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sábado, 21 de maio de 2011

Ronaldinho do jeito que a torcida do Flamengo espera



Bottinelli, Thiago Neves e Ronaldinho comemoram um dos gols da vitória (Foto: Cleber Mendes)

Em noite inspirada no ataque, Flamengo goleia o Avaí
Bottinelli, Ronaldinho, Thiago Neves e Diego Maurício marcam os gols da convincente vitória rubro-negra na estreia no Brasileiro

LANCEPRESS!
Publicada em 21/05/2011 às 20:27
Macaé (RJ)
O Flamengo começou bem a sua caminhada rumo ao sétimo título brasileiro. Jogando em Macaé, o time goleou o Avaí, na noite deste sábado, pelo placar de 4 a 0. Os gols foram marcados pelos meias Bottinelli, Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves, e pelo atacante Diego Maurício.

Na próxima rodada, o Flamengo pega o Bahia, em Salvador. Já o Avaí, recebe o Atlético-MG.

O JOGO

Já no primeiro lance, o Flamengo ameaçou o Avaí e quase abriu o marcador. Após recuperar a bola, cuja saída foi dada pelos visitantes, o Rubro-Negro chegou ao ataque com Wanderley, que lançou Thiago Neves, mas este concluiu por cima do gol.

Na jogada seguinte, foi a vez do Avaí também assustar: Romano entrou na área e bateu cruzado, mas Egídio cortou, quase em cima da linha. Pouco depois, foi a vez de Galhardo intervir, após uma finalização cruzada de Rafael Coelho.

Apesar dos sustos iniciais, o Flamengo conseguiu sair do zero aos 25 minutos. Galhardo avançou pela direita e cruzou para a área, o zagueiro Bruno cortou mal, e Bottinelli encheu o pé para abrir o marcador a favor do Flamengo. Foi o primeiro gol do argentino com a camisa rubro-negra, em partidas oficiais - o gringo já havia marcado contra o América-MG, em um amistoso no início do ano.

Na frente no placar, o atual campeão carioca dominava as ações e tocava a bola com estilo. O placar até poderia ter sido ampliado em uma dessas belas jogadas: Ronaldinho deu um lindo passe de calcanhar para Thiago Neves, que tabelou com Galhardo, mas chutou em cima da defesa.

Mas quem imaginou que o sufoco tinha acabado para o time carioca, se enganou. Aos 33, Estrada cobrou escanteio e Fábio Santos cabeceou para o gol, mas Galhardo salvou em cima da linha, evitando o que seria o gol de empate. Já perto do intervalo, Rafael Coelho ficou livre diante de Felipe, mas tocou sobre o travessão. Novo susto, apesar da marcação de impedimento na jogada.

CHUVA DE GOLS GARANTE VITÓRIA NO SEGUNDO TEMPO

Na segunda etapa, o Flamengo teve sua primeira oportunidade aos seis minutos, quando Ronaldinho Gaúcho cobrou falta da entrada da área e a bola acertou a barreira. Na sequência, Bottinelli arriscou de longe, e Renan defendeu com tranquilidade, em dois tempos.

Aos doze, Renan foi mais uma vez exigido, e provou porque já mereceu convocações à Seleção Brasileira. Em uma cobrança de falta de Thiago Neves, o arqueiro do time visitante foi no ângulo direito para desviar a bola para escanteio, com a ponta dos dedos.

Mas, aos 18 minutos, não teve jeito: Ronaldinho puxou contra-ataque pela esquerda, com muita liberdade, e deu um toque de categoria no canto esquerdo de Renan. Um belo gol para aumentar o placar favorável do Flamengo, e fazer a torcida respirar aliviada.

E ainda havia espaço para mais: Thiago Neves lançou Wanderley na direita; o atacante cruzou na segunda trave, e Thiago concluiu para o gol, ampliando a vantagem para 3 a 0. Apesar das reclamações de um eventual impedimento de Wanderley, a arbitragem considerou o lance normal.

Para fechar a goleada, Diego Maurício, que havia entrado já na segunda etapa, deixou sua marca. O atacante tabelou com Ronaldinho Gaúcho, entrou na área, e tocou com calma, na saída do goleiro avaiano. Uma vitória fechada em grande estilo por um arrasador ataque rubro-negro.


FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 4 X 0 AVAÍ
Local: Estádio Cláudio Moacyr de Azevedo, em Macaé (RJ)
Data/hora: 21/5/2011 - 18h30min
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Cristhian Passos Sorence (GO)

Cartões amarelos: Willians (Flamengo) / Estrada (Avaí)
Cartões vermelhos: -

Gols: Bottinelli, 25'/1ºT (1-0), Ronaldinho, 18'/2ºT (2-0), Thiago Neves, 24'/2ºT (3-0) e Diego Maurício, 41'/2ºT (4-0)

FLAMENGO: Felipe; Galhardo, Welinton, David e Egídio; Willians (Fernando, 40'/2ºT), Renato, Thiago Neves e Bottinelli (Negueba, 34'/2ºT); Ronaldinho e Wanderley (Diego Maurício, 34'/2ºT). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

AVAÍ: Renan; Cássio, Bruno e Gustavo Bastos (Gustavo Santos, 27'/2ºT); Felipe (Robinho, intervalo), Acleisson, Fabiano, Estrada e Romano; Rafael Coelho e Fábio Santos (Maurício Alves, 16'/2ºT). Técnico: Silas.

