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domingo, 7 de julho de 2013

Flamengo é campeão da terceira etapa da Liga Nacional de Futevôlei


Flamengo é campeão da terceira etapa da Liga Nacional de Futevôlei

Dupla rubro-negra derrota o São Paulo na final por 2 sets a 0, em jogo equilibrado. No feminino, título também fica com o time carioca, que bate o Flu

O Flamengo foi o campeão da terceira etapa da Liga Nacional de Futevôlei, que foi disputada pela primeira vez em Nilópolis, no Rio de Janeiro. Representado pelos jogadores Anderson Águia e Tatá, o rubro-negro contou com a força de sua torcida na arena montada no Parque Municipal de Eventos, e derrubou o favoritismo do São Paulo, vencendo por 2 sets a 0, com parciais de 33/31 e 22/20.


Tatá, de 28 anos, foi eleito o melhor jogador da terceira etapa e foi elogiado por seu parceiro:


- Tenho que tirar o chapéu para este grande jogador que é o Tatá. Sem ele, jamais teríamos vencido. Ele é um guerreiro em quadra, não desiste nunca. E se chegamos ao lugar mais alto do pódio ele é o grande responsável - disse Anderson Águia.

No primeiro set as duas equipes se alternaram na liderança do placar e foi preciso chegar ao 33º ponto para definir quem largaria na frente pelo título. O Flamengo teve seis set points para definir e fechar em 33 a 31. O ponto final veio em um erro de Vinicius que não alcançou a bola.

O Flamengo aproveitou a vantagem obtida e começou arrasador na segunda etapa abrindo 6 a 1 e depois 10 a 5. O São Paulo ainda reagiu e encostou em 10 a 9. O tricolor ainda empatou em 14 a 14, quando Anderson Águia, com câimbras, pediu tempo médico. O time paulista passou a frente, liderou por 17 a 15 e teve duas chances de levar o jogo para o set desempate. Mas Tatá salvou duas bolas incríveis e empatou em 17 a 17 e depois em 19 a 19. Um lance de Anderson Águia deu o match point ao Flamengo que pôde comemorar o título com um erro de Vinicius.

Mais cedo, pelas semifinais o São Paulo venceu o Atlétco-MG por 2 sets a 0, com parciais de 18/15 e 18/13 e o Flamengo venceu o Vasco também por 2 sets a 0, com um duplo 18/16.

Feminino

O Flamengo conquistou o bicampeonato, no feminino, ao derrotar o Fluminense por 2 sets a 1, com parciais de 18/15, 13/18 e 15/10, em uma partida muito equilibrada. O dueto da Gávea, formado por Josy e Taíssa Barros comemorou bastante o segundo título na temporada 2013. Elas foram as campeãs da segunda etapa da Liga Nacional de Futevôlei disputada em maio, no Piscinão de Ramos.

O Flamengo também comemorou o título no feminino

- Antes de mais nada temos que agradecer a torcida que nos apoiou do início ao fim da partida. Depois aos nossos técnicos, Lula e Chico, que são fundamentais na nossa evolução. E, acima de tudo, a minha parceira, Taíssa, que é um fenômeno - disse Josy.

- Sabíamos que ia ser um jogo complicado, do outro lado da rede tinha uma parceria muito forte, mas tivemos paciência para não perder a cabeça quando estávamos atrás no placar. E isso, só se conquista com o tempo. Nosso entrosamento é perfeito e isso ajuda dentro de quadra - revelou Taíssa que joga com Josy há cinco anos.

domingo, 2 de junho de 2013

Tricampeão! Fla bate o America e conquista a Copa do Brasil de Fut 7

Invicto, Rubro-Negro despacha o vizinho carioca com facilidade na final e se sagra campeão pelo terceiro ano consecutivo

