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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O maior público do Maracanã



Goleiro do Fla, Marcial salva o rubro-negro.
Foto: O GLOBO

Flamengo 0x0 Fluminense - Final do Campeonato Carioca de 1963

História

Segundo Nélson Rodrigues, um dos maiores cronistas esportivos da história, "os vivos saíram de suas casas e os mortos de suas tumbas, para assistir ao maior Fla x Flu de todos os tempos". As palavras, escritas em sua coluna no Jornal O Globo, descreveram bem o sentimento das quase 200 mil pessoas presentes ao Maracanã naquela decisão de Campeonato Carioca.

Em 15 de dezembro de 1963, no encontro do returno entre Fluminense e Flamengo, o estádio acolheu o maior público já verificado em jogos entre dois clubes no mundo, quando as bilheterias registraram 177.656 pagantes. Acrescentando-se a esse número os 16.947 espectadores que não pagaram ingresso, o total foi de 194.603 pessoas, recorde absoluto de público no Maracanã, e também da história do futebol mundial.

Antes de conquistar o titulo, o Flamengo viveu momentos difíceis, inclusive tendo que afastar craques consagrados como Gerson, Jordan e Dida. Em determinado período do primeiro turno, o clube parecia fora da luta pelo titulo de campeão, mas reagiu no segundo turno, e a partir do jogo contra o América, teve uma seqüência de vitórias até a final contra o rival Fluminense, quando sacramentou a conquista.

O Jogo

O maior público da história do Maracanã. Isso quer dizer alguma coisa, certo? A decisão não chegou a ser um primor de técnica. Foi um jogo cheio de nervosismo pela característica decisiva de que, com qualquer resultado, sairia um campeão. Contudo, neste jogo em que mais de 20% da população do Estado da Guanabara esteve presente, ninguém saiu decepcionado. Pelo menos, os rubro-negros não.

Espanhol, do Fla, deixa jogador tricolor no chãoO time da Gávea entrou em campo necessitando apenas de um empate, enquanto os tricolores queriam a vitória. Os dois times disputaram os lances com muito cuidado em todo seu primeiro tempo, com o Flamengo mais preocupado em se defender e o Fluminense querendo o gol, mas sem coragem de se lançar todo a frente, com o natural receio de ser colhido por um contra ataque do adversário.

No segundo tempo, o Fluminense decidiu procurar a vitória a qualquer custo. A equipe entrou em campo com uma tática ofensiva mais declarada, passando a predominar no ataque, enquanto o Flamengo, instintivamente, procurou se manter na defesa.

Os últimos dez minutos foram verdadeiramente dramáticos com os tricolores forçando a defesa do rubro negro que se defendia de qualquer maneira, mas com muita valentia. O jogo estava tão indefinido que a torcida do Flamengo somente começou a comemorar depois do apito final do juiz. Porém, depois que começou, não parou mais. A festa tomou conta da cidade do Rio de Janeiro.

Foi o fim de um jejum de oito anos sem conquistas estaduais. Porém, Marcial, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Paulo Henrique, Carlinhos, Nelsinho, Espanhol, Airton, Geraldo e Oswaldo trataram de pôr seus nomes na história, e sagrarem-se campeões cariocas de 1963.

Ficha Técnica
Flamengo 0 x 0 Fluminense
Campeonato Carioca de 1963

Data: 15 de dezembro de 1963
Local: Maracanã - Rio de Janeiro
Público Pagante: 177.020 pessoas
Público Presente: 194.603 pessoas
Renda: CR$ 57.993,50

Flamengo: Marcial, Murilo, Luís Carlos, Ananias, Paulo Henrique, Carlinhos, Nelsinho, Espanhol, Airton, Geraldo e Oswaldo
Fluminense: Castilho, Carlos Alberto Torres, Procópio, Dari e Altair. Oldair e Joaquinzinho, Edinho, Manoel, Evaldo e Escurinho


Retirado de "http://www.flamengo.com.br/flapedia/Flamengo_0x0_Fluminense_-_Final_do_Campeonato_Carioca_de_1963"

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Comemoração merecida



Adílio, Andrade, Julio Cesar, Junior e Rondinelli representam geração de ouro em evento na Barra da Tijuca

Eternos ídolos comemoram 29 anos do Mundial em grande estilo

Jogadores falaram sobre o título inesquecível

A carreira de um jogador de futebol, normalmente, é curta. Em média, não dura mais de 15, 20 anos. As conquistas alcançadas dentro de campo, no entanto, são eternas. Não importa se faz 29 dias, 29 meses ou 29 anos. A geração de ouro do Flamengo é uma daquelas equipes que o torcedor sabe a escalação de cor e salteado e que serve de inspiração até hoje. Por isso, toda homenagem e celebração a estes heróis são válidas.

Na noite da última segunda-feira, 13 de dezembro, não foi diferente. No dia em que o título mundial interclubes do Flamengo, conquistado em 1981, completou 29 anos, uma grande festa no Hard Rock Café, na Barra da Tijuca, serviu para comemorar mais um ano daquela vitória inesquecível sobre o Liverpool, por 3 a 0, em Tóquio. Um título que para o maestro Júnior, ainda está pra lá de vivo.

"Isso tudo ainda é muito atual para nós. Foi uma grande conquista. Não foi a mais difícil, porque a Libertadores foi muito complicada, mas foi a mais significativa. Foi a vitória de um grupo unido, de um grupo profissional, e que conquistou muitas coisas por esse clube. Por isso, todo dia 13 de dezembro sempre vai ser lembrado. Tomara que venham mais títulos para outras datas também entrarem para a história", explicou o ex-jogador.

E não foi apenas o Mundial que foi celebrado no evento, que contou com as presenças de Adílio, Andrade, Julio Cesar, Junior, Rondinelli, Nélio, Renato e Gilmar Popoca. O filho de Adílio, Soni Adílio, cineasta, aproveitou a ocasião para lançar o trailer de um documentário sobre a geração que, desde o título carioca de 1978, conquistou inúmeros títulos até o Brasileiro de 1987.

