Flamengo: Uma estreia incontestável
Em seu primeiro jogo na história, Rubro-negro goleou o Mangueira por 15 a 2
No dia 3 de maio de 1912, o Estádio da Rua Campos Salles, na Tijuca, era palco do primeiro jogo do Flamengo, clube que se tornaria, justamente pelo futebol, o mais amado do Brasil. A partida tinha mando de campo do adversário, o Mangueira, time fundado pelos trabalhadores da fábrica de chapéus Mangueira, mas terminou com um placar muito favorável ao rubro-negro: 15 a 2.
Os jornais da época exaltavam o início da temporada (esta era a primeira rodada) e a expectativa pelo jogo do Flamengo, estreante na modalidade. No entanto, o clima não ajudou muito. Chovia naquela sexta-feira, mas a Nação, que ainda não tinha essa alcunha, já se mostrou presente em bom número, relatou o "Jornal O Paiz" (era realmente escrito com Z).
"A atmosfera, porém, não consentiu que se realizassem esses desejos, e na sexta-feira, o tempo esteve, durante todo o dia, nublado, chovendo à tarde. Apesar disso, foi bem regular o número de pessoas, entre as quais muitas famílias, que ocuparam as arquibancadas da Rua Campos Salles, para assistir ao encontro Flamengo – Mangueira", publicou o extinto jornal.
A chuva também castigou o gramado do Estádio da Rua Campos Salles, mas não foi motivo para impedir o Flamengo de abrir com chave de ouro sua gloriosa história. E o time rubro-negro foi mesmo avassalador.
"Foi dado o sinal para o "kick-off" (chute inicial), cabendo a saída ao Flamengo, que logo ataca o "goal" adversário, fazendo o 1º "goal" em 1 minuto de jogo, marcado pelo "inside left" Gustavo, de um passe de Bahiano. Dada de novo a saída, Gilberto, "center-half" do Flamengo, faz um belo passe a Gustavo, que marca ainda o 2º "goal", depois de cerrado ataque ao gol guardado por Moggey", escreveu a crônica do Jornal O Paiz.
Dois minutos de existência, dois gols marcados. Sem dúvida um início predestinado ao sucesso. O primeiro tempo terminou 5 a 1 para o Flamengo, mas cabia mais, muito mais.
Após cinco minutos de intervalo (era o tempo que davam na época entre o primeiro e o segundo tempo), os times voltaram a campo e o Flamengo iniciou um bombardeio ao gol do Mangueira, que estava situado numa das partes mais enlameadas do gramado.
Já aos 18 minutos, Arnaldo marcava 10 a 1 para o time rubro-negro. Houve um relaxamento do Flamengo e o Mangueira conseguiu diminuir, com um gol de falta. Foi o bastante para acender novamente a chama da equipe estreante.
Foram mais cinco gols assinalados e dois pênaltis perdidos, o que poderia decretar um placar ainda mais elástico. Apito final 15 a 2 e o Flamengo começava a escrever uma das histórias mais bonitas do futebol mundial.
Gustavo foi o artilheiro do jogo, com cinco tentos. Ele marcou o primeiro gol da história do Flamengo. Arnaldo (4), Amarante (4) Borgeth e Galo completaram o marcador.
O Jornal do Commercio analisou a atuação dos jogadores rubro-negros e foi só elogios. Vale ressaltar a parte que o goleiro do Flamengo Baena é citado.
"Pelo Flamengo é justo salientarmos o seu "center-half", Gilberto Lopes, e Coriol, um bom "half" de ala. Além desses jogaram bem, pelo Flamengo, Gustavo e Borgerth. Nery e Píndaro confirmaram seu apreciado jogo. Baena pouco mais teve a fazer do que passear sobre o lamaçal existente na porta do seu "goal", afim de não dormir no campo, porque bolas, ás suas mãos, pouco mais foram do que as duas que entraram", analisou o Jornal do Commercio.
Polêmica do placar
Até pouco tempo, dizia-se que o placar do primeiro jogo da história do Flamengo teria sido 16 a 2 e não 15 a 2 como realmente aconteceu. Uma trabalhosa pesquisa da equipe do Museu Flamengo chegou ao motivo da discordância: um erro tipográfico.
