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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Junior - um grande maestro



Foto: Arena Marketing Esportivo

Leovegildo Lins da Gama Junior, mais conhecido como Junior, foi um dos melhores jogadores futebol de todos os tempos, entre os três maiores laterais-esquerdos, e um dos grandes ídolos da história do Flamengo.

Fez parte do elenco mais vitorioso da história do Flamengo e é o recordista de partidas oficiais pelo clube, com 857 jogos.

Fez também parte de grandes elencos da Seleção Brasileira, participou das Olimpíadas de Montreal em 1976 e das Copas do Mundo de 1982 e 1986.

Biografia

Junior nasceu em João Pessoa no dia 29 de junho de 1954, mas veio cedo para o Rio de Janeiro.

Chegando à Cidade Maravilhosa o garoto chamou a atenção do treinador do Flamengo, Modesto Bria, quando disputava peladas na Praia de Copabacana. Levado para a Gávea estreiou como profissional em 1974. No início era lateral direito mas atuava também no meio-de-campo.

Logo um mês após sua estréia no time de cima, o jovem Junior demonstrou todo o seu talento e sua estrela. Marcou dois gols em uma partida decisiva contra o América, que foi fundamental para a conquista do Campeonato Estadual daquele ano.

Anos depois, sob o comando de Cláudio Coutinho, Junior passou a jogar improvisado como lateral-esquerdo. E a estrela dele brilhou mais uma vez e foi assim por muito tempo. Nascia um dos maiores jogadores na posição na história do futebol brasileiro.
Junior

Conhecido como "Capacete", devido ao seu cabelo black power, o jogador fez parte da Era de Ouro do Flamengo. Com muita competência, bons passes e muita habilidade, Junior foi decisivo nas maiores conquistas dos 112 anos de glórias do Flamengo. Ganhou seis Taças Guanabara, uma Taça Rio, seis Campeonatos Cariocas, uma Copa do Brasil, quatro Campeonatos Brasileiros, a Taça Libertadores da América e o Mundial Interclubes.

Junior ficou dez anos seguidos no Flamengo, de 74 a 84, quando deixou o clube para conseguir sua independência financeira, ao ir atuar no Torino e no Pescara, da Itália. Mas como diz o ditado: "o bom filho à casa torna". Mais experiente o "Capacete" virou "Vovô Garoto", pela velocidade e pelo ritmo que imprimia apesar da idade. Ajudou o Flamengo a conquistar a Copa do Brasil, em 1990, e o Penta Campeonato Brasileiro, em 1992, cujo um dos grandes nomes era ele. Na Seleção Junior participou da equipe que disputou a Copa de 1982, considerada por muitos a melhor Seleção Brasileira de todos os tempos, e atuou também em 1986.

Se despediu dos campos em 93 e depois ainda treinou o Rubro-Negro em duas oportunidades: de 1993 a 1994 e em 1997. Foi vice-campeão carioca em 94, e totalizou 35 vitórias, 21 empates e 20 derrotas em 76 partidas. Pouquíssimo tempo perto dos treze anos em que vestiu o Manto Sagrado como jogador, sendo o recordista em número de jogos com a camisa rubro-negra: 874.
Dados

Nome Completo: Leovegildo Lins da Gama Junior
Data de Nascimento: 29 de junho de 1954
Cidade: João Pessoa (PB)
Posição: Lateral e Meio-de-Campo
Número de Gols: 77
Número de Jogos: 874, nos anos de 74 a 84 e de 89 a 93
Período como técnico:

* De 18/09/1993 até 13/05/1994
* De 16/01/1997 até 13/04/1997

Jogador
Histórico
Anos Time
1974-1984 Flamengo
1984-1986 Torino
1987-1989 Pescara
1989-1993 Flamengo
Estatísticas
Ano Jogos Gols Marcados Assistências Cartão Amarelo Cartão Vermelho
1974 11 2 ? ? ?
1975 79 0 ? ? ?
1976 66 4 ? ? ?
1977 55 2 ? ? ?
1978 79 13 ? ? ?
1979 75 6 ? ? ?
1980 62 5 ? ? ?
1981 59 3 ? ? ?
1982 56 4 ? ? ?
1983 61 4 ? ? ?
1984 28 1 ? ? ?
1989 22 2 ? ? ?
1990 51 3 ? ? ?
1991 73 7 ? ? ?
1992 56 16 ? ? ?
1993 41 5 ? ? ?
Total 874 77 ? ? ?
Títulos
Pelo Flamengo