"Essas comemorações, essas homenagens, sempre me emocionam, ainda mais com esse filme feito pelo meu filho e pelas meninas que trabalham com ele. Acho que serve até de motivação para os jogadores mais novos, de saberem como é gostoso você saber que fez do seu time o melhor do mundo. Para mim, a sensação foi única. Nós ficamos extasiados, só pensando em tudo o que aquilo representava", contou um emocionado Adílio, revelando que já há planos para um grande evento para comemorar os 30 anos da conquista em 2011.

"Já estamos pensando em fazer um evento também em 2011, para marcar os 30 anos. Foi uma conquista muito importante, que marcou a vida de muita gente e temos que comemorar em grande estilo. Rever os amigos e lembrar daqueles momentos é sempre especial", revelou.

Agradecimentos à Nação – A principal homenagem da noite, no entanto, veio em forma de agradecimento dos próprios jogadores à torcida. Segundo os eternos ídolos rubro-negros, tudo o que foi conquistado teve uma motivação a mais: o décimo segundo jogador.

"Hoje todo mundo diz que é Nação. Mas Nação só tem uma: a rubro-negra", resumiu Junior, que teve as palavras endossadas por Andrade, ovacionado pelos torcedores presentes aos gritos de "hexacampeão".

"Fico muito emocionado. Confesso que não esperava tudo isso. É muito bom ter esse carinho sempre. E como todos falaram aqui, o nosso grande trunfo foi a amizade. Somos todos amigos até hoje, estamos sempre juntos e, é claro, nada disso seria possível sem a força dessa Nação, dessa torcida maravilhosa, por quem a gente corria em dobro", completou o Tromba.

Vale lembrar que, em 1981, o Flamengo conquistou o Campeonato Carioca, a Taça Libertadores e o Mundial em apenas 12 dias. Do gol de Rondinelli, em 1978, até o Brasileiro de 1987, foram, entre outras conquistas de não tanta expressão, foram cinco estaduais, quatro brasileiros, uma Libertadores e um Mundial.

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticias/noticia.php?id=11474

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Flamengo campeão da Copa União 1987


Fonte da foto: http://www.flaestatistica.com/times1987.htm

Flamengo Campeão Brasileiro 1987

História

Foi o ano da revolução no futebol brasileiro. Revoltados com o imenso prejuízo nos últimos anos, os trezes maiores clubes do país (Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Santos, São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio, Inter-RS e Bahia) bateram o pé, enfrentaram a CBF e resolveram montar um campeonato paralelo. A discussão tornou-se perigosa, já que a FIFA entrou na parada e ameaçou suspender todos os clubes que desrespeitassem a entidade maior do futebol brasileiro. Aí, surgiu uma conciliação. O recém formado Clube dos Treze formaria um Módulo principal (o Verde) junto com outros três que seriam convidados e daí sairia o campeão brasileiro. Em contrapartida, a CBF organizaria mais três módulos (Amarelo, Azul e Branco, respectivamente a Segunda, Terceira e Quarta divisões) para prestigiar seus compromissos políticos com as demais federações nacionais. Quando tudo parecia resolvido, surgiu outro grave problema.

No meio da Copa União, a CBF, pressionada politicamente, resolveu mudar o regulamento e impôs um quadrangular final entre o campeão e vice do Módulo Verde e Amarelo, de onde sairia o campeão brasileiro de 1987. Claro que o Clube dos Treze não aceitou em hipótese nenhuma o confronto entre os dois primeiros colocados da Primeira Divisão contra a Segundona. Enquanto o Módulo Verde só tinha clubes consagrados, o Amarelo contava com equipes de menor expressão. Com a bola rolando, o Atlético-MG fez uma primeira fase impressionante. Jogando 15 vezes, não perdeu um jogo sequer. E olha que só tinha time grande. Junto com o Galo, também conseguiram vaga nas semifinais o Flamengo, Cruzeiro e Internacional. Os times mineiros tiveram o privilégio de jogar a segunda partida em casa, por terem melhor campanha. O Cruzeiro segurou o Inter no Beira-Rio na primeira partida: 0 a 0. Na volta, o placar se repetiu. O regulamento previa uma prorrogação de 30 minutos e foi aí que o Inter se deu bem; fez 1 a 0 e garantiu a vaga na final.

Na outra semifinal, o invicto Atlético-MG pegou o Flamengo no Maracanã. Impulsionado pela sua gigantesca torcida, o time rubro-negro venceu por 1 a 0, gol de Bebeto. No Mineirão, os mineiros estavam preocupados com a sina que perseguia o Galo nos Campeonatos Brasileiros. Aconteceria de novo? No início parecia que sim. Com uma grande atuação de Renato Gaúcho e Zico, o time carioca fez 2 a 0. Como jogava pelo empate, o Fla relaxou e permitiu o empate dos mineiros. Quando a torcida se enchia de esperança, Renato Gaúcho, em uma arrancada fenomenal, driblou o goleiro e fez o gol da vitória do Flamengo. Mais uma vez, o Atlético-MG perdia em casa sua classificação. O pior é que o time só perdeu duas vezes na competição, justamente quando não podia.

Mostrava mais uma vez naquele ano que craque o Flamengo faz em casa, um time que contava com Zé Carlos, Leandro, Leonardo, Andrade, Ailton, Zico, Aldair e Zinho, a grande maioria deles com ótima passagem pela Seleção Brasileira. Era uma máquina de jogar futebol.

O Flamengo era o grande favorito da final. Como se não bastasse eliminar o bicho-papão da Copa União, o time vinha embalado e subindo de produção. O Inter estava numa situação inversa. Depois de assegurar a vaga na semifinal com um ótimo primeiro turno, os gaúchos ficaram em penúltimo no segundo. No Beira-Rio, no dia 6 de dezembro, com um público de 62.228 pagantes, o Flamengo saiu na frente com Bebeto, mas o Inter empatou.

