Emocionado, Angelim explica o choro ao ver imagens de sua família comemorando
Autor do gol do título brasileiro, zagueiro agradece o apoio dos rubro-negros e diz que não se considera um ídolo, mas sim um torcedor do clube
Fred Huber Rio de Janeiro
O herói não aguentou. Convidado do Globo Esporte desta segunda-feira, o zagueiro Ronaldo Angelim, autor do gol do hexacampeonato brasileiro do Flamengo, chorou ao ver imagens da comemoração da família e não conseguiu mais falar. Mais calmo após o programa, o jogador explicou a razão de tanta emoção. Ele disse que nunca mais vai esquecer.
- Quando mexe com família, a emoção bate mais forte. Só eu sei o que eu passei, e eles sabem também. Fiquei realmente muito emocionado, feliz demais. Foi o gol mais importante da minha carreira. Não vou esquecer nunca. Quero agradecer a todos que torceram por mim e pelo Flamengo - disse o zagueiro.
Apesar de já ter conquistado cinco títulos em quatro anos pelo clube (uma Copa do Brasil, um Brasileiro e três Cariocas), Angelim prefere não se colocar na galeria dos ídolos eternos do clube. Rubro-negro de carteirinha, o jogador fez juras de amor ao Flamengo.
- Eu me considero um torcedor, jogo com a alma. Procuro jogar com raça porque sou flamenguista desde criancinha e o mínimo que posso fazer é correr quando entro em campo. Procuro me dedicar ao máximo. Tem dia que vou agradar, e tem dias que não vou agradar.
Com a mesma simplicidade que joga, Ronaldo Angelim atendeu pacientemente os diversos pedidos de autógrafos e fotos. Dia de celebridade para o heroi rubro-negro.
'Tudo que ela fala acontece'
O relógio marcava 24 minutos do segundo tempo. O sérvio Petkovic se preparou para cobrar escanteio pela esquerda do ataque do Flamengo. No meio da área, Ronaldo Angelim aguardava a cobrança. Quando a bola viajou na frente do gol do Grêmio, encontrou a cabeça do zagueiro. Estava realizado ali o sonho de milhares rubro-negros de assistir ao hexacampeonato do time em um Maracanã lotado.
Mas para uma pessoa o lance descrito acima já estava na memória mesmo antes de acontecer.
- Minha mulher me ligou ontem (sábado) à noite antes de dormir: Rô, algo está me dizendo que você vai fazer o gol - conta o zagueiro em entrevista ao jornal “O Globo”.
A premonição foi a segunda de Ricássia, mulher do jogador. Ele conta outro episódio e, convicto, comemora o sexto sentido da esposa.
- Tudo que ela fala acontece, foi assim também quando fiz um gol que levou o Fortaleza a Série A - completou.
Herói do título rubro-negro, o atleta conta que passou por momentos difíceis no início do ano. Correu até o risco de ter uma perna amputada por causa de uma rara lesão, mas sua perseverança superou o mau momento.
- Este ano tinha tudo para ser horrível para mim. Passei três jogos sem ir sequer para o banco, achava que minha passagem estava acabada. Chegamos a estar perto da zona do rebaixamento.
Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Flamengo/0,,MUL1405808-9865,00-EMOCIONADO+ANGELIM+EXPLICA+O+CHORO+AO+VER+IMAGENS+DE+SUA+FAMILIA+COMEMORAND.html
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Flamengo conquista o Campeonato Brasileiro com emoção e justiça
É importante deixar claro que o Flamengo ganhou o título brasileiro com seus próprios méritos.
O campeonato não caiu no colo do time e também não houve a colaboração do Grêmio.
O jogo arranjado que muita sonhava não existiu.
A diretoria gremista fez o possível para mandar a campo um time que não ajudasse o Internacional a conquistar o título.
Mas os jogadores foram dignos, afastando da "final" e do campeonato a injusta mancha do arranjo, do jogo entregado.
Não perca seu tempo desmerecendo o título do Flamengo ou atacando o campeonato como se ele fosse uma porcaria.