Fonte: http://www.lancenet.com.br/brasileirao/Inspirado-ataque-Flamengo-goleia-Avai_0_484751653.html

Atuação de gala

21/05/2011 20h26 - Atualizado em 21/05/2011 20h30

Que acabe o mundo: R10 faz seu melhor jogo, e Fla goleia o Avaí
Rubro-Negro estreia no Brasileirão com vitória por 4 a 0 e ótima atuação de Ronaldinho. Catarinenses se concentram na semi da Copa do Brasil
Por Richard Souza
Macaé, RJ

Sorte do mundo que não acabou - pelo menos por enquanto - neste sábado, como anunciou um movimento cristão norte-americano. Sorte dos rubro-negros, que puderam ver o melhor jogo de Ronaldinho com a camisa do Flamengo. Na estreia do time no Campeonato Brasileiro, o camisa 10 foi buscar um pouco daquele futebol que o consagrou na Espanha, que fez dele o melhor do planeta. Foi dia de dar caneta, de tocar de primeira, olhar para um lado e passar a bola para o outro. Foi dia de tabelar e dar assistência. E teve gol também. Na vitória por 4 a 0 sobre o Avaí, no estádio Cláudio Moacyr, em Macaé, o craque sobrou.

R10 não brilhou sozinho. Egídio, tão contestado, também se apresentou muito bem. O argentino Bottinelli, aos poucos, começa a aparecer. O gringo abriu o placar e fez o primeiro gol dele em um jogo oficial pelo clube.

O Avaí, com a cabeça na semifinal da Copa do Brasil, não resistiu. A equipe formada praticamente por reservas nada pôde fazer contra um adversário empolgado e começa a caminhada no nacional com derrota.

O Flamengo volta a jogar no domingo que vem, contra o Bahia, no estádio Pituaçu, em Salvador, às 16h. No sábado, o Avaí recebe o Atlético-MG, na Ressacada, às 18h30m. Antes, porém, o time enfrenta o Vasco, na quarta-feira, também em Florianópolis, pela semifinal da Copa do Brasil. A partida será às 21h50m. No jogo de ida, empate por 1 a 1, em São Januário, que dá aos avaianos o direito de empatar sem gols para ir à decisão.

Fla joga como se o mundo fosse acabar

Os jogadores do Flamengo acreditaram. Ou pelo menos pareceram crer que não existiria o amanhã, como anunciara um movimento cristão norte-americano. Se o mundo acabaria mesmo, então que o hoje fosse o melhor possível. Nenhum jogador rubro-negro poupou esforços contra o Avaí. A equipe de Vanderlei Luxemburgo foi insinuante, disposta e tomou conta do gramado do Moacyrzão com trocas constantes de posição dos homens de meio-campo.

O Ronaldinho do Flamengo, que até vaias já ouviu, quis lembrar o Ronaldinho do Barcelona. Toques de calcanhar, de primeira, visão de jogo, disposição, liderança. Se não pode mais ser espetacular como nos tempos de melhor do mundo, o Gaúcho tenta ser diferente em campo. Quer fazer o Rubro-Negro jogar no ritmo dele.

Com apenas cinco titulares, o Avaí atacou muito menos, mas também se aproximou do gol de Felipe com perigo. Ora pelos lados de campo, ora em chutes de longe. Fábio Santos e Rafael Coelho incomodaram os zagueiros, mas jogar no contra-ataque foi um risco que os catarinenses assumiram. Esperar o Flamengo na defesa não deu certo, e a pressão virou gol de Darío Bottinelli na metade da etapa inicial, após boa jogada de Galhardo, substituto do machucado Léo Moura na lateral direita. Primeiro gol de “El Pollo” em jogos oficiais pela equipe.

Convocado por Mano Menezes na última quinta-feira, Thiago Neves continuou esforçado, mas brilhou menos que de costume. Brilho que não faltou a Egídio. Único jogador vaiado durante o anúncio da escalação, Gidão surpreendeu. Endiabrado, foi boa opção pela esquerda. Jogou os melhores 45 minutos dele na temporada. Talvez os melhores com a camisa rubro-negra. Quando a limitação técnica pesou, se virou na raça. Ganhou aplausos a caminho do vestiário.

Ronaldinho como Ronaldinho

Não foi um Flamengo perfeito. A defesa deu espaços, os jogadores foram afobados e erraram passes em alguns momentos. A bola parada surgiu como alternativa. Renato cobrou falta com força, mas longe demais; Ronaldinho parou na barreira; Thiago Neves esbarrou no goleiro Renan.

A desvantagem não fez o Avaí mudar de postura. Silas mudou o ataque, tirou Fábio Santos para a entrada de Maurício Alves, mas não surtiu efeito. Foi um time lento, de poucas opções ofensivas, limitado. Bom para o Flamengo, que soube aproveitar dois contra-ataques para decidir a partida.

Foi na base da velocidade que Ronaldinho ofereceu talento puro aos rubro-negros que foram ao Moacyrzão. Aquele canto esquerdo do campo, que por tantas vezes abrigou o craque, o recebeu feliz da vida neste sábado. Ronaldinho recebeu e arrancou. Passadas largas, cabeça erguida, zagueiro com cara de desespero à espera do desfecho do lance: chute colocado, bola na rede, torcida eufórica. Wanderley também arrancou. Pela direita, disparou do mesmo jeito que costuma comemorar seus gols. Desta vez, serviu. Cruzamento rasteiro para Thiago Neves completar. Ronaldinho não se deu por satisfeito. O camisa 10 também participou do último gol com uma bonita assistência para Diego Maurício: 4 a 0 com direito a "olé" da torcida.

