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sábado, 14 de maio de 2011

Homenagem ao cartunista Lan



Adílio e Lan felizes no evento (Vipcomm)

Papo de rubro-negro faz sucesso nesta quinta-feira

Homenageado do dia, Lan se emociona e conta como virou Flamengo

Autor: Por Equipe do site oficial
Em 12/05/2011 às 21h45 Atualizado em 13/05/2011 às 12h24

A loja Fla Concept, na Gávea, recebeu nesta quinta-feira (12.05) personalidades rubro-negras na estreia do projeto "Papo de rubro-negro", que visa juntar colecionadores, historiadores, jornalistas, escritores e todas as pessoas interessadas em acervos e assuntos gerais vinculados à grandiosa história do clube. O homenageado do dia foi o simpático cartunista Lan, que teve 22 desenhos expostos, mostrando a ‘carioquice rubro-negra’. Participaram do happy hour Rui Castro, Chico Caruso, Antônio Pedro, Jaguar, Evaristo de Macedo, Chico & Alaide, Antônio Augusto Abranches, Hélio Ferraz, Henrique Brandão, Adílio, Julio César Urigueler entre outras personalidades.

Emocionado com a homenagem, Lan contou que ficou empolgado ao saber que mostraria seus desenhos a ex-jogadores. Uma das obras que mais chamou a atenção foi uma que ele representava toda a genialidade de Adílio.

"Fico muito feliz em estar aqui hoje com estes jogadores que me deram muitas alegrias durante toda a minha vida. É uma grande emoção", disse o cartunista, que contou ter virado rubro-negro em 1953.

"Participei de um Pan-Americano na Argentina em 1950. Lá, conheci meu primeiro amigo brasileiro, o jornalista Otelo Caçador, que no porre de despedida me fez prometer que se um dia fosse ao Brasil iria torcer para o Flamengo. Em 53 quando cheguei neste país maravilhoso, virei rubro-negro e ainda dei sorte, pois o time conquistou o tri Carioca. Não tem como pensar no Rio de Janeiro, sem pensar em mulheres bonitas e futebol. Não tem como pensar em futebol e mulheres bonitas e não pensar no Flamengo", contou Lan.

O cartunista disse,ainda, que em todos estes anos como torcedor do Flamengo, o gol de Rondinelli contra o Vasco em 1978 foi o que mais lhe deu emoção, pois demosntra toda a raça rubro-negra.

"Foi um momento mágico. Ele subiu mais do que todo mundo e eu na arquibancada subi mais ainda do que ele para cabecear a bola. Só que ele caiu no gramado e eu no cimento. Me machuquei e quase morri", lembrou o cartunista, que aproveitou para mandar um recado aos torcedores do Flamengo.

"Sou Flamengo há muito tempo. A torcida tem de ter paciencia. Temos no nosso elenco hoje em dia um dos maiores jogadores que vi atuar. O próprio Maradona disse que ele era genial. Temos o Ronaldinho Gaúcho e a torcida não pode pegar no pé dele assim", avisou.

Um dos anfitriões da noite, o diretor do Museu Flamengo, Mauro Chaves, falou um pouco mais sobre o projeto.

"A ideia geral do projeto "Papo de Rubro-negro" visa juntar colecionadores, historiadores, jornalistas, personalidades rubro-negras, todas as pessoas interessadas em acervos e assuntos gerais do clube para trocar idéias, falar sobre o Flamengo e demonstrar que o clube pode sim servir de referência em estatística e como fonte de pesquisa sobre cultura e futebol em geral. Pretendemos fazer um evento a cada mês e o primeiro se realiza hoje, sobre o grande cartunista Lan. Contamos aqui com 22 desenhos expostos mostrando todo o amor do Italiano e cidadão carioca honorário pelo Rio de Janeiro, e principalmente pelo clube Rubro-negro", contou o diretor.

Para o craque e ex-técnico do Flamengo, Evaristo de Macedo, a homenagem a Lan e o projeto é uma grande ideia que precisa ser repetida mais vezes pelo Rubro-negro.

"Lan consegue trasmitir o que é ser rubro-negro em seus traços. Uma homenagem justa. Espero que o projeto continue. Este primeiro dia foi um grande sucesso", disse Evaristo.

Adílio, que tirou inúmeras fotos com Lan e um quadro feito em sua homenagem, contou que ninguém nunca conseguiu transmitir o que ele sentia em campo, apenas Lan. Para o jogador, o cartunista ajudou muito a torcida do Flamengo.

"Vejo a pintura e penso em tudo que eu sentia em campo. Me achava um monstro com a bola colocada no pé. Adorei! Muita gente comprava os jornais e as revistas por causa do Lan. Ele fez muita gente virar Flamengo", afirmou o craque, que como os outros rubro-negros se divertiram no evento desta quinta.