O Brasileiro 2009 foi ótimo, emocionante e de bom nível técnico.
Não é o lixo que muitos tentam vender, basta observar com serenidade o que acontece nas principais ligas do futebol europeu.
Tem muito futebol ruim por aí, em campeonatos tidos como organizados.
Nosso futebol, apesar de todos os seus problemas, ainda é vigoroso.
E o Flamengo é a prova disso com a melhor campanha do segundo turno ao lado do Cruzeiro.
Fonte: http://espnbrasil.terra.com.br/paulocalcade/post/90985_FLAMENGO+CONQUISTA+O+CAMPEONATO+BRASILEIRO+COM+EMOCAO+E+JUSTICA#comentarios
Na cabeça de Angelim, Flamengo encontra o alívio e conquista o hexa

Alexandre Durão/GLOBOESPORTE.COM
Cercado pelos companheiros, Ronaldo Angelim comemora o gol do título
Em jogo tenso, time rubro-negro vence Grêmio por 2 a 1 e acaba com jejum de 17 anos sem conquistar o Brasileiro
Eduardo Peixoto Rio de Janeiro
Ronaldo Angelim costuma dizer que sua maior vaidade é assistir ao Flamengo vencer. Neste domingo, certamente está se sentindo vaidoso como nunca. E graças a uma cabeçada certeira dele. Com sofrimento e dificuldade até o fim, o Rubro-Negro venceu o Grêmio por 2 a 1, no Maracanã, e conquistou o Campeonato Brasileiro pela sexta vez.
Mas para acabar com o jejum de 17 anos sem conquista, o time e a torcida sofreram. Foram 90 minutos de agonia, sem jogar bem, mas que entraram para a história. Pressionado pela própria torcida para entregar e não ajudar o rival Inter, o Tricolor Gaúcho entrou em campo com apenas três titulares. E não aliviou. Abriu o placar e tentou o empate até o fim.
Em tarde de Maracanã lotado, com quase 85 mil presentes, Adriano e Petkovic não brilharam. Nem a torcida. A aflição e a carência do título foram preponderantes para o estádio ficar calado, com os nervos à flor da pele, durante a maior parte do tempo. Euforia só nos gols de David e Ronaldo Angelim, que garantiram a festa. O Fla fechou o torneio com 67 pontos, dois a mais do que o vice Inter. O Tricolor gaúcho fecha o ano em oitavo, com 55.
Sem essa de entregar
A festa começou, curiosamente, com uma música “copiada” do principal concorrente ao título. No ritmo de “Brasília Amarela”, a torcida do Flamengo saudou a entrada do time em campo. A proximidade do título e o Maracanã superlotado levaram muitos torcedores às lágrimas. Mas, ao contrário do que diz a letra do cântico, a festa não começou.
Quando a bola rolou, o time e a torcida demoraram a acordar. Apesar de dizimado por desfalques e dos gritos de “entrega” vindos das arquibancadas do Fla, o Grêmio começou a partida ligado na tomada.
Aos dois minutos, Túlio, que textualmente afirmou “odiar” o Flamengo quando jogava no Botafogo, arriscou de fora da área e levou perigo ao gol de Bruno.
Estranhamente apático nos dez minutos iniciais, o time mandante só saiu do cerco gremista aos 12. Aírton fez lindo lançamento de trivela. Adriano ajeitou para a perna esquerda, mas foi bloqueado. A bola sobrou novamente no pé bom do atacante após cobrança de escanteio. Desta vez, a finalização saiu por cima do travessão.
Parecia o início da pressão rubro-negra. Mas não passou disso. A torcida continuou muda. E o Grêmio sentiu-se senhor da situação. Após cobrança de escanteio, aos 21, Roberson se antecipou à zaga na primeira trave e abriu o placar. Curiosamente, os poucos tricolores gaúchos presentes no Maracanã não comemoraram.