FLAMENGO 4 X 0 AVAÍ Felipe, Galhardo, Welinton, David e Egídio; Willians, Renato, Bottinelli (Negueba) e Thiago Neves; Ronaldinho e Wanderley (Diego Maurício). Renan, Bruno, Cássio e Gustavo Bastos (Gustavo Santos); Felipe (Robinho), Acleisson, Fabiano, Estrada e Romano; Fábio Santos (Maurício Alves) e Rafael Coelho.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo. Técnico: Silas.
Gols: Bottinelli, aos 25 do primeiro tempo. Ronaldinho, aos 18, Thiago Neves, aos 24, e Diego Maurício, aos 40 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Willians (Flamengo); Estrada (Avaí).
Estádio: Cláudio Moacyr, em Macaé. Data: 21/05/2011. Árbitro: Andre Luiz Castro (GO). Auxiliares: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Cristhians Sorence (GO).

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/2011/05/que-acabe-o-mundo-r10-faz-seu-melhor-jogo-e-fla-goleia-o-avai.html

A Flamenguista recordista



Apontada como a mulher mais velha do mundo, Vó Quita é flamenguista e não perdia a oportunidade de acompanhar pela televisão os jogos do seu time

Mulher mais velha do mundo ignora 'novatos' mineiros e torce pelo Flamengo
Fernando Lacerda
Em Belo Horizonte

BRASILEIRA É MULHER MAIS VELHA DO MUNDO

Maria Gomes Valentim, a Vó Quita, foi confirmada como a mulher mais velha do mundo pelo livro dos recordes nesta semana. E durante boa parte dos 114 anos de vida, a mineira externou o apreço pelo futebol. Nascida em Carangola, Zona da Mata de Minas, ela ignorou os ‘novatos’ representantes regionais Cruzeiro e Atlético-MG e torce por um time mais velho que ela: o Flamengo.

“Ela gostava de ver jogo pela televisão, parava de fazer as coisas para assistir jogo do Flamengo”, revelou Taís Nolasco, bisneta de Vó Quita, ao UOL Esporte. Ela não sabe dizer com certeza a origem da sua opção pelo Rubro-negro, já que é a única da família que optou por esse caminho. “Tem botafoguense e muito atleticano”, contou Taís, que é torcedora do Cruzeiro, assim como sua mãe Jane Ribeiro Moraes.

Na verdade, quando Vó Quita nasceu, em 9 de julho de 1896, nenhum dos tradicionais times mineiros existia. O Atlético-MG surgiu em 1908 e o rival Cruzeiro foi fundado em 1921. Já o clube do coração da mulher mais velha do mundo dava seus primeiros passos. O Flamengo teve sua origem oficializada em 15 de novembro de 1895.

A bisneta da mulher mais idosa do mundo disse que a rotina de ver os jogos do Flamengo durou até cerca de quatro anos atrás. “Agora, ela já não enxerga e não ouve tão bem. Como ela mesma diz, não vale a pena ver televisão, pois só enxerga vultos”, explicou Taís, acrescentando que sua bisavó tem boa saúde e precisa apenas de cuidados necessários a uma pessoa centenária.

“A minha bisavó é uma prova que o brasileiro pode envelhecer feliz, com qualidade de vida. É uma pessoa que come de tudo, sem nenhum tipo de restrição alimentar e que não faz uso de medicamentos”, comentou Taís Nolasco. A bisneta ainda reiterou que Vó Quita se alimenta sozinha e que mantém a lucidez. Ao longo de seus 114 anos, a mineira teve apenas um filho. Mas a família cresceu com quatro netos, sete bisnetos e cinco tataranetos.

E a vida saudável de dona Quita, na opinião de sua bisneta, pode ter relação direta com hábitos que ela sempre fez questão de manter. A caminhada é um deles. “Minha bisavó sempre gostou de caminhar. O que ela mais reclama hoje é não poder fazer essas caminhadas”, relatou.

Até 2005, quando tinha 108 anos, dona Quita fazia tarefas comuns como ir ao banco. “Em dezembro de 2006 ela sofreu uma queda em casa e fraturou o fêmur”, contou Taís. Outro hábito que a mineira de Carangola manteve durante muitos anos foi o de montar a cavalo.

Rotina inalterada

Residindo boa parte da vida na zona rural do município, a cerca de cinco quilômetros de Carangola, a centenária mulher percorria o caminho entre a sua casa e a cidade, durante a semana, para fazer compras e, aos finais de semana, frequentava bailes. “Ela sempre gostou muito de forró”, destacou a bisneta.

A fama repentina, a partir do reconhecimento pelo livro dos recordes, trouxe satisfação à família, que, no entanto, tem se esforçado para não alterar a rotina da ilustre cidadã de Carangola. Ela dorme em torno de 21h, 21h30, mas não tem hora certa para acordar.

A bisneta contou ainda que a bisavó recebeu bem a notícia de que é a mulher mais velha do mundo na última quarta-feira. “Ela nos disse ter gostado”, comentou. Mas o assédio dos jornalistas já tem cansado a senhora, que possui seus truques. “Quando ela não quer conversar, finge que está dormindo”, contou Taís, que é enfermeira.

Ela revelou que dona Quita não era uma pessoa muito conhecida em Carangola. “A população, em geral, não tinha essa informação, que ficava restrita às pessoas amigas e conhecidas”, explicou. Segundo a bisneta, somente em meados do ano passado é que um jornal local, o JC Carangola, foi autorizado a fazer uma matéria.

