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quinta-feira, 15 de abril de 2021

 

FLABASQUETE CONQUISTA O BICAMPEONATO DAS AMÉRICAS

Orgulho da Nação derrota o Real Estelí por 84 a 80 na grande final da Champions League das Américas

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Foto: Gaspar Nóbrega/BCLA
Foto: Gaspar Nóbrega/BCLA

A América é rubro-negra pela segunda vez! Na grande final da Champions League, o FlaBasquete fez história ao vencer o Real Estelí por 84 a 80 na noite desta terça-feira (13), no ginásio Alexis Argüello, na Nicarágua, e conquistar pela primeira vez o título do torneio, sendo bicampeão das Américas! O destaque da partida pelo lado rubro-negro foi Hettsheimeir com 21 pontos. Vale ressaltar que o Orgulho da Nação terminou a competição de forma invicta.

O jogo
O FlaBasquete começou com tudo e, com apenas três segundos, Lucas Martinez mostrou logo o cartão de visitas e acertou uma bola de três. Yago fez bela jogada individual e deixou Hettsheimeir na boa para fazer mais dois pontos. O Real Estelí estava bem na partida e conseguiu abrir uma vantagem no placar. Martinez novamente converteu pra três, seguido por Hettsheimeir e Yago, que também anotaram de fora do perímetro. Em jogo muito equilibrado, os donos da casa terminaram o período com um ponto na frente: 25 a 24.

O time rubro-negro voltou para o segundo quarto com Diego Figueredo e Rafael Mineiro em quadra. Leo Demetrio recebeu linda assistência do argentino e cravou mais dois pro Fla, que passou à frente no marcador. Lucas Martinez mostrou que realmente estava com a mão calibrada e converteu outra bola de três. Marquinhos recebeu livre e arremessou para mais três pontos. O Real Estelí cometia muitos erros e o Mais Querido aproveitava para pontuar. Jhonatan Luz, da zona morta, anotou mais três e colocou oito pontos na frente. Hettsheimeir se destacava na partida com 15 pontos. O Orgulho da Nação foi para o intervalo com sete pontos de vantagem: 44 a 37.

Os primeiros pontos do Flamengo no terceiro período vieram das mãos de Lucas Martinez. Marquinhos, em bela jogada de infiltração, anotou mais dois e, na sequência, converteu para três. O Mengão fazia um ótimo quarto, trabalhando bem as bolas no ataque e ampliando a vantagem no marcador. Hettsheimeir e Marquinhos eram os grandes destaques do Fla no jogo, tanto nas jogadas ofensivas quanto defensivamente. Leo Demetrio acertou uma bola de três em um momento importante do quarto. O Orgulho da Nação continuou na frente: 67 a 60.

No último quarto, o Real Estelí cresceu no jogo e deixou o confronto eletrizante. Quando os donos da casa encostaram no placar, Yago converteu uma bola de três importantíssima para o Fla. Novamente, o Monstrinho rubro-negro chamou a responsabilidade e fez uma bela jogada de infiltração, anotando mais dois. Faltando pouco mais de três minutos para terminar, o Real Estelí passou à frente no marcador. Bem postada, a defesa rubro-negra trabalhava muito bem e conseguia bloquear os ataques do adversário. Num final emocionante, o Orgulho da Nação passou a ter vantagem no placar novamente e soube controlar o jogo até o último segundo, conseguindo uma vitória histórica para o basquete rubro-negro, que se sagrou bicampeão das Américas: 84 a 80.

Destaques
Rafael Hettsheimeir - 21 pontos;
Yago Santos - 16 pontos;
Marquinhos - 15 pontos;
Luke Martinez - 12 pontos.

Quinteto inicial
Yago, Lucas Martinez, Marquinhos, Leo Demetrio e Hettsheimeir.


As equipes de basquete do Clube de Regatas do Flamengo contam com recursos de seus patrocinadores – BRB, TIM, AmBev, Rede D’or, IRB Brasil RE, CSN, Brasil Plural, EY – via Lei de Incentivo Federal/Ministério do Esporte (IR) e Lei de Incentivo Estadual/Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude (Seelje) do Rio de Janeiro, além de apoio do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC).

Sede Gávea

segunda-feira, 12 de abril de 2021

 

Por Cahê Mota — Brasília

 


Um beijo de carinho. Um beijo de agradecimento. Um beijo emblemático.

