Total de visualizações de página

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

FLAMENGO BROCADOR: Os brocadores

Os Brocadores

O faro de gol de Hernane foi decisivo para a conquista rubro-negra da Copa do Brasil. Porém, o Brocador não foi o único destaque do título do Flamengo. O que falar sobre o gol de Elias sobre o Cruzeiro aos 40 minutos do segundo tempo? E a importância do técnico Jayme de Almeida? Além disso, o Rubro-Negro teve "coadjuvantes" de luxo na caminhada rumo a mais uma taça do torneio.

Flamengo agradece o apoio da torcida e retribui com o título da Copa do Brasil | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
Flamengo agradece o apoio da torcida e retribui com o título da Copa do Brasil | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia 
 
Felipe

Felipe

A segurança do Flamengo começa no gol, com Felipe. Com atuações seguras, ele ajudou o Rubro-Negro a conquistar mais uma Copa do Brasil. O goleiro, inclusive, surpreendeu ao aparecer na final. Felipe se recuperou rapidamente de uma artroscopia no joelho esquerdo.
Leo Moura

Leo Moura

A experiência de Léo Moura virou aliada do Flamengo. O lateral-direito ainda ajudou com sua qualidade. A campanha foi especial para o camisa 2. No segundo jogo contra o Botafogo, no dia de seu aniversário, marcou um gol e foi reverenciado pelo Maracanã. Léo Moura pôde levantar a taça de campeão, a primeira dele como capitão.
Chicão

Chicão

Chicão virou o xerife da zaga rubro-negra. E também contribuiu no ataque, como no gol no primeiro jogo contra o Goiás.
Wallace

Wallace

Wallace cresceu com o Flamengo. Contestado no início do ano, o zagueiro se firmou e teve atuações seguras na reta final da competição.
André Santos

André Santos

André Santos voltou à lateral esquerda e não decepcionou. A parceria com Paulinho foi uma das armas do Flamengo. Além disso, o camisa 27 ajudou com gol e assistências para Hernane.
Amaral

Amaral

Pitbull rubro-negro, Amaral foi a principal mudança de Jayme de Almeida com relação ao time de Mano Menezes. Além de proteger a zaga, o volante achou espaço para brilhar na frente. No primeiro jogo da final, ele fez um golaço de fora da área.
Elias

Elias

Motor do time, Elias foi o jogador mais regular do Flamengo na temporada. Rapidamente ele virou referência da torcida. E retribuiu em campo. Foi dele o gol da classificação no duelo com o Cruzeiro. A emoção tomou conta do volante. O coração voltou a ser testado na semifinal contra o Goiás. Novamente ele marcou e viu a torcida gritar o nome de seu filho (à época, Davi se recuperava de um problema de saúde).
Luiz Antônio

Luiz Antônio

A versatilidade de Luiz Antônio ajudou o Flamengo. Ora volante, ora mais avançado, como meia, e até mesmo como lateral-direito, ele se doou pelo time e representa a categoria de base rubro-negra. Ele é o único titular formado pelo Fla.
Carlos Eduardo

Carlos Eduardo

Carlos Eduardo não conseguiu cair nas graças da torcida, mas pode se "defender" com o gol marcado sobre o Cruzeiro, no jogo de ida, no Mineirão. Pelo menos, melhorou seu rendimento na reta final da temporada.
Paulinho

Paulinho

Vai, Paulinho, vai, Paulinho! O grito da torcida embalou o atacante. Pelo lado esquerdo, Paulinho virou uma das armas do Flamengo. Com sua velocidade, soube explorar os contra-ataques e municiar Hernane. Quando teve chance, ainda fez gol, como no primeiro duelo com o Goiás.
Hernane

Hernane

Hernane se notabilizou como homem-gol, ou melhor, Brocador do Flamengo na Copa do Brasil. O camisa 9 apareceu em momentos importantes, sobretudo no Maracanã, seu palco predileto. Foi o artilheiro do torneio.
Jayme de Almeida

Jayme de Almeida

Jayme de Almeida provou que técnico o Flamengo também faz em casa. Assumiu na "fogueira", logo após o pedido de demissão de Mano Menezes. O jeito sereno ajudou. O Rubro-Negro melhorou sob o seu comando. O treinandor também é um dos destaques do título da Copa do Brasil.