Pelo terceiro ano seguido, deu Flamengo. Em uma final contra o conterrâneo America e com um placar que nada se parece com o de uma decisão, o Rubro-Negro consagrou uma campanha invicta na Copa do Brasil de Futebol 7, realizada em Florianópolis, e concretizou o favoritismo na modalidade que vem evoluindo de um tempo para cá. É verdade que o America saiu na frente, mas fazendo uso da tranquilidade que demonstrou durante toda a competição, o Fla empatou, virou, fez o terceiro e, de forma natural, fechou o placar em 4 a 1 na tarde deste domingo, na sede da AABB, em Florianópolis.
Para completar a festa flamenguista, o ala Vitor Bolt foi eleito o melhor jogador da competição, e Guilherme, o melhor goleiro. O prêmio de artilheiro ficou com Dyogo Mendes, da AABB-Florianópolis, que marcou seis gols.
Flamengo conquistou a Copa do Brasil de Futebol de 7 (Foto: Divulgação)Flamengo conquistou a Copa do Brasil de Futebol de 7 (Foto: Divulgação)
 
O jogo

O favorito era, sem dúvidas, o Flamengo. Não só pelos 100% de aproveitamento durante a competição, mas pelas conquistas que essa equipe alcançou recentemente. O America enfrentava o então bicampeão da Copa do Brasil, campeão da Copa Rio, entre outros títulos. Tudo isso, no entanto, não significou nada para o corajoso Mecão, que começou a partida partindo para cima como se aquele Flamengo fosse um qualquer. Não demorou muito para sair o gol. Em uma roubada de bola, o chute despretensioso de fora da área desviou na zaga e matou o goleiro rubro-negro: 1 a 0.
O America conseguia anular as principais jogadas do adversário, que, uma vez com a posse de bola, não conseguia organizar as subidas. Assim foi durante toda a primeira etapa. Na volta do intervalo, porém, o Flamengo entrou em campo.
Logo nos primeiros minutos o Rubro-Negro empatou. Em seguida, virou com uma boa trama do ataque. Em um "piscar de olhos", o Flamengo estava à frente do placar. Desesperado e até um pouco desnorteado pelo golpe sofrido, o America partiu para o ataque buscando o empate. O resultado foram brechas na defesa, muito bem aproveitadas pelo Fla, que fez o terceiro.
No apagar das luzes, aproveitando o goleiro-linha do adversário, o Rubro-Negro marcou o quarto e só aguardou o apito final do árbitro para gritar o grito de campeão, assim como aconteceu nos últimos dois anos.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/rj/serra-lagos-norte/noticia/2013/06/tricampeao-fla-bate-o-america-e-conquista-copa-do-brasil-de-fut-7.html

BICAMPEÃO

Flamengo vence Uberlândia e é o novo campeão do NBB

Mais de 16 mil pessoas viram o Rubro-Negro conquistar o principal título do basquete brasileiro pela segunda vez

A consagração de uma campanha perfeita veio na manhã deste sábado (01.06), na HSBC Arena. O Flamengo venceu o Uberlândia por 77 a 70 e conquistou o título do Novo Basquete Brasil pela segunda vez. O público de 16.634 viu a equipe que fez a melhor campanha na primeira fase levantar o troféu mais cobiçado do país.

Com uma enterrada espetacular do rubro-negro Marquinhos o jogo começou para o Flamengo. E não foi só o início que foi arrasador. O Mais Querido, que foi à quadra com Bruno Zanotti no lugar do lesionado Benite, fez um excelente primeiro quarto. A equipe chegou a abrir dez pontos de vantagem sobre o Uberlândia e terminou os primeiros dez minutos de jogo vencendo por 21 a 15.

Já o segundo quarto não foi tão bom para o Flamengo. O time não acertava chutes de três pontos e acabou deixando o adversário encostar no placar. A torcida fazia sua parte, cantando alto e incentivando, mas o jogo estava duro e nenhuma das equipes conseguia abrir uma boa vantagem no placar. Quando o cronômetro estourou, o Uberlândia vencia a partida por apenas um ponto de diferença: 34 a 33.