O gesto de Rogério Ceni com Diego Alves após o título da Supercopa do Brasil, domingo, contra o Palmeiras, ajuda a destrinchar o tamanho do feito do goleiro do Flamengo no Mané Garrincha. Ali, um treinador agradecia ao comandado pelo protagonismo na conquista de mais um título nacional. Mas é inevitável a reflexão de que um dos grandes da posição em todos os tempos chancelava o tamanho do camisa 1 neste elenco que entra no terceiro ano fazendo história.

Rogério Ceni beija Diego Alves após decisão da Supercopa — Foto: Ricardo Ribeiro

Rogério Ceni beija Diego Alves após decisão da Supercopa — Foto: Ricardo Ribeiro

Rogério é muito provavelmente o goleiro mais emblemático para a geração de Diego Alves. Os feitos com a camisa do São Paulo marcaram uma geração. E o ato de carinho misturado com gratidão e reverência dá o tom do peso do protagonismo do goleiro do Flamengo na final da Supercopa. Em um elenco em que exerce mais a função de líder do que de estrela, o 01, como é chamado nos bastidores, chamou para si os holofotes na decisão da Supercopa.

Diego Alves em pênaltis no Flamengo

  • 47 cobranças
  • 13 defesas
  • 1 travessão
  • 1 fora
  • 32 gols

As três defesas de pênaltis que decidiram o título coroaram uma atuação de gala do goleiro também com a bola rolando. Ausente da reta final do Brasileirão por lesão, Diego Alves parecia querer reafirmar seu posto neste Flamengo que conquistou o oitavo título em três anos. E assim foi.

Elenco exalta defesas de Diego Alves na festa do título — Foto: Reuters

Fosse por defesas extravagantes como na cobrança de falta de Raphael Veiga no primeiro tempo ou por uma série de outras mais sóbrias, o goleiro era o ponto de confiança e segurança no Flamengo que ainda sofreu com o encaixe de um time que precisa ter a bola para não ser castigado. Lembrou o Diego Alves decisivo na campanha da Libertadores de 2019:

"Para mim em especial, porque passei por um momento conturbado. Isso vai para as pessoas que quiseram minha permanência, era um desejo meu ficar no Flamengo, muita gente fez muito esforço para eu continuar. Fico feliz de retribuir isso com esse título que esse grupo merece"

Com as três defesas, Diego Alves chegou a 13 em 47 cobranças desde que chegou ao Flamengo. Fundamental nas oitavas de final da Libertadores vencida pelo clube com uma defesa contra o Emelec, o 01 teve seu momento mais expressivo no próprio Mané Garrincha, quando defendeu dois pênaltis, de Pikachu e Bruno César, no duelo com o Vasco pelo Brasileirão de 2019.

Confira as defesas de Diego Alves contra o Palmeiras
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Confira as defesas de Diego Alves contra o Palmeiras

Performance que deixou Rogério Ceni grato e encantado. A vitória sobre o Palmeiras foi a primeira do ex-goleiro em disputas por pênaltis como treinador. Trauma que ficou para trás graças a um nome que ele quase perdeu quando chegou ao Flamengo:

"Fico feliz por alguns motivos. O primeiro deles é que em dezembro o Diego estava para sair do Flamengo. Eu sei o valor da experiência de um goleiro aos 35 anos, o que ele pode acrescentar não só com defesas, mas no dia a dia, com diálogo, comunicação"

- Eu acho que ele devolve muito à torcida, à nação rubro-negra, o esforço feito para ele ficar. Nos pênaltis, é mais fácil estar no gol do que como treinador. É 100% mérito dele. É muito da percepção, muito intuitivo para o goleiro. Ele acreditou até o fim. Dois pênaltis abaixo, faltando duas cobranças, é muito difícil reverter. Só mostra o grande goleiro que ele é e o acerto que tivemos ao mantê-lo por mais um ano.

Diego Alves voa para fazer defesa e salvar o Flamengo — Foto: Reuters

Diego Alves voa para fazer defesa e salvar o Flamengo — Foto: Reuters

Tão questionado na época da renovação pelo custo de seu contrato, Diego Alves colocou R$ 5 milhões nos cofres do Flamengo ao decidir a Supercopa do Brasil. Praticamente se pagou e deixou uma pulga atrás da orelha dos dirigentes para a nova rodada de negociações para uma nova renovação. Mas isso é assunto para o fim do ano.


Fonte: Um beijo e uma taça: Diego Alves "se paga", ganha reverência de Ceni e assume protagonismo no Flamengo | flamengo | ge (globo.com)