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sábado, 7 de março de 2009

Funkeiros homenageiam Juan na Gávea

MC´s Dudu e Fael fizeram música sobre a carreira do jogador, que ouviu e aprovou a iniciativa

Cahê Mota
Rio de Janeiro

Ao chegar para treinar na Gávea na manhã de sexta-feira, Juan não escondia a felicidade pelo fim das dores da panturrilha direita que o impediram de enfrentar o Ivinhema, pela Copa do Brasil. Porém, se faltava alguma motivação para a partida contra o Cabofriense, neste sábado, às 18h10m, no Maracanã, ela veio em forma de música ao ser interpelado por torcedores antes do início da atividades.

Rubro-negros fanáticos e fãs do lateral-esquerdo, a dupla de “MC’s” Dudu e Fael levantou cedo e foi à Gávea na expectativa de apresentar ao ídolo uma homenagem feita em ritmo de funk.

- Gostamos muito do Juan e fizemos essa letra como forma de incentivo. Ele foi atencioso com a gente e gostou bastante – disse Dudu.

A inspiração para a composição surgiu na noite anterior, e o improviso foi aprovado pelo lateral-esquerdo rubro-negro.

- Está legal, sim. É sempre importante ter esse tipo de reconhecimento do torcedor. Gostei bastante.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Flamengo/0,,MUL1032616-9865,00.html

sexta-feira, 6 de março de 2009

Seabra - um grande campeão

Hoje faz 108 anos de nascimento de um grande profissional de futebol do Flamengo. Trata-se de mais um baiano, de nome pouco comum: SEABRA. Logo abaixo, segue uma matéria apresentando um pouco desse nordestino que brilhou no rubro-negro carioca, tanto como jogador, como técnico.

Biografia

José Fernandes Seabra (Salvador, 6 de Março de 1901) ou apenas Seabra chegou ao Flamengo em 1917. Com muito destaque passou pelas categorias de base antes de subir para o Profissional em 1923, deslocando o grande destaque da equipe na época, Sidney Pullen, para a meia direita. Virou capitão do time algum tempo depois.


Seabra chegou a ser o técnico da equipe entre os anos de 1924 e 1925.


Dados
Nome Completo: José Fernandes Seabra
Data de Nascimento: 3 de junho de 1901
Cidade: Salvador (BA)
1° jogo: 08/12/1917 (Flamengo 2 x 2 São Cristóvão)
Período como técnico:

De 15/11/1924 até 14/04/1925
Histórico
Jogador
Anos Time
1917-1927 Flamengo

Estatísticas
Jogador
Ano Jogos Gols Marcados
1917 1 0
1918 2 0
1919 2 1
1923 16 0
1924 21 3
1925 7 0
1927 11 0
Total 60 4

Técnico
Ano Jogos Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
1924 02 01 00 01 50%
1925 08 06 02 00 83,33%
Total 10 07 02 01 76,67%

Títulos
Flamengo
Jogador
1925
Campeonato Carioca
Troféu Torre Sport Club
Troféu Agência Hudson
Troféu Sérgio de Loreto
1927
Campeonato Carioca
Técnico
1925
Troféu Torre Sport Club
Troféu Agência Hudson
Troféu Jornal do Commércio de Pernambuco
Troféu Sérgio de Loreto
Ver também
Técnicos
Jogos pelo Flamengo
Retirado de "http://www.flamengo.com.br/flapedia/Jos%C3%A9_Fernandes_Seabra"

terça-feira, 3 de março de 2009

Julio Cesar - Craque do Passado

Página com informações do ex-jogador do Flamengo Júlio César "Uri Geller"

Biografia

Júlio César "Uri Geller"

É um ex-futebolista brasileiro, ponta-esquerdo infernal, que jogou no Flamengo durante as décadas de 70 e 80. Ganhou o apelido de Uri Geller devido a sua capacidade de entortar os zagueiros adversários com seus dribles desconcertantes, assim como o verdadeiro Uri Gueller entortava colheres.