As primeiras bolas de três pontos do Flamengo só foram cair no terceiro quarto. Kojo, Olivinha, Bruno Zanotti e Duda Machado acertaram um arremesso de longa distância cada um. Esses chutes certeiros foram fundamentais para que o Rubro-Negro voltasse a ficar na frente no placar.

Como o Flamengo acabou o terceiro quarto na frente, 58 a 49, a equipe só administrou a vantagem no último período do jogo. Isso não significa, porém, que a parte final da partida tenha sido tranquila. O Uberlândia não se entregou em nenhum momento e valorizou muito a vitória rubro-negra. Aos gritos de "É campeão" da Nação, o cronômetro estourou e o Rubro-Negro conquistou o bicampeonato do NBB.

Após o fim do jogo contra o Uberlândia, os jogadores rubro-negros fizeram questão de exaltar a dedicação do grupo durante a disputa do Novo Basquete Brasil. Afinal, apenas talento não é necessário para que um grupo seja campeão. É preciso também muito trabalho, e isso não faltou ao time de basquete do Flamengo ao longo da última temporada.

"Sem dúvidas, este é um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Trabalhamos muito ao longo da temporada. Ninguém trabalhou mais do que a gente. Estão todos de parabéns, principalmente a torcida, que nos apoiou sempre. Estou muito feliz e agora vou comemorar muito", disse Olivinha.

Benite foi um dos símbolos da disposição mostrada pelo grupo. Ele ficou de fora da decisão devido a uma lesão na coxa direita, mas se dedicou até o último momento para ter condições de jogo. Já com a medalha de ouro no peito, ele lembrou das dificuldades que o time teve que enfrentar.

"A determinação esteve presente desde o começo. Na pré-temporada e nos treinos, sempre resolvemos os problemas entre a gente. Toda essa determinação trouxe o título para coroar esse ano maravilhoso", falou o ala-armador.

Se Benite ficou de fora apenas da final, Marcelinho teve que acompanhar a temporada toda da arquibancada. O jogador se lesionou na primeira partida do campeonato e ainda não voltou a jogar.

"A emoção é diferente. É muito gratificante quando os companheiros me abraçam e dedicam o título a mim. Isso não tem preço. O time merecia muito. Todos têm a cara do Flamengo e se doaram muito. A gente merecia vencer", afirmou Marcelinho.

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/17465/flamengo-vence-uberlndia-e-o-novo-campeo-do-nbb

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Homenagens ao Magro de Aço

Singela homenagem a um cidadão comum


Ronaldo Angelim nunca foi jogador de Seleção. É menos famoso e badalado do que muita gente que joga menos bola que ele. Nunca se recusou a dar uma entrevista, um autógrafo, ou posar para uma foto. Disse várias vezes que não se preocupava com atrasos de salário porque jogava no Flamengo por amor àquele clube. Fartou-se de ganhar Estaduais no Rio e o destino reservou-lhe uma justíssima homenagem ao empurrá-lo rumo ao encontro da bola bem batida por Petkovic, lance que viraria o gol do título brasileiro do Flamengo em 2009. Agora, Ronaldo Angelim anuncia sua aposentadoria da bola, aos 37 anos. Vai passar batido por muitos jornais e TVs. Não vai mudar a vida de muita gente, exceto de sua família, que o terá mais próximo. Mas o Entre as Canetas não vai esquecê-lo. A vida de Angelim também não vai mudar em nada com isto, mas faço questão de lhe prestar uma singela homenagem com este post e um agradecimento pelo exemplo de correção profissional e simplicidade.
Em todos os clubes que defendeu, Angelim deixou um currículo que deveria servir de exemplo para todos os jogadores. Mas foi inegavelmente no Flamengo que ele deixou mais litros de suor e adrenalina. Felizmente aquele gol de cabeça contra o Grêmio no Maracanã, que enlouqueceu uma Nação inteira pelo país, deu-lhe a chave de uma galeria de heróis, que inclui, entre muitos outros, Valido, Rondinelli, Nunes, Rodrigo Mendes, Petkovic, nomes que construíram com seus gols decisivos o gigantismo do Flamengo.
Obrigado, Angelim. E parabéns a seus herdeiros, que têm em casa um exemplo do que há de melhor no homem brasileiro.
Fonte: http://sportv.globo.com/platb/entre-as-canetas/2013/05/21/singela-homenagem-a-um-cidadao-comum/

Angelim, Madeira que Cupim Não Rói.



