinicius
- o escritor, jornalista e curador do Museu do Flamengo Marcos Neves
- os pesquisadores, historiadores e estatísticos Ayer Andrade, Celso Junior (Fla-Estatística), Marcus Borges (site Fla-Museu), Fabio Justino e Fernando Holanda (site Magia Rubro-Negra), Robson Oliveira e Marcio Moura (projeto "365 dias acompanhando uma paixão")
- os Vicepresidentes Henrique Brandão, Luis Claudio Cacau Cotta, Reinaldo Souza e Cristina Callou
- o Grande-Benemérito Walter Oaquim
- o ex-presidente Antonio Augusto Dunshee de Abranches
- o Vicepresidente Geral Hélio Paulo Ferraz
- o Presidente do Conselho Fiscal Leonardo Ribeiro
- o Presidente do IMFLA (Instituto Museu do Flamengo) Alexandre Furtado
- o Vicepresidente da Assembléia Geral Carlos Eduardo Melo
- os Diretores do Clube Marcus Duboc, André Galdeano, Cardellis e Renata Pacheco
- as conselheiras D. Teresa e Tuninha
- o Presidente da Fla-Manguaça Felipe Amorim (com boa parte de sua diretoria)
- sócios atuantes Bodão e Peruano

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/12800