Como não existe documentação das partidas desta época, o trabalho de apurar o passado é de pesquisadores. E, antes desse refinado trabalho de agora, algum desses profissionais havia passado o resultado de 16 a 2.
No entanto, checando todas as publicações da época, percebe-se que o placar é realmente 15 a 2, tendo o Jornal do Commercio inclusive publicado uma errata no dia 5 de maio.
"Pela simples leitura da descripção que demos hontem do match Flamengo – Mangueira se conclue que o score do 1º half time foi de 5x1 e o resultado do jogo 15x2 ao emvez do que por erro typographico sahio publicado", escreveu a publicação (reproduzido pelo Site Oficial exatamente como foi publicado).
Veja a cronologia dos gols da partida:
1’ – Flamengo 1x0 (Gustavo)
2’ – Flamengo 2x0 (Gustavo)
24’ – Flamengo 3x0 (Arnaldo)
30’ – Flamengo 4x0 (Arnaldo)
35’ – Mangueira 1x4 (Octavio)
37’ – Flamengo 5x1 (Gustavo)
4h40’>4h45’ – Intervalo
5’ – Flamengo 6x1 (Gallo)
7’ – Flamengo 7x1 (Amarante)
9’ – Flamengo 8x1 (Amarante)
15’ – Flamengo 9x1 (Amarante)
18’ – Flamengo 10x1 (Arnaldo)
22’ – Mangueira 2x10 (Levy)
25’ – Flamengo 11x2 (Gustavo)
29’ – Flamengo 12x2 (Arnaldo)
31’ – Flamengo 13x2 (Amarante)
33’ – Flamengo 14x2 (Borgerth)
35’ – Flamengo 15x2 (Gustavo)"
Confira a escalação das equipes
Flamengo: Baena; Píndaro, Nery; Coriol, Gilberto, Gallo; Bahiano, Arnaldo, Amarante, Gustavo, Borgerth.
Mangueira: Moggey; Rebeto, Sylvio; Walter, Routt, Plaisant; Roemu, Levy, Octavio, Campos, Tangerina.
Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/15472/flamengo-uma-estreia-incontestavel
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Flamengo: campeão de futebol de areia
Após o empate no tempo regulamentar e na prorrogação, Rubro-Negro bate Trem Bala da Areia por 3 a 2 nos pênaltis, nesta terça, na Arena da Gávea
Em um duelo equilibrado, debaixo de muita chuva, o Flamengo venceu o Vasco da Gama no clássico carioca e sagrou-se campeão do Brasileiro sub-23, invicto, nesta terça-feira, na Arena da Gávea, no Rio de Janeiro. Greg (3), Matheus e Filip marcaram para o Rubro-Negro, enquanto Mauricinho, Anaílton, Catarino, Caio e Luquinhas anotaram para o Trem Bala da Areia. Após o empate por 4 a 4 no tempo regulamentar, e 5 a 5 na prorrogação, o dono da casa superou seu maior rival por 3 a 2 na disputa de pênaltis. A derrota amarga do time da Colina veio apenas dois dias depois do vice-campeonato na Taça Rio, no futebol de campo, gerando muitas provocações da torcida local. Na preliminar, o Sport-Recife bateu o Bahia por 4 a 0 e garantiu o terceiro lugar no pódio.
- É preciso ressaltar que a nossa preparação foi fundamental para a conquista do título, estamos há um mês fazendo todos os tipos de treinos físicos e táticos. Além disso, a união do grupo foi impressionante, nunca havia jogado num time assim. Estávamos muito focados e sinto que a nossa camisa pesou na final. Acreditamos na vitória até o fim e fizemos história do clube. Ser campeão em casa, com essa torcida maravilhosa, é inexplicável, não tenho palavras para descrever essa sensação - disse o capitão rubro-negro Greg, o maior destaque da decisão.
Jogadores do Flamengo comemoram o título do Campeonato Brasileiro sub-23 (Foto: Ana Carolina Fontes)
O jogo
Após uma arrancada espetacular, o rubro-negro Matheus soltou a bomba para balançar as redes e abrir o placar em casa, aos dois minutos. Por pouco, o Vasco não deixou tudo igual com Luquinhas, que emendou um cruzamento na área e bateu cruzado, mas o goleiro Willian fez boa defesa. O empate veio com um chute de longa distância do arqueiro cruzmaltino Anaílton, aos quatro. A virada do time da Colina aconteceu 20 segundos depois, com um tiro de canhão de Catarino do meio de quadra: 2 a 1. O Flamengo levou perigo à meta do rival em jogadas de bola parada, mas a bola não entrava. Aproveitando a bobeada da defesa anfitriã, o camisa 9 Caio dominou e encheu o pé, ampliando para os visitantes. A resposta veio logo na saída de bola, com um chute certeiro no cantinho, sem chances para Anaílton: 3 a 2.