FLAMENGO BROCADOR: A Trajetória

Trajetória

O Flamengo se transformou em brocador. Em vez daquele que derruba mato, significado do termo, o Rubro-Negro derrubou adversários e abriu caminho rumo ao título da Copa do Brasil, o terceiro de sua história. A inspiração veio de Hernane. O camisa 9, por sinal, é um dos destaques da conquista e foi o artilheiro do torneio. Outro trunfo foi o Maracanã. O Fla voltou a jogar no estádio e mostrou que fica à vontade no palco que considera a sua casa e tem a Nação apoiando. Aliás, o Flamengo foi o primeiro clube a dar a volta olímpica no Novo Maraca.

Brocou! Hernane brilhou e levou o Flamengo ao título da Copa do Brasil | Foto: André Mourão / Agência O Dia
Brocou! Hernane brilhou e levou o Flamengo ao título da Copa do Brasil
A trajetória rubro-negra na Copa do Brasil começou distante do Maracanã, que ainda passava por obras para a Copa do Mundo. Então, o palco escolhido foi o Raulino de Oliveira (o Engenhão já estava fechado por apresentar problemas em sua estrutura). Em Volta Redonda, sob o comando de Jorginho, o Flamengo despachou o Remo. Após vencer o primeiro jogo por 1 a 0, Hernane brilhou e fez os três gols da vitória. Foi o primeiro sinal de que o Brocador seria fundamental no torneio.

Hernane virou especialista em marcar no Maracanã | Foto: Márcio Mercante / Agência O Dia
Hernane virou especialista em marcar no Maracanã | Foto: Márcio Mercante / Agência O Dia
Itinerante sem o Maracanã, o Fla mandou o segundo jogo contra o Campinense, pela 2ª fase, em Juiz de Fora. O Rubro-Negro repetiu o placar da partida de ida e venceu por 2 a 1. O Flamengo voltou ao Raulino de Oliveira na terceira fase. Sob o comando de Mano Menezes, novamente o Fla abriu vantagem no primeiro jogo (venceu o Asa por 2 a 0). Em Volta Redonda, novo triunfo, desta vez por 2 a 1.
O encontro com o Maracanã aconteceu nas oitavas de final. E justamente contra o adversário mais perigoso até então. O Cruzeiro, líder do Brasileiro. A Raposa venceu o jogo de ida por 2 a 1. Com um Maraca lotado e a força da Nação, o Flamengo ganhou por 1 a 0 e se classificou. Foi a prova de que o estádio e a torcida fariam a diferança.
O adversário das quartas de final foi o Botafogo. O técnico já era Jayme de Almeida. Após um empate por 1 a 1 no jogo de ida, o Flamengo teve uma atuação de gala num Maracanã lotado, com maioria rubro-negra: 4 a 0, com três gols de Hernane. Vaga garantida na semifinal.
Embalado, o Flamengo deixou o Goiás pelo caminho. O primeiro jogo foi no Serra Dourada, vitória rubro-negra por 2 a 1. O placar se repetiu no Maracanã, novamente com a marca do artilheiro Hernane: passaporte para a final carimbado.

André Santos e Elias comandam festa da torcida: parceria vital na campanha | Foto: André Mourão / Agência O Dia
André Santos e Elias comandam festa da torcida: parceria vital na campanha | Foto: André Mourão / Agência O Dia
A tradição pesou no duelo de rubro-negros. O Fla levou a melhor sobre o Atlético-PR. No primeiro jogo, empate por 1 a 1. Novamente com um Maracanã lotado, o Flamengo mostrou a sua força e derrubou mais um adversário, provando ser brocador e recompensado o apoio da torcida.

