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quarta-feira, 11 de março de 2015

Torcedor Ilustre - Jackson do Pandeiro


jackson
Jackson do Pandeiro e o escudo do Flamengo em seu violão (foto de capa do LP “O melhor de Jackson do Pandeiro” – Polygram)
*Texto enviado pelo Érico Sátiro, de João Pessoa – PB

“Esse jogo não é 7×1…”. Os versos gravados há mais de 60 anos por Jackson do Pandeiro em “1×1” (Edgar Ferreira) não foram bem assim, mas, se o paraibano de Alagoa Grande, falecido em 1982, presenciasse a catástrofe brasileira na Copa do Mundo de 2014 diante da Alemanha, certamente gravaria uma canção sobre o assunto. Apaixonado por futebol, Jackson cantou a seleção brasileira, o Flamengo e o futebol em geral. Como abusava do humor em suas canções, o 7×1 sofrido pelo Brasil provavelmente não passaria batido.

Música e futebol, duas grandes paixões do povo brasileiro, há muito que se entrelaçam, fortalecendo-se entre si. A cada ano surgem diferentes músicos com novas composições ou regravações sobre o esporte mais popular do Brasil. Por outro lado, no meio do futebol, diversos atletas se aventuraram na arte de cantar. Podemos citar, por exemplo, os ex-craques Pelé, que gravou com Elis Regina; Zico, que cantou ao lado de Fagner; Júnior, que tornou famosa a canção “Povo feliz”, popularmente conhecida como “Voa, Canarinho”, e até mesmo o ex-centroavante Nunes. Mais comum , como já dito, é o inverso, ou seja, o futebol ser tema de músicas interpretadas por cantores profissionais. Chico Buarque, Jorge Ben, Moraes Moreira, Wilson Simonal e Tim Maia são só alguns dos inúmeros artistas que cantaram o esporte em seus discos. Na música nordestina, Jackson do Pandeiro pode ser considerado o maior exemplo, apesar de só ter praticamente uma canção sobre futebol amplamente conhecida, a já citada “1×1”.
José Gomes Filho, nascido em 31/08/1919, só foi gravar suas primeiras músicas em 1953, já conhecido como Jackson do Pandeiro. “Forró em Limoeiro” (Edgar Ferreira), e, principalmente, “Sebastiana” (Rosil Cavalcanti), estouraram nas rádios e alavancaram a carreira do paraibano, que seguiu lançando discos até 1981, ano anterior ao do seu falecimento, ocorrido em 10/07/1982.

Gravou forrós, xotes, marchas, frevos, sambas, batuques etc. Como ele próprio dizia, “se o ritmo fosse brasileiro, estava dentro”. Por tal motivo, e pela forma de divisão vocal que efetuava nas suas interpretações, ganhou a alcunha de “O Rei do Ritmo”. Gravou mais de 430 músicas em sua carreira, compondo cerca de 160 delas. A maioria das letras tinha como característica o bom humor, falando sobre causos, brigas e confusões, embora também tenha cantado diversas outras temáticas, como o futebol. Flamenguista, torcedor também do Treze de Campina Grande (cidade onde passou sua adolescência e juventude) e grande fã de Zico, sobre o esporte bretão Jackson gravou exatamente 10 músicas, citando-o ainda em outras gravações, como “Samba do Ziriguidum” (Jadir de Castro/Luiz Bittencourt), sem que fosse, entretanto, o assunto central. Apesar de haver na literatura brasileira alguns livros sobre o futebol na música nacional, a maioria cita Jackson do Pandeiro apenas por “1×1” ou “Frevo do bi” (Braz Marques/Diógenes Bezerra), omitindo as demais canções que o Rei do Ritmo gravou sobre o tema, até porque grande parte de seus trabalhos foi gravado em discos de 78 rpm e se tornou raridade, sendo de conhecimento apenas de colecionadores e pesquisadores. Para preencher essa lacuna, seguem abaixo as 10 canções que Jackson do Pandeiro lançou sobre futebol:
“1×1” (Edgar Ferreira, 1954) – “Esse jogo não é 1×1, se o meu clube perder é zumzumzum…”. A mais conhecida gravação de Jackson sobre o futebol “servia para todas as torcidas”, segundo ele. A idéia inicial era fazer para Pernambuco, usando as cores dos 3 principais clubes capibaribes: Santa Cruz, Náutico e Sport. Ao falar em “encarnado, preto e branco”, “encarnado e preto” e “encarnado e branco”, no entanto, a letra abrangeu milhares de times que se utilizam dessas cores em seus uniformes e acabou servindo para todo o Brasil. Gravada em 1953, em Recife, e lançada em 1954, a música é de autoria do compositor pernambucano Edgar Ferreira (1922-1995), que foi um dos principais parceiros de Jackson no início de sua carreira, quando gravou sucessos como “Forró em Limoeiro”, “Cremilda”, “Ele disse” e “Vou gargalhar”. A canção foi gravada posteriormente por nomes como Zé Ramalho, Genival Lacerda, Quinteto Violado, Fuba de Taperoá, Carmélia Alves, Trio Nordestino e até mesmo pelo grupo de pop/rock Os Paralamas do Sucesso.