Agradecimento aos presentes:
- os cartunistas Lan, Jaguar e Chico Caruso
- os escritores Ruy Castro e Marcelo Abinader
- o multimídia Haroldo Costa
- o ator Antonio Pedro
- as lendárias 'irmãs Marinho': Mary e Olivia
- o músico Mauricio Carrilho
- o vereador Edilson da Creatinina
- as personalidades cariocas Chico e Alayde
- os ex-jogadores Evaristo de Macedo, Adilio, Julio Cesar Uri Gueller e Waltinho
- o sociólogo Ronaldo Helal
- o jornalista Cesar Nogueira
- o colecionador Eduardo Vinicius
- o escritor, jornalista e curador do Museu do Flamengo Marcos Neves
- os pesquisadores, historiadores e estatísticos Ayer Andrade, Celso Junior (Fla-Estatística), Marcus Borges (site Fla-Museu), Fabio Justino e Fernando Holanda (site Magia Rubro-Negra), Robson Oliveira e Marcio Moura (projeto "365 dias acompanhando uma paixão")
- os Vicepresidentes Henrique Brandão, Luis Claudio Cacau Cotta, Reinaldo Souza e Cristina Callou
- o Grande-Benemérito Walter Oaquim
- o ex-presidente Antonio Augusto Dunshee de Abranches
- o Vicepresidente Geral Hélio Paulo Ferraz
- o Presidente do Conselho Fiscal Leonardo Ribeiro
- o Presidente do IMFLA (Instituto Museu do Flamengo) Alexandre Furtado
- o Vicepresidente da Assembléia Geral Carlos Eduardo Melo
- os Diretores do Clube Marcus Duboc, André Galdeano, Cardellis e Renata Pacheco
- as conselheiras D. Teresa e Tuninha
- o Presidente da Fla-Manguaça Felipe Amorim (com boa parte de sua diretoria)
- sócios atuantes Bodão e Peruano

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/12800

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O jogo inesquecível do brilhante compositor Arlindo Cruz



Em 1980, Arlindo Cruz já era do samba quando foi ao Maracanã ver o Flamengo passar pelo Coritiba e chegar às finais do Campeonato Brasileiro (Foto: ANDRÉ DURÃO / Globoesporte.com)

Meu Jogo Inesquecível: ritmo veloz do Fla na era Zico toca Arlindo Cruz
Sambista toca versão do 'Samba rubro-negro' para Carlos Alberto, autor de gol na virada por 4 a 3 sobre Coritiba em 1980 na semi do Brasileiro
Por Márcio Mará
Rio de Janeiro

A infância na Piedade foi daquelas de causar inveja aos garotos de hoje. Descalço, seja correndo atrás de pipa ou jogando peão e bola de gude, o menino Arlindo se divertia. Nada, no entanto, o deixava mais maluco do que a irresistível tabelinha samba-futebol. Em 1965, quanto tinha sete anos, ganhou do pai, o Arlindão, o primeiro cavaquinho. Em casa, começava a ensaiar os primeiros acordes. Na rua, com a bola no pé ou o time de botão do Flamengo armado na mesa, sonhava ver o Maracanã lotado e a comemoração da torcida. No mesmo ano, realizou o desejo ao presenciar a vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense que garantiu o charmoso título carioca no IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro.

Já fiz um samba, 'Fla-Flu', não muito conhecido. Estou querendo fazer outro, mais popular"Arlindo CruzO herói da partida era justamente o craque do time de botão de um dos maiores sambistas do país, o compositor e intérprete Arlindo Cruz. O camisa 10 dos seus dois Flamengos era Silva Batuta. No Maracanã, naquele 12 de dezembro, o ídolo matou no peito, livrou-se do marcador e fuzilou, sem chance para o goleiro Borracha. O menino repetia ali a comemoração que fazia no estádio imaginário, no meio da calçada, quando o "xará" em miniatura de formato redondo sempre batia de curva para estufar o filó da rede de plástico.

A primeira história de Arlindo Cruz com o Flamengo, apesar de curiosa e romântica, não é a mais marcante. Tal como os primeiros acordes de um samba, impulsionou a paixão. Dali em diante, ele jamais abandonou o clube de coração. A carreira de compositor crescia à medida que o menino virava adolescente, rapaz... E a era Zico foi acompanhada com a mesma frequência com que participava das rodas de samba com o rubro-negro Candeia, símbolo da Portela - falecido em 1978 -, ou com os galácticos do Cacique de Ramos. Na semifinal do Brasileiro de 1980, a vitória por 4 a 3 sobre o Coritiba em ritmo veloz de virada - o time fez três gols em cinco minutos - o levou à euforia.

Naquele ano eu era estudante. Já tinha saído da Aeronáutica e ia ao Cacique. Estava começando a virar compositor. Lembro que fui assistir a esse jogo com o Coritiba e os caras meteram 2 a 0 no começo. Aí se machucou o Zico, depois o Júlio César, Uri Geller... Se eles fizessem mais um gol, adeus. Só que o maluco do Nunes meteu logo dois gols. Pouco depois, veio aquele golaço do Carlos Alberto. E eu estava de frente. Não tinha torcida do Coritiba no Maracanã, a do Flamengo estava cheia. Por isso fui lá para o outro lado, detrás do gol, vendo o time atacar no primeiro tempo. Vi o cara saindo lá de baixo, em velocidade, driblando todo mundo. É um gol inesquecível. A arrancada dele foi sensacional.