* Taça Guanabara: 1978, 1979, 1980, 1981, 1982 e 1989
* Taça Rio: 1991
* Campeonato Carioca: 1974, 1978, 1979, 1979 Especial, 1981 e 1991
* Campeonato Brasileiro: 1980, 1982, 1983 e 1992
* Copa do Brasil: 1990
* Taça Libertadores: 1981
* Mundial Interclubes: 1981

Seleção Brasileira

* Copa da Amizade: 1992

Prêmios

* Melhores jogadores dos 100 anos da FIFA (2004)
* Bola de Ouro - Revista Placar - (1992)
* Bola de Prata - Revista Placar - (1980)
* Bola de Prata - Revista Placar - (1983)
* Bola de Prata - Revista Placar - (1984)
* Bola de Prata - Revista Placar - (1991)
* Bola de Prata - Revista Placar - (1992)
* Melhor Jogador do Campeonato Italiano - (1985)

Seleção Brasileira

* Jogos Olímpicos
o Jogos de Montreal em 1976: 4º lugar.
* Copa do Mundo
o Copa do Mundo de 1982
o Copa do Mundo de 1986

Técnico

Como técnico Júnior teve duas passagens pelo Flamengo a primeira em 1993 e a segunda em 1997, ao todo foram 67 partidas dirigindo o rubro-negro da Gávea.
Estatísticas

Partidas Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
Total 67 33 18 16 58,2%

Fonte: http://www.flamengo.com.br/flapedia/Junior

Flamengo despacha o Brasília e encerra temporada gloriosa com o título do NBB


Festa na Arena: o capitão Marcelinho levanta a taça e encerra com título a temporada do Flamengo
André Durão

Empurrado por quase 16 mil torcedores na Arena da Barra, Rubro-Negro chega ao topo após atravessar um longo caminho marcado pela superação

Rodrigo Alves
Rio de Janeiro

Não foram poucos os problemas que bombardearam o Flamengo ao longo do caminho: salários atrasados, conflitos políticos no clube e dificuldades até para conseguir um teto. A resposta é que sempre foi uma só: a bola. Para fechar de forma gloriosa uma temporada marcada pela superação, o Rubro-Negro derrotou o Brasília na manhã deste domingo, por 76 a 68, e levantou a taça do Novo Basquete Brasil diante de quase 16 mil torcedores apaixonados.

O título do NBB é o ponto de exclamação em uma trajetória que inclui ainda o Estadual do Rio e a Liga Sul-Americana, conquistada em março, no auge da crise financeira. Ao longo da estrada, os percalços foram driblados dentro e fora da quadra. Com os salários de volta ao ritmo normal, a equipe celebra também o sucesso do novo lar, a Arena da Barra, que vivenciou neste domingo uma euforia como não se via desde 2007, nos Jogos Pan-Americanos.

O personagem que une o Pan e o NBB é Marcelinho Machado, que estava no ginásio há dois anos, pela seleção, e agora embolsa o segundo título nacional seguido com a camisa do Flamengo. Cestinha do campeonato, ele é o símbolo de um elenco reforçado por Baby e Jefferson, que se uniram este ano a Hélio, Duda, Fred, Coloneze, Wagner, Fernando Mineiro e outros nomes liderados pelo técnico Paulo Chupeta.

A exemplo do que aconteceu várias vezes durante o ano, Marcelinho foi o cestinha do jogo 5, com 27 pontos. Jefferson anotou 16, e Duda, 15. Pelo lado do Brasília, o reserva Diego comandou o ataque com 21 pontos. Valtinho marcou 15, e Alex contribuiu com 14.

Briga e expulsões logo no início

A partida começou com o Brasília errando muito e o Flamengo abrindo 4 a 0. Com dois minutos de ação, o tumulto. Cipriano fez falta em Marcelinho, e Baby foi tomar as dores do companheiro. O empurra-empurra quase descambou para a pancadaria, e a arbitragem teve muito trabalho.