A campanha


Trajetória campeã

Fla é tricampeão da Copa do Brasil com campanha incrível: apenas uma derrota e 11 vitórias em 14 jogos; Hernane é o artilheiro

Em 28/11/2013 às 00h47 

Nos braços da Nação, Fla conquista o Tri  


Nos braços da Nação, Fla conquista o Tri
 
Do dia 03 de abril até a memorável noite de 27 de novembro, foram quase oito meses de espera ansiosa pelo tricampeonato da Copa do Brasil. Com uma campanha quase perfeita, o Flamengo chegou ao título e garantiu seu lugar na Libertadores de 2014. Em 14 jogos, foram 11 vitórias e apenas uma derrota. Números que comprovam que o troféu teve o destino merecido: a Gávea. Além disso, o rubro-negro Hernane terminou a competição como máximo artilheiro, com oito gols.
A campanha começou com duas vitórias incontestáveis sobre o Remo. No Pará, Rafinha fez seu único gol na competição e garantiu o triunfo por 1 a 0. Na segunda partida, em Volta Redonda, no estado do Rio, Hernane brilhou e anotou todos os gols na vitória por 3 a 0. Os dois triunfos garantiram o Mais Querido na segunda fase.
Já no mês de maio, o Flamengo foi à Paraíba para dar continuidade à campanha do tricampeonato. No primeiro jogo contra o Campinense, Renato Abreu fez dois gols de falta e assegurou a vitória rubro-negra por 2 a 1. Na volta, dessa vez em Juiz de Fora (MG), com um gol contra e outro de Elias, o placar a favor do Mais Querido se repetiu e o time se credenciou a disputar a terceira fase contra o ASA-AL.
O calendário já mostrava o mês de julho quando o Flamengo foi a Arapiraca fazer o primeiro jogo do confronto contra os alagoanos. Quem brilhou dessa vez foi o jovem Nixon, que fez um gol e deu assistência para Marcelo Moreno sacramentar a vitória por 2 a 0. Na partida de volta, o Mais Querido ganhou por 2 a 1, novamente em Juiz de Fora, com gols de Marcelo Moreno e Elias.
No dia 21 de agosto, pelo jogo de ida das oitavas de final, o Flamengo sofreu sua única derrota na Copa do Brasil. Foi em Belo Horizonte, onde Carlos Eduardo fez seu primeiro gol com o Manto Sagrado, mas não evitou a vitória do Cruzeiro por 2 a 1. Na volta, entrou na competição um personagem que foi decisivo para o título rubro-negro: o Maracanã. Só ali, naquele palco sagrado, onde a Nação e o time se tornam um só, o Mais Querido conseguiria superar a forte equipe cruzeirense. Com gol de Elias aos 43 do segundo tempo, a galera explodiu e viu o placar de 1 a 0 ser o suficiente para garantir a presença dos comandados de Jayme de Almeida nas quartas de final.
Em setembro e outubro, aconteceram os confrontos contra o Botafogo, no Estádio do Maracanã. No primeiro jogo, tudo igual: 1 a 1, sendo André Santos o autor do gol rubro-negro. Já na segunda partida, o que se viu foi um massacre do Flamengo. Na arquibancada, a Nação era maioria, e, no campo, o Mais Querido parecia ter 15 jogadores. Com tamanha superioridade, o placar de 4 a 0 foi construído naturalmente. Hernane marcou três vezes e o aniversariante Léo Moura completou a goleada e ouviu diversas vezes o "Parabéns para você" das arquibancadas.
Nas semifinais, o adversário foi o Goiás. No fim de outubro, foi realizada, em Goiânia, a partida de ida. Sem maiores sustos, o Flamengo venceu por 2 a 1, com gols de Paulinho e Chicão. Na volta, no Estádio do Maracanã, já em novembro, o Esmeraldino começou assustando e fez 1 a 0 logo no início do primeiro tempo. Mas o Rubro-Negro teve tranquilidade e frieza para virar o placar e ganhar novamente por 2 a 1, graças a Elias e Hernane, que balançaram as redes.
As finais, com ambos os jogos em novembro, colocaram Flamengo e Atlético-PR frente a frente. Em Curitiba, no jogo de ida, cada time marcou um golaço (Amaral fez o do Mais Querido) e o placar de 1 a 1 acabou representando bem o que aconteceu dentro de campo. Na volta, no Estádio do Maracanã, recebidos pelo mosaico que dizia "Conte comigo Mengão", o time de fato contou com o apoio da torcida, que lotou o Mário Filho e assistiu o Flamengo ser campeão, com dois gols nos últimos minutos do jogo, depois de ter dominado amplamente grande parte da partida. Elias e Hernane, grandes personagens do campeonato, marcaram para o Mais Querido.