“4×1” (Damião Florêncio e José Gomes, 1957) – “4×1” marcou um dos poucos duetos vocais entre Jackson do Pandeiro e Almira Castilho (1924-2011), sua grande parceira musical e também esposa, com quem conviveu desde o começo de seu sucesso profissional, em 1953, até a separação do casal, no final dos anos 60.
Apesar de constar na autoria o nome de José Gomes, a composição é de Damião Florêncio e da própria Almira Castilho, já que José Gomes nada mais era que o pseudônimo usado por Almira em algumas composições, em razão da incompatibilidade entre editoras musicais. Embora não cite nomes de clubes ou jogadores, a letra traz um “embate” entre a dupla de cantores na forma de uma partida de futebol. Foi lançada em 78rpm e no lp de 10 polegadas “Jackson e Almira – Os donos do ritmo”, de 1957.


“Frevo do bi” (Braz Marques/Diógenes Bezerra, 1962) – a mais divulgada gravação de Jackson do Pandeiro sobre a seleção brasileira saiu em 1962, em um 78rpm, pouco antes da conquista do bicampeonato mundial no Chile. Na letra, os autores imaginam um “baile de bola” conduzido por Didi, Garrincha e Pelé. Gravada como um frevo épico, a canção também ganhou uma versão de Tom Zé e Gereba, lançada no álbum “Cantando com a plateia”, de 1990.
“Scratch de ouro” (Maruim/Oscar Moss, 1963) – Interpretada em forma de samba, a música festeja o bi mundial da seleção brasileira, nominando toda a equipe titular do escrete de ouro: Gilmar, Mauro, Djalma Santos, Zito, Zózimo, Nilton Santos, Zagallo, Didi, Vavá, Pelé e Garrincha. Apesar de a relação contar com 12 atletas, o fato pode ser explicado: Pelé deixou a Copa na segunda partida da seleção brasileira, após contusão, sendo substituído brilhantemente pelo artilheiro Amarildo. Os compositores, então, acharam por bem incluir os dois craques na letra.
“Olé do Flamengo” (Jackson do Pandeiro/Braz Marques, 1964) – como o próprio título já transparece, a canção enaltece a paixão pelo Clube de Regatas do Flamengo, time de coração de Jackson do Pandeiro: “Eu vou, eu vou amanhã, ver Flamengo jogar lá no Maracanã…eu não perco nenhum jogo, seja de noite ou de dia”. Incluída no LP “Coisas nossas”, de 1964, a música fala do “olé” que a equipe rubro-negra dá em vários rivais locais, como Vasco, Botafogo e Fluminense, além da mais temida equipe brasileira da época: o “Santos de Pelé”.