Cipriano e Baby foram expulsos (confira no vídeo), mas demoraram quase 15 minutos para deixar a quadra. Após muito bate-boca entre jogadores, árbitros e técnicos, a partida recomeçou, e aí foi a torcida que tratou de incendiar o ginásio, festejando a cesta de três de Jefferson, que abriu 7 a 0 para o Rubro-Negro.

Quando parecia que o Fla ia deslanchar, Valtinho botou a bola embaixo do braço e comandou a reação dos visitantes. Entre cestas e passes do armador, o Brasília empatou o placar e equilibrou as ações até o fim do primeiro quarto, que acabou em 19 a 17 para o time da casa.

No segundo período, o Flamengo voltou melhor e novamente emplacou uma sequência de 7 a 0, até Diego descontar com uma cesta de três. Sem a marcação de Alex, que já tinha três faltas, Marcelinho brilhou. Comandado pelo ala, o Rubro-Negro chegou a abrir 11 pontos, mas foi para o intervalo perdendo por seis.

Na volta do vestiário, os visitantes apertaram o placar, impulsionados pelos chutes certeiros de Diego. Alex cometeu sua quarta falta, mas Lula Ferreira o manteve em quadra, mesmo pendurado. A vantagem do Fla subiu de novo para seis com uma cesta de Marcelinho, que tinha feito 18 pontos no primeiro tempo, mas levou nove minutos para marcar no terceiro quarto. Na virada para o último período, o placar era de 57 a 51.

Apesar de Rocky Balboa na trilha sonora da Arena, os ânimos já tinham se acalmado àquela altura. Voltaram a ficar à flor da pele na reta final, quando Fred e Alex quase partiram para a briga. O Flamengo teve dificuldades para abrir vantagem até os últimos minutos. Empurrado pela torcida, que cantava sem parar, a equipe da casa controlou o placar e garantiu o título. Domingo de festa em vermelho e preto no Rio de Janeiro.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Basquete/0,,MUL1210599-16722,00.html

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Aniversário de uma conquista - Taça Doutor Manoel dos Reis Silva (110)

Hoje faz 36 anos que o Flamengo levou mais uma taça para a sua extensa galeria de troféus. A partida foi realizada no Estádio da Gávea. Esse seria o quinto título conquistado no ano de 1973. O time era comandado pelo ex-jogador do clube Joubert.

C.R. Flamengo 1 x 0 Goiás (GO)
Taça Doutor Manoel dos Reis e Silva
Segunda-feira 25/06 - Estádio: Gávea - Rio de Janeiro
Time: Ubirajara Mota, Moreira(Aloísio), Rondineli, Tinho, Mineiro, Liminha, Zé Mario(Geraldo), Vicentinho, Zico, Sérgio e Arilson(Chiquinho).
Gol: Arilson.
(C.R. Flamengo Campeão)

Fontes: http://www.flaestatistica.com/t1973.htm
http://www.conteudoesportivo.com.br/html/futebol/camp/fut_sumula.asp?codcampeonato=3470&numjogo=1

Zico dará nome a bromélia vermelha e preta, diz jornal


Zico, no lançamento de DVD com seus gols
Eduardo Peixoto/GLOBOESPORTE.COM

Segundo coluna de 'O Globo', espécie se chamará 'Neoregelia zico'

GLOBOESPORTE.COM
Rio de Janeiro

O Galinho de Quintino agora também terá seu nome ligado à botânica. Maior ídolo da história do Flamengo e atual técnico do CSKA Moscou, Zico dará nome a uma bromélia vermelha e preta, informa a coluna "Gente Boa", do jornal "O Globo" desta quinta-feira.

Zico será homenageado pelo especialista em hibridação (cruzamento fecundo entre seres diferentes na variedade ou na espécie) Rafael Faria, flamenguista de carteirinha. Ele é o responsável pela produção da bromélia, que se chamará "Neoregelia zico". A coluna informa que a bromélia flamenguista estará no evento BroméliaRio, no dia 9, no Jardim Botânico.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Flamengo/0,,MUL1207006-9865,00.html

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Aniversário de uma conquista - Taça Madame Gaby Coelho Neto (109)

Em pouco mais de 4 anos de quatro anos de futebol, o time do Flamengo começava a mostrar que os esportes terrestres poderiam dar resultados. Hoje completa 93 anos de uma das primeiras conquistas do clube. A base descrita logo abaixo foi da equipe bicampeã estadual em 1914 e 1915.