No Maracanã, dia 13 de dezembro, a massa rubro-negra lotou para acompanhar o que seria o quarto título rubro-negro, um dilúvio não impediu que mais de 90 mil pagantes vissem um domínio total do Flamengo. Bebeto fez 1 a 0 logo no início do primeiro tempo. O Inter não conseguiu reagir em nenhum momento do jogo. A meta de Zé Carlos nunca foi ameaçada. A defesa com Jorginho, Edinho, Leandro e Leonardo comportou-se maravilhosamente. A festa estava completa. O Flamengo conquista seu quarto título nacional. Última conquista de um título Brasileiro do Flamengo sob o comando do grande Zico.

A polêmica em torno ao título

Há aqueles que consideram o Sport Recife campeão Brasileiro daquele ano, acreditando se tratar do duelo entre um time grande e um time menor, e consequentemente o favorecimento ao time grande, mas não é bem isso que aconteceu. A CBF, comandada por Otávio Pinto Guimarães e Nabi Abi Chedid, resolveu alterar a fórmula do campeonato com este em andamento, o que não foi aceito pelo Clube dos 13, tanto que Internacional que perdeu a decisão não concordou com o cruzamento. Em 1988, o Conselho Nacional de Desportos, entidade máxima do esporte a época, reconheceu a conquista rubro-negra, o que a CBF não acatou.

O Elenco

Goleiro: Zé Carlos

Lateral-Direito: Jorginho
Zagueiro: Edinho
Zagueiro: Leandro
Lateral-Esquerdo: Leonardo

Volante: Ailton
Volante: Andrade
Meia: Zinho
Meia: Zico

Atacante: Bebeto
Atacante: Renato Gaúcho

Técnico: Carlinhos
Outros Jogadores: Cantareli, Júlio Cesar, Zé Carlos II, Guto, Aldair, Flavio, Airton, Kita, Gerson, Vandick, Alcindo, Henágio, Leandro Silva e Nunes.

Retirado de "http://www.flamengo.com.br/flapedia/Flamengo_Campe%C3%A3o_Brasileiro_1987"

A grande conquista



Foto: www.flaestatistica.com - Flaestatística

Flamengo Campeão Mundial Interclubes 1981

História

Considerado o maior time da história do Flamengo, que foi formado em grande parte por jogadores revelados nas divisões de base do Clube, comandado por Zico, este plantel venceu o Campeonato Mundial Interclubes, em 1981, e também a Taça Libertadores da América e o Campeonato Carioca daquele ano. Foi também base para as conquistas do Campeonato Brasileiro, em 1982, 1983, 1987 e de diversos outros troféus.

Comandado primeiramente pelo treinador Cláudio Coutinho, o time de 1981 do Flamengo parecia jogar por mágica. Mesmo com uma maratona de jogos, atuava sempre com muita disposição, e sempre querendo vecer. Conquistou três títulos em apenas 12 dias, e o mais importante deles, o Mundial Interclubes, veio no dia 13 de dezembro daquele ano, em partida disputada contra o campeão europeu, o Liverpool, em Tóquio, no Japão.

Diante de 62 mil pessoas, o Rubro-Negro deu um baile nos favoritos ingleses, e com show de Zico, fez 3x0 ainda no primeiro tempo. Os memoráveis gols foram marcados por Nunes, aos 13', Adílio aos 34', e novamente pelo artilheiro das decisões, Nunes, aos 41'. No segundo tempo, bastou administrar o resultado e comemorar a conquista.

Eleito o melhor jogador em campo, Zico foi premiado com um carro da Toyota, patrocinadora do torneio. O maior time da história conquistou o maior título da história do Clube, coroando um ano inesquecível, e chegando ao auge de uma geração que viria a conquistar muitos títulos ainda.

O Elenco

Lateral-Direito: Leandro
Zagueiro: Marinho
Zagueiro:Mozer
Lateral-Esquerdo: Júnior

Volante: Adílio
Volante: Andrade
Meia: Zico

Ponta de Lança: Tita
Ponta de Lança: Lico
Centroavante: Nunes

Técnico: Paulo César Carpeggiani
Reservas: Cantarelli, Figueiredo, Peu, Anselmo, Nei Dias e Baroninho.

Colaboração
Torcedores que ajudaram neste artigo:
Joaquim Oliveira
A equipe da Flapédia agradece a ajuda! Clique aqui para saber como ajudar.

Retirado de "http://www.flamengo.com.br/flapedia/Flamengo_Campe%C3%A3o_Mundial_Interclubes_1981"

Flamengo 3x0 Liverpool - Mundial Interclubes 1981

História

A maior partida da história do Flamengo. O jogo da vida de todos os rubro-negros. Este foi o Flamengo x Liverpool, de 13 de dezembro de 1981. Campeão da Taça Libertadores da América, batendo o Cobreloa na final, a equipe brasileira entrava em campo para eliminar o estigma de que não era apenas "time de Maracanã", visto que seus principais títulos até aquela época foram conquistados no "Maior do Mundo" (lembrando que apenas 20 dias antes o clube havia derrotado o Cobreloa em Montevidéu, conquistando o título continental de 1981).

As épocas douradas dos dois times iniciaram juntas, em 1978, ano que a equipe inglesa venceu a Liga dos Campeões da UEFA, dando início a uma seqüência de conquistas de dois campeonatos ingleses (1979/1980) e o título europeu de 1981. Enquanto isso, o clube brasileiro vencia o tricampeonato carioca (1978/1979/1979 especial), o Campeonato Brasileiro de 1980, o Campeonato Carioca 1981, além do título continental deste mesmo ano.

O Liverpool era o grande favorito por ser o maior time da época. O time inglês superara Bayern de Munique e Real Madrid nas duas últimas fases - semifinais e final, respectivamente - da Copa dos Campeões da UEFA. Mas, essa fama dos ingleses e seu ar arrogante de superioridade seriam fatais para eles.

Os 62.000 torcedores que compareceram ao Estádio Nacional de Tóquio, dentre eles, muitos rubro-negros, não viram um show dos vermelhos, mas sim, do vermelho e preto, que trajava sua camisa branca na decisão. Viram um show de Zico, inspiradíssimo. Viram um show do futebol brasileiro. Um show que garantiu o título para o Fla ainda no primeiro tempo, com um indiscutível 3x0, para acabar com as dúvidas de quem era o melhor. Não apenas naquela partida, mas o melhor do mundo. E era o Flamengo.