Naquele momento, Arlindo já estava sem fôlego. O jogo, realmente, foi dos mais emocionantes da era Zico, com uma avalanche de gols na primeira etapa. O Flamengo tentava naquele ano o seu primeiro título brasileiro, e o time vinha embalado pelo tricampeonato carioca. Dirigido por Cláudio Coutinho, chegou às semifinais com o Coritiba e levou a melhor no duelo no Couto Pereira: 2 a 0, gols de Zico.

Na segunda partida, no Maracanã, diante de quase 90 mil pagantes, o time foi surpreendido por um Coxa disposto a dar o troco. Vilson Tadei abriu o placar aos 21 e Aladim ampliou, dez minutos depois. As contusões de Zico e Júlio César deixaram Arlindo Cruz e os rubro-negros ainda mais tensos. Mas Nunes já antecipava ali que seria o jogador decisivo: diminuiu aos 34 e empatou aos 37. Dois minutos depois, a arrancada do reserva Carlos Alberto, lateral-direito que substituía Toninho, contundido, terminava em gol e enlouquecia o estádio.

Veio o segundo tempo. Anselmo, que substituíra Júlio César, fez o quarto aos 29 com outro golaço. Claudinho diminuiu para o Coxa aos 37, mas já era tarde. Arlindo já se preparava para curtir a noite após a vaga assegurada para as finais, com o Atlético-MG. Perguntado sobre o samba que cantaria para Carlos Alberto, herói daquela partida, não titubeou ao mandar a versão do "Samba rubro-negro", de Wilson Batista e Jorge de Castro, atualizada na época por outro rubro-negro doente do samba, João Nogueira (assista ao vídeo ao lado).

- Essa é pra você, Carlos Alberto! Obrigado pelo gol! Eu estava sozinho naquele jogo. Meu irmão já tinha casado, eu não estava namorando ninguém... Na era Zico, praticamente não perdi nenhum jogo. Eu ficava bolado quando não podia ir, ou numa quarta, ou num sábado. Quase ficava doente. Lembro uma vez que minha mãe, com dificuldade, comprou um radinho de pilha pra mim, para eu ouvir os jogos. E o Flamengo, no dia do seu aniversário, perdeu para o São Cristóvão por 1 a 0 na Gávea. Aí, eu, bolado, pá! Joguei o rádio na parede, quebrei. E entrei na porrada. O coroa ficou na bronca: "Pô, tua mãe comprou o rádio no maior sacrifício..."

É bom lembrar que o pai de Arlindo, o Arlindão, era vascaíno, mas jamais se opôs à preferência do filho. Muito pelo contrário. O levava ao Maracanã para ver Silva Batuta, Almir Pernambuquinho, Carlinhos, o Violino... Depois vieram Reyes, Fio, Doval, Paulo César e os craques da era Zico. Arlindo já ia ao estádio com o irmão mais velho. Uma derrota, no entanto, deixou o sambista-torcedor bem abalado.

- Eu era apaixonado, chorava quando o time perdia. Aquele jogo dos 6 a 0 do Botafogo, em 1972, não foi fácil. Tinha um cara que namorava a minha irmã. Era botafoguense, o Sidnei. Foi ele que me levou. E me encarnou pra caramba. Teve gol de letra do Jairzinho, o Fischer, um argentino atacante, também marcou... Eles tiraram a maior marra com a gente. Em compensação, depois assisti aos dois seis que demos neles, por 6 a 0 e 6 a 1.

Mesmo quando tocava nas rodas de samba, Arlindo sempre dava um jeito de ver os jogos. Seja na primeira fase, de aprendiz. Ou no Cacique de Ramos. Ou quando já estava no Fundo de Quintal, quando substituiu Jorge Aragão.

- Eu comecei a tocar com o Candeia, então ia a muita roda de samba na sexta ou no sábado. O Candeia era flamenguista, mas os filhos dele não. O Jairo era botafoguense e o Edinho, que morreu, também. Não sei por quê... No Cacique sempre tinha muitos jogadores. O Denilson, o Galdino, o Alcir Capita (como Alcir Portela era conhecido), Luxemburgo, Jairzinho, Paulo Cezar Caju, eles curtiam o pagode. Era sempre depois da pelada, primeiro rolava um salão.

Agora, Arlindo celebra a presença de Ronaldinho no Rio e no Flamengo. O craque, segundo o compositor e intérprete, ajuda e muito a resgatar o samba no futebol, hoje com jogadores mais voltados para a música sertaneja ou baiana. Em qualquer época, história de sambista com futebol fica sempre saborosa.

- Tinha uma patota que ia muito ao Maracanã. O Batata, o Acir Marques, meu irmão, o Mineiro, que era flamenguista, foi para Minas e virou atleticano. O Dudu, lá de Campo Grande. Uns primos e tal... No Cacique, o Ubirani é um rubro-negro roxo. E um detalhe: ele sempre atrasava um pouquinho para ir aos jogos. A gente chegava com 15 minutos. Lembro uma vez que teve um Flamengo x Corinthians. Um gol do Júnior Baiano de falta. Estava um a zero e assim terminou. A gente não viu mais nada, o gol já tinha acontecido. O jogo foi até morno...