O segundo período começou truncado, com lances de perigo para ambos os lados. A chance mais clara de gol saiu do pé do rubro-negro Pedro, que bateu rasteiro no cantinho esquerdo e a bola arrancou tinta do travessão, aos cinco. Sem deixar o dono da casa crescer na partida, o camisa 10 Mauricinho emendou um cruzamento na área com um chute forte, anotando o quarto do Trem Bala da Areia: 4 a 2. O Flamengo tentou responder com uma bomba na saída de bola, mas Andrezinho afastou o perigo na linha do gol, salvando o time da Colina. Em uma cobrança de falta, o capitão Greg lançou um tiro de canhão para anotar o terceiro, aos oito. A 46 segundos do fim da etapa, Fred levou o segundo cartão-amarelo depois de cometer uma falta no arqueiro cruzmaltino e acabou sendo expulso de quadra.
Eleito o melhor jogador da competição, Greg quase diminuiu em mais uma cobrança de falta, no primeiro minuto do terceiro período. Aos quatro, o alvinegro Douglinhas emendou um cruzamento com uma bomba, mas a bola espirrou no travessão e foi para fora. A dois minutos do fim, Greg, sempre ele, soltou um tiro de canhão para empatar: 4 a 4. Com tudo igual no tempo regulamentar, o duelo precisou ser decidido na prorrogação. Logo no início, Luquinhas aproveitou o rebote e encheu o pé para marcar o gol da virada: 5 a 4. Mas não deu nem chance de comemorar. Em um dia inspirado, Greg apareceu novamente para dar uma pancada com endereço certo e anotar o quinto. Nos pênaltis, Léo, Greg, e Filip garantiram a vitória dos anfitriões, enquanto Mauricinho e Catarino descontaram para os visitantes.
domingo, 29 de abril de 2012
Resgatando a Tradição
Foram 10 longos anos longe do lugar mais alto do pódio brasileiro. Mas, na noite deste sábado (28.04), o Flamengo reencontrou a alegria e o orgulho de voltar ao posto de onde nunca deveria ter saído: o de Campeão Brasileiro de Natação. Na última noite de finais válidas pelo Troféu Maria Lenk, os rubro-negros cumpriram a missão, garantiram seis medalhas (quatro ouros, uma prata e um bronze) e levaram o Flamengo ao topo do ranking nacional, com um total de 2.152,50 pontos. Pinheiros (2.070) e Corinthians (1.939,50) completaram o pódio. O Minas Tênis Clube, até então detentor do título, terminou em quarto lugar, com 1812. "Estou muito feliz. Na última vez que o Flamengo foi campeão eu era vice-presidente. Hoje, 10 anos depois, voltamos a vencer. É o resgate da natação rubro-negra. Fui campeã como atleta, campeã como vice-presidente e, agora estou tendo o grande prazer de ser campeã como presidente", disse emocionada Patricia Amorim. Nos 200m borboleta, Joanna Maranhão e Leonardo de Deus confirmaram a excelente fase e sagraram-se campeões brasileiros. Recordista sul-americana da prova, Joanna não sentiu ameaça em momento algum nos 2m09s62 de prova. A segunda colocada, com 2m17s09, foi Yana Medeiros, do Pinheiros. "Queria ter batido esse recorde para o Flamengo. Estou exausta, estou treinando forte, mas na hora da prova respirei fundo e tentei nadar pelo clube escutando o grito da galera. Se a gente ganhar esse campeonato vai ser muito importante para a gente, por tudo que Patricia (Amorim) vem fazendo, ela merece esse título. Cheguei perto do índice, do recorde sul-americano e é o meu melhor tempo. Depois de uma competição inteira, super cansada, está dando tudo certo. Esse campeonato foi um desafio mental, estamos fazendo uma manutenção de treino e competindo", disse a aniversariante do dia. Leonardo de Deus também não fez por menos. Já garantido para as Olimpíadas de Londres (1m55s55 – tempo obtido na fase eliminatória do Mundial de Xangai – 2011), o rubro-negro venceu a briga pelo ouro contra Kaio Márcio, do