Entre 1975 e 1981, vestiu a camisa rubro-negra em 134 partidas, marcou 10 gols, e participou das conquistas do tricampeonato carioca (78, 79, 79-Especial) e do Campeonato Brasileiro de 1980. Depois disso, Júlio César também atuou no Vasco, Grêmio e Atlético-PR, no futebol argentino, futebol mexicano, e em Portugal, contudo, sempre será lembrado pelos seus tempos no Flamengo.

Em 90, após encerrar a carreira, fez o curso de educação física para ex-jogadores pelo CREF (Conselho Regional de Educação Física). Ele é professor no Centro de Futebol Zico desde a sua fundação.

Dados
Nome Completo: Júlio César da Silva Gurjol
Dia do Nascimento: 3 de Março de 1956
Local: Rio de Janeiro (RJ)
Posição: ponta-esquerda
Número de Partidas pelo Fla: 134


Histórico
Anos Time
1975-1981 Flamengo
? Grêmio
? Vasco
? Atlético-PR
? River Plate

Títulos
Pelo Flamengo
Campeonato Brasileiro: 1980
Taça Guanabara: 1978, 1979
Campeonato Carioca: 1978, 1979, 1979 Especial


Seleção Brasileira
Pela Seleção Brasileira, Júlio César participou da equipe que disputou os Jogos de Montreal em 1976 e ficou em 4º lugar.

Estatísticas
Ano Jogos Gols Marcados
1975 6 0
1976 10 1
1977 3 1
1979 64 5
1980 43 3
1981 8 0
Total 134 10

Fonte: http://www.flamengo.com.br/flapedia/J%C3%BAlio_C%C3%A9sar_da_Silva_Gurjol

Parabéns, Galinho

No aniversário de 56 anos de Zico, o JS presta uma homenagem ao eterno camisa 10 da Gávea

Vinicius Castro

Rio de Janeiro - O maior ídolo da história do Flamengo completa mais um ano de vida e continua encantando gerações mesmo já tendo se passado cerca de 19 anos da sua despedida oficial com a camisa rubro-negra. Muitos torcedores consideram o dia 3 de Março como Natal. Dizem que é o dia, em que nasceu o “Messias”, o salvador da torcida Rubro-Negra e o mágico das tardes de Domingo no Maracanã.

Zico é mais do que ídolo, é considerado um mito, um Deus para a torcida do Flamengo. É reverenciado de forma incondicional e apaixonada. Zico é capaz de lotar o Maracanã em um período de férias, para uma simples partida de final de ano. Vê-lo, para muitas pessoas, é a realização de um sonho. Gritar o seu nome no Maracanã é uma obrigação e um dever. É dar de volta, o que o camisa 10 já deu ao clube e aos seus torcedores.

Os mais antigos contam histórias sobre ele. Lembram de Zico com nostalgia. Em um jogo no Maracanã é comum escutar nas arquibancadas: Ai que saudade do Zico... Essa o Zico não perdia... Chama o Zico pra bater a falta... Daí para o Zico era "saco"... Não se faz mais camisas 10 como o Zico...

Nova geração

Os mais novos assistem DVD’S, leem livros, conversam com os mais antigos, e muitos sem quase o ter visto jogar, o idolatram. O camisa 10 é uma paixão indescritível para o torcedor do Flamengo e admirado pelas outras torcidas. Nunca comemorou um gol menosprezando o adversário. Tinha o prazer de marcar e correr para a torcida do Flamengo. Até hoje, diz ser essa, a única coisa que sente saudade no futebol. O seu encontro com a torcida Rubro-Negra é uma cena incrível. A química entre as duas partes é fora de série. É o tipo de acontecimento, digno de um filme, quadro, pintura, arquitetura, o que tiver de ser...

Zico nasceu no dia 3 de Março de 1953. A partir desse dia, a história do Flamengo mudou. Em sua passagem pela Gávea, conquistou os maiores títulos da história do clube. Entre eles: um Mundial Interclubes, uma Libertadores da América, quatro Campeonatos Brasileiros, sete Campeonatos Estaduais e muitos outros.

Jorge Cury

Dominava a bola e Jorge Cury narrava: bola no meio com Zico... “ESCRAVIZA” a pelota. Zico podia fazer um golaço ou bater um simples pênalti, o mesmo Cury, narrava com um entusiasmo impressionante: “É golaço!" Aço! Aço! Aço! ZIIIIICÃO! Camisa número 10!