A Copa do Brasil começou com um time desacreditado e terminou com a cara do Flamengo. Léo Moura realizou seu desejo em ser o primeiro capitão a levantar um troféu em uma final entre clubes no novo Maracanã, Luiz Antonio foi eleito o melhor jogador da final, Hernane recebeu seu prêmio particular de artilheiro da competição, com oito gols, e Jayme de Almeida ganhou um título nacional com apenas dois meses como treinador. Como diz a Nação, "Libertadores, qualquer dia estamos aí".


O Brilho de Luiz Antonio

Pacotão do Fla: O brilho de Luiz Antonio, apoio a Cadu e peso para Léo Moura

Lateral-direito, capitão pela primeira vez em um título, sofre para erguer troféu pesado.



O grito de gol ficou entalado boa parte do jogo na garganta dos flamenguistas que lotaram o Maracanã na noite de quarta-feira. Mas quando saiu, foi para liberar de vez a emoção de uma torcida que jogou junto e viu o time abrir o placar aos 41 e ampliar aos 49 minutos do segundo tempo. Gols de Elias e Hernane, personagens mais do que essenciais na conquista do time de Jayme de Almeida. O treinador, que assumiu justo após uma partida contra o Atlético-PR, na derrota por 4 a 2 pelo Campeonato Brasileiro, quando Mano Menezes pediu demissão. Desta vez, o Furacão virou brisa e quase não levou perigo ao gol de Felipe.
Na vitória por 2 a 0 (assista aos melhores momentos no vídeo acima), Luiz Antonio foi acima da média. Mesmo antes de chegar ao fim eleito como o melhor em campo e fazer a jogada do gol do Brocador, quase conseguiu adiantar o alívio do Rubro-Negro carioca. Em uma cobrança de falta que lembrou Petkovic, a bola caprichosamente acertou a trave e adiou o início da festa. Entre os destaques, também aparecem a consagração do capitão Léo Moura, que levantou um pesado troféu - precisando de certa ajuda - e a redenção de Carlos Eduardo, que saiu ovacionado pela torcida, apesar da atuação apagada. André Santos e Felipe deram sustos e as confusões dentro de campo marcaram presença, mas nada que chegue perto de manchar o ponto final da trajetória vitoriosa.

LÉO MOURA ergue taça pesada


Aos 35 anos, o lateral-direito é o que há mais tempo está no Flamengo. Tornou-se uma marca registrada: o time, desde 2006, é formado por Léo Moura e mais dez. E, mesmo depois de ganhar quatro estaduais, uma Copa do Brasil e um Brasileiro, pela primeira vez o camisa 2 pôde sentir o gosto de levantar o troféu em uma conquista. Estreando como capitão rubro-negro em uma decisão, o resultado trouxe a consagração, e Léo teve trabalho para levantar a pesada taça. Primeiro, Paulo Pelaipe, diretor de futebol, ofereceu auxílio, que foi recusado. Depois de respirar fundo e ser empurrado pelos companheiros, enfim, o objeto foi erguido. Como o próprio havia dito na véspera da partida contra o Atlético-PR, mais uma página vitoriosa escrita em sua história no clube, que ainda segue com a disputa da Libertadores em 2014.