“A taça era dela” (Waldemar Silva e Rubens Campos, 1967) – de forma irreverente, o samba critica a polêmica conquista da Copa do Mundo de 1966 pela seleção anfitriã, a Inglaterra, que na final venceu a Alemanha após o juiz ter validado um gol em que a bola não chegou a ultrapassar a linha da trave. Na letra, o compositor é direto: “a Inglaterra fez uma Copa do Mundo, pra ela, pra ela, o campeonato ainda não havia começado e a taça já era dela”. A faixa saiu no álbum “A Braza do Norte” (brasa com “z” mesmo), de 1967, o último lp que traz Almira Castilho na capa.
“Frevo do tri” (Braz Marques e Álvaro Castilho, 1971) – por muito tempo uma rara canção do repertório jacksoniano (somente em 2014 saiu em cd, em um box que garimpou preciosidades do Rei do Ritmo), o frevo “saúda os supercampeões”, celebrando a 3ª taça mundial conquistada pelo Brasil no futebol, dessa vez em território mexicano. Ao contrário das anteriores “Frevo do bi” e “Scratch de ouro”, a letra não cita nomes de jogadores, mostrando a emoção do torcedor, que “gritou, torceu, chorou e sofreu”. Assim como o “Frevo do bi”, é uma excelente canção sobre Copa do Mundo, bem diferente das que são lançadas na atualidade.


“O bom torcedor” (Braz Marques e Jackson do Pandeiro, 1971) – A letra retrata a paixão do brasileiro pelo futebol, “de norte a sul”. Nela, o autor fala sobre suas equipes prediletas em alguns estados, citando Flamengo, Corinthians, Atlético Mineiro e Santa Cruz, equipes de grande popularidade. Apesar de citar apenas clubes, a música traz na sua introdução a narração de um gol do Brasil anotado por Pelé, com pequeno trecho repetido no final da faixa. Foi lançada em 1971, no LP “O dono do forró”, disco que marcou a estréia do sanfoneiro Severo nas gravações com Jackson.
“O Rei Pelé” (José Gomes Filho/Sebastião Batista, 1974) – A homenagem que o Rei do Ritmo fez ao Atleta do Século XX veio no LP “Nossas Raízes”, de 1974, mesmo ano em que Pelé se despediu do Santos Futebol Clube. A 1ª faixa do lado B, “O Rei Pelé”, que narra as virtudes de Edson Arantes do Nascimento dentro de campo, pode ser considerada a principal música do forró em reverência ao jogador, que também foi tema de canções em outros ritmos da MPB. Em cd, saiu apenas na coletânea “Enciclopédia Musical Brasileira”, que traz Jackson ao lado do baiano Gordurinha.
“Bola de pé em pé” (Jackson do Pandeiro/Sebastião Batista, 1981) – lançada no último lp gravado por Jackson, 1 ano antes do seu falecimento, a música também homenageia o Flamengo. Quando fala em “Flamengo é tricampeão, acredite quem quiser”, a composição faz referência, de forma implícita, ao tricampeonato carioca conquistado pelo time em 1979. Nos anos seguintes, os versos poderiam ser utilizados novamente pelos torcedores em outras quatro conquistas de tricampeonato do rubro-negro: o brasileiro, em 1983, carioca, em 2001 e 2009, e da Copa do Brasil, em 2013.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Garotada boa de bola

Flamengo vence o Grêmio e conquista título inédito da Copa Brasil sub-15

Rubro-Negro carimba a vitoria aos 20 minutos do segundo tempo, com Joarley, que sai do banco para fazer golaço de cobertura: 1 a 0



O time sub-15 do Flamengo conquistou na manhã deste domingo seu primeiro título na Copa Brasil de Futebol Infantil, ao bater o Grêmio por 1 a 0 no estádio Domênico Paolo Metidieri, em Votorantim, na região metropolitana de Sorocaba, a 100km da capital paulista. Esta foi a 20ª edição do torneio. Já o Tricolor tentou seu terceiro título.