Uma definição do talento "monstruoso" de Zico veio do jornalista Renato Maurício Prado.

Só tinham craques

"Em um time de “monstros” como o Flamengo de 81, com Adílio, Andrade, Leandro, Júnior e todos os outros. Zico era o “MONSTRO”. Quando o jogo apertava, jogadores desse nível gritavam: Dá no galo! Dá no Zico que ele resolve!”.

Muitas pessoas perguntam qual o gol que Zico mais gosta. E ele surpreende dizendo que não é um gol que marcou:

"Foi o da final de 1978. Eu estava próximo ao córner e o Marco Antônio (zagueiro do Vasco) botou a bola pra fora. Eu não tinha costume de bater escanteio, mas como o jogo estava acabando, fui lá e bati. Fiz sinal para o Rondinelli. Havia uma combinação para essa jogada só em cobranças de falta, mas ele foi malandro, porque ficou esperando. Eu fiz o sinal e quando ele partiu, eu mandei. A bola caiu certinha atrás do Orlando e do Abel, e ele fez o gol. Foi ali que começou a era dourada do Flamengo! Me arrepio com esse gol até hoje quando o revejo", revelou.

Dedicação ao Fla

Zico foi um exemplo de dedicação ao Flamengo e a sua carreira. No início, dormia apenas quatro horas por noite, devido as forte cargas de treinamento. Trabalho que deu certo e o elevou ao status que possui. Sobre a sua habilidade, Zico volta no tempo para explicar.

"Cresci aprendendo a resolver os problemas no meio da rua. Isso te dá uma personalidade muito grande, você tem as suas brincadeiras, os seus jogos e não tem esse negócio de papai e mamãe. Passava o horário da escola e a gente ficava solto, soltando pipa, jogando bola de gude, futebol... Às vezes eu passava o dia inteiro com a bola. Fazia bolinhas de meia, pegava aquelas bolas de borracha e tacava na parede para ficar tentando dominar. Às vezes brincava de goleiro. Tudo isso me dava reflexo. Talvez daí venha parte da minha habilidade", disse.

Muitos torcedores têm o sonho de vê-lo como presidente do Flamengo. Nessa, Zico é bem direto.

"Não é o que almejo no momento. Nem técnico, nem presidente. Gosto de tempo para trabalhar e no Brasil a cobrança por resultados é muito rápida. É complicado trabalhar com essa pressão. Muitas pessoas dizem que é uma tendência natural eu assumir o clube. Mas honestamente não sei. O tempo vai dizer", encerrou.

O certo é que o tempo passa e Zico continua sendo amado pela Nação Rubro-Negra. Hoje, completa-se mais um ano dessa paixão. Uma paixão que já dura 56 anos e que certamente será eterna.

Parabéns Galinho!

Fonte: http://jsports.uol.com.br/portal/processa.php?modulo=montasecao&secao=2&materia=80141&pg=1&st=flamengo&mt=parabeeacutens_galinho

Zico - o torcedor e maior jogador da história do Flamengo



Introdução
Arthur Antunes Coimbra (Rio de Janeiro, 3 de Março de 1953), mais conhecido como Zico, foi um dos maiores atacantes de futebol do Brasil. Se notabilizou mundialmente a partir da conquista da Taça Libertadores da América e do Campeonato Mundial de Clubes pela equipe carioca do Flamengo, bem como por suas participações pela seleção brasileira nas Copas de 1982 (Espanha) e 1986 (México). Atualmente é treinador do Fenerbahçe, da Turquia, e foi treinador da Seleção Japonesa de Futebol na Copa do Mundo da Alemanha em 2006.

Biografia

É considerado por muitos especialistas, profissionais do esporte e, em especial, os torcedores do Flamengo, o maior jogador brasileiro e o maior jogador da história do mundo. Atuou no Flamengo durante a maior parte de sua carreira, entre 1967 e 1989, com uma interrupção entre 1983 e 1985, período em que esteve na Itália, jogando pela Udinese. Não são poucos, também, os que o consideram como o melhor jogador de futebol dos anos 80.