NOITE DE CAMISA 10 PARA LUIZ ANTONIO


Luiz Antonio foi eleito oficialmente, e também pelas atuações do GLOBOESPORTE.COM - recebeu nota 9 -, o melhor em campo na final. Além de ser o maior finalizador do Flamengo na partida - com seis arremates, um terço do total de toda a equipe - e de fazer uma linda jogada no gol de Hernane, o volante ainda esteve perto de ampliar seus feitos na noite de vitória no Maracanã. Aos 41 minutos da etapa inicial, o mais supersticioso dos torcedores certamente se lembrou do histórico gol de Petkovic, no tricampeonato estadual em cima do Vasco, em maio de 2001. Também num dia 27, desta vez de novembro de 2013, Luiz cobrou falta que lembrou a maestria do sérvio mais rubro-negro de todos os tempos. A bola, no entanto, acertou de forma cinematográfica a junção da trave esquerda da meta de Weverton com o travessão. A inauguração do placar estava adiada, e o camisa 15 ainda teria de aguardar para liberar a emoção dentro de campo.


O APOIO A CARLOS EDUARDO


Uma das principais contratações do clube no início da temporada, Carlos Eduardo viveu momentos de amor e ódio com a torcida ao longo de 2013. Muito contestado por suas atuações, porém, teve apoio incondicional de Jayme de Almeida e se firmou como titular na campanha que levou o Flamengo até a final da Copa do Brasil. No jogo decisivo, veio o alívio. Substituído aos 19 minutos do segundo tempo para dar lugar a Diego Silva, o camisa 20 pôde, enfim, deixar o campo com apoio, ao ouvir os gritos de seu nome ecoarem da arquibancada do Maracanã. Homenagem e suporte, apesar da atuação sem destaque: "Carlos Eduardo! Carlos Eduardo! Carlos Eduardo!"

Adaptado da Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2013/11/pacotao-do-fla-brilho-de-luiz-antonio-apoio-cadu-e-peso-para-leo-moura.html

Um Heptacampeão

Léo Moura chega a sétimo título em oito anos de Fla e coroa passagem

No clube há dez anos, lateral-direito se firmou após passar por nove clubes


 Flamengo vence Atlético-PR e conquista a Copa do Brasil pela 3ª vez (Foto: Paulo Sérgio/ LANCE!Press)

Antes de chegar ao Flamengo, em 2005, Léo Moura passou por nove clubes, entre eles, os três rivais cariocas: Botafogo, Fluminense e Vasco, e não se firmou em nenhum, o que fez com que chegasse ao clube desacreditado. Agora, com a conquista da Copa do Brasil, seu sétimo título pelo clube, o lateral praticamente coroa a sua marcante passagem pela Gávea e tem muita história para contar.
- Com os títulos que eu conquistei aqui no Flamengo, de Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro, graças a Deus eu consegui ficar marcado na historia do clube - destacou Léo Moura.

No início da temporada, o Rubro-Negro teve resultados ruins no Campeonato Estadual e poucos cravavam o clube na final da Copa do Brasil. O jogador iniciou o ano com atuações fracas e muitos diziam que ele já deveria ter pendurado as chuteiras. Agora, clamam por sua permanência na equipe para o próximo ano.
Com o passar de seus oito anos no Flamengo, Léo Moura foi conquistando e se identificando cada vez mais com a torcida. A maior prova disso foi durante o segundo jogo das quartas de final da Copa do Brasil, contra o Botafogo, em outubro. O Rubro-Negro vencia por 3 a 0 e teve um pênalti marcado a seu favor. Aniversariante do dia, o lateral foi para a cobrança, marcou o gol e ouviu “Parabéns para você” sendo cantado por quase 70 mil pessoas no Maracanã.
Léo Moura já disputou 460 partidas pelo Rubro-Negro e é o décimo primeiro jogador que mais vestiu a camisa do clube. Agora, com enorme empatia da torcida e três títulos nacionais na bagagem, caso renove o seu contrato com o clube para a próxima temporada, espera conquistar o título da Libertadores do ano que vem para gravar de vez o seu nome na História no Flamengo.