O jogo foi definido nos últimos minutos da etapa completar, após a entrada de Joarley, que viu o goleiro tricolor adiantado e marcou um gol de cobertura, aos 20 do segundo tempo – cada tempo na competição durou 30 minutos.


Equilibrado

O Flamengo iniciou a partida com mais toque de bola, avançando com velocidade a área tricolor. O Grêmio jogava mais recuado, aproveitando para avançar no contra-ataque. A primeira chance do Fla abrir o placar foi aos 7 minutos, com o craque do time, Vinícius. O atacante recebeu a bola pelo lado esquerdo, carregou sozinho até a área, mas, na hora de finalizar, acabou chutando a bola na trave. 

Com a pressão adversária, a equipe gaúcha reagiu. Em seguida, o camisa 10 do tricolor, Mateus Cardoso, carregou a bola pela direita, cruzou na área, o goleiro Vitor Hugo desviou e, no rebote, ficou perdida na área, até que a zaga do Fla chutasse para longe. 

Então, a partida passou a ficar disputada, com boas jogadas criadas para os dois lados: as equipes criaram excelentes jogadas. O Rubro-Negro teve chance de sair na frente no placar em Votorantim, com Marx Lenin. Já do lado tricolor, Mateus Cardoso ditava as principais jogadas da equipe, mas que terminavam nas mãos do arqueiro Victor Hugo, responsável por boas defesas no primeiro tempo da partida. 

Flamengo x Grêmio, final, Copa Brasil de Futebol Infantil, sub-15, Votorantim (Foto: André Reis / SECOM Votorantim)Gol saiu somente na segunda etapa (Foto: André Reis / SECOM Votorantim)


Pra resolver e levantar a taça 

As equipes voltaram para a etapa complementar sem alterações, mas o que não durou por muito tempo. A partida recomeçou fria e, por isso, os comandantes de cada equipe resolveram mexer nos times. Alterações, que surtiram efeito, pelo menos para o Flamengo. Aos 20 minutos, Joarley, que tinha acabado de entrar, recebeu a bola na entrada da área e, vendo que o goleiro Gabriel Grando estava adiantado, chutou de cobertura e, enfim, conseguiu balançar a rede no estádio de Votorantim.

A partida se encaminhava para a primeira conquista flamenguista no torneio, mas, por causa de uma falta desnecessária, Vinicius, o camisa 11 do Fla, acabou expulso aos 25 minutos da etapa complementar. Mesmo com um a menos, a equipe carioca ainda teve chance de ampliar o placar com Matheus Alves, em uma cobrança de falta, que obrigou o arqueiro tricolor a se esticar para desviar a bola para a linha de fundo. Com a vantagem, o 1 a 0 foi suficiente para a equipe carioca se segurar e levantar a taça.


Flamengo x Grêmio, final, Copa Brasil de Futebol Infantil, sub-15, Votorantim (Foto: Natália de Oliveira)Flamengo levanta a taça da Copa Brasil Infantil pela primeira vez em 20 edições do torneio (Foto: Natália de Oliveira)


Invicto e sem tomar gol

Flamengo se impõe, vence São Paulo e fatura o título do Torneio de Manaus

Rubro-Negro domina o jogo no segundo tempo e derrota o Tricolor paulista por 1 a 0, com belo gol do zagueiro Samir

A taça vai para a Gávea. Com um gol de Samir aos 32 minutos do segundo tempo, o Flamengo, superior em campo, derrotou o São Paulo por 1 a 0, na tarde deste domingo, na Arena Amazônia, e ficou com o título do Torneio de Manaus. A competição também contou com a participação do Vasco, que perdeu seus dois jogos e foi o lanterna.
O time carioca foi mais perigoso durante boa parte do confronto, principalmente no segundo tempo, quando criou boas chances. O São Paulo, que teve menos tempo de descanso para a partida, já que derrotou o Vasco por 2 a 1 na última sexta-feira, deu claros sinais de desgaste. A equipe rubro-negra havia jogado na quarta-feira passada, quando também venceu o Cruz-Maltino, por 1 a 0.