O Jogo

Cercados de muita expectativa, os jogadores do maior time da história do Flamengo adentraram o gramado do Estádio Nacional diante de mais de 60 mil pessoas presentes e aos olhos da Nação Rubro-Negra do outro lado do mundo, no Brasil. E qualquer dúvida sobre o talento e sobre a capacidade destes jogadores, foi por água abaixo logo aos 13 minutos de jogo.

Zico lançou Nunes que viu a saída desesperada do goleiro Grobbelaar e, ainda fora da grande área, o encobriu para abrir o placar, e gravar na memória dos rubro-negros uma cena inesquecível. O "Artilheiro das Decisões" saiu para comemorar antes mesmo de a bola entrar, mostrando a certeza e a confiança no futebol do time. "Acidente de percurso", pensaram os ingleses. Coitados, mal sabiam que o show rubro-negro estava apenas começando.

E o ingleses não poderiam esperar por algo pior. Além do time rubro-negro motivado, Zico estava inspirado. Como (quase) sempre. O Galinho levou à loucura a defesa adversária. Aos 34 minutos, McDermott derrubou Tita na entrada da área e o craque se encarregou da cobrança da falta, mandando a bomba que Grobbelaar apenas rebateu. Na sobra, Lico bateu, o zagueiro Thompson cortou, mas não impediu o gol do oportunista Adílio, que estufou a rede colocando uma vantagem de 2 a 0 no placar.

O Liverpool sentiu o golpe. Até então sempre com ar de superior, o time inglês percebeu que o título mundial escapava de suas mãos. E escapou em definitivo aos 41 minutos. O maior jogador do Flamengo em todos os tempos, Zico, protagonizou lance parecido com o do primeiro gol e que também terminou no fundo das redes. O Galinho lançou novamente o centroavante Nunes, que avançou e bateu na saída do goleiro: 3x0 e fim de papo. Com 45 minutos de antecedência, a taça já tinha destino certo: o Rio de Janeiro.

O segundo tempo foi arrastado, chato mesmo de se ver. O Liverpool não mostrava forças para reagir, limitou-se a ficar na defesa - talvez temendo sofrer uma goleada ainda mais humilhante. Os craques do Flamengo tocavam a bola de pé em pé sem objetividade, envolvendo os combalidos adversários e esperando o tempo passar. Foram 45 minutos de total domínio rubro-negro sobre os ingleses até o apito final, em que o time da Gávea poderia até ter aumentado o placar, em uma grande troca de passes que envolveu Zico, Lico, Leovegildo Lins da Gama Júnior e Adílio, que finalizou de fora da área, mas o goleiro inglês fez a defesa.

Final de jogo e festa no Brasil, o clube mais popular do país conquistava o mundo. Agora, definitivamente, o Flamengo não poderia ser chamado de "time de Maracanã". Afinal, provou ser imbatível em todo o canto, até mesmo do outro lado do planeta. E Zico provou não apenas ser o "rei do Maracanã", como também, o "rei do Mundo" na década de 1980. Eleito, justamente, o melhor jogador da decisão, o Galinho se firmava mais ainda como o maior de todos os tempos na história do rubro-negro.

Foi o dia em que frases como "Eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo" e "Quero cantar ao mundo inteiro a alegria de ser rubro-negro" fizeram mais sentido para os torcedores do Clube. Uma vitória que fica marcada para sempre na história do Clube.

Ficha Técnica

FLAMENGO 3x0 LIVERPOOL
Mundial Interclubes de 1981

Local: Estádio Nacional, Tóquio (JAP)
Data: 13 de Dezembro de1981
Árbitro: Rúbio Vazques (México)

Gols: Nunes 13', Adílio 34' e Nunes 41' do 1° tempo

FLAMENGO: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Adílio, Andrade e Zico; Tita, Lico e Nunes. Técnico: Paulo César Carpeggiani

LIVERPOOL: Grobbelaar; Neal, R. Kennedy, Lawnson e Thompson; Hansen, Dalglish e Lee; Johnstone, Souness e McDermott (Johnson). Técnico: Paisley.

Retirado de "http://www.flamengo.com.br/flapedia/Flamengo_3x0_Liverpool_-_Mundial_Interclubes_1981"

domingo, 12 de dezembro de 2010

Flamengo é campeão do Troféu Olga Pinciroli Rubro-Negro está de volta ao posto mais alto após 19 anos



Fotos: Alexandre Vidal e Zequinha Santos
O polo aquático do Flamengo fechou o ano com chave de ouro ao conquistar o título de campeão do Troféu Olga Pinciroli, feito que não acontecia há 19 anos. Garra, determinação, muita técnica, e jogadoras de primeira linha somados ao reforço de duas estrangeiras, só poderia dar em vitórias.

Com o comando técnico de Antonio Canetti, as meninas da Gávea superaram times fortes e bem armados e conquistaram o título antecipado na noite de sábado após derrotar o Paineiras do Morumby por 15 a 8.

Mesmo com o título já assegurado, as rubro-negras não deram bobeira na final desse domingo (12.12), no Parque Aquático Júlio de Lamare, e fizeram um partida dura contra o Botafogo. A vitória por 11 a 10 foi apertada, mas foi o suficiente para fechar o Troféu Olga Pinciroli de forma invicta, já que venceu todos os confrontos (resultados abaixo).

"Estou muito feliz, pois foi um título merecido. Há muito tempo batalhávamos e acabávamos batendo na trave, nadando e morrendo na beira da praia. Vencemos como um time, sem individualismo. Estou contente é pelo Flamengo ser campeão", disse Cecília Canetti, artilheira do Flamengo na competição, junto com outra rubro-negra, Illana Pinheiro, com 10 gols.

Para a vice-presidente de Esportes Olímpicos do Flamengo, uma alegria ainda maior. Há 19 anos, Cristina Callou, então representante do Rubro-Negro dentro d’água, conquistou o último título para o Flamengo na competição, que contou com a participação de seis times, dois do Rio de Janeiro e três de São Paulo.