Flamengo supera o Atlético-PR e leva a Copa do Brasil


Fonte: http://www.lancenet.com.br/flamengo/Leo-Moura-Flamengo-passagem-Rubro-Negro_0_1037896222.html

O Tricampeonato

 Tricampeonato, a Pedra Filosofal e o Elixir da Longa Vida.


qui, 28/11/13

por Arthur Muhlenberg |

É um bocado imprudente comemorar um tricampeonato do Flamengo contrariando Jorge Ben logo na largada, mas o grande rubro-negro há de entender que os alquimistas não estão chegando. Eles já chegaram há muito tempo. Estavam todos na casa, uns brilhavam mais, outros menos, mas estavam todo ali mesmo. E não empolgavam. O ano que escorria por entre os dedos era medido em chatíssimos pontos corridos. Nossas esperanças eram das mais vãs.
Eis que uma fagulha refulgiu, foi o bastante para que o processo alquímico se iniciasse através da combustão da torcida. Que ardeu antes mesmo que o próprio time. Após longa ausência a Magnética voltou ao Maracanã na Copa do Brasil, com a responsabilidade de empurrar o time ladeira acima. Em mata-mata sangrentos onde os derrotados seriam deixados para trás, esquecidos.
Justamente na época em que o time estava mais pesado e difícil de dirigir. Foi então a vez do time entrar me combustão, e alimentado pelo gás da torcida, fez tudo que estava ao seu alcance. Como, por exemplo, passar o rodo em todo mundo que brotou na sua reta. O Flamengo simplesmente não fez reféns, eliminou a todos. Sem pênaltis, sem prorrogações, sem nenhuma presepada. O Flamengo chegou ao TRI vencendo todos os seus jogos em casa. Uma campanha irretocável que por nobreza e justiça deve ser dividida com a torcida.
A nossa terceira Copa do Brasil agora repousa em nossa estupidificante sala de troféus. Ela é a prova de que os alquimistas desse Flamengo entenderam a essência da Grande Obra. E transformaram um ano que se anunciava inevitavelmente de chumbo em um ano de ouro. Mas só os tolos acreditam que transformar chumbo em ouro seja o verdadeiro objetivo da Pedra Filosofal. Enquanto a química se dedica à transformação da matéria, o processo alquímico se dedica à transformação do Ser Humano.
E esse Flamengo é o TRICAMPEÃO porque soube se transformar tanto individual quanto coletivamente. Nenhum desses tricampeões é o mesmo homem que em Abril deram os primeiros pontapés na bola pela Copa do Brasil. Desacreditado, subestimado e nunca favorito, o Flamengo foi humildemente tocando o terror, sempre no sapato frenético. E foi o mais longe que se poderia ir.
Vejam o brilho das medalhas no peito destes admiráveis novos homens. Homens que encontraram uma maneira de deixar de cumprir o roteiro que externamente tentavam lhe impor. Homens que, enfim unidos, partiram para reescrever as suas próprias histórias. E assim reservaram para eles o papel de mocinho que fica com a gatinha no final feliz. Conseguindo modificar não apenas as suas, mas também as nossas histórias. Porque nós nunca mais seremos os mesmos depois dessa conquista.
A alquimia não pode parar. No Flamengo a busca pelo Elixir da Longa Vida nunca cessa. Nosso laboratório agora é a Libertadores 2014, onde chegamos, como quem não quer nada, antes de todos os times do Brasil. Sei que deve ser difícil, mas a arcoirizada vai ter que aturar. O Fuderoso Flamengo Master Açambarcador de Troféus é extremamente irritante para aqueles que não fecham com o certo. Preparem-se, infelizes, ano que vem estaremos ainda mais impossíveis do que já somos. Agora e só festa. Provavelmente vou sumir por uns dias.
Parabéns, Nação Rubro Negra. Conosco ninguém pode.
Mengão Sempre

Fonte: http://globoesporte.globo.com/rj/torcedor-flamengo/platb/2013/11/28/tricampeonato-a-pedra-filosofal-e-o-elixir-da-longa-vida/

VENCER, VENCER, VENCER...