C.R. Flamengo 2 x 0 São Cristóvão (RJ)
Taça Madame Gaby Coelho Neto
Sábado 24/06 - Estádio: ? - Rio de Janeiro
Time: Cazuza, Píndaro, Nery, Antonico, Sidney Pullen, Galo, Carregal, Curiol, Gumercindo, Baiano e Riemer.
Gols: Baiano e Riemer.
( C.R. Flamengo Campeão )
T:Ground Committeé - Flamengo

Fonte: http://www.flaestatistica.com/t1916.htm
http://www.conteudoesportivo.com.br/html/futebol/camp/fut_sumula.asp?codcampeonato=3229&numjogo=2

terça-feira, 23 de junho de 2009

A milésima vitória

Fla chega a marca histórica no Estádio Mario Filho ao derrotar o Internacional no domingo

Sérgio Mello
Arquivo

Rio de Janeiro - Mil vezes Flamengo. Uma história entrelaçada entre amor, ódio e paixão, o Rubro-Negro chegou a sua milésima vitória jogando no maior templo do futebol mundial: Estádio Mario Filho, conhecido carinhosamente por Maracanã. No passado, foi palco da final da Copa do Mundo de 1950 e no futuro novamente será realizada a grande decisão de 2014. Nesse gramado, passaram craques como Zizinho, Ademir Menezes, Didi, Gérson, Rivellino, Romário, Ronaldo Fenômeno, Kaká, Garrincha e Pelé, sem contar com gênios de outros países como Puskas, Beckenbauer, Maradona, entre tantos.

O Clube de Regatas Flamengo colocou de vez o seu nome na história do Maracanã ao se tornar o primeiro time a chegar a 1.000 vitórias, ao derrotar o Internacional, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro de 2009. O Rubro-Negro precisou de 59 anos conquistar uma marca histórica. Desde o seu primeiro, numa tarde de domingo no dia 23 de julho de 1950, quando venceu o Bangu, num amistoso, por 3 a 1, com dois gols de Aloísio e um de Lero. Naquela época o Flamengo jogou com: Cláudio (Antoninho), Juvenal, Bigode, Biguá, Bria, Valter, Aloísio, Arlindo (Hermes), Hélio, Lero e Esquerdinha. Técnico: Gentil Cardoso.

Ao longo de quase seis décadas, o Flamengo jogou no Maracanã 1.859 vezes. Foram 1.000vitórias (aproveitamento de 53,8%), 457 empates (24,6%) e 402 (21,6%). Ou seja, o Rubro-negro em 59 anos, conquistou 78,4% dos pontos jogando no Estádio Mario Filho, Maracanã.

O primeiro jogo numa competição oficial aconteceu no dia no domingo do dia 30 de julho, pelo Torneio Início, quando o Flamengo venceu o Bonsucesso por 1 a 0, gol de Hélio. O time atuou com: Antoninho, Biguá, Juvenal, Newton, Bria, Valter, Esquerdinha, Aloísio, Hélio, Lero e Eliézer. Técnico: Jayme de Oliveira.

A relação estreita entre o Flamengo e o Maracanã pode ser comparada no antes e depois da sua construção. Antes de 1950, o Rubro-Negro fora campeão Estadual do Rio dez vezes. De lá pra cá, já são 21 títulos. Sem contar os cinco troféus do Brasileirão (1980, 82, 83, 87 e 92); dois da Copa do Brasil (1990 e 06); uma Copa Mercusul (99); um Torneio Rio-São Paulo (61); uma Taça Libertadores (1981); um Mundial Interclubes (81), entre tantos títulos na sala de troféus do clube da Gávea. Por um currículo como este, além de ter a maior torcida do mundo... O JORNAL DOS SPORTS parabeniza o Clube de Regatas Flamengo por essa marca que ficará eternizada no maior templo do futebol mundial: Maracanã.

Fonte: http://jsports.uol.com.br/portal/processa.php?modulo=montasecao&secao=2&materia=85993&pg=1&st=flamengo&mt=a_mileeacutesima_viteoacuteria

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Evaristo - um dos maiores jogadores da história do clube


Evaristo de Macedo Filho
Foto: O Globo

Evaristo de Macedo Filho ( Rio de Janeiro, 22 de Junho de 1934 - ) é um ex jogador de futebol que fez história defendendo o Flamengo, único clube brasileiro pelo qual jogou. Depois de pendurar as chuteiras, Evaristo também cultivou uma belíssima carreira na função de treinador. Atualmente encontra-se aposentado.