São Paulo x Flamengo Campeão (Foto: Cahê Mota)Elenco rubro-negro posa com o troféu do Torneio de Manaus (Foto: Cahê Mota)

O destaque da partida neste domingo foi o volante Luiz Antonio, que entrou apenas aos 27 do segundo tempo, na vaga de Everton. O meio-campista foi o reponsável pelo cruzamento na medida para o zagueiro Samir, que surpreendeu a defesa são-paulina ao aparecer na área, e teve duas boas oportunidades para marcar.
Agora, os dois times começam a se preparar para a estreia em seus respectivos estaduais. No sábado, o Flamengo disputa a primeira rodada do Carioca diante do Macaé, às 19h30, no estádio Moacyrzão. Um dia depois, o São Paulo enfrenta a Penapolense pelo Paulista, às 17h, no estádio Tenente Carriço.

Paulo Henrique Ganso com Canteros e Cácere, São Paulo x Flamengo (Foto: Rubens Chiri / Getty Images)Paulo Henrique Ganso recebe a marcação de Cáceres e Canteros (Foto: Rubens Chiri / Getty Images)

Primeiro tempo
Foi um primeiro tempo em que o São Paulo teve mais posse de bola, mas foi pouco objetivo. Embora trocando muitos passes no meio-campo, faltou ao time tricolor velocidade na hora de agredir o Flamengo. Velocidade essa que não faltava ao time rubro-negro, mas muitas vezes a equipe carioca mostrou sentir falta de um jogador de referência na frente, com seus atacantes não conseguindo preencher esse espaço. Marcelo foi quem mais tentou fazer a função, com pouco êxito.
Diante do equilíbrio, cada time teve apenas uma grande chance  na etapa. Aos 18, Arthur Maia fez linda jogada, driblou Edson Silva e Souza e entrou cara a cara com Rogério Ceni. No entanto, telegrafou a conclusão, bem defendida pelo arqueiro são-paulino, que evitou um golaço. Aos 43, após bobeada de Cáceres, Thiago Mendes entrou livre na frente de Paulo Victor, mas bateu para fora a melhor oportunidade paulista.

Segundo tempo
O São Paulo voltou com três alterações do intervalo: saíram Luis Fabiano, Reinaldo e Souza, entrando, respectivamente, Alan Kardec, Carlinhos e Denilson. Mesmo com as mudanças, o Tricolor paulista não conseguiu manter o ritmo da etapa inicial e foi dominado. Coube ao Flamengo se impor e criar as melhores oportunidades. Nixon, Marcelo Cirino e Luiz Antonio perderam algumas delas.
O gol só veio aos 32, quando as duas equipes já estavam bastante modificadas. O torneio permitia seis substituições por time. Luiz Antonio recebeu a bola na ponta direita e, quase em cima da linha, deu lindo drible em um marcador, chegando ao fundo. O cruzamento foi perfeito para Samir, que pegou de primeira e marcou lindo gol.
Depois, com espaço para o contra-ataque, o Flamengo continuou levando perigo. Canteros perdeu a melhor oportunidade aos 45, chutando para fora. O São Paulo assustou apenas aos 47, em chute de Pato que passou raspando a trave de Paulo Victor.

Flamengo é Campeão

Flamengo bate São Paulo e se sagra campeão do Super Series

Com gol de Samir, Rubro-Negro garante seu primeiro título da temporada



Flamengo e São Paulo decidiram neste domingo (25.01) o título do Torneio Triangular Super Series. Após ambas as equipes baterem o Vasco da Gama, quem vencesse a partida de hoje garantiria o campeonato. 