No Flamengo, Zico liderou a conquista de quatro (4) títulos nacionais, em 1980, 1982, 1983 e 1987, da Taça Libertadores da América e do Mundial Interclubes, em 1981, dentre diversos outros títulos, no período chamado de "Era Zico". Por conta disso, é até hoje o maior ídolo da torcida do Flamengo.

No Mundial Interclubes de 1981, o título mais importante do Flamengo, Zico e toda a equipe tiveram uma exibição primorosa contra o Liverpool FC, considerado pela imprensa o "time europeu da década", tendo conquistado entre 1973 e até o jogo contra o Flamengo cinco campeonatos ingleses e três Copa dos Campeões da UEFA. Ao ser indagado sobre o favoritismo dos britânicos, Zico teria dito: "eles são favoritos sim, mas para o segundo lugar, o que é até muito honroso".

Tem uma esposa, Sandra, com quem teve três filhos: Júnior, Bruno e Tiago. Mede 1,72 cm, e pesa 72 kg.

O início de sua carreira

Zico jogava num pequeno time de futebol de salão formado por amigos e familiares, o Juventude de Quintino, do bairro de Quintino Bocaiúva, na zona norte do Rio de Janeiro. Além do Juventude, ele passou a praticar o esporte conhecido hoje como futsal no River Futebol Clube, tradicional clube da Piedade, onde um dos professores era Joaquim Pedro da Luz Filho, Seu Quinzinho.

No River, seu futebol ainda menino chamou a atenção. Mas seu primeiro clube de futebol de campo foi o Flamengo, para onde se transferiu aos catorze anos de idade, quando em 1967 o radialista Celso Garcia, amigo da família, assistiu uma partida de Zico em um torneio no River Futebol Clube, onde jogava com a camisa do Santos, e o levou para a escolinha de futebol do clube. Zico só estreou no time principal em 1971, em uma partida contra o Vasco da Gama, cujo placar terminou 2 a 1 para o time rubro-negro. Zico só foi se firmar como titular na equipe em 1974, depois de passar por uma intensa preparação física, devido ao corpo antes franzino.

Devido ao seu franzino corpo de início de carreira e de seu bairro de origem (Quintino) ganhou o carinhoso apelido de "Galinho de Quintino".

Atuou pela seleção brasileira de futebol de 1976 à 1986, tendo marcado 66 gols em 89 partidas e perdido uma única partida no tempo normal de jogo, contra a Itália, no estádio do Sarriá, na Copa da Espanha, em 1982. Participou ainda das Copas do Mundo de 1978, e 1986.

Sua estréia na seleção ocorreu numa excursão na qual o Brasil enfrentou países sul-americanos. Fez belos gols de falta e assumiu a condição de maior esperança do Brasil após o término da carreira de Pelé. Sua participação na Copa de 1978, contudo, foi curta, tendo sido encerrada logo na primeira fase após sofrer uma grave contusão muscular, contra a Polônia.

Seu auge foi na Copa de 1982, mas acabou vendo frustada mais uma vez a sua vontade de ganhar uma Copa, quando o Brasil foi eliminado pela Itália. Marcado de perto pelo zagueiro Claudio Gentile, o Galinho chegou a ter sua camisa rasgada em um puxão dado pelo italiano dentro da grande área, mas o árbitro incrivelmente ignorou o lance e não marcou pênalti.

Na sua última chance de ser campeão de uma copa como jogador, em 1986, Zico acabou sendo responsabilizado pela desclassificação de sua equipe diante da França, nas quartas-de-final do torneio. Na sua segunda partida na Copa, Zico fez um lançamento preciso e milimétrico para o jogador Branco, que foi derrubado dentro da grande-área, tendo o juiz marcado penalidade máxima. Zico, cobrador oficial de pênaltis da seleção, teve o pênalti defendido pelo goleiro Batts no tempo normal de jogo, que acabou empatado em 1 a 1. Ele converteu sua cobrança na decisão por penalidades, mas a França venceu por 4 a 3. Os jogadores Michel Platini, pela França, e Sócrates e Júlio César, pelo Brasil, erraram suas cobranças.

Pela Seleção Pré Olímpica, Zico foi durante o torneio classificatório para as Olímpiadas, um dos destaques da Seleção. Inclusive fez o gol da classificação, porém foi de maneira suspeita cortado dos Jogos.