Dados
Nome Completo: Evaristo de Macedo Filho
Apelido: Evaristo de Macedo
Data de Nascimento: 22 de Junho de 1934
Nacionalidade: Brasileiro
Cidade: Rio de Janeiro
Período como técnico:

De 23/06/1993 até 12/09/1993
De 15/09/1998 até 21/02/1999
De 04/09/2002 até 15/03/2003

Carreira
Como jogador

Segundo o 'Velho Lobo' Zagallo, que jogou ao lado de Evaristo no Flamengo, "Evaristo era o tipo do jogador que tinha vaga em qualquer time que escolhesse". E, revelado pela Madureira, o jogador escolheu defender apenas o Flamengo no Brasil. Ficou cinco anos na Gávea, de 1952 a 1957, o que bastou para se tornar um dos grandes ídolos da história do Mais Querido do Brasil.

Além de conquistar a torcida feminina por sua beleza, Evaristo se destacava dentro de campo pela sua velocidade, visão de jogo, inteligência na criação de jogadas, e grande capacidade técnica. Com 19 anos, foi convocado para a Seleção Brasileira que disputou as Olimpíadas de Helsinque, em 1952, quando ainda atuava pelo juvenil do Madureira. No ano seguinte, começou sua trajetória vitoriosa no Fla.

Em seu primeiro campeonato, conquistou seu primeiro título: o Campeonato Carioca de 1953. Foram apenas quatro jogos e um gol, do jovem atacante, de 20 anos. Mas, em 1954, o atacante firmou-se entre os titulares e ganhou o posto de ídolo. Mais maduro e com uma participação mais efetiva, o atacante terminou a competição como vice-artilheiro, com 13 gols, e foi um dos destaques da conquista do bicampeonato. No ano seguinte, já nas graças da Nação, repetiu a dose, marcando mais 13 gols, e sendo fundamental para a conquista do segundo tricampeonato estadual do Flamengo.

Tanto sucesso fez com que Evaristo fosse logo chamado para a Seleção Brasileira, onde estabeleceu recorde que segue até hoje: marcou cinco gols em uma única partida, contra a Colômbia, em vitória brasilieira pelo placar de 9x0. Foi também vice-campeão sul-americano, e um dos destaques na campanha do Brasil rumo à Copa de 58. Copa que ele acabou não disputando, por ter se transferido para a Europa.

No Velho Continente, Evaristo conseguiu outra façanha. Foi ídolo tanto no Barcelona como no Real Madrid. Ficou cinco anos na equipe basca e dois na madrilenha, conquistando cinco Campeonatos Espanhóis (dois pelo Barça e três pelo Real) e três Copas da Uefa (todas pelo Barcelona). Depois de brigar com o astro do Real, Di Stéfano, o atacante voltou para o Brasil em 65, quando vestiu a camisa do Flamengo mais uma vez antes de se aposentar e começar a trabalhar como treinador.

Histórico
Anos Time
1950-1952 Madureira
1953-1957 Flamengo
1957-1962 Barcelona
1962-1964 Real Madrid
1964-1966 Flamengo

Títulos
Pelo Flamengo
Campeonato Carioca: 1953, 1954 e 1955
Troféu Almana Idrotts Klubben: 1957
Troféu Ponto Frio: 1957
Por Outros Clubes
Barcelona

Campeonato Espanhol: 1959 e 1960
Copa da UEFA: 1958, 1959 e 1960
Real Madrid

Campeonato Espanhol:; 1963, 1964 e 1965
Estatísticas

Ano Jogos Gols Marcados Assistências Cartão Amarelo Cartão Vermelho
1953 19 5 ? ? ?
1954 46 24 ? ? ?
1955 42 35 ? ? ?
1956 41 23 ? ? ?
1957 7 12 ? ? ?
1964 4 0 ? ? ?
1965 21 3 ? ? ?
1966 11 1 ? ? ?
Total 191 103 ? ? ?