Decisivos, Elias e Brocador marcam, Fla bate Furacão e é tri da Copa BR

Roberto Assaf - 27/11/2013 - 23:53 Rio de Janeiro (RJ)

Atlético-PR não é páreo para o Flamengo, que fatura o primeiro título de clubes do novo Maracanã e volta a disputar a Libertadores da América em 2014

Elias e Hernane fizeram os gols da vitória por 2 a 0 do Flamengo, na noite desta quarta-feira no Maracanã lotado, e do tricampeonato da Copa do Brasil. Mas Paulinho foi o verdadeiro herói, incansável, renegando a retranca que o Fla insistiu em fazer para segurar o 0 a 0, que permaneceu até os 40 minutos do tempo final.


Léo Moura levança a taça do tricampeonato do Flamengo (Foto: Paulo Sérgio/L!Press)

Na prática, o time da Gávea só chegou à decisão pela força inegável da sua fanática torcida, pela covardia evidente dos adversários que recuaram sem necessidade para segurar resultado, e pelo imponderável do futebol, que permite a um time fraco superar as suas próprias limitações. Logo, não seria exagero afirmar que o Atlético repetiu os demais, demorando muito a se arriscar. E também acabou castigado. E dizem que camisa não ganha mais jogo.

Foi um jogo ruim, mas dada a circunstância de uma tensão formidável. O primeiro tempo foi de uma pobreza só. Se o time carioca errava passes em excesso, sem criar nada de útil, o Atlético mantinha uma cautela absurda para quem precisava fazer pelo menos um gol, apostando demais num contra-ataque fatal. Logo, não aconteceu nada além de dois chutes longos de Luiz Antônio, um deles no travessão.

E, na realidade, a etapa derradeira não apresentou mudanças, pelo menos nos primeiros 15 minutos, com as equipes marcando forte, restringindo o jogo a um duelo maçante na intermediária. Daí em diante, o Atlético, sem outra opção, ameaçou sem muito sucesso uma tímida reação, enquanto o Flamengo sinalizava assumir a retranca, trocando Carlos Eduardo por Diego Silva.

Daí, dada a necessidade, o time paranaense passou a apertar. O Flamengo não existia sob o aspecto ofensivo. E seu recuo era um autêntico suicídio, pois já não conseguia sequer reter a bola. Mas o Atlético descuidou demais e Elias, em jogada de Paulinho, sempre ele, fez 1 a 0. A equipe do Paraná partiu com tudo. Inútil. Nos acréscimos, Hernane enfiou 2 a 0. Fim de papo. Agora só falta reforçar - e muito - o time para a Libertadores.


Hernane, artilheiro do Maraca, fez o segundo do Fla nos acréscimos (Foto: Cleber Mendes/L!Press)

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 2 x 0 ATLÉTICO-PR

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Data/Hora: 27/11/2013, às 21h50 (de Brasília)

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS)

Cartões Amarelos: Samir (FLA) e Dellatorre (CAP)

Cartões vermelhos: Ciro (CAP) e André Santos (FLA)


Gols: Elias, aos 42/2ºT (1-0) e Hernane, aos 49'/2ºT (2-0)

FLAMENGO: Felipe; Léo Moura (González, aos 40'/2ºT), Samir, Wallace e André Santos; Amaral, Luiz Antonio, Elias (João Paulo, 44'/2ºT) e Carlos Eduardo (Diego Silva); Paulinho e Hernane.

Técnico: Jayme de Almeida

ATLÉTICO-PR: Weverton, Juninho (Cleberson, 32'/2ºT), Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; Deivid, Zezinho, Felipe (Dellatorre, 11'/2ºT) e Paulo Baier; Marcelo e Éderson (Ciro, 18'/2ºT).

Técnico: Vagner Mancini