O Troféu Olga Pinciroli equivale à Liga Nacional Feminina de Polo Aquático e foi disputado entre os dias 10 e 12 de dezembro, no Parque Aquático Júlio de Lamare, no complexo esportivo do Maracanã.

Classificação final: 1º Flamengo, 8 pontos / 2º Pinheiros, 6 pontos / 3º Paulistano, 4 pontos / 4º Botafogo, 2 pontos. / 5º Paineiras, 0 pontos.

Resultados do Flamengo:
1ª rodada: Flamengo folgou
2ª rodada: Flamengo x Pinheiros – 9 a 7
3ª rodada: Flamengo x Paulistano – 12 a 11
4ª rodada: Flamengo x Paineiras – 15 a 8
FINAL: Flamengo x Botafogo – 11 a 10

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticias/noticia.php?id=11463

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Parece que foi ontem



Adriano retorna ao Flamengo para ser campeão

Flamengo Campeão Brasileiro 2009

A formação de um time vencedor

O hexacampeonato Brasileiro do Flamengo veio pra finalmente consagrar uma geração de torcedores com menos de 25 anos que não chegou a acompanhar o time campeão brasileiro de 1992.

Apesar de muitos terem a oportunidade de ver um time conquistar 2 tricampeonatos estaduais em tão pouco tempo (1999, 2000, 2001; e 2007, 2008, 2009), algo até então inédito no futebol Carioca, não puderam até então comemorar um título com o peso de um Campeonato Brasileiro.

O título também premiou um time que resgatou as tradições do clube e fez o Flamengo voltar a brigar pelas posições de cima na tabela após mais de 10 anos de crise.

O Clube passou por uma reformulação total no final de 2004, quando toda a base do time foi vendida, entre eles jogadores consagrados como Ibson, Júlio César, Athirson, Fabiano Eller, André Bahia, Roger, Jean e Dimba. O inicio de 2005 parecia que uma época sombria iria prevalecer na Gávea. De fato, jogando com um time cheio de jogadores contestados e promessas da base, o time sofreu no Campeonato Carioca de 2005. Iniciou o campeonato com uma derrota por 3x0 para o Olaria, em pleno Maracanã e terminou a mesma perdendo a final da Taça Rio por 4x1 para o rival Fluminense na despedida do meia Zinho.

O Campeonato Brasileiro de 2005 também foi de muito sofrimento para a torcida rubro-negra. O time não podia jogar no Maracanã e por isso vinha enfrentando dificuldades para vencer seus adversários em outros estádios cariocas. O Flamengo estava praticamente rebaixado quando em uma reta final surpreendente conseguiu escapar com antecedência da degola. Nesta arrancada que jogadores como Léo Moura e o goleiro Diego começaram a se destacar.

Devido à arrancada de 2005 e a chegada de boas contratações como do lateral esquerdo Juan ex-Fluminense, do zagueiro Ronaldo Angelim e da promessa Toró, os torcedores rubro-negros começavam o ano com maiores esperanças.

Porém logo no Campeonato Carioca o Flamengo foi eliminado na primeira fase de ambos os turnos e com isso passou a se focar exclusivamente na Copa do Brasil, torneio que acabaria sendo campeão.

Com a conquista a torcida novamente voltaria a lotar os estádios e embalar de vez esse time do Flamengo como um dos mais fortes do país. Agora com o Maracanã reformado e com capacidade máxima disponível (antes a capacidade estava reduzida para 45 mil) o clube tinha tudo que precisava para ter um ano de 2007 glorioso, quando voltaria a disputar a Copa Libertadores da América depois de 5 anos.

O início de 2007 parecia que o time realmente havia se acertado, conquistando a Taça Guanabara e obtendo classificação invicta na primeira fase da Libertadores. Porém a alegria durou pouco e mesmo com o time campeão estadual, 3 dias depois acabou eliminado da competição internacional, principal foco do clube no ano. De positivo pode-se destacar a estrela do goleiro Bruno que defendera dois pênaltis na decisão do Estadual e começara a entrar para a história do clube.

No brasileirão o time vinha fazendo uma campanha irregular e frequentando a zona de rebaixamento (inclusive a lanterna da competição) quando novamente o time fez boas contratações, entre elas do argentino Maxi e a volta de Ibson, tendo sua arrancada característica já no fim do segundo turno. Apesar de ser uma equipe praticamente imbatível em casa não conseguira vencer grandes times fora de seus domínios. Como possuía vários jogos adiados e a grande maioria dos jogos restantes eram no Maracanã o clube conseguiu garantir novamente vaga na Copa Libertadores com 1 rodada de antecedência e resgatou a imagem de um time vencedor para o torcedor rubro-negro.

Este ano foi muita importância, pois foi uma reviravolta do Flamengo na disputa do campeonato, foi o divisor de águas entre um time que brigava na parte de baixo da tabela e um time que brigaria entre os primeiros colocados. Foi neste ano que a torcida percebeu a sua força, e concluiu que o Flamengo tinha sim potencial para ganhar um Campeonato Brasileiro de pontos corridos.

Ciente de que o Flamengo havia alcançado um novo patamar no cenário nacional, a direção do clube resolver fazer contratações mais pontuais como do pentacampeão Kléberson, manteve a base e reforçou as posições mais carantes. Novamente iniciou o ano demonstrando muita força, ganhou a Taça Guanabara com uma campanha impecável (7 vitórias e somente 1 derrota com time reserva), se classificou para as oitavas de finais da Libertadores com a segunda melhor campanha da fase de grupos, e depois se sagrou bicampeão carioca vencendo os dois jogos da final.

Apesar de 2008 ser um ano promissor, acabou sendo marcado como um ano de vexames. Primeiro o clube foi eliminado de maneira traumática da Libertadores, perdendo em casa por 3x0 (sendo que uma derrota por 2 gols de diferença já classificaria o Flamengo). Depois o clube, que era líder isolado com 5 pontos de diferença para o segundo colocado, teve uma sequência de 7 jogos sem vencer e deixou de vez a briga pelo titulo. Como se não bastasse perdeu vários pontos importantes em casa, sempre quanto tinha chances de entrar novamente na disputa pelo título, como a derrota para o Atlético Mineiro por 3x0, pro São Paulo por 4x2 e os empates contra a Portuguesa (2x2), Fluminense (2x2) e Goiás (3x3), sendo que neste último o time chegou a abrir 3x0 logo no primeiro tempo. E finalmente a perda da vaga na Libertadores na última rodada quando o clube precisava de uma vitória simples fora de casa mas acabou sendo derrotado.