Com uma equipe se propondo a buscar o gol da vitória desde o início da partida, o Flamengo só conseguiu abrir o placar aos 33 minutos da segunda etapa, com o jovem zagueiro Samir. A vitória deu ao Mais Querido a conquista do primeiro título do ano.

Você pode ser um sócio-torcedor e ajudar o Flamengo a construir elencos cada vez mais fortes, conquistando muitos outros títulos. 

O jogo

Repetindo a mesma escalação do time que entrou em campo contra o Vasco da Gama na última quarta-feira (21.02), o time comando por Vanderlei Luxemburgo começou o jogo atacando bastante. O quarteto ofensivo formado por Marcelo Cirino, Éverton, Arthur Maia e Nixon dava trabalho para a zaga são paulina que se defendia como podia.

Cobranças de faltas, ataques rápidos e boa jogadas individuais levavam perigo ao gol de Rogério Ceni. Do outro lado, o time paulista buscava o contra-ataque, mas não incomodava a vida de Paulo Victor. O jogo persistiu com as duas equipes buscando abrir o placar, mas a primeira etapa chegou ao fim, e o empate sem gols permanecia.

Veio o segundo tempo, e o Flamengo retornou sem alterações, mas aparentemente ainda mais motivado a conquistar a vitória. Com a defesa se colocando de maneira bastante segura e o ataque não desistindo de nenhum lance, o Rubro-Negro era mais intenso na partida, mas não conseguia abrir o placar.

Até que o treinador do Mais Querido fez alterações no time. Alecsandro, Márcio Araujo e Pará foram os primeiros a entrar. Logo depois, Luiz Antônio, Lucas Mugni e Thallyson também trouxeram fôlego novo à equipe do Flamengo. As mudanças fizeram, de fato, a diferença para o time em campo. Tanto que, em um desses ataques da equipe, depois de um bonito cruzamento de
Luiz Antônio, o zagueiro Samir empurrou pro fundo das redes sem chances para o goleiro do São Paulo.

Mesmo depois de marcar, o Flamengo não diminuiu seu ritmo de jogo e continuou atacando, agora com ainda mais espaços, já que o time paulista buscava a igualdade no marcador. Mas o placar persistiu, terminando mesmo 1 a 0 para o Rubro-Negro, garantindo o primeiro título do ano para o Mais Querido.

sábado, 22 de novembro de 2014

OCTACAMPEÃO

Flamengo é campeão do Torneio OPG

 

Juniores vencem Botafogo por 3 a 1 e levantam a taça; com oitavo título, Rubro-Negro é o maior campeão da competição


   

Flamengo é octacampeão do OPG
Flamengo é octacampeão do OPG










   

Com grandes vitórias em dois clássicos decisivos. Assim foi a conquista da equipe sub-20 do Flamengo, campeã do Torneio Otávio Pinto Guimarães (OPG) na tarde deste sábado (22.11), no estádio Nivaldo Pereira, em Nova Iguaçu. Na última quarta-feira (19.11), na partida de ida, na Gávea, o Flamengo ganhou do Botafogo por 4 a 2 e poderia empatar por qualquer placar ou perder por um gol de diferença que levava a taça. Mas não foi necessário; com mais uma vitória convincente, por 3 a 1, os garotos do Mais Querido comemoraram mais um título da base rubro-negra, com dois gols de Darlan e um de Jajá.



Mesmo com vantagem pela vitória na primeira partida da decisão, o time rubro-negro jogou como se precisasse da vitória. Depois de pressionar o Alvinegro, com direito à bola raspando a trave, Jajá marcou um belo gol, aos 17 minutos: depois de receber passe em profundidade de Matheus Sávio, tocou na saída do goleiro. Pouco depois, o juiz expulsou um atleta de cada equipe, mas o Flamengo manteve o ritmo da partida e ampliou para 2 a 0 com Darlan, após mais uma bela jogada individual de Matheus Sávio. O garoto ainda foi o garçom do terceiro gol, novamente de Darlan, de calcanhar.