“Foi assim que o grupo que pesquisa os super centenários, o GRG, ficou sabendo e nos procurou. Vimos que era um grupo sério, integrado por médicos e passamos a documentação da minha bisavó. Nem sabíamos da relação desse grupo com o Guiness, que, depois entrou em contato com a gente”, comentou.

Taís explicou que há cerca de 20 dias, um correspondente do GRG esteve em Carangola para certificar a autenticidade da documentação. “Ela foi registrada seis dias após seu nascimento, em 1896, o que demonstra que o pai dela era uma pessoa culta e organizada”, observou.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2011/05/20/mulher-mais-velha-do-mundo-ignora-novatos-mineiros-e-torce-pelo-flamengo.jhtm

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Suécia conhece o esquadrão do Flamengo



Há 60 anos, esquadrão rubro-negro fazia história na EuropaExcursão do Fla pelo Velho Continente impressiona pelos resultados: 10 vitórias em 10 jogos

Autor: Por Equipe do Site Oficial

Em 1951, Fla fez história em excursão pela Europa Há 60 anos o Flamengo fazia história. E não foi em território brasileiro. O time rubro-negro excursionou pela Europa, passando por Suécia, Dinamarca, França e Portugal e acumulou 10 vitórias em 10 jogos. Foram 32 gols marcados e apenas quatro sofridos pela equipe que serviu de base para a que conquistou o tricampeonato Estadual em 53, 54 e 55.

De toda a delegação que fez sucesso na Europa em 1951, o único ex-jogador vivo é o atacante Índio. Na excursão, ele marcou seis gols e figurou como um dos principais artilheiros do time, atrás apenas de Esquerdinha, que marcou sete vezes, e Hermes, que balançou as redes em oito oportunidades.

Índio também integrou o elenco tricampeão estadual da década de 50. Ao todo, o jogador fez 218 jogos com o manto sagrado e marcou 142 gols. Ele foi o artilheiro do Flamengo nas temporadas de 53 e 56 com, respectivamente, 41 e 31 gols.

Pela seleção brasileira, Índio realizou nove jogos e marcou quarto vezes. O atacante participou da Copa do Mundo de 1954 e do Sul-Americano de 1957.

Confira a campanha do Flamengo na excursão de 1951
Flamengo 1 x 0 Malmö (Suécia)
16/05 - Estádio Rasunda - Estocolmo (SUE)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Válter Miraglia, Bria e Bigode; Nestor, Hermes, Índio (Aloísio), Adãozinho e Esquerdinha
Gol: Esquerdinha.

Flamengo 6x1 AIK (Suécia)
20/05 - Estádio Rasunda - Estocolmo (SUE)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Válter Miraglia, Bria (Dequinha) e Bigode; Nestor, Hermes, Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Hermes (3), Índio, Adãozinho e Esquerdinha

Flamengo 2x0 Malmö (Suécia)
23/05 - Malmö (SUE)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Válter Miraglia, Dequinha e Bigode; Nestor, Hermes, Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Nestor (2)

Flamengo 2x1 Sundvall (Suécia)
27/05 - Sundvall (SUE)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Válter Miraglia, Dequinha e Bigode; Nestor, Hermes, Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Índio e Pavão

Flamengo 3x0 Elfsborg (Suécia)
01/06 - Boras (SUE)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Newton Canegal, Bria e Dequinha; Nestor, Hermes (Aloísio), Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Nestor, Hermes e Larsson (contra)

Flamengo 2x0 Seleção de Copenhagen (Dinamarca)
05/06 - Copenhagen (DIN)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Bria, Dequinha e Bigode; Nestor, Hermes, Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Adãozinho e Esquerdinha

Flamengo 2x0 Halmia (Suécia)
08/06 - Halmstad (SUE)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Válter Miraglia (Dequinha), Bria e Bigode; Nestor (Aloísio), Hermes, Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Índio e Adãozinho

Flamengo 6x1 Norkopping (Suécia)
10/06 - Norkopping (SUE)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Válter Miraglia, Dequinha e Bigode; Aloísio, Hermes, Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Esquerdinha (3), Hermes e Índio (2)

Flamengo 5x1 Racing Paris (França)
13/06 - Estadio Parc des Princes - Paris (FRA)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Válter Miraglia, Dequinha e Bigode; Nestor, Hermes, Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Hermes (2), Adãozinho (2) e Esquerdinha

Flamengo 3x0 Belenenses (Portugal)
17/06 - Estadio Restelo - Lisboa (POR)
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Válter Miraglia, Dequinha e Bigode; Nestor (Aloísio), Hermes, Índio, Adãozinho e Esquerdinha
Gols: Índio, Hermes e Aloísio

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/12832

terça-feira, 17 de maio de 2011

Festa Completa

Campeão, Fla domina seleção do Carioca; Thiago Neves é eleito o craque da competição
Vinicius Castro
No Rio de Janeiro

Campeão invicto do Campeonato Carioca, o Flamengo recebeu, na noite desta segunda-feira, numa casa de espetáculos na Zona Sul da cidade, o seu 32º troféu estadual. Na festa, entre outras premiações, foi escolhida a seleção da competição, dominada amplamente por jogadores rubro-negros. Thiago Neves ficou como o grande craque da competição.