Fluminense, ao fazer o tempo de 1m55s70. Nos 100m costas, Etiene Medeiros fez o quinto melhor tempo da final (1m04s19), mas subiu ao pódio para receber a medalha de bronze. Na versão masculina, Eugene Godsoe levou a prata com 54s57. Leonardo de Deus também disputou a final, mas não rendeu o suficiente para assegurar seu segundo ouro individual na noite de hoje. Leo acabou em oitavo, com 57s43. Mireia Belmonte bateu o recorde sul-americano na final dos 400m livre. A rubro-negra fez a marca de 4m05s70 e garantiu a medalha de ouro. Na versão masculina, André Schultz não teve a mesma sorte e terminou em sexto lugar, com 3m58s90. Show no revezamento 4x100m medley, que contou com Eugene Godsoe (costas), Henrique Barbosa (peito), Filipe Nunes (borboleta) e Cesar Cielo (livre). Cielo garantiu o primeiro lugar para o Flamengo ao fechar a prova em 3m36s10. O Pinheiros travou um lindo duelo e terminou em segundo, 3m36s60. "Foi um projeto que começou em 2010 quando a Patricia Amorim idealizou a retomada da natação do Flamengo, a natação mais vitoriosa do Brasil e dois anos depois estamos aqui. A natação do Flamengo voltou. Hoje nadei pelo time, não era para mim. Esse ouro no revezamento foi a cereja no bolo. Estou muito feliz", disse Cielo. O feminino ficou fora do pódio. Composto por Etiene, Thamy Ventorin, Joanna e Daynara, o revezamento rubro-negro fez o quarto tempo, 4m17s08. LONDRES 2012: Nadadores que conseguiram ou confirmaram índice para os Jogos de Londres durante as disputas do 52º Campeonato Brasileiro Absoluto de Natação – Troféu Maria Lenk: Cesar Cielo: 50m livre (21s38) Henrique Barbosa: 100m peito (1m00s38) Tales Cerdeira: 200m peito (2m10s37) Leonardo de Deus: 200m costas (1m57s38)
Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/15452/flamengo-e-campeao-brasileiro-de-natacao
Fla é Campeão Brasileiro de Natação
Cesar Cielo fecha Maria Lenk com mais um ouro e garante título ao Fla Na última prova da competição, nadador assegura vitória no revezamento 4x100m medley e clube rubro-negro é campeão brasileiro após dez anos Por Lydia Gismondi Rio de Janeiro Antes de entrar na água, Cesar Cielo incentivou a torcida rubro-negra, que encheu o Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca, neste sábado. Se o Flamengo vai mal no futebol, na natação viveu um grande dia. Na prova que fechava o Troféu Maria Lenk, Cielo pegou o revezamento 4x100m medley na segunda posição, mas deixou Marcelo Chierighini e o Pinheiros rapidamente para trás, levando o Fla ao lugar mais alto do pódio. E não só da prova. Ajudou a garantir também o título brasileiro ao clube, algo que não acontecia há dez anos. O campeão olímpico seguiu o roteiro perfeito do técnico Marcos Veiga. - Eu estava imaginando que ia nadar o borboleta, que é o que faço nesse revezamento normalmente, mas o Marcão (Marcos Veiga, técnico do Flamengo) teve um sonho que eu ia cair atrás e ia buscar. Parece que o sonho dele virou realidade - contou Cielo, que encerrou a competição com cinco ouros. Com um elenco cheio de destaques da seleção, como Cielo, Leonardo de Deus, Joanna Maranhão e Tales Cerdeira, a equipe rubro-negra garantiu o título com 2.152,50 pontos. O Pinheiros, que dominou a natação brasileira de 2003 a 2010, chegou a sentir o gostinho de uma nova vitória, mas terminou em segundo, com 2.070 pontos. Com a ajuda de Thiago Pereira, o Corinthians foi o terceiro colocado (1.930,50). Título com chave de ouro O Pinheiros liderou quase toda a prova. Primeiro, no estilo costas, Daniel Orzechowski levou a melhor sobre Eugene Godsoe. Na sequência, o campeão mundial Felipe França manteve a vantagem sobre Henrique Barbosa no peito. Filipe Nunes comandou