Na Copa do Mundo de 1990, o técnico Sebastião Lazaroni chegou a conversar com Zico se o jogador não poderia repensar a sua decisão de não disputar a Copa. Com outros planos, o Galinho optou por não jogar.


Udinese
Quando Zico chegou na Udinese, seu futebol de craque e o exemplo de humildade, de simplicidade levaram a redescobrir o charme discreto e a humanidade de Udine. Suas qualidades deram status e vida a uma cidade quieta e silenciosa demais. Quem sintetizou de forma mais aprimorada a grande metamorfose operada por ele foi o jornalista italiano, do "Il Gazzettino de Veneza", profissional encarregado de seguir os passos do Galinho, Luigi Maffei.

"Para nós, friulanos, Zico tem o mesmo significado de um motor da Ferrari colocado dentro de um fusca. Sentimo-nos os únicos no mundo a possuir um carro tão maravilhoso e absurdo".

Muito impressionante foi a repercussão da contratação do craque pela Udinese: "ou Zico ou Áustria".

Foi uma manifestação iniciada pela torcida do Udinese e por grande parte da população da cidade, em pé de guerra contra a realização dos dirigentes de Roma, que consideravam absurdo aprovar uma operação de US$ 4 milhões, a maior até então do futebol italiano, para a contratação de um jogador.

Era muito nítida a mensagem da torcida e da população: sem Zico, eles preferiam voltar sob o domínio austríaco, situação que existiu no Friuli até 1866. Essa ameaça separatista foi levada muito a sério pelo então presidente italiano, Sandro Pertini, que interveio a favor da contratação de Zico.

Na sua chegada, duas mil pessoas o esperavam. Parecia quase um papa acenando para a multidão. O que poucos sabem no Brasil, é que Zico marcou muitos (e belos) gols pela Udinese. Em uma temporada ficou apenas um gol atrás do artilheiro, o francês Michel Platini (da Juventus), que havia jogado seis partidas a mais que o Galinho.

Em uma sondagem realizada (11/2006) pelo jornal italiano La Repubblica, sobre os maiores jogadores brasileiros na Itália, Zico aparece em primeiro. A pesquisa aponta os 10 (dez) brasileiros que mais marcaram o futebol do país, são eles: Zico, Falcão, Kaká, Careca, Júnior, Ronaldo, Cerezo, Aldair, Cafu e Emerson.

A contusão

Zico retornou ao Flamengo em 1985, muito festejado pela torcida, mas, no mesmo ano, sua carreira sofreu o mais duro golpe. Em uma partida contra o Bangu, o jogador Márcio Nunes cometeu uma falta desleal, entrando com os dois pés no joelho esquerdo de Zico. A jogada rompeu os ligamentos cruzados do joelho do jogador, que teve que se submeter a diversas operações e, segundo ele, "aprender a andar de novo". Mais tarde disse não guardar mágoas do zagueiro.

Política
De 1990 à 1991, durante o governo do Presidente Fernando Collor, foi Secretário Nacional de Esportes.

Japão

Em 1991, retornou ao futebol, para disputar o campeonato japonês. Seu retorno aos gramados, junto com outros jogadores famosos já aposentados ou em vias de se aposentar é hoje apontado como uma das maiores razões da popularização do futebol no Japão.

Em 1994, deixou definitivamente de atuar como futebolista. No Japão ele atuou pelo Sumitomo Metals e pelo clube originado deste, o atual Kashima Antlers, de 1991 a 1994.

O Galinho ganharia também uma bela estátua em sua homenagem. Zico é muito reverenciado no Japão, e outra prova disso, é o apelido carinhoso "God of Soccer" (Deus do Futebol).

Treinador

Desde junho de 2002 exerceu o cargo de técnico da seleção japonesa de futebol. Apesar de ter sido várias vezes convidado a assumir cargos no Flamengo, Zico nunca aceitou. Especula-se que isso se deva em grande parte aos rumos tomados pelas administrações do clube carioca, que desde a época de Zico vêm gradativamente acumulando divídas e maus resultados. É atualmente técnico de futebol e de 2004 até 2006 dirigiu a seleção do Japão, que, apesar de ter sido a primeira classificada, foi eliminada na primeira fase da Copa do Mundo de 2006. Foi também campeão asiático com a seleção japonesa em 2004. Após a copa foi contratado para treinar a equipe do Fenerbahçe, da Turquia.