PREMIAÇÃO DO CAMPEONATO CARIOCA

“Preciso agradecer a todos. Agradecer ao técnico Vanderlei Luxemburgo, a nossa presidente Patrícia Amorim. Enfim, ao grupo do Flamengo. Sem ele eu não chegaria a lugar nenhum”, discursou Thiago Neves.

O Flamengo, além do técnico Vanderlei Luxemburgo, teve seis atletas entre os melhores do Campeonato Carioca: Felipe, Leonardo Moura, Willians, Renato Abreu, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho.

O Vasco, com três jogadores (Dedé, Anderson Martins e Felipe), foi o segundo time mais premiado, com Fred (Fluminense) e Cortês (Nova Iguaçu) completando os “titulares” do Campeonato Carioca.

Gabriel, do Resende, e que já está negociado com a Juventus, da Itália, foi escolhido o jogador revelação do Estadual, enquanto Fred (Fluminense) e Frontini (Boavista), ambos com dez gols, foram os artilheiros do Campeonato Carioca.

Homenagem

O ex-atacante Bebeto, atualmente deputado estadual, recebeu uma homenagem da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj). Um vídeo mostrou imagens do craque atuando por Flamengo, Vasco, seleção brasileira e Deportivo La Coruña, da Espanha.

“Na minha época de jogador não tinha isso. Estou muito emocionado e feliz com esta homenagem da Federação do Rio de Janeiro. Os jogadores atuais precisam saber que a nossa carreira é muito rápida e precisam aproveitar este momento”, salientou.

A LISTA DOS MELHORES DO CAMPEONATO CARIOCA DE 2011

Ouro: Felipe (Flamengo); Leonardo Moura (Flamengo), Dedé (Vasco), Anderson Martins (Vasco) e Cortês (Nova Iguaçu); Willians (Flamengo), Renato Abreu (Flamengo), Felipe (Vasco) e Thiago Neves (Flamengo); Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) e Fred (Fluminense).
Prata: Jefferson (Botafogo); Mariano (Fluminense), David (Flamengo), Gustavo (Boavista) e Paulo Rodrigues (Boavista); Marcelo Mattos (Botafogo), Diguinho (Fluminense), Thiago Galhardo (Bangu) e Gabriel (Resende); Pipico (Bangu) e Valdir (Olaria).
Bronze: Henrique (Olaria); Ivan (Olaria), Antônio Carlos (Botafogo), Gum (Fluminense) e Bill (Macaé); Rômulo (Vasco), Rodrigo (Madureira), Marquinho (Fluminense) e Bernardo (Vasco); Eder Luís (Vasco) e Frontini (Boavista).
Melhor técnico: 1º Vanderlei Luxemburgo (Flamengo), 2º Alfredo Sampaio (Boavista) e 3º Ricardo Gomes (Vasco)
Revelação: Gabriel (Resende)
Craque do Carioca: Thiago Neves (Flamengo)
Melhor árbitro: 1º Marcelo de Lima Henrique, 2º Luís Antônio Silva Santos e 3º Pathrice Maia
Melhor auxiliar: 1º Dibert Pedrosa, 2º Luiz Antônio Muniz e 3º Rodrigo Figueiredo Henrique
Árbitro revelação: Wagner Magalhães
Artilharia: Fred (Fluminense) e Frontini (Boavista) *Frontini inclui os gols pelo Torneio de Consolação

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/estadual-do-rio/ultimas-noticias/2011/05/16/campeao-fla-domina-selecao-do-carioca-thiago-neves-e-eleito-o-craque-da-competicao.jhtm

sábado, 14 de maio de 2011

Homenagem ao cartunista Lan



Adílio e Lan felizes no evento (Vipcomm)

Papo de rubro-negro faz sucesso nesta quinta-feira

Homenageado do dia, Lan se emociona e conta como virou Flamengo

Autor: Por Equipe do site oficial
Em 12/05/2011 às 21h45 Atualizado em 13/05/2011 às 12h24

A loja Fla Concept, na Gávea, recebeu nesta quinta-feira (12.05) personalidades rubro-negras na estreia do projeto "Papo de rubro-negro", que visa juntar colecionadores, historiadores, jornalistas, escritores e todas as pessoas interessadas em acervos e assuntos gerais vinculados à grandiosa história do clube. O homenageado do dia foi o simpático cartunista Lan, que teve 22 desenhos expostos, mostrando a ‘carioquice rubro-negra’. Participaram do happy hour Rui Castro, Chico Caruso, Antônio Pedro, Jaguar, Evaristo de Macedo, Chico & Alaide, Antônio Augusto Abranches, Hélio Ferraz, Henrique Brandão, Adílio, Julio César Urigueler entre outras personalidades.

Emocionado com a homenagem, Lan contou que ficou empolgado ao saber que mostraria seus desenhos a ex-jogadores. Uma das obras que mais chamou a atenção foi uma que ele representava toda a genialidade de Adílio.

"Fico muito feliz em estar aqui hoje com estes jogadores que me deram muitas alegrias durante toda a minha vida. É uma grande emoção", disse o cartunista, que contou ter virado rubro-negro em 1953.

"Participei de um Pan-Americano na Argentina em 1950. Lá, conheci meu primeiro amigo brasileiro, o jornalista Otelo Caçador, que no porre de despedida me fez prometer que se um dia fosse ao Brasil iria torcer para o Flamengo. Em 53 quando cheguei neste país maravilhoso, virei rubro-negro e ainda dei sorte, pois o time conquistou o tri Carioca. Não tem como pensar no Rio de Janeiro, sem pensar em mulheres bonitas e futebol. Não tem como pensar em futebol e mulheres bonitas e não pensar no Flamengo", contou Lan.