Mesmo melhorando a campanha heróica de 2007 em todos os aspectos (mais vitórias, menos derrotas, mais gols marcados e menos gols sofridos) a campanha de 2008 acabou sendo negra, pois todo torcedor rubro-negro já estava ciente da força do time e não se contentava mais com os objetivos de dois anos atrás de apenas fazer uma campanha digna.

No ano de 2009, como o clube não estava classificado para a Libertadores, grande gerador de receitas, o Flamengo resolveu apostar novamente em jogadores promissores. Foi aí que o clube contratou o volante Willians, o lateral Everton Silva e deu mais oportunidades aos reservas Erick Flores, Éverton e Airton.

A receita deu certo e o Flamengo conquistou se quinto tricampeonato estadual, obtendo a hegemonia de títulos do Rio de Janeiro. Para muitos torcedores esta conquista já estava de bom tamanho e bastava para marcar de vez esse time na história do Flamengo, porém para outros uma maior conquista teria que vir. E de fato o ano de 2009 reservaria maiores emoções para a nação rubro-negra.

A competição

O Campeonato Brasileiro de 2009 iniciou para o Flamengo com as atenções divididas com a Copa do Brasil. Mesmo assim o clube jogou com força total nos primeiros jogos e não conseguiu resultados favoráveis, somou apenas 1 pontos em dois jogos, sem marcar nenhum gol.

Depois de eliminado da Copa do Brasil e embalado com a contratação de Adriano o clube conseguiu formar um ataque de força, composto por Emerson com o próprio Adriano.

Ambos se completavam dentro de campo, enquanto um era aguerrido e ágil o outro era mais oportunista e trombador. Não demorou para a dupla fazer sucesso e cair nas graças da torcida. Enquanto em campo ambos brigavam constantemente pela ponta da artilharia fora dele os rubro-negros celebrava o ataque formado pelo Imperador e Sheik.

Sem dúvida a marca do primeiro turno foi esta dupla. Primeiro turno que foi marcado por altos e baixos, por um time muito irregular que não conseguia se acertar no campeonato, principalmente no setor defensivo.

A volta do interino Andrade como técnico na 12ª rodada da competição serviu como motivação para o time buscar a vitória numero 1.000 em Campeonatos Brasileiros, quebrando um tabu de nunca ter vencido o time do Santos na Vila Belmiro em torneios oficiais.

Logo depois a diretoria resolveu efetivar Andrade como técnico. Porém nem tudo ocorreu como o planejado e uma sequência de 3 derrotas seguidas no começo do segundo turno fez o treinador perigar no cargo da equipe. Além de toda a turbulência costumeira de um time grande que se encontra em queda na tabela (chegando em 14º), a venda de Emerson, um dos principais jogadores do time, e a contusão de Kléberson fez com que a imprensa chegasse a afirmar que o Flamengo brigaria para não ser rebaixado.

A direção do clube não deu tempo para a crise tomar proporções maiores e anunciou a contratação de dois jogadores experientes, a do zagueiro Álvaro e do volante Maldonado. Ambas se encaixaram como uma luva no esquema tático do time. O primeiro deu a liderança e garra que estavam faltando à defesa desde a aposentadoria do Fábio Luciano, enquanto o segundo organizou o meio de campo do Flamengo e facilitou o toque de bola do time.

Tal melhora ficou logo evidenciada nos jogos iniciais, onde desde a estréia de ambos na vitória por 3x0 contra o Santo André pela 22ª rodada, o clube ficou 6 jogos seguidos sem sofrer gol, obtendo 4 vitorias e 2 empates fora de casa.

O time já vinha embalado, com a zaga acertada e o sérvio Petkovic voltando a jogar um futebol de encher olhos. Mas o time ainda era vitima de muita desconfiança, pois dos 6 jogos que estava invicto, 5 foram contra times da parte de baixo da tabela e o outro foi num empate contra o Internacional, onde o gramado do Beira Rio estava encharcado e o futebol era impraticável.

O teste ainda estaria por vir. O Flamengo tinha pela frente todos os times da parte de cima da tabela e a maioria dos jogos seriam disputados fora de casa. Jogando um futebol de campeão conseguiu vencer de virada o detentor do título, São Paulo, e já apresentava um dos melhores futebol do país. Mesmo assim o título ainda estava longe até para o mais otimista dos flameguistas, a própria vaga na Libertadores era encarada como um feito e tanto a ser conquistado.

A esperança de ser campeão finalmente veio quando o clube venceu em uma partida impecável o líder Palmeiras em pleno Palestra Itália por 2x0, com dois belos gols de Petkovic. Esta foi a única derrota do time alvi-verde em casa. Assim o Flamengo estava há seis pontos da liderança e ainda faltavam oito jogos para o fim da competição.

Depois de vencer o clássico contra o Botafogo no Engenhão o time perdeu a invencibilidade de 11 partidas contra o Barueri. No fim das contas a derrota acabou sendo positiva, pois serviu pro time voltar mais atento e conseguir vencer todos os jogos restantes fora de casa.

O goleiro Bruno se destacou após pegar 2 pênaltis contra o Santos em casa e garantiu mais três pontos fundamentais para a campanha. A partida contra o Atlético Mineiro era vista como determinante para o futuro do clube na competição. Ambos brigavam pelo título e quem vencesse encostaria de vez nos líderes. Caso o Flamengo perdesse, a liderança ficaria muito longe e a classificação para a Libertadores se tornaria seu único objetivo.

O time apresentou um futebol vistoso e calou um mineirão lotado. O trauma da derrota foi tão grande para o Atlético-MG que acabou perdendo os 4 jogos restantes e terminando o campeonato apenas na sétima colocação.