Aflição e ansiedade se confundiam entre os flamenguistas. Principalmente porque o Inter abriu o placar contra o Santo André. Pet cobrou escanteio da direita e, em uma bola quase perdida na área, Adriano dividiu com a zaga e, na sobra, David bateu de primeira no canto direito, aos 29 minutos. Mais do que o empate, saía o alívio momentâneo. A torcida, enfim, mostrou força.
Mas o time prosseguiu rateando. Zé Roberto, muito mal no jogo, perdeu chance clara aos 35. Já nos acréscimos, Adriano bateu falta lateral com força e Marcelo Grohe espalmou.
Ronaldo Angelim, o Magro de Aço, entra para a história
No intervalo, Andrade criticou a atuação do Flamengo e pediu mais iniciativa e dedicação.
- Parece que o Grêmio é que veio aqui disputar o título. Tem que ter atitude.
Os jogadores armaram uma corrente no meio-campo e a torcida despertou. Só que a primeira chance foi do Grêmio. Douglas Costa, aos dois minutos, quase acertou o ângulo esquerdo em cobrança de falta.
Aos três, Petkovic cobrou escanteio da direita, Adriano subiu sozinho na entrada da pequena área, cabeceou para o chão, mas mandou para fora. Em outra bola cabeceada, desta vez por Aírton, Marcelo Grohe voou e salvou o Grêmio, aos sete.
Léo Moura e Willians, ambos aos 11, estiveram perto de virar o placar. Àquela altura, o Grêmio só se defendia. E o Flamengo errava. Erros bobos, que evidenciaram a tensão permanente.
Andrade pôs Everton. Mas Pet continuou errando. Juan lançou Adriano aos 23. Era a chance de o Imperador fazer o gol do título. Olhou, tentou a cavadinha, mas Marcelo Grohe fez uma defesa espetacular.
Se os astros do time não colaboraram, coube novamente a um zagueiro salvar, aos 24 minutos. Petkovic bateu escanteio da esquerda, Ronaldo Angelim subiu no meio da área e testou no canto esquerdo: 2 a 1.
O gol não pôs fim ao jogo. Aos 32, Lucio cobrou falta de longe, a bola quicou e Bruno espalmou. Livre na pequena área, Maylson chutou para fora. Adriano recebeu ótima bola aos 40, mas se enrolou e Marcelo Grohe salvou.
O apito final seguido pela explosão de alegria no Maracanã só veio após três minutos de acréscimos e pressão gremista, com direito ao goleiro Bruno passeando pela área com a bola nos pés para fazer o tempo passar.
Ficha técnica:
FLAMENGO 2 x 1 GRÊMIO
Bruno, Léo Moura, David, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton, Toró (Everton), Willians e Petkovic (Fierro); Zé Roberto (Kléberson) e Adriano. Marcelo Grohe, Mário Fernandes, Léo, Willian Thiego e Fábio Santos; Adílson (Mithyuê), Túlio, Lúcio e Maylson; Douglas Costa e Roberson (Bérgson).
Técnico: Andrade. Técnico: Marcelo Rospide.
Gols: Roberson, aos 21 e David, aos 29 minutos do primeiro tempo. Ronaldo Angelim, aos 24 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: David, Willians (Flamengo); Douglas Costa, Marcelo Grohe, Lúcio, Adílson (Grêmio).
Estádio: Maracanã. Data: 06/12/2009. Árbitro: Heber Roberto Lopes. Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) e Carlos Berkenbrock (SC). Renda e público: R$ 2.030.430,00 / 78.639 pagantes (84.848 presentes).
Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/Brasileirao/Serie_A/0,,MUL1405238-9827,00.html
Flamengo reage em silêncio e recupera a hegemonia do futebol brasileiro

Ronaldo Angelim comemora o gol do título do Flamengo no Maracanã
Em apenas sete anos, entre 1980 e 1987, o Flamengo ganhou quatro campeonatos brasileiros. Num intervalo de 12 foram cinco, tornando-se o maior campeão nacional num momento em que seus mais próximos perseguidores, Internacional e São Paulo, tinham três conquistas cada. Os rubro-negros eram, assim, em 1992, os absolutos detentores da hegemonia do futebol brasileiro.