Certa vez, Beth Carvalho comentou que Arlindo Cruz poderia também ganhar a vida como comentarista de futebol. E o sambista mostra que, apesar de rubro-negro roxo, sabe olhar os craques, nem que sejam dos maiores rivais.

- O Zico, sem dúvida, foi o meu maior ídolo. Mas o Rivelino foi um cracaço que eu vi jogar. Não atuou no Flamengo, mas era fantástico. O Jairzinho também. Carlos Alberto Torres, idem... No Flamengo, tinha o Geraldo, Assobiador, o Adílio.. Leandro era fantástico, Junior fantástico... Outro cara do samba. Estive com ele recentemente, foi me dar um abraço na Nut. Em 1982, quando gravou o "Voa, canarinho", já estava se chegando para o samba. Foi lá para o Cacique, se entrosou com a rapaziada e gravou até um samba meu. Acho que "A luz do teu olhar", com a Lecy Brandão...

O papo não terminava. No palco do Teatro Rival, preparando-se para mais um dos shows que tem feito pelo Rio de Janeiro, Arlindo Cruz dá uma pausa no banjo para lembrar outro momento marcante como torcedor. Lembra um ídolo que depois se tornou algoz, atuando pelo Fluminense. E volta a dizer que a união do samba com futebol pode dar boa música.

- Teve um jogo que o Renato Gaúcho calou o Mineirão, naquele Flamengo 3 x 2 Atlético Mineiro . A gente estava lá no pagode, mas quando o Galo empatou, nós paramos de tocar. "Pô, ferrou!", pensamos. Mas aí, menos com um a menos, a gente conseguiu o gol da vitória. Era uma quarta-feira, meio da semana. O Mengão me dá boas recordações, muitas alegrias. Estou muito feliz com a nova fase. O Ronaldinho, um cara do samba, do bem, é bom para a gente, para divulgar. Eu já fiz um samba, "Fla-Flu", mas não é muito conhecido. Estou querendo fazer outro, mais popular, para a galera cantar. Vamos ver...

flamengo 4 x 3 coritiba Raul, Carlos Alberto, Rondinelli, Marinho e Júnior; Andrade, Adilio e Zico (Reinaldo); Tita, Nunes e Júlio César (Anselmo). Moreira, Gilson Paulino, Gardelo, Eduardo e Wilson; Leomir, Almir, Luís Freire e Vilson Tadei; Escurinho e Aladim (Claudinho).
Técnico: Cláudio Coutinho. Técnico: Mário Juliato.
Gols. Vilson Tadei, aos 21, Aladim, aos 31, Nunes, aos 34 e 37, e Carlos Alberto, aos 39 minutos do primeiro tempo. Na segunda etapa, Anselmo, aos 29, e Claudinho, aos 37 minutos.
Árbitro: Carlos Sérgio Rosa Martins.
Data: 25/05/1980. Local: Maracanã. Competição: Campeonato Brasileiro (semifinal). Público: 87.934 presentes.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2011/05/meu-jogo-inesquecivel-ritmo-veloz-do-fla-na-era-zico-toca-arlindo-cruz.html

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Flamengo campeão invicto


Bonde do Mengão sem freio comemora o título antecipado e de forma invicta com muita alegria após a vitória nos pênaltis sobre o Vasco, por 3 a 1 (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Nos pênaltis, de novo, Fla vence a Taça Rio e conquista o Carioca

Rubro-Negro leva, de forma invicta, o seu 32º Campeonato Carioca e aumenta hegemonia no estado. Vascaínos desperdiçam três cobranças
Por GLOBOESPORTE.COM
Rio de Janeiro

Nos pênaltis e invicto. Assim o Flamengo confirmou a sua hegemonia no Rio de Janeiro e conquistou, neste domingo, o título do Campeonato Carioca ao derrotar o Vasco na decisão da Taça Rio, nos pênaltis, por 3 a 1, após empate por 0 a 0 no tempo normal. O Bonde sem Freio - que já ganhara a Taça Guanabara - parou o Trem-Bala da Colina no Engenhão e, sem necessidade de uma final de campeonato, aumentou a vantagem rubro-negra no estado, com seu 32º título. O Tricolor, que foi o vice-campeão na soma dos pontos dos dois turnos, tem 30 conquistas.

Esta foi a sétima vitória consecutiva do Flamengo em decisões por pênaltis: o último fracasso foi diante do Santos, na Copa Sul-Americana de 2004. A superioridade nas cobranças foi determinante para que o time da Gávea conquistasse o Carioca de forma invicta (com 11 vitórias e sete empates). Foi assim que ele eliminou Botafogo, Fluminense e Vasco nas semifinais e finais da Taça Guanabara e da Taça Rio. A final do primeiro turno foi exceção, com triunfo por 1 a 0 diante do Boavista. Neste domingo, Renato, Fernando e Thiago Neves converteram seus pênaltis, com Fierro desperdiçando.

O goleiro Felipe, decisivo em outras ocasiões, nem precisou praticar uma defesa. As três cobranças erradas - de Bernardo, Fellipe Bastos e Elton - foram em chutes para fora. Alecsandro, que abriu a disputa, marcou.

