O equatoriano Alberto Spencer, ídolo do Peñarol, do Uruguai, que atuou entre as décadas de 60 e 70, segue como o maior goleador da história da Libertadores, com 54 gols anotados. Entre os brasileiros, apenas Luizão, que também atuou pelo Rubro-Negro, em 2006, marcou mais vezes que Gabi: 29. Número que, ao que tudo indica, será alcançado pelo atacante muito em breve.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2022
O equatoriano Alberto Spencer, ídolo do Peñarol, do Uruguai, que atuou entre as décadas de 60 e 70, segue como o maior goleador da história da Libertadores, com 54 gols anotados. Entre os brasileiros, apenas Luizão, que também atuou pelo Rubro-Negro, em 2006, marcou mais vezes que Gabi: 29. Número que, ao que tudo indica, será alcançado pelo atacante muito em breve.
sexta-feira, 15 de julho de 2022
Decisivo de novo, Arrascaeta se aproxima de marcas históricas no Flamengo
Uruguaio está muito perto de alcançar 100 gols no futebol brasileiro, entre outros recordes.
Por Cahê Mota e Fred Gomes — Rio de Janeiro
Decisivo no mata-mata
Arrascaeta foi crucial para a classificação do Flamengo às quartas de final da Copa do Brasil, mas o destaque em jogos de mata-mata não é de hoje. O Espião Estatístico do ge destrinchou as 51 partidas eliminatórias disputadas. São 3.767 minutos, nove gols marcados, 13 assistências e uma participação direta em gols a cada 171 minutos.
Além da assistência para Gabigol marcar o primeiro do Flamengo na final da Libertadores de 2019, Arrasca fez gols nas conquistas das Supercopas do Brasil de 2020 e 2021, contra Athletico-PR (3 a 0) e Palmeiras (2 a 2 e vitória nos pênaltis). Turnos não têm peso de título no futebol carioca, mas o gol marcado aos 48 minutos do segundo tempo da decisão da Taça Rio de 2019, contra o Vasco, é visto como o cartão de visitas do uruguaio na Gávea.
À época, ainda não era titular com Abel Braga, tanto que o treinador levou a campo um time inteiramente formado por reservas. O uruguaio fez nos acréscimos o gol do empate por 1 a 1 e converteu sua cobrança na vitória por 3 a 1 nos pênaltis. Semanas depois, o Flamengo iniciou seu sexto tricampeonato estadual com mais duas vitórias sobre o arquirrival.
Em 2018, encarou voo de 25 horas para disputar a finalíssima da Copa do Brasil após representar a seleção uruguaia e fez o gol do bi da Copa do Brasil, na vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians, em Itaquera. Na Libertadores, dois meses antes, voltou a marcar em jogo decisivo contra o Flamengo. Abriu o placar na vitória por 2 a 0 no Maracanã, resultado decisivo para tirar os rubro-negros no confronto válido pelas oitavas de final da competição.
Carrasco do Atlético-MG
Embora Arrascaeta tenha feito seus primeiros gols pelo Flamengo contra o Atlético-MG e conquistado sua primeira vitória diante do rival, o Galo é o integrante do G-12 contra o qual mais marcou dentro do futebol nacional. São oito no total. É o segundo adversário que mais vazou - o América-MG é o principal freguês, com nove sofridos.
Também talhado em jogos grandes, Arrasca tem gols contra nove rivais do G-12 com a camisa do Flamengo. São quatro contra o Vasco, sua maior vítima. Dezoito de seus 49 gols pelo clube foram anotados diante dos principais adversários que tem em Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Gols pelo Flamengo contra rivais do G-12:
- Vasco - 4
- Internacional e Palmeiras - 3
- Atlético-MG e Grêmio - 2
- Botafogo, Cruzeiro, Fluminense e São Paulo - 1
- Corinthians e Santos - 0
Na cola dos estrangeiros do Flamengo
Já tratado por parte da torcida como o maior estrangeiro que vestiu a camisa do Flamengo, Arrascaeta entrou no top-4 de artilheiros gringos. Ao fazer o 49º pelo clube, empatou com o também meio-campista Sidney Pullen, nascido na Inglaterra. Pullen chegou a esses números em 131 partidas.
O próximo estrangeiro na lista é o sérvio Petkovic, um dos maiores ídolos da história do clube. São 57 gols em 198 partidas. À frente de Pet estão o paraguaio Benítez, com 76, e o argentino Doval, que fez 94.
quinta-feira, 14 de julho de 2022
Arrascaeta se torna o 4º maior artilheiro estrangeiro da história do Flamengo
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022
BICAMPEÃO!
Flamengo domina o Burgos e é bicampeão da Copa Intercontinental de basquete
Rubro-negro derrota equipe espanhola e repete o título conquistado em 2014, no Rio, na competição que equivale ao Mundial de clubes da modalidade
Por Redação do ge — Rio de Janeiro
Oito anos depois, o mundo do basquete voltou a ser rubro-negro. O Flamengo dominou completamente o Burgos, da Espanha, neste domingo, na final da Copa Intercontinental, torneio equivalente ao Mundial de Clubes da modalidade. No fim, o placar de 75 a 62 sobre a equipe espanhola, no ginásio Hassan Moustafa, no Cairo, garantiu o bicampeonado do mundo ao time rubro-negro, campeão em 2014, no Rio. Na ocasião, o Flamengo tinha Olivinha, campeão novamente e cestinha neste domingo com 17 pontos, e Benite, agora no time espanhol. O mexicano Martínez, do Flamengo, foi o MVP.