A equipe voltou do intervalo já com 3 a 0, 7 a 2 no placar agregado. No segundo tempo, o treinador Zé Ricardo tirou Matheus Sávio para a entrada de Juan Felipe, Nathan entrou no lugar de Cafu e Darlan saiu e deu espaço a Jackson. O Botafogo diminuiu, mas o apito final decretou a vitória e o título rubro-negros.




Com o octacampeonato (1984, 1985, 1993, 2006, 2007, 2011, 2012 e 2014), o Flamengo se mantém como maior campeão do Torneio Otávio Pinto Guimarães. O próximo compromisso dos juniores será o Campeonato Brasileiro Sub-20, em dezembro.




Flamengo da Nação 
Decisivo no título, Matheus Sávio já treinava no clube quando o Flamengo da Nação ajudou a viabilizar sua permanência. Criado por torcedores, o projeto traz recursos para o futebol do clube com a colaboração da torcida. 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

É DECA!

Flamengo é decacampeão estadual de basquete

Após derrotar o Macaé em duas partidas, Rubro-Negro fatura título invicto

Flabasquete vence mais um título  
O Orgulho da Nação conquistou na noite desta quarta-feira (28.10) mais um troféu para sua imensa galeria. No ginásio Hélio Maurício, na Gávea, a equipe de basquete rubro-negro faturou seu décimo título estadual consecutivo. Com todo o time campeão mundial em quadra, o Flamengo derrotou o Macaé, no segundo jogo da final, por 98 a 85. A equipe igualou o feito do time comandado por Kanela, um dos maiores técnicos de basquete da história do país, entre 1951 e 1960.

Em mais uma grande partida, o Mais Querido acabou abrindo uma ampla diferença ainda no primeiro quarto. Com direito a cestas de três de Marquinhos e boas jogadas de Walter Herrmann, a equipe fechou a etapa inicial em 25 a 7. No segundo quarto, a equipe do Macaé reagiu. Apesar das grandes investidas ao ataque, o time alviceleste não conseguiu garantir a vitória no quarto. Do lado rubro-negro, por sua vez, Olivinha se destacava com boas jogadas. Nico e Jerome também apareciam bem, sendo fundamentais nas bolas de longas distâncias e na defesa, respectivamente, o que ajudou o Flamengo a fechar o primeiro tempo em 47 a 28.

Após o intervalo, os jogadores mantiveram a intensidade de jogo, atacando e defendendo muito bem. Assim como o Flamengo, o Macaé que também manteve seu ritmo, e em um quarto de ânimos exaltados e bastante competitivo, os visitantes acabaram levando a melhor por 34 a 29.

A vitória no terceiro quarto motivou o time alviceleste para buscar a vitória do jogo. Mas, a diferença construída no primeiro tempo foi suficiente para garantir o decacampeonato ao Flamengo. Ao fim da partida, a torcida rubro-negra, que apoiou o time durante todo o jogo, gritou o nome do treinador do Mais Querido, José Neto, um dos grandes responsáveis por construir esse elenco tão vitorioso.

"Isso é mérito da postura dos jogadores, que sempre entram para vencer. Desde que montamos essa equipe, conquistamos todos esses cariocas de forma invicta. Isso prova esse comprometimento dos atletas com a vitória e com o Flamengo. O mínimo que podemos fazer por esta torcida é sempre lutar para vencer. Teremos uma temporada longa, com grandes adversários e será muito difícil. Já estamos nos preparando da melhor maneira possível para aquilo que encararemos visando continuar conquistando títulos", disse Neto

Parciais:
1º Quarto: 25 a 7
2º Quarto: 22 a 21
3º Quarto: 29 a 34
4º Quarto: 22 a 23