O Vasco amarga mais um vice-campeonato para o adversário e vê o fim da esperança, por ora, de acabar com o jejum de oito anos sem títulos de Primeira Divisão - o último foi o Carioca de 2003. A tentativa agora é a Copa do Brasil, competição pela qual o time entra em campo na quarta-feira. Enfrenta o Atlético-PR às 21h50m, na Arena da Baixada, pelo jogo de ida das quartas de final.

Pela mesma competição, a torcida do Flamengo encontrará o time campeão carioca na quinta-feira, de novo no Engenhão. O adversário será o Ceará, às 21h50m.

Jogo morno e destaque para os goleiros

Sob os olhares do técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, que mais uma vez esteve no Engenhão, os times fizeram uma partida truncada e com algumas jogadas violentas nos primeiros minutos. O árbitro marcava poucas faltas e deixava o jogo correr. Mesmo com Allan improvisado na lateral direita, o Vasco começou assustando justamente pelo setor. Com menos de dez minutos, foram pelo menos três chances por ali, com o próprio Allan, Fellipe Bastos e Eder Luis. Em duas delas, a defesa do Flamengo afastou mal a bola. Apesar de as duas torcidas terem comparecido em bom número (33.946 pagantes e 39.029 presentes), era a vascaína que cantava mais alto e empurrava o Trem-Bala.

Contando com o retorno de Ronaldinho Gaúcho, recuperado de dores no joelho esquerdo que o tiraram das últimas duas partidas, o Rubro-Negro tinha mais posse de bola, mas errava muitos passes. Ainda assim, as duas primeiras grandes chances do jogo foram suas. Aos 22 minutos, Ronaldinho Gaúcho cobrou falta, e Thiago Neves, livre, cabeceou pra fora. Quatro minutos depois, foi a vez de Bottinelli receber de Deivid e, na cara do gol, chutar para grande defesa de Fernando Prass.

Aos poucos, o Bonde começava a acelerar. Contestado por suas atuações na temporada, Deivid se movimentava muito no ataque e dava trabalho aos zagueiros vascaínos. Já o argentino Bottinelli destoava no meio-campo e não conseguia dar sequência às jogadas. Depois do bom início, o Vasco tentava se reorganizar em campo. Em chute de longe, o meia Felipe assustou o xará camisa 1 do Flamengo e quase abriu o placar.

O goleiro rubro-negro teve outro momento de tensão aos 34 minutos. Ao cortar um cruzamento da direita, Felipe levou uma cabeçada involuntária de Alecsandro em seu cotovelo direito. O jogador foi atendido pelos médicos do clube e causou apreensão na torcida com suas expressões de dor no ombro, mas foi para o sacrifício a tempo de salvar uma cabeçada de Diego Souza, na última chance clara da primeira etapa.

Placar zerado e pênaltis. De novo

Mesmo ainda sentindo dores, Felipe voltou para o segundo tempo. E viu Ronaldinho Gaúcho quase colocar o Flamengo em vantagem. Bottinelli sofreu falta na entrada da área, e o camisa 10 da Gávea cobrou para mais uma boa defesa de Prass. Tranquilo e precisando apenas de uma vitória para conquistar o título carioca, Luxemburgo observava tudo sentado no banco de reservas. Já Ricardo Gomes orientava efusivamente sua equipe à beira do campo. Um retrato da situação diferente dos dois times na competição.

O ímpeto inicial das equipes, no entanto, não foi o mesmo da primeira etapa, e o jogo caiu muito de produção. Gomes havia acabado de orientar Ramon a explorar mais o lado direito do Flamengo em cima de Galhardo, quando Luxemburgo tirou Bottinelli, que não gostou nada da substituição, e pôs Fierro em campo justamente para reforçar o setor. O técnico vascaíno respondeu com a entrada de Bernardo na vaga do apagado Diego Souza.

E foi o próprio Bernardo que tentou reanimar a partida. Em seu primeiro lance, chutou de fora da área e obrigou Felipe a se esticar todo para espalmar a bola para escanteio. Com o fim do jogo se aproximando, as duas equipes se esqueceram da parte tática e se lançaram ao ataque em busca de um gol salvador na base da raça. Aos 45 minutos, o grito quase explodiu na garganta dos rubro-negros. Após escanteio, a bola sobrou para Thiago Neves, que emendou de primeira de fora da área. A bola saiu raspando a trave direita de Fernando Prass.

Antes de encerrar a partida, o árbitro Luiz Antônio Silva dos Santos ainda teve tempo de expulsar Allan e Willians, que se desentenderam após uma falta. A decisão, mais uma vez, seria nos pênaltis. E, mais uma vez, o Flamengo levou a melhor. Coube a Thiago Neves, que havia desperdiçado uma cobrança na semifinal, garantir a taça, deslocando o goleiro Fernando Prass.