Estatísticas nos clubes
Time Número de Gols Partidas Média de Gols
Flamengo 509 731 0,70
Udinese 56 79 0,70
Sumitomo 27 31 0,87
Kashima Antlers 27 57 0,47
Seleção Brasileira 66 88 0,75
Seleção Brasileira de Masters 10 18 0,56
Outros 131 176 0,75
Total 826 1180 0,70

Estatísticas no Flamengo
Ano Jogos Gols Marcados
1971 17 2
1972 8 0
1973 52 13
1974 64 49
1975 76 52
1976 72 55
1977 45 39
1978 34 26
1979 70 81
1980 53 47
1981 58 45
1982 56 48
1983 30 20
1985 13 7
1986 6 4
1987 18 6
1988 26 6
1989 33 9
1990 1 0
Total 732 509

Títulos
Futebol Flamengo

ZicoMundial Interclubes (Flamengo, 1981)
Taça Libertadores da América (Flamengo, 1981)
Campeonato Brasileiro (Flamengo, 1980, 82, 83 e 87)
Campeonato Carioca (7) (Flamengo, 1972, 74, 78, 79 (Especial), 79, 81 e 86)
Taça Guanabara (9) (Flamengo, 1972, 73, 78, 79, 80, 81, 82, 88 e 89)
Troféu Ramón de Carranza (2) (Flamengo, 1979 e 80)
Torneio de Goiás (Flamengo, 1975)
Torneio de Jundiaí (Flamengo, 1975)
Taça Rio de Janeiro (Flamengo, 1986)
Taça Euzébio de Andrade (Flamengo, 1987)
Copa Kirin (JAP) (Flamengo, 1988)
Troféu Colombino (Flamengo, 1988)
Torneio de Mato Grosso (Flamengo, 1976)
Troféu Ciudad de Santander (Flamengo, 1980)
Torneio de Nápoles ([[Flamengo], 1981)
Torneio de Hamburgo (ALE) (Flamengo, 1989)
Campeonato Carioca Infantil (Flamengo, 1969)
Campeonato Quadrangular Infantil (Flamengo, 1969)
Campeonato Carioca Juvenil (Flamengo, 1972)
Seleção Brasileira
Torneio Pré-Olímpico (Seleção Brasileira, 1971)
Copa Roca (Seleção Brasileira, 1976)
Copa Rio Branco (Seleção Brasileira, 1976)
Mundialito de Cáli (COL) (Seleção Brasileira, 1977)
Torneio Bicentenário dos EUA (Seleção Brasileira, 1976)
Seleção Brasileira Masters
Copa do Craque (Seleção Brasileira Masters, 1990)
Copa Pelé (Seleção Brasileira Masters, 1991)
Seleção Brasileira de Futebol de Praia
Mundial de Futebol de Praia (2) (Seleção Brasileira, 1995 e 1996)
Copa América de Futebol de Praia (2) (Seleção Brasileira 1995 e 1996)
Torneio Internacional de Futebol de Praia (JAP) (Seleção Brasileira)
Udinese
Torneio Quadrangular de Udine (Udinese, 1983)
Kashima Antlers
Copa Muroran (JAP) (Kashima Antlers, 1992)
Copa Suntory (1ª fase) (JAP) (Kashima Antlers, 1993)
Meiers Cup (JAP) (Kashima Antlers, 1993)
Pepsi Cup (JAP) (Kashima Antlers, 1993)
Como técnico
Copa da Ásia (Seleção Japonesa, 2004/05)
1º lugar nas eliminatorias asiáticas para a Copa do Mundo da Alemanha (2006)
2007 Campeão da Turquía com o Fenerbahçe
Prêmios
Melhor Jogador do Futebol Brasileiro nos últimos 30 anos - Rede Globo/Globo Esporte (BRA) - (2003)
Melhor jogador das Américas eleito pelo jornal "El Mundo" (VEN) - (1977)
Melhor jogador do mundo eleito pelo "Guerin Esportivo" (ITA), "El Balón" (ESP), "El Mundo" (VEN) e revista "Placar" - (1981)
Melhor jogador das Américas eleito pelos jornais "El Gráfico" (ARG) e "El Mundo" (VEN) - (1982)
Bola de Prata - Revista Placar - (1987)
Bola de Ouro - Revista Placar - (1982)
Bola de Prata - Revista Placar - (1982)
Bola de Prata - Revista Placar - (1977)
Bola de Prata - Revista Placar - (1975)
Bola de Ouro - Revista Placar - (1974)
Bola de Prata - Revista Placar - (1974)
(Não estão computadas neste capítulo do artigo, os prêmios de Bola de Prata - Revista Placar para artilheiro. Zico é o recordista de prêmio com 5 Bolas de Prata, 2 Bolas de Ouro e 2 Artilharias. No total são nove prêmios ao longo da sua participação no Campeonato Brasileiro.)