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Sem nenhum tumulto, na humildade máxima que sempre foi sua marca, Ronaldo Angelim encerra a sua carreira no futebol. Um jogador de características raras, com personalidade forte e ao mesmo tempo perfil baixo. Mais na dele, impossível. Para as gerações mais jovens de rubro-negros, para quem Zico, Júnior, Nunes e Rondinelli são figuras mitológicas, Angelim foi o mais vívido exemplo de amor à camisa vermelho e preta. Presente em todas as nossas grandes conquistas do século XXI, é o artilheiro do Hexa e o responsável direto pela última grande festa popular no finado Maracanã. Angelim é o mito que os mais jovens puderam ver jogar.
Angelim eu aplaudo de pé. Aguardemos do clube as devidas homenagens a quem entrou pra História do Flamengo pela porta da frente.
Valeu, Angelim!

Fonte: http://globoesporte.globo.com/rj/torcedor-flamengo/platb/2013/05/21/angelim-madeira-que-cupim-nao-roi/

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Obrigado, Angelim o ETERNO E ÚNICO RONALDO



Ronaldo Angelim, um verdadeiro rubro-negro

 

Conhecido como "Magro de Aço", Ronaldo Angelim já fazia parte da história rubro-negra antes mesmo do dia 6/12/2009. Ainda assim, atendeu ao pedido de 40 milhões de torcedores e marcou o gol do hexa na etapa final do último jogo do Campeonato Brasileiro se tornando, de  uma vez por todas,  um dos grandes ídolos do clube. Nunca o canto de "Angelim: faz um gol pra mim" fez tanto sentido.
Atleta formado no futebol nordestino, Angelim sempre foi um típico torcedor do Mais Querido. Daqueles cuja "maior vaidade é ver o Flamengo ganhar". Virou ídolo pelo comportamento que a Nação sempre quer ver de cada jogador – seriedade, raça e paixão
Se a humildade sempre marcou o comportamento do zagueiro, não falta orgulho para falar de sua passagem pelo Mais Querido. Vários títulos, grandes partidas, liderança e exemplo a ser seguido. O Clube de Regatas do Flamengo agradece a Ronaldo Angelim. Um grande rubro-negro que sempre honrou nosso Manto Sagrado. 



Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/17400/ronaldo-angelim-um-verdadeiro-rubro-negro

domingo, 19 de maio de 2013

Flamengo bate Sport e leva Copa Brasil de Futebol de Areia; Vasco é 3º

Time é campeão com gol a 2s do fim da prorrogação, diante de 10 mil torcedores em Manaus; seleção tem pré-lista para o Mundial do Taiti

No estádio Coliseu do Norte, em Manaus, tomado por 10 mil torcedores, o Flamengo venceu o Sport por 3 a 2 e conquistou neste domingo a III Copa Brasil de Futebol de Areia. Disputada sob um calor de 40 graus, a partida foi decidida somente nos últimos segundos da prorrogação.
Após Juninho abrir o placar para o Sport com um belo voleio na primeira etapa, o time carioca virou o jogo com Anderson, de cabeça, e Toinho. No fim do segundo período, Edney chutou de longe, a bola quicou na areia e entrou no ângulo: 2 x 2. Felipe teve a chance de marcar para o Sport a 17 segundos do fim, mas o goleiro Wilian fez grande defesa. A partida foi para o tempo extra e faltando dois segundos, Daniel Zidane recebeu na lateral direita e bateu de primeira, fazendo o terceiro do Fla e levando a torcida rubro-negra ao delírio no Centro Cultural dos Povos da Amazônia.