Ficha técnica:

vasco 0 (1) X (3) 0 flamengo Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Rômulo, Fellipe Bastos, Felipe e Diego Souza (Bernardo); Éder Luis (Élton) e Alecsandro. Felipe; Galhardo (Fernando), Welinton, David Braz e Rodrigo Alvim; Willians, Renato, Bottinelli (Fierro) e Thiago Neves; Ronaldinho Gaúcho e Deivid (Wanderley).
Técnico: Ricardo Gomes Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Nos pênaltis: pelo Vasco, Alecsandro marcou, e Bernardo, Fellipe Bastos e Elton desperdiçaram; pelo Flamengo, Renato Abreu, Fernando e Thiago Neves marcaram, e Fierro desperdiçou.
Cartões amarelos: Fellipe Bastos, Alecsandro, Élton e Bernardo (Vasco); Bottinelli, Rodrigo Alvim e Galhardo (Flamengo) Cartões vermelhos: Allan (Vasco) e Willians (Flamengo)
Data: 01/05/201. Local: Engenhão (Rio de Janeiro). Árbitro: Luiz Antônio Silva dos Santos. Auxiliares: Ediney Guerreiro Mascarenhas e Marco Aurélio dos Santos Pessanha. Renda: R$ 1.033.625,00 Público pagante: 33.946. Público presente: 39.029.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/campeonatos-estaduais/campeonato-carioca/noticia/2011/05/nos-penaltis-de-novo-fla-vence-taca-rio-e-conquista-o-carioca.html

Supremacia rubro-negra



Sem freio: é assim que está o bonde do Mengão desde 1999 (Crédito: Paulo Sérgio)
LANCEPRESS!

Hegemonia rubro-negra no Campeonato Carioca

Flamengo conquistou oito títulos estaduais nos últimos 13 anos

Publicada em 02/05/2011 às 12:11

O título estadual invicto conquistado pelo Flamengo neste domingo sacramenta a hegemonia do clube no Rio de Janeiro. Desde 1999 os adversários cariocas têm sofrido nas mãos do Rubro-Negro De lá para cá foram nada menos do que oito títulos em 13 estaduais disputados, sendo dois tricampeonatos.

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Durante esse período, o time fez valer a máxima que diz "deixou o Flamengo chegar, já era". O Rubro-Negro foi derrotado em jogos decisivos apenas em quatro oportunidades: 2003, 2005, 2009 e 2010. Nos outros anos, sempre que chegou a fase semifinal levou o título do turno ou do Carioca, como em 1999 e 2000, quando Taça Guanabara e Taça Rio eram disputadas por pontos corridos.

Nas penalidades, então, o domínio rubro-negro é absoluto. De 1999 para cá o Mengão já participou de sete disputas de pênaltis, vencendo todas elas. Só neste ano foram três jogos disputados nas penalidades, contra Botafogo, Fluminense e Vasco. Nas três oportunidades o Flamengo desperdiçou apenas três cobranças: duas contra o Tricolor e uma contra o Cruz-Maltino.

No meio de tantos números favoráveis, ainda vale lembrar que o Flamengo é o clube com maior número de títulos cariocas: 32. O Fluminense tem 30 títulos, seguido por Vasco, com 22, e Botafogo, com 19.

Fonte: http://www.lancenet.com.br/flamengo/Hegemonia-rubro-negra-Campeonato-Carioca_0_473352723.html

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Exposição Itinerante: 30 anos do Mundial


Em frente à taça do Mundial e perto do troféu da Libertadores de 1981, Nunes fez a alegria dos rubro-negros em Joinville, a primeira parada da exposição itinerante (Foto: Divulgação / Site oficial do Flamengo)

Flamengo começa em Joinville sua exposição dos 30 anos do Mundial
Nunes participa da primeira noite de autógrafos. Taça passará por mais de 20 cidades do Brasil e também chegará aos Estados Unidos
Por GLOBOESPORTE.COM
Joinville, SC

O Flamengo deu início na noite da última quinta-feira a uma exposição itinerante em homanagem aos 30 anos da conquista do Mundial Interclubes. Joinville, em Santa Catarina, foi a primeira das mais de 20 cidades brasileiras que vão poder ver de perto os troféus conquistados pelo clube naquela época, com a presença de ídolos do passado. Também estão previstas viagens ao exterior - Estados Unidos e Cingapura são dois dos países confirmados, segundo o site oficial do clube.

Em frente à taça do Mundial e perto do troféu da Libertadores de 1981, Nunes fez a alegria dos rubro-negros em Joinville, a primeira parada da exposição itinerante (Foto: Divulgação / Site oficial do Flamengo)O diretor do Museu Flamengo, Mauro Chaves, esteve presente ao evento.

- Tivemos gente de muitas cidades da região, como São Francisco do Sul, São Bento e Jaragúa do Sul. Esta última cidade, inclusive, veio com uma comitiva e nos entregou um documento, solicitando tornar a Fla-Jaraguá uma embaixada. Confesso que fiquei abismado com a presença de tantas pessoas, todas vestindo o manto sagrado. Os torcedores estava maravilhados com tudo, consumindo mesmo a história do Flamengo. Além de demonstrarem toda a admiração pelos troféus - comentou Chaves.

Nunes também agradeceu a todos pelo carinho.