Como treinador

Ao menos enquanto durou sua carreira de jogador, o único clube brasileiro que desfrutava de uma ligação incondicional com Evaristo foi o Flamengo, no entanto, esta história mudou quando o agora treinador aceitou o convite para morar em Salvador e assumir o comando do scratch do Bahia no ano de 1970. Sua história com o clube baiano solidificou-se com o tempo, mesmo porque, já na sua estréia frente ao time, Evaristo conseguiu conquistar o Campeonato Baiano de 1970, em 1971 viria o bicampeonato.

No ano de 1972 o treinador se transferiria para outro clube tradicional nordestino, o Santa Cruz do Recife. Daquele ano até 1980, Evaristo se alternaria entre Bahia e Santa, conquistando nada menos do que sete estaduais em dez anos.

Após se afastar por cinco anos do futebol, Evaristo de Macedo voltaria em 1985 para treinar o América RJ. Seu ótimo trabalho o credenciou a treinar a Seleção Brasileira de Futebol que disputaria as Eliminatórias da Copa do Mundo de 1986 no México. Contudo, as atuações do time não foram convincentes e Evaristo acabou sendo substituido pelo mestre Telê Santana. Aquele fato, no entanto, não impediria o ex-jogador de participar da Copa do México. Macedo foi contratado para treinar a Seleção do Iraque no certame.

Em 1988 voltaria ao Brasil, para treinar mais uma vez o Bahia. Daquela vez, o ex rubro-negro entraria de vez para a história do clube baiano. Depois de faturar pela quarta vez um Campeonato Baiano, Evaristo conduziu o time ao então inédito e heróico Campeonato Brasileiro de 1988.

Depois disso, assumiu Fluminense, Cruzeiro, Grêmio e até a Seleção do Qatar, até tornar a casa, qual um filho pródigo. Era o ano de 1993 e o Flamengo que havia se tornado pentacampeão brasileiro no ano anterior, já não mais contava com o maestro Júnior, além disso, seu sucessor Jair Pereira havia concedido apenas um terceiro lugar ao time no Campeonato Carioca. No entanto, apesar dos esforços do conceituado treinador, o Mais Querido do Brasil não conseguia bons resultados e assim, Evaristo foi preterido do cargo depois de apenas 24 partidas.

Dando continuidade a sua carreira, Evaristo ainda passaria por diversos outros clubes brasileiros. Em 1997 ganhou a Copa do Brasil pelo Grêmio, vencendo o Flamengo na final. E em 1998 conquistou mais um Campeonato Baiano pelo Bahia. Ainda naquele ano, porém, Evaristo de Macedo voltaria a Gávea para substituir Toninho Barroso.

Na sua segunda passagem como treinador do Fla, ficou por 26 partidas com 13 vitórias, 5 empates e 8 derrotas, a última delas para o Cruzeiro em uma partida amistosa. Deixou o time em Fevereiro de 1999 sob o comando de Carlinhos, que assumiu o time e o conduziu para o histórico tricampeonato consolidado em 2001.

Em 1999 assumiu o Corinthians. No ano de 2000 voltou mais uma vez pro Bahia, onde conquistou seus últimos títulos como treinador: O sexto campeonato baiano e a Copa do Nordeste de 2001.

Em 2002 voltaria pela última vez a treinar o Flamengo. Ficou até o final do Campeonato Carioca de 2003 quando foi eliminado pelo Fluminense numa histórica goleada. Ainda depois daquela partida, se desentendeu seriamente com o goleiro Júlio César e ainda no vestiário pediu demissão.

Voltaria mais uma vez ao Bahia, também treinaria o Vitória, mas abandonou a carreira de treinador mesmo comandando o Santa Cruz no ano de 2007.

Estatísticas
Ano Jogos Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
1993 24 07 09 08 41,67%
1998 18 10 03 05 61,11%
1999 08 03 02 03 45,83%
2002 18 07 03 08 44,44%
2003 15 09 02 04 64,44%
Total 83 36 19 28 51%
Títulos
Por outros clubes
Bahia

Campeonato Baiano: 1970,1971,1973,1988,1998,2001
Campeonato Brasileiro: 1988
Copa do Nodeste: 2001
Santa Cruz

Campeonato Pernambucano: 1972, 1978, 1979, 1980
Grêmio

Campeonato Gaúcho: 1990
Copa do Brasil: 1997
Seleção do Qatar

Copa Golfo Pérsico: 1992

Fonte: http://www.flamengo.com.br/flapedia/Evaristo