Recordes
Maior vencedor de todos os tempos do prêmio Bola de Prata/Bola de Ouro da Revista Placar.
Artilheiro da temporada no Brasil - 59 gols - 1982
Recorde de gols pelo Flamengo em uma só temporada - 49 gols - 1974
Recorde de gols pelo Flamengo em uma só temporada - 56 gols - 1976
Recorde de gols em partidas seguidas no Campeonato Japonês - 11 gols em 10 jogos seguidos - 1992
Maior artilheiro de todos os tempos do Estádio Mário Filho (Maracanã)
Artilharia
Campeonato Carioca de Escolinha - 26 gols - 1970
Campeonato Carioca Infantil 1 - 9 gols - 1971
Campeonato Carioca Profissional - 30 gols - 1975
Taça Guanabara - 10 gols - 1975
Campeonato Carioca - 27 gols - 1977
Campeonato Carioca - 19 gols - 1978
Campeonato Carioca - 26 gols - 1979
Campeonato Especial - 34 gols - 1979
Torneio Ramón de Carranza - 3 gols - 1979
Torneio Ramon de Carranza (ESP) - 2 gols - 1980
Torneio de Santander (ESP) - 3 gols - 1980
Campeonato Brasileiro - 21 gols - 1980 (Rendendo também o prêmio de Bola de Prata da Revista Placar)
Taça Libertadores da América - 11 gols - 1981
Torneio de Nápoles (ITA) - 4 gols - 1981
Campeonato Brasileiro - 21 gols - 1982 (Rendendo também o prêmio de Bola de Prata da Revista Placar)
Taça Guanabara - 12 gols - 1982
Campeonato Carioca - 21 gols - 1982
Campeonato Italiano - 19 gols- [[1983]
Campeonato Japonês - 21 gols - 1992

Fonte: http://www.flamengo.com.br/flapedia/Zico

segunda-feira, 2 de março de 2009

Esquerdinha - líder e craque do passado


Foto: Esquerdinha
Foto: O Globo

Willian Kepler Santa Rosa
De Flapédia
(Redirecionado de Esquerdinha)

Biografia

Figura indispensável ao conjunto rubro-negro na década de 50, Esquerdinha era o capitão da equipe tricampeã carioca de futebol, de 1953 a 1955. Tanto técnica como psicológicamente, ele era o líder daquela equipe. Era conhecido por ser um grande condutor do time do Flamengo.

Nascido em Belém com o nome de William, o atacante começou a praticar o futebol em 1941, já no Rio de Janeiro. No mesmo ano, entrou para o time do Madureira, em cuja equipe infantil começou a fazer grandes feitos, levando-o a ser promovido ao quadro de juvenis. Prosseguindo num crescimento avassalador, o jovem finalmente chegou ao profissional do Tricolor Suburbano em 1946. Ficou até 1948 no Madureira, e de lá, foi para o Flamengo.