O cartunista disse,ainda, que em todos estes anos como torcedor do Flamengo, o gol de Rondinelli contra o Vasco em 1978 foi o que mais lhe deu emoção, pois demosntra toda a raça rubro-negra.

"Foi um momento mágico. Ele subiu mais do que todo mundo e eu na arquibancada subi mais ainda do que ele para cabecear a bola. Só que ele caiu no gramado e eu no cimento. Me machuquei e quase morri", lembrou o cartunista, que aproveitou para mandar um recado aos torcedores do Flamengo.

"Sou Flamengo há muito tempo. A torcida tem de ter paciencia. Temos no nosso elenco hoje em dia um dos maiores jogadores que vi atuar. O próprio Maradona disse que ele era genial. Temos o Ronaldinho Gaúcho e a torcida não pode pegar no pé dele assim", avisou.

Um dos anfitriões da noite, o diretor do Museu Flamengo, Mauro Chaves, falou um pouco mais sobre o projeto.

"A ideia geral do projeto "Papo de Rubro-negro" visa juntar colecionadores, historiadores, jornalistas, personalidades rubro-negras, todas as pessoas interessadas em acervos e assuntos gerais do clube para trocar idéias, falar sobre o Flamengo e demonstrar que o clube pode sim servir de referência em estatística e como fonte de pesquisa sobre cultura e futebol em geral. Pretendemos fazer um evento a cada mês e o primeiro se realiza hoje, sobre o grande cartunista Lan. Contamos aqui com 22 desenhos expostos mostrando todo o amor do Italiano e cidadão carioca honorário pelo Rio de Janeiro, e principalmente pelo clube Rubro-negro", contou o diretor.

Para o craque e ex-técnico do Flamengo, Evaristo de Macedo, a homenagem a Lan e o projeto é uma grande ideia que precisa ser repetida mais vezes pelo Rubro-negro.

"Lan consegue trasmitir o que é ser rubro-negro em seus traços. Uma homenagem justa. Espero que o projeto continue. Este primeiro dia foi um grande sucesso", disse Evaristo.

Adílio, que tirou inúmeras fotos com Lan e um quadro feito em sua homenagem, contou que ninguém nunca conseguiu transmitir o que ele sentia em campo, apenas Lan. Para o jogador, o cartunista ajudou muito a torcida do Flamengo.

"Vejo a pintura e penso em tudo que eu sentia em campo. Me achava um monstro com a bola colocada no pé. Adorei! Muita gente comprava os jornais e as revistas por causa do Lan. Ele fez muita gente virar Flamengo", afirmou o craque, que como os outros rubro-negros se divertiram no evento desta quinta.

Agradecimento aos presentes:
- os cartunistas Lan, Jaguar e Chico Caruso
- os escritores Ruy Castro e Marcelo Abinader
- o multimídia Haroldo Costa
- o ator Antonio Pedro
- as lendárias 'irmãs Marinho': Mary e Olivia
- o músico Mauricio Carrilho
- o vereador Edilson da Creatinina
- as personalidades cariocas Chico e Alayde
- os ex-jogadores Evaristo de Macedo, Adilio, Julio Cesar Uri Gueller e Waltinho
- o sociólogo Ronaldo Helal
- o jornalista Cesar Nogueira
- o colecionador Eduardo Vinicius
- o escritor, jornalista e curador do Museu do Flamengo Marcos Neves
- os pesquisadores, historiadores e estatísticos Ayer Andrade, Celso Junior (Fla-Estatística), Marcus Borges (site Fla-Museu), Fabio Justino e Fernando Holanda (site Magia Rubro-Negra), Robson Oliveira e Marcio Moura (projeto "365 dias acompanhando uma paixão")
- os Vicepresidentes Henrique Brandão, Luis Claudio Cacau Cotta, Reinaldo Souza e Cristina Callou
- o Grande-Benemérito Walter Oaquim
- o ex-presidente Antonio Augusto Dunshee de Abranches
- o Vicepresidente Geral Hélio Paulo Ferraz
- o Presidente do Conselho Fiscal Leonardo Ribeiro
- o Presidente do IMFLA (Instituto Museu do Flamengo) Alexandre Furtado
- o Vicepresidente da Assembléia Geral Carlos Eduardo Melo
- os Diretores do Clube Marcus Duboc, André Galdeano, Cardellis e Renata Pacheco
- as conselheiras D. Teresa e Tuninha
- o Presidente da Fla-Manguaça Felipe Amorim (com boa parte de sua diretoria)
- sócios atuantes Bodão e Peruano

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/12800

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O jogo inesquecível do brilhante compositor Arlindo Cruz



Em 1980, Arlindo Cruz já era do samba quando foi ao Maracanã ver o Flamengo passar pelo Coritiba e chegar às finais do Campeonato Brasileiro (Foto: ANDRÉ DURÃO / Globoesporte.com)

Meu Jogo Inesquecível: ritmo veloz do Fla na era Zico toca Arlindo Cruz
Sambista toca versão do 'Samba rubro-negro' para Carlos Alberto, autor de gol na virada por 4 a 3 sobre Coritiba em 1980 na semi do Brasileiro
Por Márcio Mará
Rio de Janeiro

A infância na Piedade foi daquelas de causar inveja aos garotos de hoje. Descalço, seja correndo atrás de pipa ou jogando peão e bola de gude, o menino Arlindo se divertia. Nada, no entanto, o deixava mais maluco do que a irresistível tabelinha samba-futebol. Em 1965, quanto tinha sete anos, ganhou do pai, o Arlindão, o primeiro cavaquinho. Em casa, começava a ensaiar os primeiros acordes. Na rua, com a bola no pé ou o time de botão do Flamengo armado na mesa, sonhava ver o Maracanã lotado e a comemoração da torcida. No mesmo ano, realizou o desejo ao presenciar a vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense que garantiu o charmoso título carioca no IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro.