Flamengo vence a III Copa Brasil de Beach Soccer (Foto: Antonio Lima / SEMDEJ)Flamengo comemora o título da Copa Brasil de Futebol de Areia, em Manaus (Foto: Antonio Lima / SEMDEJ)

Eleito melhor jogador do torneio e convocado para a seleção brasileira, Bruno Malias exaltou a conquista:

- Estou muito feliz por estar aqui e poder levantar o título. A emoção é indescritível e muita sincera, pois não há como sentir algo diferente diante de um público maravilhoso. Não há nada igual como isto daqui - disse o camisa 10 do Flamengo.
Na decisão pelo terceiro lugar, o Vasco da Gama venceu o Sampaio Corrêa por 6 a 5.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/eventos/futebol-de-areia/noticia/2013/05/flamengo-bate-sport-e-leva-copa-brasil-de-beach-soccer-vasco-e-3.html

terça-feira, 19 de março de 2013

O craque de Mossoró

No aniversário de 5 anos do blog, uma homenagem ao inolvidável Dequinha, conterrâneo ilustre. 

 
Do Blog: SELETA DE PROSA
Fonte: http://seletadeprosa.blogspot.com.br/2009/09/o-mais-querido-tem-rubens-dequinha-e.html 
O Flamengo é uma das minhas grandes paixões. De 1980 pra cá, muito da história da minha vida passa pelo clube. E não é só o futebol não: os esportes ditos "amadores" também. Já me emocionei muito com o basquete, com o vôlei, judô e natação do Flamengo. Já varei a madrugada tentando confirmar o resultado do Remo rubro-negro. Reverenciei ídolos que nunca vi em quadra, piscina, tatame ou campo. Chorei, ri, chorei de rir, ri de chorar, acompanhando o clube. Já parei (com mais 04 gatos pingados) uma das maiores avenidas daqui de São José dos Campos (SP - terra do primeiro quiosque do Flamengo fora do RJ) pra comemorar o penta (sim, penta) em 92. Mas não é disso que quero falar. Aliás, é do Flamengo sim, mas de uma personagem em especial: José Mendonça dos Santos, o Dequinha (nascido em Mossoró, RN, a 19 de março de 1928).
Dia desses, aniversário familiar. O pessoal conversando e eu meio de canto. Até que um tio, desses que a gente só vê em festas familiares, puxa a cadeira e senta ao meu lado. Cabelos branquinhos, fala pausada.
- E o nosso Flamengo, hein?(mal acreditei que o Flamengo fosse virar assunto ali, aquela hora!)
- Ah, tá melhorando... o Andrade parece que conseguiu, com aquele jeito manso dele, acalmar aquele caldeirão.
- ‘Tamo’ com uns reforços bons... o Maldonado é bom, aquele negrinho (o Álvaro, tio) chega junto na zaga. E o Pet quer calar a boca de uns e outros aí...
- Verdade. Pena o time ter engrenado tão tarde...
- Rapaz, você me falou do Andrade e eu me lembrei de outro. Eu nasci em Minas, mas por causa do Flamengo sempre tive a obsessão de morar no Rio. O que consegui realizar em 1951, porque fugi de casa e me alistei no exército no (não me lembro o número) batalhão, lá.
- Sério?
- Sério. Meu jovem, o futebol era uma coisa linda de se ver mesmo. E não falo de estratégia ou tática, ou essas modernices, nada disso. Era plasticamente bonito! A bola era mais bem tratada que muita dama, hahaha...
- Imagino, às vezes penso nisso. Mas de quem o senhor lembrou?
- Bem, indo para o RJ em 1951 e apaixonado pelo Flamengo... você ouviu falar do tricampeonato de 53, 54 e 55?
- Opa, claro!
Pausa. Como qualquer rubro-negro que se preze não teria ouvido falar deste feito? Como um time perde de 5 x 0 o segundo jogo da final, tem o presidente morrendo na véspera do jogo decisivo (o grande Gilberto Cardoso pai, num tempo em que os presidentes eram os grandes líderes dos clubes, infartara de modo inapelável após - mais um - título do Basquete flamengo), como um time arranca forças para meter inapeláveis 4x1 e conseguir seu segundo tricampeonato (tão heróico quanto o primeiro, graças ao grande paraguaio Valido, outro que merece uma lembrança)? Só mesmo essa força da natureza chamada Flamengo. Mas volto ao Tio Zé.
- Bem, tão logo cheguei no RJ e me apresentei no batalhão, logo me juntei aos rubro-negros e íamos sempre aos jogos, nas folgas. O Flamengo realmente era maravilhoso, mas os outros também eram muito bons. E o Flamengo tinha um centromédio, Dequinha, que era um monstro.
Dequinha! Quem não sabe sobre Dequinha, imortalizado no “Samba Rubro-Negro”?
“Flamengo joga amanhã / Eu vou pra lá / Vai haver mais um baile / No Maracanã / O mais querido / Tem Rubens, Dequinha e Pavão / Eu já rezei pra São Jorge / Pro Mengo ser campeão!”
Sobre Dequinha: Dequinha formou com Rubens uma dupla de meio campo famosa na década de 50. Rubens era o estilista, responsável pelas jogadas de gols. José Mendonça dos Santos, o Dequinha (nascido em Mossoró, RN, a 19 de março de 1928), encarregava-se de combater os adversários, tomar-lhes a bola e proteger seus zagueiros. Uma excursão do América do Recife ao Rio de Janeiro, em 1950, atraiu o interesse do Flamengo, que o contratou. O investimento no maior centromédio do Norte e Nordeste valeu: Dequinha tornou-se uma peça vital na campanha do segundo tricampeonato do Flamengo, o primeiro no Maracanã. Dotado de incrível resistência física, não se limitava a proteger a defesa. Depois de amortecer a bola - a classe era tanta que parecia ter usado a mão - iniciava a arrancada pelo espaço livre ou tocava de leve para alguém sempre bem colocado. Raramente errava os passes e lançamentos longos. No Flamengo foi titular absoluto até encerrar a carreira, em 1960. (fonte: www.nacaorn.hpg.com.br)