Por 17 anos o Flamengo ficou sem ganhar o campeonato. Um longo jejum marcado pela luta contra o rebaixamento em várias temporadas e pela frustração da maior torcida do Brasil. Nesse período, outros clubes se aproximaram das cinco conquistas em vermelho e preto, até que os são-paulinos superaram os rubro-negros chegando às seis e assumindo a hegemonia.
Paralela e silenciosamente, enquanto o São Paulo tornava-se hexacampeão, o Flamengo, penta, reagia. Na era dos pontos corridos, iniciada em 2003, deixou, aos poucos, a luta para não cair, tanto que a briga contra o rebaixamento à Serie B só atormentou os torcedores em dois dos sete campeonatos disputados neste formato.
Numa arrancada espetacular, em 2007 os flamenguistas voltaram à Libertadores. Em 2008 ficaram fora do torneio por apenas um ponto e agora, em 2009, não só garantiram a vaga na maior competição do continente como reconquistaram o titulo nacional.
Os torcedores não querem esperar mais 17 anos pelo hepta. De uma coisa eles sabem, o retorno do time a luta pelos primeiros lugares não foi um mero episódio isolado. Já são três temporadas brigando no bloco de cima.
Sim, senhoras e senhores, mesmo em meio a brigas políticas, salários atrasados e falta de estrutura, o gigante preto e vermelho acordou. Seis vezes campeão do Brasil, o Flamengo forte está de volta.
PS: aos com dificuldade para entender o que está na cara, segundo o dicionário, hegemonia significa "preponderância, supremacia", obviamente agora dividida entre Flamengo e São Paulo. Aos que insistem no tema "1987", sugiro clicar aqui e ler a melhor matéria já feita sobre o que aconteceu naquele ano. Não irei responder absolutamente nada a respeito desse tema chato que serve de munição para desinformados e fanáticos, tenho mais o que fazer.
Fonte: http://espnbrasil.terra.com.br/maurocezarpereira
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
'Eletrocardiograma' do Flamengo mostra a evolução da equipe nos pontos corridos
Gráfico traz as mudanças de posição do Rubro-Negro a cada rodada nos últimos sete anos de Brasileirão. Título premiará arrancada surpreendente
Rafael Cardoso
Rio de Janeiro
Em 2003, o Brasileirão sofreu a principal mudança de seu regulamento, com a adoção do sistema por pontos corridos. Para os clubes, tais alterações foram significativas e todos tiveram que se adaptar ao novo estilo de disputa. O Flamengo é um dos exemplos de clubes que aprenderam com o tempo a melhor forma de encarar o campeonato. Uma análise estatística do desempenho rubro-negro a cada rodada do Brasileiro desde 2003 revela a evolução do time ao longo destes sete anos. De posições medianas até brigas contra o rebaixamento, a equipe da Gávea passou a disputar vaga na Libertadores, para finalmente entrar como favorita à conquista do título do campeonato após 17 anos de jejum. O "eletrocardiograma" do Fla representa também a oscilação dos batimentos cardíacos da maior torcida do mundo, que viveu altos e baixos nas edições anteriores e está muito perto de terminar o ano em alta.
O próprio desempenho rubro-negro neste Brasileirão já corresponde a uma evolução surpreendente na tabela. Na primeira rodada, após a derrota para o Cruzeiro no Mineirão, por 2 a 0, a equipe deu sua largada na 20ª e última colocação. Mas os resultados positivos começaram a aparecer e a equipe foi dando saltos na classificação. O primeiro indício de que chegaria na ponta aconteceu na 30ª rodada, quando venceu o então líder Palmeiras no Palestra Itália, por 2 a 0. O resultado colocou o time na vice-liderança. Altos e baixos provocaram algumas alternâncias de posição, para que enfim conseguisse o lugar mais alto na 37ª rodada. Fechar a última rodada em primeiro representará um salto enorme em relação ao início da competição.