a reação do Flamengo no borboleta, contra Gabriel Mangabeira. Foi aí que Cielo começou a pedir apoio da torcida. Passou Marcelo Chierighini nos últimos metros e bateu em primeiro em 3m36s10 contra 3m36s60 do Pinheiros, para delírio dos fãs. O Minas foi o terceiro, com 3m41s72. Com uma bandeira rubro-negra, Cesão comandou a festa da arquibancada. - É a realização de um sonho que eu e a Patricia (Amorim) tivemos há três anos. É muito bom. É uma coisa que a gente pensou em fazer a longo prazo. Não queríamos fazer uma coisa foguete. Ser campeão num ano e sumir depois. Hoje a gente tem uma equipe sólida. É a natação mais vitoriosa do Brasil que agora volta a ser campeã. É uma honra muito grande fazer parte desse projeto. O Flamengo não só volta a ser campeão como abre uma gama nova para os atletas optarem por clubes diferentes. Acho que vamos ter uma natação mais acirrada a cada ano. Deixa a competição mais interessante, mais legal - afirmou Cielo, antes mesmo de o resultado final da competição ser divulgado. Fonte: http://sportv.globo.com/site/eventos/trofeu-maria-lenk/noticia/2012/04/apos-comandar-torcida-cesar-cielo-fecha-maria-lenk-com-mais-um-ouro.html
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Moderato: ídolo da década de 20
Na década de 20, quando o futebol rubro-negro ainda era amador, Moderato era um dos maiores craques que vestiam o manto. Considerado por Flavio Costa, técnico que mais dirigiu o Flamengo na história, o melhor ponta-esquerda da história do futebol brasileiro, Moderato fez história.
Foi o primeiro jogador do Flamengo a jogar e marcar um gol em Copa do Mundo, a de 1930, no jogo contra a Bolívia. Na verdade marcou duas vezes.
Três anos antes, marcou seu nome na história e passou a ser venerado pelos torcedores. Na final do Estadual diante do América, vencida pelo Fla por 2 a 1, Moderato marcou o segundo gol rubro-negro. No entanto, outro fato marcou mais.
O craque havia feito uma cirurgia de apêndice pouco antes da partida e entrou em campo com pontos protegidos por uma cinta. Quando a torcida ficou sabendo disso, depois, passou a tratar o jogador como ídolo. O escritor Rubens Castro definiu bem o feito: "A idéia de que Moderato pudesse morrer em campo, com os pontos estourados e o sangue confundindo-se com o vermelho da camisa – tudo isso pelo Flamengo – era demais para o homem comum".
Por tudo isso, Moderato foi o primeiro Deus da Raça
MODERATO
Nome completo: Moderato Wisintainer
Data de Nascimento: 11 de abril de 1902
Local: Alegrete (RS)
Data de óbito: 31 de janeiro de 1986 (83 anos)
Local: Pelotas (RS)
Posição: Ponta-esquerda
Período no CRF: 1923 a 1930
Jogos: 147
Gols: 27
Títulos: Campeonato Carioca (1925 e 1927)
Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/conteudo/detalhe/765
segunda-feira, 19 de março de 2012
O capitão do tri: Dequinha
Capitão do tricampeonato estadual dos anos 50, Dequinha marcou seu nome da história do Flamengo. Jogou todas as partidas desta grande conquista e, muitos anos depois, em duas pesquisas da Revista Placar, foi eleito o melhor volante que já vestiu o manto sagrado (1982 e 1994).
Dequinha jogou nove anos no Flamengo (1950 até 1959), entrando em campo 383 vezes, nas quais marcou oito gols. Destes tentos, destaque para um marcado no Estadual de 1955, diante do Botafogo. O volante do Fla chutou de muito longe, mas foi preciso. A bola bateu na trave direita e entrou, dando números finais ao placar: 1 a 0.
Com seu estilo clássico e ótimo toque de bola, Dequinha, que atuava antes de chegar ao Fla como meia, começou a carreira no Atlético de Mossoró (RN), sua terra natal. Depois passou para o Potiguar (RN), ABC (RN) e América (PE).