- Dequinha, sei sim.
- Menino, eis algo que jamais esquecerei. Aquele Maraca lotado, pintado de vermelho e preto. Então tinha um tiro de meta pro adversário. O estádio emudecia! Emudecia tanto que a gente ouvia o bico do goleiro na bola. E a bola procurava o Dequinha! Ele levantava o pé praticamente na altura do pescoço, trazia a bola pro pé dele, como se usasse a mão, levantava a cabeça e iniciava as jogadas. E aí ele tinha Rubens, Dida, Joel, Zagalo, Evaristo, essa turma toda, pra tocar a bola. Por isso que dói ver caneleiros envergando o manto. Eu sou de um tempo que nego suava pra jogar com aquilo. No batalhão a gente brincava: preto era de tanta lama, de os caras se jogarem na bola. Vermelho era o sangue que aquele time suava. E os outros torcedores não podiam falar nada, porque quem ia no estádio via aquilo tudo.

E o papo acabou indo pra seleção brasileira, outros chegaram na conversa. E eu tinha vivido um momento emocionante: o depoimento de quem esteve presente numa fase maravilhosa do futebol brasileiro e do Flamengo. Romântica, talvez. Mas maravilhosa. O Maraca cheirando a novo, os grandes jogadores tratando a bola como ela deve ser tratada. Homens de brio, paixão. Jogos épicos, esportividade e gentileza. E uma nação cuja história é a maior força para a conquista de um futuro com glórias merecidas.
Porque é assim: uma vez Flamengo, Flamengo até morrer.

O timaço do segundo tri!