- Foi um jogo, até certo ponto, tranquilo. Conseguimos fazer tudo o que o Gustavo (de Conti, técnico) pediu no início do jogo. Trabalho foi excelente - disse o bicampeão Olivinha. - A nação, hoje, ficou tranquila, o mundo é rubro-negro novamente.
Flamengo, bicampeão da Copa Intercontinental — Foto: Fiba
O Lakeland Magic - franquia do Orlando Magic na liga de desenvolvimento dos Estados Unidos - ficou em terceiro lugar ao derrotar o Zamalek, do Egito, por 113 a 78.
Como os times chegaram à fase final
Para chegar à fase final da Copa Intercontinental, o Flamengo venceu a Liga dos Campeões das Américas de 2020/2021, a principal competição de clubes nas Américas. Na decisão, em 13 de abril do ano passado, os rubro-negros derrotaram o Real Estelí, na Nicarágua, por 84 a 80, em Manágua, a capital nicaraguense.
O Burgos foi o vencedor da Liga dos Campeões da Europa, torneio de clubes organizado pela Federação Internacional de Basquete (Fiba) no continente europeu desde 2016. Essa competição não é disputada pelos principais clubes da Europa, por divergências com a Fiba - eles jogam a Euroliga, chancelada pela federação europeia.
O jogo
Diante do Burgos, que conta com oito estrangeiros (entre eles o brasileiro Benite), o Flamengo seguiu com a defesa forte que tinha apresentado na semifinal. Com três cestas de Olivinha - o único do atual grupo rubro-negro que foi campeão em 2014 - depois de o Flamengo recuperar a bola em ataques falhos do Burgos, o time brasileiro abriu 13 a 4. Facilmente, o time carioca abriu vantagem, apostando nas bolas de três (cinco em sete tentadas no primeiro quarto) e chegando a 25 a 9. O Burgos converteu apenas uma em sete. No fim do período, o time espanhol reduziu um pouco: 25 a 12. O Flamengo só ficou atrás em dois momentos no início do jogo: 2 a 0 e 4 a 3.
Flamengo, bicampeão da Copa Intercontinental — Foto: Fiba
Na metade do segundo quarto, o Flamengo desperdiçou dois ataques, Gamble enterrou, e o Burgos diminuiu a desvantagem para nove (30 a 21). Mas o Flamengo tem Olivinha. Com o tempo de posse de bola estourando, ele acertou a cesta de três para deixar o rubro-negro mais à frente: 33 a 21. Olivinha, até então, tinha 13 dos 33 pontos da equipe brasileira. Alternando os jogadores em quadra, o Flamengo seguiu dominante: 45 a 29 no fim do quarto.
- Temos que abrir mais espaço no ataque, os passes ainda precisam melhorar - avaliou o técnico Gustavo de Conti, do Flamengo e da seleção brasileira, no intervalo.
Olivinha na final do Intercontinental diante do Burgos — Foto: Fiba
No terceiro quarto, o Burgos - que está em último na liga espanhola - viu Yago marcar pela primeira vez na partida, numa bola de três, para o Flamengo somar 48 a 31. A bola de três seguiu caindo para o rubro-negro. O mexicano Martinez converteu sua quarta em cinco arremessadas. O Flamengo abria 51 a 33 (com o total de 10 acertos em 17 de três). Na sequência, Martinez, de novo: 54 a 35, a maior diferença, 19 pontos. O Burgos reagiu, baixou a desvantagem para 11 (57 a 46), com uma cesta de Renfroe, os primeiros pontos dele no jogo. Ainda restava pouco mais de um minuto e meio para o fim do período. Mas o argentino Balbi converteu duas, e o Flamengo foi para o último período liderando por 65 a 49. Foi único período não vencido pelo Flamengo até então - no terceiro, houve empate de 20 a 20.
Martinez, MVP da Copa Intercontinental — Foto: Fiba
No período final, o Flamengo manteve a vantagem em torno dos 16 pontos até quase a metade, mesmo com Benite mais solto no ataque e chegando a 14 pontos no jogo, cestinha do Burgos. Pelo Flamengo, Martínez, a essa altura no banco, tinha 15. Olivinha voltou à quadra, deixou o rubro-negro com 71 a 56 e chegou a 15 pontos também. Não tinha mais tempo - nem o Flamengo deixava - para o Burgos reagir. Final: 75 a 62 e bicampeonato do mundo para o time brasileiro. E Olivinha cestinha com 17 pontos.
Campeão em 2014, vice em 2019
Esta foi a terceira vez que o Flamengo chegou à final da Copa Intercontinental. Em 28 de setembro de 2014, venceu o Maccabi Tel Aviv, de Israel, por 90 a 77, na Arena Olímpica da Barra, no Rio, garantindo o título. Naquela edição, os times disputavam dois jogos pelas finais. No primeiro, também no Rio, em 26 de setembro de 2014, o time israelense ganhou por 69 a 66. Como o rubro-negro venceu a segunda partida com diferença maior de pontos, acabou campeão. O argentino Nico Laprovittola, no Flamengo na época, foi o MVP.
Laprovittola em ação com o Flamengo na final de 2014: título e MVP — Foto: Agência Estado
Em 2019, a fase final também foi disputada no Rio, mas na Arena Carioca 1, construída para as Olimpíadas. O Flamengo superou o Austin Spurs - time da liga de desenvolvimento dos Estados Unidos vinculado ao San Antonio Spurs - na semifinal, por 90 a 58, em 15 de fevereiro de 2019. Na decisão, em 17 de fevereiro de 2019, a equipe brasileira foi derrotada pelo AEK, da Grécia, que faturou o primeiro troféu do Intercontinental: 86 a 70.
Varejão diante do AEK na final da Copa Intercontinental de 2019 — Foto: Divulgação/Flamengo