No clube pernambucano, que na época era presidido por um torcedor fanático do Flamengo, acabou sendo indicado para o Rubro-negro, onde chegou em 1950.
DEQUINHA
Nome completo: José Mendonça dos Santos
Data de Nascimento: 19 de março de 1929
Local: Mossoró (RN)
Data de óbito: 29 de julho de 1997 (com 68 anos)
Local: Aracaju (SE)
Período no CRF: 1950 a 1959
Posição: Centro-médio (Volante)
Jogos: 383
Gols: 08
Títulos: Campeonato Carioca (1953, 1954 e 1955), Torneio Quadrangular do Peru (1952), Torneio Quadrangular da Argentina (1953), Torneio Internacional do Rio de Janeiro (1954 e 1955), Taça dos Campeões Estaduais (1956), Torneio Internacional do Morumbi (1957), Torneio Quadrangular de Israel (1958), Torneio Hexagonal do Peru (1959) e Torneio Início (1959)
Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/conteudo/detalhe/743
A redenção de um campeão
Kleberson ganha status de goleador do Flamengo
No segundo jogo na temporada, volante volta a marcar e supera média de Vagner Love
Kleberson salvou o Flamengo no jogo contra o Friburguense
Em seu segundo jogo em 2012, contra o Friburguense, domingo, Kleberson voltou a marcar e, pela média, pode até ser considerado o artilheiro do Flamengo na temporada.
Na segunda vez em que voltou a ganhar uma chance de Joel Santana, o volante teve nova chance para marcar e não titubeou.
Se há uma semana ele abriu o caminho para o triunfo sobre o Fluminense, ontem, o pentacampeão mundial, preterido na era Vanderlei Luxemburgo, mostrou que ainda poderá ser útil.
Em apenas sete dias, Kleberson já figura na lista dos principais goleadores do Fla no ano. A média de um gol por jogo supera, inclusive, a de Vagner Love, que tem cinco gols marcados nas oito vezes em que o Artilheiro do Amor foi escalado.
Desde 2008 no Rubro-Negro, Kleberson carrega uma coincidência relacionada à sua vocação ofensiva. Entre 2008 e 2010, o volante terminou as respectivas temporadas com seis gols contabilizados.
Repetição essa que poderá ser quebrada até o fim do ano, quando terminará seu contrato. Recuperado por Joel Santana, Kleberson deverá ganhar mais oportunidades, especialmente no Brasileiro, para, ao menos, tentar fazer mais cinco gols e superar a marca.
Adaptado da fonte: http://www.lancenet.com.br/flamengo/Kleberson-ganha-status-goleador-Flamengo_0_665933530.html#ixzz1pZKgFdin
No segundo jogo na temporada, volante volta a marcar e supera média de Vagner Love
Kleberson salvou o Flamengo no jogo contra o Friburguense
Em seu segundo jogo em 2012, contra o Friburguense, domingo, Kleberson voltou a marcar e, pela média, pode até ser considerado o artilheiro do Flamengo na temporada.
Na segunda vez em que voltou a ganhar uma chance de Joel Santana, o volante teve nova chance para marcar e não titubeou.
Se há uma semana ele abriu o caminho para o triunfo sobre o Fluminense, ontem, o pentacampeão mundial, preterido na era Vanderlei Luxemburgo, mostrou que ainda poderá ser útil.
Em apenas sete dias, Kleberson já figura na lista dos principais goleadores do Fla no ano. A média de um gol por jogo supera, inclusive, a de Vagner Love, que tem cinco gols marcados nas oito vezes em que o Artilheiro do Amor foi escalado.
Desde 2008 no Rubro-Negro, Kleberson carrega uma coincidência relacionada à sua vocação ofensiva. Entre 2008 e 2010, o volante terminou as respectivas temporadas com seis gols contabilizados.
Repetição essa que poderá ser quebrada até o fim do ano, quando terminará seu contrato. Recuperado por Joel Santana, Kleberson deverá ganhar mais oportunidades, especialmente no Brasileiro, para, ao menos, tentar fazer mais cinco gols e superar a marca.
Adaptado da fonte: http://www.lancenet.com.br/flamengo/Kleberson-ganha-status-goleador-Flamengo_0_665933530.html#ixzz1pZKgFdin
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