- Acho que nunca dei tantos autógrafos num só dia. Estou muito orgulhoso de ter feito parte disso tudo e muito feliz em saber que, depois de tanto tempo, ainda sou muito querido pelos torcedores.

Nesta sexta-feira, a exposição itinerante do Mundial de 81 estará na cidade de Brusque (SC). O evento acontecerá na sede da Fla-Brusque, de 17h às 22h, e contará também com a presença de Nunes. Domingo será a vez de Lages (SC).

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2011/04/flamengo-comeca-em-joinville-sua-exposicao-dos-30-anos-do-mundial.html

Homenagem ao ilustre paraibano José Lins do Rego



Almoço em memória do escritor rubro-negro contou com presença de Ronaldinho Gaúcho

Autor: Por Da equipe do site oficial
Em 11/04/2011 às 14h53 Atualizado em 11/04/2011 às 17h33

A Academia Brasileira de Letras (ABL) teve um dia rubro-negro nesta segunda-feira (11.04). Um almoço, realizado em homenagem aos 110 anos do nascimento de Acadêmico José Lins do Rego, o mais rubro-negro dos escritores, levou à ABL a presidente do Flamengo Patricia Amorim, o técnico Vanderlei Luxemburgo e o craque Ronaldinho Gaúcho.

Os imortais da ABL entregaram nas mãos da presidente Patricia Amorim a medalha Machado de Assis, a maior honraria da casa. Além da dirigente, Ronaldinho Gaúcho e Vanderlei Luxemburgo também foram agraciados.

"José Lins do Rego foi o imortal que melhor soube traduzir o que é ser Flamengo em seus textos. Agradeço em nome do clube pela presença de todos. Sempre cabe mais uma homenagem em nossa galeria. O Flamengo sente-se imortal pela torcida e tudo o que possui", agradeceu Patricia Amorim, que se emocionou ao ler um trecho de um texto do escritor, referente ao bicampeonato carioca 1954.

Além da presidente, de Luxa e R10, estavam presentes na cerimônia o diretor executivo Luiz Augusto Veloso, o grande benemérito Walter Oaquim e o presidente do Conselho de Administração Mauricio de Mattos.

Marcos Vilaça, Acadêmico e presidente da ABL, falou que a homenagem de hoje englobou as duas paixões de José Lins do Rego.

"O Zé Lins deixou uma obra que marcou definitivamente a literatura brasileira, inscrevendo-se entre os clássicos do ciclo nordestino. Ele foi mesmo um Acadêmico de duas paixões: literatura e futebol. Deixou um livro de crônicas totalmente dedicado ao Flamengo", encerrou Vilaça

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/12492

terça-feira, 12 de abril de 2011

TN 7 a estrela do clássico



Thiago Neves comemora o primeiro gol do Flamengo sobre o Botafogo (Foto: Felipe Dana / AP)

Thiago Neves brilha no clássico e garante a vaga do Fla na semifinal

Meia é decisivo e faz os dois gols da vitória rubro-negra sobre o Botafogo, neste domingo, no Engenhão. Vítimas de Realengo são homenageadas
por Gustavo Rotstein e Janir Júnior

Thiago Neves decidiu. Oportunista, o meia fez os dois gols da vitória do Flamengo sobre o Botafogo, neste domingo, no Engenhão, pela 7ª rodada da Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca. Com o resultado, o Flamengo garantiu uma vaga na semifinal. O Vasco também já está classificado no Grupo A. Agora, os dois rivais disputam na última rodada quem vai ficar com o primeiro lugar. O Rubro-negro, que tem 15 pontos, enfrenta o Macaé. Os Cruz-maltinos, que lideram com 16, encaram o Olaria, que ainda está na briga pela classificação.

Já o Botafogo se complicou. Com 11 pontos, caiu para o terceiro lugar no Grupo B e agora precisa vencer o rebaixado América e torcer por derrotas do Fluminense ou do Olaria (que têm 14 pontos) na última rodada para decidir a vaga no saldo de gols. O Tricolor tem seis gols de saldo, o Olaria está com cinco e o Alvinegro, três. O Fluminense vai jogar contra o Nova Iguaçu. As partidas vão acontecer no próximo domingo, às 16h.

O Flamengo chegou a 21 partidas de invencibilidade, ultrapassando a última grande série invicta do clube. Em 1999, sob o comando de Carlinhos, o time ficou 20 jogos sem perder entre fevereiro e maio. Contando os amistosos contra Londrina e América-MG, além do empate com o Santos na última rodada do Brasileiro do ano passado, o time está com 15 vitórias e seis empates desde que perdeu para o Cruzeiro no dia 28 de novembro de 2011. A vitória também acabou com um jejum de seis partidas contra o Botafogo pelo Campeonato Carioca. Eram duas vitórias alvinegras e quatro empates.

Homenagem às vítimas da tragédia de Realengo

Antes de o clássico começar, um momento de reflexão e homenagem às 12 crianças mortas por Welligton Menezes de Oliveira na Escola Municipal Tasso da Silveira, na última quinta-feira, em Realengo. O menino Iago Dias, que sobreviveu à chacina, entrou em campo de mãos dadas com Ronaldinho Gaúcho vestindo uma camisa branca do Flamengo, com os nomes das 12 crianças assassinadas no massacre escritos nas costas. A torcida do Flamengo estendeu faixas pretas nas arquibancadas em sinal de luto.