As campanhas desde 2003
Em sua primeira participação no campeonato de pontos corridos, o Flamengo terminou a competição em um modesto 8º lugar. Chegou até a ser lucro, já que na maior parte do ano o time oscilou entre a 10ª e 16ª colocação. Com nomes de peso como o goleiro Julio César, o atacante Edílson, Felipe e Ibson no elenco, a campanha esteve longe de cumprir com as expectativas. Em 46 jogos, foram conquistados 66 pontos, com aproveitamento fraco de 47,8%. O time obteve 18 vitórias, empatou 12 vezes e foi derrotado em 16 oportunidades. Como consolo, ficou o fato de ter sido o carioca em melhor posição: Vasco ficou em 17º, Fluminense em 19º e Botafogo estava disputando a Série B.
Outro ano sem muita expressão foi o de 2006, quando a equipe fechou sua participação em 11º lugar. Em nenhum momento chegou a disputar vaga para a Libertadores e frequentou a zona de rebaixamento em quatro oportunidades. A melhor posição foi um sétimo lugar na 34ª rodada. Com 45,6% de aproveitamento, conquistou 52 pontos em 38 jogos. O número de derrotas foi superior ao de vitórias: 16 contra 15, com sete empates. Apesar de ter ficado à frente de rivais tricolores (15º) e alvinegros (12º), ficou bem atrás do Vasco (6º lugar).
Os campeonatos de 2004 e 2005 foram os mais complicados para a torcida rubro-negra. Nas duas edições, o rebaixamento foi evitado por muito pouco. Em 2004, o time chegou a ficar na última colocação em sete rodadas. Na zona da degola, então, a situação foi ainda pior: foram 24 rodadas na "área maldita", sendo 20 delas consecutivas. Apenas nas quatro últimas, a equipe da Gávea conseguiu dormir fora do Z-4. O desempenho no Brasileiro de 2005 foi uma das mais sofridas até hoje para a torcida, com a salvação sendo obtida graças a uma arrancada salvadora. O Fla precisou de seis vitórias e dois empates nos últimos oito jogos para não ser rebaixado.
Em 2007, os flamenguistas tiveram um início irregular. Até a 9ª rodada, tudo indicava que a campanha seria ruim. O time, porém, cresceu ao longo da competição, se mantendo entre os dez primeiros colocados na maior parte do campeonato e arrancando novamente na reta final. Desta vez, porém, a premiação final não foi a fuga do rebaixamento e sim a vaga na Libertadores. O terceiro lugar foi o melhor até então nos pontos corridos.
O ano de 2008 confirmou a evolução do time rubro-negro na competição. Pela primeira vez, a equipe figurou na liderança. Foram dez rodadas no topo, sendo nove delas seguidas. Algumas transferências de jogadores e mudanças internas, no entanto, acabaram interferindo no rendimento do Flamengo em campo. No fim, a quinta colocação acabou frustrando os planos. Mas o fato de o time ter se mantido a maior parte do tempo entre os cinco melhores já mostrou uma evolução muito grande do Rubro-Negro.
Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Flamengo/0,,MUL1400596-9865,00-ELETROCARDIOGRAMA+DO+FLAMENGO+MOSTRA+A+EVOLUCAO+DA+EQUIPE+NOS+PONTOS+CORRID.html
Rafael Cardoso
Rio de Janeiro
Em 2003, o Brasileirão sofreu a principal mudança de seu regulamento, com a adoção do sistema por pontos corridos. Para os clubes, tais alterações foram significativas e todos tiveram que se adaptar ao novo estilo de disputa. O Flamengo é um dos exemplos de clubes que aprenderam com o tempo a melhor forma de encarar o campeonato. Uma análise estatística do desempenho rubro-negro a cada rodada do Brasileiro desde 2003 revela a evolução do time ao longo destes sete anos. De posições medianas até brigas contra o rebaixamento, a equipe da Gávea passou a disputar vaga na Libertadores, para finalmente entrar como favorita à conquista do título do campeonato após 17 anos de jejum. O "eletrocardiograma" do Fla representa também a oscilação dos batimentos cardíacos da maior torcida do mundo, que viveu altos e baixos nas edições anteriores e está muito perto de terminar o ano em alta.