Já fiz um samba, 'Fla-Flu', não muito conhecido. Estou querendo fazer outro, mais popular"Arlindo CruzO herói da partida era justamente o craque do time de botão de um dos maiores sambistas do país, o compositor e intérprete Arlindo Cruz. O camisa 10 dos seus dois Flamengos era Silva Batuta. No Maracanã, naquele 12 de dezembro, o ídolo matou no peito, livrou-se do marcador e fuzilou, sem chance para o goleiro Borracha. O menino repetia ali a comemoração que fazia no estádio imaginário, no meio da calçada, quando o "xará" em miniatura de formato redondo sempre batia de curva para estufar o filó da rede de plástico.

A primeira história de Arlindo Cruz com o Flamengo, apesar de curiosa e romântica, não é a mais marcante. Tal como os primeiros acordes de um samba, impulsionou a paixão. Dali em diante, ele jamais abandonou o clube de coração. A carreira de compositor crescia à medida que o menino virava adolescente, rapaz... E a era Zico foi acompanhada com a mesma frequência com que participava das rodas de samba com o rubro-negro Candeia, símbolo da Portela - falecido em 1978 -, ou com os galácticos do Cacique de Ramos. Na semifinal do Brasileiro de 1980, a vitória por 4 a 3 sobre o Coritiba em ritmo veloz de virada - o time fez três gols em cinco minutos - o levou à euforia.

Naquele ano eu era estudante. Já tinha saído da Aeronáutica e ia ao Cacique. Estava começando a virar compositor. Lembro que fui assistir a esse jogo com o Coritiba e os caras meteram 2 a 0 no começo. Aí se machucou o Zico, depois o Júlio César, Uri Geller... Se eles fizessem mais um gol, adeus. Só que o maluco do Nunes meteu logo dois gols. Pouco depois, veio aquele golaço do Carlos Alberto. E eu estava de frente. Não tinha torcida do Coritiba no Maracanã, a do Flamengo estava cheia. Por isso fui lá para o outro lado, detrás do gol, vendo o time atacar no primeiro tempo. Vi o cara saindo lá de baixo, em velocidade, driblando todo mundo. É um gol inesquecível. A arrancada dele foi sensacional.

Naquele momento, Arlindo já estava sem fôlego. O jogo, realmente, foi dos mais emocionantes da era Zico, com uma avalanche de gols na primeira etapa. O Flamengo tentava naquele ano o seu primeiro título brasileiro, e o time vinha embalado pelo tricampeonato carioca. Dirigido por Cláudio Coutinho, chegou às semifinais com o Coritiba e levou a melhor no duelo no Couto Pereira: 2 a 0, gols de Zico.

Na segunda partida, no Maracanã, diante de quase 90 mil pagantes, o time foi surpreendido por um Coxa disposto a dar o troco. Vilson Tadei abriu o placar aos 21 e Aladim ampliou, dez minutos depois. As contusões de Zico e Júlio César deixaram Arlindo Cruz e os rubro-negros ainda mais tensos. Mas Nunes já antecipava ali que seria o jogador decisivo: diminuiu aos 34 e empatou aos 37. Dois minutos depois, a arrancada do reserva Carlos Alberto, lateral-direito que substituía Toninho, contundido, terminava em gol e enlouquecia o estádio.

Veio o segundo tempo. Anselmo, que substituíra Júlio César, fez o quarto aos 29 com outro golaço. Claudinho diminuiu para o Coxa aos 37, mas já era tarde. Arlindo já se preparava para curtir a noite após a vaga assegurada para as finais, com o Atlético-MG. Perguntado sobre o samba que cantaria para Carlos Alberto, herói daquela partida, não titubeou ao mandar a versão do "Samba rubro-negro", de Wilson Batista e Jorge de Castro, atualizada na época por outro rubro-negro doente do samba, João Nogueira (assista ao vídeo ao lado).

- Essa é pra você, Carlos Alberto! Obrigado pelo gol! Eu estava sozinho naquele jogo. Meu irmão já tinha casado, eu não estava namorando ninguém... Na era Zico, praticamente não perdi nenhum jogo. Eu ficava bolado quando não podia ir, ou numa quarta, ou num sábado. Quase ficava doente. Lembro uma vez que minha mãe, com dificuldade, comprou um radinho de pilha pra mim, para eu ouvir os jogos. E o Flamengo, no dia do seu aniversário, perdeu para o São Cristóvão por 1 a 0 na Gávea. Aí, eu, bolado, pá! Joguei o rádio na parede, quebrei. E entrei na porrada. O coroa ficou na bronca: "Pô, tua mãe comprou o rádio no maior sacrifício..."

É bom lembrar que o pai de Arlindo, o Arlindão, era vascaíno, mas jamais se opôs à preferência do filho. Muito pelo contrário. O levava ao Maracanã para ver Silva Batuta, Almir Pernambuquinho, Carlinhos, o Violino... Depois vieram Reyes, Fio, Doval, Paulo César e os craques da era Zico. Arlindo já ia ao estádio com o irmão mais velho. Uma derrota, no entanto, deixou o sambista-torcedor bem abalado.