Após vencer o Nautico por 2x0 no estádio dos Aflitos e assumir a vice liderança o grupo sofreu uma perda importante, o volante Maldonado, peça essencial para o meio de campo, sofrera uma contusão defendendo a Seleção do Chile e não jogaria mais o campeonato.

Na rodada seguinte a disputa pelo título estava principalmente entre São Paulo e Flamengo. O primeiro teria dois jogos difíceis fora de casa e assim o time da Gávea tinha chances reais de assumir a liderança.

Com a vitória do Botafogo, que brigava contra o rebaixamento, o Flamengo dependia apenas de si para ser campeão, mas para isso o time teria que vencer seus 3 jogos restantes. O grupo entrou em campo para enfrentar o Goiás logo depois da derrota do time tricolor, já sabendo que se vencesse seria líder isolado. O empate por 0x0 frustrou uma torcida que havia quebrado o recorde de público da competição e era inevitável a associação deste resultado com os vexames de 2008.

Porém 29 de Novembro seria um dia mágico para todo flamenguista. Pois o mesmo Goiás que havia empatado com o Flamengo uma semana atrás vencera o São Paulo no Serra Dourada. O Flamengo tinha a tarefa difícil de bater o Corinthians, atual campeão da Copa do Brasil, em Campinas.

O time entrou em campo no mesmo horário da partida do São Paulo e conseguiu vencer por 2x0. Apesar de parecer um placar tranquilo o segundo gol apenas aconteceu nos acréscimos do segundo tempo. Devido a esta vitória o Flamengo finalmente teria alcançado o seu grande objetivo, precisava apenas vencer o Grêmio na última rodada em casa para se sagrar hexacampeão brasileiro.

Durante a semana muitas especulações foram feitas sobre este jogo, pois o Internacional era vice líder e tinha um jogo fácil em casa, ou seja, se Grêmio ganhasse a partida acabaria ajudando seu maior rival.

Em um Maracanã lotado o Grêmio acabou com qualquer acusação e abriu o marcador em uma cobrança de escanteio. O time do Flamengo que já estava muito tenso precisaria agora reverter o placar para se sagrar campeão. A sorte do time foi que apenas oito minutos após o gol tricolor, o zagueiro David empatou a partida em um rebote na área.

O segundo tempo começou com pressão do time rubro negro, que mesmo sem apresentar seu futebol que encantou o país, tentava encurralar o oponente de todas as maneiras. O nervosismo começara a aumentar e a cada minuto que passava e o semblante de desespero começava a ficar mais evidente no time.

Faltando cerca de 20 minutos para o fim da partida em um escanteio cobrado pelo ídolo Petkovic, o zagueiro Ronaldo Angelim, que alguns anos antes cavava poços artesanais no Ceará, saltou mais alto que a zaga do Grêmio e colocou a bola dentro da rede e seu nome na história do Flamengo.

Dezessete anos depois de seu último título de campeão brasileiro o Clube de Regatas do Flamengo finalmente voltara a pintar o Brasil de vermelho e preto.

Campanha
Campeonato Brasileiro 2009
Artigo Flamengo Placar Adversário Estádio
1ª Rodada Flamengo 0 x 2 Cruzeiro Mineirão
2ª Rodada Flamengo 0 x 0 Avaí Maracanã
3ª Rodada Flamengo 2 x 1 Santo André Bruno José Daniel
4ª Rodada Flamengo 2 x 1 Atlético-PR Maracanã
5ª Rodada Flamengo 2 x 4 Sport Ilha do Retiro
6ª Rodada Flamengo 0 x 5 Coritiba Couto Pereira
7ª Rodada Flamengo 4 x 0 Internacional Maracanã
8ª Rodada Flamengo 0 x 0 Fluminense Maracanã
9ª Rodada Flamengo 2 x 1 Vitória Maracanã
10ª Rodada Flamengo 2 x 2 São Paulo Morumbi
11ª Rodada Flamengo 1 x 2 Palmeiras Maracanã
12ª Rodada Flamengo 2 x 2 Botafogo Maracanã
13ª Rodada Flamengo 1 x 1 Barueri Maracanã
14ª Rodada Flamengo 2 x 1 Santos Vila Belmiro
15ª Rodada Flamengo 3 x 1 Atlético-MG Maracanã
16ª Rodada Flamengo 1 x 1 Náutico Maracanã
17ª Rodada Flamengo 2 x 3 Goiás Serra Dourada
18ª Rodada Flamengo 1 x 0 Corinthians Maracanã
19ª Rodada Flamengo 1 x 4 Grêmio Olímpico
20ª Rodada Flamengo 1 x 2 Cruzeiro Maracanã
21ª Rodada Flamengo 0 x 3 Avaí Ressacada
22ª Rodada Flamengo 3 x 0 Santo André Maracanã
23ª Rodada Flamengo 0 x 0 Atlético-PR Arena da Baixada
24ª Rodada Flamengo 3 x 0 Sport Maracanã
25ª Rodada Flamengo 3 x 0 Coritiba Maracanã
26ª Rodada Flamengo 0 x 0 Internacional Beira Rio
27ª Rodada Flamengo 2 x 0 Fluminense Maracanã
28ª Rodada Flamengo 3 x 3 Vitória Barradão
29ª Rodada Flamengo 2 x 1 São Paulo Maracanã
30ª Rodada Flamengo 2 x 0 Palmeiras Palestra Itália
31ª Rodada Flamengo 1 x 0 Botafogo Engenhão
32ª Rodada Flamengo 0 x 2 Barueri Arena Barueri
33ª Rodada Flamengo 1 x 0 Santos Maracanã
34ª Rodada Flamengo 3 x 1 Atlético-MG Mineirão
35ª Rodada Flamengo 2 x 0 Náutico Aflitos
36ª Rodada Flamengo 0 x 0 Goiás Maracanã
37ª Rodada Flamengo 2 x 0 Corinthians Brinco de Ouro
38ª Rodada Flamengo 2 x 1 Grêmio Maracanã