O próprio desempenho rubro-negro neste Brasileirão já corresponde a uma evolução surpreendente na tabela. Na primeira rodada, após a derrota para o Cruzeiro no Mineirão, por 2 a 0, a equipe deu sua largada na 20ª e última colocação. Mas os resultados positivos começaram a aparecer e a equipe foi dando saltos na classificação. O primeiro indício de que chegaria na ponta aconteceu na 30ª rodada, quando venceu o então líder Palmeiras no Palestra Itália, por 2 a 0. O resultado colocou o time na vice-liderança. Altos e baixos provocaram algumas alternâncias de posição, para que enfim conseguisse o lugar mais alto na 37ª rodada. Fechar a última rodada em primeiro representará um salto enorme em relação ao início da competição.
As campanhas desde 2003
Em sua primeira participação no campeonato de pontos corridos, o Flamengo terminou a competição em um modesto 8º lugar. Chegou até a ser lucro, já que na maior parte do ano o time oscilou entre a 10ª e 16ª colocação. Com nomes de peso como o goleiro Julio César, o atacante Edílson, Felipe e Ibson no elenco, a campanha esteve longe de cumprir com as expectativas. Em 46 jogos, foram conquistados 66 pontos, com aproveitamento fraco de 47,8%. O time obteve 18 vitórias, empatou 12 vezes e foi derrotado em 16 oportunidades. Como consolo, ficou o fato de ter sido o carioca em melhor posição: Vasco ficou em 17º, Fluminense em 19º e Botafogo estava disputando a Série B.
Outro ano sem muita expressão foi o de 2006, quando a equipe fechou sua participação em 11º lugar. Em nenhum momento chegou a disputar vaga para a Libertadores e frequentou a zona de rebaixamento em quatro oportunidades. A melhor posição foi um sétimo lugar na 34ª rodada. Com 45,6% de aproveitamento, conquistou 52 pontos em 38 jogos. O número de derrotas foi superior ao de vitórias: 16 contra 15, com sete empates. Apesar de ter ficado à frente de rivais tricolores (15º) e alvinegros (12º), ficou bem atrás do Vasco (6º lugar).
Os campeonatos de 2004 e 2005 foram os mais complicados para a torcida rubro-negra. Nas duas edições, o rebaixamento foi evitado por muito pouco. Em 2004, o time chegou a ficar na última colocação em sete rodadas. Na zona da degola, então, a situação foi ainda pior: foram 24 rodadas na "área maldita", sendo 20 delas consecutivas. Apenas nas quatro últimas, a equipe da Gávea conseguiu dormir fora do Z-4. O desempenho no Brasileiro de 2005 foi uma das mais sofridas até hoje para a torcida, com a salvação sendo obtida graças a uma arrancada salvadora. O Fla precisou de seis vitórias e dois empates nos últimos oito jogos para não ser rebaixado.
Em 2007, os flamenguistas tiveram um início irregular. Até a 9ª rodada, tudo indicava que a campanha seria ruim. O time, porém, cresceu ao longo da competição, se mantendo entre os dez primeiros colocados na maior parte do campeonato e arrancando novamente na reta final. Desta vez, porém, a premiação final não foi a fuga do rebaixamento e sim a vaga na Libertadores. O terceiro lugar foi o melhor até então nos pontos corridos.
O ano de 2008 confirmou a evolução do time rubro-negro na competição. Pela primeira vez, a equipe figurou na liderança. Foram dez rodadas no topo, sendo nove delas seguidas. Algumas transferências de jogadores e mudanças internas, no entanto, acabaram interferindo no rendimento do Flamengo em campo. No fim, a quinta colocação acabou frustrando os planos. Mas o fato de o time ter se mantido a maior parte do tempo entre os cinco melhores já mostrou uma evolução muito grande do Rubro-Negro.
Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Flamengo/0,,MUL1400596-9865,00-ELETROCARDIOGRAMA+DO+FLAMENGO+MOSTRA+A+EVOLUCAO+DA+EQUIPE+NOS+PONTOS+CORRID.html
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Aconteceu a 70 anos...