Homenagem às vítimas da escola em Realengo no clássico (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)O Glorioso entrou de camisas pretas. Os jogadores rubro-negros entraram em campo com uma faixa com a mensagem: "Alô, Alô Realengo! Aquele abraço solidário do Flamengo", inspirada em uma música de Gilberto Gil. O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães respeitou um minuto de silêncio, com os atletas de mãos dadas e cabeças baixas no círculo central.

Poucos espaços

O clássico começou com poucos momentos de emoção. A marcação dos dois times no meio-campo era forte. E o grande número de passes errados também prejudicavam o espetáculo. No Flamengo, Ronaldinho Gaúcho e Deivid ficavam isolados na frente. Thiago Neves encostava pouco nos atacantes. Um buraco parecido tinha o Botafogo, com Herrera mais aberto e Loco Abreu isolado na área. Apenas Everton tentava armar o time.

A primeira grande chance surgiu aos 14 minutos. Boa jogada de Rodrigo Alvim pela esquerda e o cruzamento foi na cabeça de Ronaldinho Gaúcho. O camisa 10 se antecipou a João Filipe e cabeceou livre na área. Mas a bola acabou indo por cima do travessão de Jefferson. A resposta veio minutos depois, no melhor estilo alvinegro. Herrera faz boa jogada e tocou para Loco Abreu, que desviou para fora.

Sem conseguir furar o bloqueio, os dois times passaram a arriscar mais nos chutes. Marcelo Mattos até levou perigo em uma bomba de fora da área, que foi por cima do travessão. Ronaldinho tentou o mesmo. Mas o chute saiu fraco, para a defesa de Jefferson.

Oportunismo de Thiago Neves

O Botafogo tinha mais a posse de bola, mas o Flamengo aproveitou o oportunismo de Thiago Neves para sair na frente. Renato Abreu recebeu na esquerda e, mesmo marcado, conseguiu arrumar um espaço para cruzar para a área. A defesa alvinegra parou e Thiago Neves apareceu sozinho na segunda trave para tocar de primeira para o fundo da rede. Flamengo 1 a 0.

Ronaldinho Gaúcho até tentava, mas aparecia pouco no clássico. Só foi notado quando partiu em velocidade pela esquerda, invadiu a área, cortou para o meio e chutou. João Filipe se jogou no chão e evitou que a bola chegasse ao gol.

Enquanto isso, o Botafogo se resumia a Loco Abreu. O atacante era o único a levar perigo ao gol de Felipe. O goleiro fez uma grande defesa após o uruguaio dominar no peito e chutar de canhota.

Poucas chances de gol na segunda etapa

Botafogo voltou para o segundo tempo com Lucas no lugar de Bruno Tiago. O desenho tático dos dois times ficou claro logo nos primeiros minutos. O Flamengo se fechou e passou a explorar os contra-ataques. E o Alvinegro tentava, desorganizado, chegar ao empate.

Mas faltava criatividade. Caio Júnior, então, tirou Somália e colocou o jovem Guilherme para tentar ganhar mais força no setor esquerdo. Não adiantou muito. Marcelo Mattos assustou a Felipe em um chute de longe, que foi para fora.

O jogo ficou feio, com poucas oportunidades. Era muitos erros, faltas e cartões amarelos. No total, foram 14 jogadores punidos pelo árbitro. O Botafogo insistia nos cruzamentos para a área, para Loco Abreu brigar com os zagueiros.

E quando a partida se encaminhava para um final sem graça, Léo Moura puxou um rápido contra-ataque e achou Thiago Neves livre na esquerda. O meia dominou, entrou na área e tocou com categoria na saída do goleiro Jefferson. Na comemoração, o tradicional Bonde do Mengão sem freio. O Flamengo está classificado para a semifinal.

Ficha técnica:

BOTAFOGO 0 X 2 FLAMENGO Jefferson, Alessandro, João Filipe, Antônio Carlos e Somália (Guilherme); Marcelo Mattos, Arévalo, Bruno Tiago (Lucas) e Everton (Caio); Herrera e Loco Abreu. Felipe, Léo Moura, Welinton, David Braz e Rodrigo Alvim; Maldonado, Willians (Fierro), Renato Abreu e Thiago Neves; Ronaldinho e Deivid (Diego Maurício).
Técnico: Caio Júnior. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Gols: Thiago Neves aos 35 minutos do primeiro tempo e aos 43 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Willians, Welinton, Maldonado, David Braz, Ronaldinho Gaúcho, Felipe (Flamengo); Somália, Everton, Arévalo, João Filipe, Herrera, Loco Abreu, Antônio Carlos, Caio (Botafogo).
Público: 17.524 pessoas (21.422 pagantes). Renda: R$ 487.905,00
Estádio: Engenhão. Data: 10/04/2011. Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
. Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Luiz Antônio Muniz de Oliveira.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/jogo/campeonatocarioca2011/10-04-2011/botafogo-flamengo.html