O Elenco

Goleiros

Bruno
Diego
Marcelo Lomba
Paulo Victor

Zagueiros

Álvaro
Ronaldo Angelim
David
Welinton
Fabrício
Marlon

Laterais

Léo Moura
Juan
Everton Silva
Rafael Galhardo
Jorbison

Volantes

Willians
Airton
Maldonado
Toró
Kleberson
Rômulo
Lenon

Meias

Petkovic
Fierro
Everton
Camacho
Erick Flores
Ibson
Alex Cruz

Atacantes

Adriano
Zé Roberto
Emerson
Denis Marques
Maxi
Gil
Josiel
Bruno Mezenga
Técnico

Andrade

Retirado de "http://www.flamengo.com.br/flapedia/Flamengo_Campe%C3%A3o_Brasileiro_2009"

O Estadual de 1981

Campeonato Carioca de Futebol de 1981
Participantes 12
Período 23 de maio - 6 de dezembro
Campeão Flamengo
Vice-Campeão Vasco
Artilheiro Zico (Flamengo): 25 gols
Maior Público Flamengo 2x1 Vasco: 161.989 pagantes

A 77ª edição do Campeonato Carioca foi disputada em três turnos. O primeiro e o terceiro vencidos pelo Flamengo e o segundo pelo Vasco. A vitória do Flamengo por 2x1na terceira partida das finais deu o título ao clube.

Equipes participantes

América
Americano
Bangu
Botafogo
Campo Grande
Flamengo
Fluminense
Madureira
Olaria
Serrano
Vasco da Gama
Volta Redonda

Fórmula de disputa
Campeonato em 1º (Taça Guanabara), 2º e 3º turnos. Grupo único de 12 times. O título seria decidido entre os vencedores dos três turnos.

O jogo entre Flamengo e Vasco no 3º turno não ocorreu em comum acordo entre os clubes
e a federação, pois seu resultado em nada alteraria as colocações neste turno.

Finais
1º Jogo da Decisão
Flamengo 0 x 2 Vasco
29/11 - Maracanã
Time: Raul, Leandro(Nei Dias), Marinho, Mozer, Júnior, Andrade, Adilio, Zico, Tita, Nunes e Lico(Anselmo).

2º Jogo da Decisão
Flamengo 0 x 1 Vasco
02/12 - Maracanã
Time: Cantarele, Leandro, Marinho, Mozer, Júnior(Baroninho), Andrade, Adilio, Zico, Tita, Reinaldo Potiguar e Lico(Nei Dias).

3º Jogo da Decisão
Flamengo 2 x 1 Vasco
06/12 - Maracanã
Time: Raul, Nei Dias, Marinho, Mozer, Júnior(Figueiredo), Andrade, Adilio, Zico, Lico(Chiquinho), Nunes e Leandro.
Gols: Adilio e Nunes.

Classificação

1º turno (Taça Guanabara)

Col Equipe Pts V E D J GP GC SG
1 Flamengo 17 7 3 1 11 26 8 +18
2 Botafogo 15 4 7 0 11 10 5 +5
3 Vasco da Gama 14 6 2 3 11 19 10 +9
4 América 14 5 4 2 11 11 5 +6
5 Bangu 12 2 8 1 11 12 12 0
6 Campo Grande 11 4 3 4 11 16 17 -1
7 Americano 10 2 6 3 11 9 16 -7
8 Volta Redonda 8 2 4 5 11 13 18 -5
9 Olaria 9 3 3 5 11 8 11 -3
10 Fluminense 9 2 5 4 11 12 18 -6
11 Serrano 7 2 3 6 11 10 14 -4
12 Madureira 6 2 2 7 11 10 22 -12

Col – colocação; Pts - pontos; V - vitórias; E - empates; D - derrotas; J - jogos;
GP – gols pró; GC - gols contra; SG - saldo de gols

2º turno

Col Equipe Pts V E D J GP GC SG
1 Vasco da Gama 20 9 2 0 11 26 8 +16
2 Flamengo 17 7 3 1 11 21 6 +15
3 Botafogo 17 7 3 1 11 17 6 +11
4 Bangu 14 6 2 3 11 13 12 +10
5 Fluminense 13 6 1 4 11 18 15 +3
6 América 13 5 4 2 11 11 5 +6
7 Campo Grande 12 5 3 3 11 14 11 +3
8 Volta Redonda 7 1 5 5 11 12 19 -7
9 Serrano 6 1 4 6 11 7 13 -6
10 Olaria 5 1 3 7 11 6 18 -12
11 Americano 4 1 2 8 11 9 18 -9
12 Madureira 4 0 4 7 11 4 22 -18

Col – colocação; Pts - pontos; V - vitórias; E - empates; D - derrotas; J - jogos;
GP – gols pró; GC - gols contra; SG - saldo de gols

3º turno

Col Equipe Pts V E D J GP GC SG
1 Flamengo 18 8 2 0 10 34 5 +29
2 Vasco da Gama 15 6 3 1 10 20 10 +10
3 Fluminense 14 6 2 3 11 23 15 +8
4 Botafogo 14 6 2 3 11 17 13 +4
5 Bangu 12 4 4 3 11 12 9 +3
6 Americano 11 5 1 5 11 11 19 -8
7 Volta Redonda 10 3 4 4 11 13 17 -4
8 Campo Grande 9 3 3 5 11 6 12 +6
9 Madureira 9 3 3 5 11 9 16 -7
10 Serrano 7 2 3 6 11 9 15 -6
11 América 7 2 3 6 11 8 18 -10
12 Olaria 4 2 0 9 11 5 18 -13

Col – colocação; Pts - pontos; V - vitórias; E - empates; D - derrotas; J - jogos;
GP – gols pró; GC - gols contra; SG - saldo de gols

Artilharia

Flamengo
Gols Jogador
25 Zico
20 Nunes
8 Adílio
6 Tita
5 Lico
4 Baroninho
3 Junior
2 Andrade
Mozer
1 Chiquinho
Peu
Reinaldo
Rondinelli

Obs.: A favor do Flamengo, foram ainda marcados dois gols contra.

FLAMENGO
Campeão
21º título

Retirado de "http://www.flamengo.com.br/flapedia/Campeonato_Carioca_1981"