Na Gávea, ficou pouco tempo, atuou apenas em um torneio internacional no Chile, e de lá, voltou para o Madureira, indo para o Olaria em seguida. No entanto, em 1949, não teve jeito. Esquerdinha foi em definitivo para o Flamengo, e em 1951 conquistou seu primeiro título: o Torneio Início. Foi bicampeão deste torneio, em 1952, e tricampeão carioca, além de ainda ter participado das excursões invictas do Flamengo à Guatemala e à Europa.
Dados

Nome Completo: Willian Kepler Santa Rosa
Apelido: Esquerdinha
Data de Nascimento: 1 de Março de 1924
Local: Belém (PA)
Posição: atacante
Nº Jogos: 280
N º Gols: 117
Histórico
Anos Time
1946-1948 Madureira
1948-1949 Flamengo
1948 Madureira
1949-1950 Olaria
1950 Flamengo
1951 Olaria
1951-1955 Flamengo
Títulos
Flamengo

* Torneio Início: 1951 e 1952
* Campeonato Carioca: 1953, 1954 e 1955

Estatísticas
Ano Jogos Gols Marcados
1948 3 0
1949 52 34
1950 52 33
1951 53 24
1952 45 9
1953 47 10
1954 8 2
1955 20 5
Total 280 117

Fonte: http://www.flamengo.com.br/flapedia/Esquerdinha

Welinton, o novo xerife da zaga do Flamengo


Welinton deve ganhar uma chance entre os titulares na quarta (Crédito: Ricardo Cassiano)
Jogador se profissionalizou neste ano, já conquistou seu espaço e deve ser titular da zaga rubro-negra nesta quarta
Welinton deve ganhar uma chance entre os titulares na quarta

LANCEPRESS!

A raça e força de vontade que conquistaram o técnico Cuca não aparecem somente quando Welinton está em campo. Desde a infância, o espírito guerreiro faz parte do cotidiano do novo titular da zaga do Flamengo. Foi na base da coragem que, aos 13 anos, conseguiu uma oportunidade de jogar pelo clube de coração.

Hoje, aos 19 anos, virou orgulho da família e dos amigos da cidade onde nasceu, Rio Bonito, região metropolitana do Rio de Janeiro. O futebol, ao lado do Flamengo, sempre foi uma paixão na vida de Welinton. Quando criança ele atuava em um clube da cidade. Lá, seu treinador prometia que iria batalhar para ajudá-lo. Mas a promessa nunca saiu do papel. Até que um dia ele resolveu na cara e na coragem ir a Mengolandia, no campo do Sendas, fazer um teste.

Os pais Toninho e Rosa mostraram preocupação, mas apoiaram com o dinheiro da passagem e do lanche o sonho do filho mais velho – Weslei, de 17 anos, é o caçula. Sem qualquer indicação, Welinton se apresentou como lateral-direito ao técnico Mauro Félix. Ele se impressionou com a disposição e resolveu dar uma chance ao jovem. Welinton então se federou e, por orientação de Félix, passou a jogar na zaga. Foi a realização de um sonho.

– Lá em casa, os meus amigos, todo mundo é flamenguista. Foi um orgulho para todos, principalmente para meus pais que fizeram de tudo para me ajudar. Mesmo com o medo de ver o filho tentar a vida no Rio de Janeiro, que é uma cidade com muitos perigos, eles sempre me apoiaram – disse o zagueiro, que ainda não comprou um apartamento no Rio e se divide entre a concentração do Flamengo em Vargem Grande e a casa dos pais em Rio Bonito.

Se ainda não é um ídolo da torcida, na cidade ele virou astro.

– Todo mundo me pede camisa, autógrafos além de ingressos para os jogos – conta Welinton, que também fez a alegria da namorada Talita, com quem está há três anos.

Em campo, a seriedade e a força são suas características. Seu futebol o levou a conquistar este ano Sul-Americano sub-20 com a Seleção. De lá, ele trouxe uma lição:

– Aprendi que sem união não se chega a lugar nenhum. Vi isso aqui no Fla. Todos me acolheram.

Sem qualquer indicação, Welinton fez teste no Flamengo como lateral. Foi para zaga e se encontrou

FICHA TÉCNICA

Nome: Welinton Souza Silva
Nascimento: 10/4/1989, em Rio Bonito (RJ)
Altura e peso: 1,87m e 83kg
Posição: Zagueiro
Clubes na carreira: Flamengo e Seleção sub-18 e sub-20.

Fonte: http://www.lancenet.com.br/clubes/FLAMENGO/noticias/09-03-02/498317.stm?welinton-o-novo-xerife-da-zaga-do-flamengo