- Eu era apaixonado, chorava quando o time perdia. Aquele jogo dos 6 a 0 do Botafogo, em 1972, não foi fácil. Tinha um cara que namorava a minha irmã. Era botafoguense, o Sidnei. Foi ele que me levou. E me encarnou pra caramba. Teve gol de letra do Jairzinho, o Fischer, um argentino atacante, também marcou... Eles tiraram a maior marra com a gente. Em compensação, depois assisti aos dois seis que demos neles, por 6 a 0 e 6 a 1.

Mesmo quando tocava nas rodas de samba, Arlindo sempre dava um jeito de ver os jogos. Seja na primeira fase, de aprendiz. Ou no Cacique de Ramos. Ou quando já estava no Fundo de Quintal, quando substituiu Jorge Aragão.

- Eu comecei a tocar com o Candeia, então ia a muita roda de samba na sexta ou no sábado. O Candeia era flamenguista, mas os filhos dele não. O Jairo era botafoguense e o Edinho, que morreu, também. Não sei por quê... No Cacique sempre tinha muitos jogadores. O Denilson, o Galdino, o Alcir Capita (como Alcir Portela era conhecido), Luxemburgo, Jairzinho, Paulo Cezar Caju, eles curtiam o pagode. Era sempre depois da pelada, primeiro rolava um salão.

Agora, Arlindo celebra a presença de Ronaldinho no Rio e no Flamengo. O craque, segundo o compositor e intérprete, ajuda e muito a resgatar o samba no futebol, hoje com jogadores mais voltados para a música sertaneja ou baiana. Em qualquer época, história de sambista com futebol fica sempre saborosa.

- Tinha uma patota que ia muito ao Maracanã. O Batata, o Acir Marques, meu irmão, o Mineiro, que era flamenguista, foi para Minas e virou atleticano. O Dudu, lá de Campo Grande. Uns primos e tal... No Cacique, o Ubirani é um rubro-negro roxo. E um detalhe: ele sempre atrasava um pouquinho para ir aos jogos. A gente chegava com 15 minutos. Lembro uma vez que teve um Flamengo x Corinthians. Um gol do Júnior Baiano de falta. Estava um a zero e assim terminou. A gente não viu mais nada, o gol já tinha acontecido. O jogo foi até morno...

Certa vez, Beth Carvalho comentou que Arlindo Cruz poderia também ganhar a vida como comentarista de futebol. E o sambista mostra que, apesar de rubro-negro roxo, sabe olhar os craques, nem que sejam dos maiores rivais.

- O Zico, sem dúvida, foi o meu maior ídolo. Mas o Rivelino foi um cracaço que eu vi jogar. Não atuou no Flamengo, mas era fantástico. O Jairzinho também. Carlos Alberto Torres, idem... No Flamengo, tinha o Geraldo, Assobiador, o Adílio.. Leandro era fantástico, Junior fantástico... Outro cara do samba. Estive com ele recentemente, foi me dar um abraço na Nut. Em 1982, quando gravou o "Voa, canarinho", já estava se chegando para o samba. Foi lá para o Cacique, se entrosou com a rapaziada e gravou até um samba meu. Acho que "A luz do teu olhar", com a Lecy Brandão...

O papo não terminava. No palco do Teatro Rival, preparando-se para mais um dos shows que tem feito pelo Rio de Janeiro, Arlindo Cruz dá uma pausa no banjo para lembrar outro momento marcante como torcedor. Lembra um ídolo que depois se tornou algoz, atuando pelo Fluminense. E volta a dizer que a união do samba com futebol pode dar boa música.

- Teve um jogo que o Renato Gaúcho calou o Mineirão, naquele Flamengo 3 x 2 Atlético Mineiro . A gente estava lá no pagode, mas quando o Galo empatou, nós paramos de tocar. "Pô, ferrou!", pensamos. Mas aí, menos com um a menos, a gente conseguiu o gol da vitória. Era uma quarta-feira, meio da semana. O Mengão me dá boas recordações, muitas alegrias. Estou muito feliz com a nova fase. O Ronaldinho, um cara do samba, do bem, é bom para a gente, para divulgar. Eu já fiz um samba, "Fla-Flu", mas não é muito conhecido. Estou querendo fazer outro, mais popular, para a galera cantar. Vamos ver...

flamengo 4 x 3 coritiba Raul, Carlos Alberto, Rondinelli, Marinho e Júnior; Andrade, Adilio e Zico (Reinaldo); Tita, Nunes e Júlio César (Anselmo). Moreira, Gilson Paulino, Gardelo, Eduardo e Wilson; Leomir, Almir, Luís Freire e Vilson Tadei; Escurinho e Aladim (Claudinho).
Técnico: Cláudio Coutinho. Técnico: Mário Juliato.
Gols. Vilson Tadei, aos 21, Aladim, aos 31, Nunes, aos 34 e 37, e Carlos Alberto, aos 39 minutos do primeiro tempo. Na segunda etapa, Anselmo, aos 29, e Claudinho, aos 37 minutos.
Árbitro: Carlos Sérgio Rosa Martins.
Data: 25/05/1980. Local: Maracanã. Competição: Campeonato Brasileiro (semifinal). Público: 87.934 presentes.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2011/05/meu-jogo-inesquecivel-ritmo-veloz-do-fla-na-era-zico-toca-arlindo-cruz.html