A data de hoje é muito especial para a história do Flamengo, uma vez que dois títulos foram conquistados no referido dia. O primeiro aconteceu a 70 anos em 1939, quando conseguiu o seu sétimo título estadual. Depois de 12 anos - maior jejum em toda a sua história - o glorioso Clube da Gávea se sagrava campeão com um time de respeito o link abaixo relata toda a brilhante campanha vale a pena conferir.
O link é: http://www.flamengo.com.br/flapedia/Campeonato_Carioca_1939
O segundo título foi em 1978 há 31 anos. Decisão contra o Vasco sacramentada com a grande cabeçada do Deus da Raça, Rondinelli, após cobrança perfeita de Zico.
O link é: http://www.flamengo.com.br/flapedia/Campeonato_Carioca_1939
O segundo título foi em 1978 há 31 anos. Decisão contra o Vasco sacramentada com a grande cabeçada do Deus da Raça, Rondinelli, após cobrança perfeita de Zico.
Que bonito é
O Philco Transglobe sobre a escrivaninha, a mil quilômetros do Rio de Janeiro. A voz de Waldir Amaral aparecia e sumia entre os chiados. Meu pai, no surrado banco de assento de couro, organizava a coleção de moedas e fitava o rádio. Eu, cinco anos, minúsculo na poltrona que me parecia imensa, deduzia de seu olhar e do bigode levemente retorcido a seriedade do momento. O jogo se aproximava do final e o Flamengo precisava de um gol.
Fez-se nítida a voz de Waldir: - Prepara-se Zico, bateu pingado na pequena área... É goooool do Flamengo! Gooool do Flamengo, me parece Rondinelli entrando de cabeça! Estão desfraldadas as bandeiras do Mengão! Quarenta e um minutos em cima da pinta, é uma loucura no Mário Filho! (...) Rondinelli... Três é a camisa dele, indivíduo competente o Rondinelli, uma cuca legal, um golaço para o Flamengo! Teeem peixe na rede do Vasco da Gama, choooveu na horta do Mengão!
Meu pai saltou do banco e socou o ar, é gol!, gritou, enquanto eu o assistia com a certeza de que a história estava acontecendo diante de meus olhos.
Quando ele me puxou da poltrona, fiquei gigante em seus braços. Olhos nos olhos, e seus olhos faiscavam de tanto Flamengo.
Ele pulava pela sala enquanto ecoava o samba pós gol da Rádio Globo: - Que bonito é... A bandeira tremulando, a torcida delirando, vendo a rede balançar...
Obrigado, Rondinelli. Três de dezembro de 1978. Foi a primeira vez que vi o Flamengo nos olhos do meu pai. E que bonito é.
Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/blog/blog.php?id=5 Blog do Mauricio Neves.
Fez-se nítida a voz de Waldir: - Prepara-se Zico, bateu pingado na pequena área... É goooool do Flamengo! Gooool do Flamengo, me parece Rondinelli entrando de cabeça! Estão desfraldadas as bandeiras do Mengão! Quarenta e um minutos em cima da pinta, é uma loucura no Mário Filho! (...) Rondinelli... Três é a camisa dele, indivíduo competente o Rondinelli, uma cuca legal, um golaço para o Flamengo! Teeem peixe na rede do Vasco da Gama, choooveu na horta do Mengão!
Meu pai saltou do banco e socou o ar, é gol!, gritou, enquanto eu o assistia com a certeza de que a história estava acontecendo diante de meus olhos.
Quando ele me puxou da poltrona, fiquei gigante em seus braços. Olhos nos olhos, e seus olhos faiscavam de tanto Flamengo.
Ele pulava pela sala enquanto ecoava o samba pós gol da Rádio Globo: - Que bonito é... A bandeira tremulando, a torcida delirando, vendo a rede balançar...
Obrigado, Rondinelli. Três de dezembro de 1978. Foi a primeira vez que vi o Flamengo nos olhos do meu pai. E que bonito é.
Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/blog/blog.php?id=5 Blog do Mauricio Neves.
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