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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Na cabeça de Angelim, Flamengo encontra o alívio e conquista o hexa


Alexandre Durão/GLOBOESPORTE.COM
Cercado pelos companheiros, Ronaldo Angelim comemora o gol do título

Em jogo tenso, time rubro-negro vence Grêmio por 2 a 1 e acaba com jejum de 17 anos sem conquistar o Brasileiro

Eduardo Peixoto Rio de Janeiro

Ronaldo Angelim costuma dizer que sua maior vaidade é assistir ao Flamengo vencer. Neste domingo, certamente está se sentindo vaidoso como nunca. E graças a uma cabeçada certeira dele. Com sofrimento e dificuldade até o fim, o Rubro-Negro venceu o Grêmio por 2 a 1, no Maracanã, e conquistou o Campeonato Brasileiro pela sexta vez.

Mas para acabar com o jejum de 17 anos sem conquista, o time e a torcida sofreram. Foram 90 minutos de agonia, sem jogar bem, mas que entraram para a história. Pressionado pela própria torcida para entregar e não ajudar o rival Inter, o Tricolor Gaúcho entrou em campo com apenas três titulares. E não aliviou. Abriu o placar e tentou o empate até o fim.

Em tarde de Maracanã lotado, com quase 85 mil presentes, Adriano e Petkovic não brilharam. Nem a torcida. A aflição e a carência do título foram preponderantes para o estádio ficar calado, com os nervos à flor da pele, durante a maior parte do tempo. Euforia só nos gols de David e Ronaldo Angelim, que garantiram a festa. O Fla fechou o torneio com 67 pontos, dois a mais do que o vice Inter. O Tricolor gaúcho fecha o ano em oitavo, com 55.

Sem essa de entregar

A festa começou, curiosamente, com uma música “copiada” do principal concorrente ao título. No ritmo de “Brasília Amarela”, a torcida do Flamengo saudou a entrada do time em campo. A proximidade do título e o Maracanã superlotado levaram muitos torcedores às lágrimas. Mas, ao contrário do que diz a letra do cântico, a festa não começou.

Quando a bola rolou, o time e a torcida demoraram a acordar. Apesar de dizimado por desfalques e dos gritos de “entrega” vindos das arquibancadas do Fla, o Grêmio começou a partida ligado na tomada.

Aos dois minutos, Túlio, que textualmente afirmou “odiar” o Flamengo quando jogava no Botafogo, arriscou de fora da área e levou perigo ao gol de Bruno.

Estranhamente apático nos dez minutos iniciais, o time mandante só saiu do cerco gremista aos 12. Aírton fez lindo lançamento de trivela. Adriano ajeitou para a perna esquerda, mas foi bloqueado. A bola sobrou novamente no pé bom do atacante após cobrança de escanteio. Desta vez, a finalização saiu por cima do travessão.

Parecia o início da pressão rubro-negra. Mas não passou disso. A torcida continuou muda. E o Grêmio sentiu-se senhor da situação. Após cobrança de escanteio, aos 21, Roberson se antecipou à zaga na primeira trave e abriu o placar. Curiosamente, os poucos tricolores gaúchos presentes no Maracanã não comemoraram.

Aflição e ansiedade se confundiam entre os flamenguistas. Principalmente porque o Inter abriu o placar contra o Santo André. Pet cobrou escanteio da direita e, em uma bola quase perdida na área, Adriano dividiu com a zaga e, na sobra, David bateu de primeira no canto direito, aos 29 minutos. Mais do que o empate, saía o alívio momentâneo. A torcida, enfim, mostrou força.

Mas o time prosseguiu rateando. Zé Roberto, muito mal no jogo, perdeu chance clara aos 35. Já nos acréscimos, Adriano bateu falta lateral com força e Marcelo Grohe espalmou.

Ronaldo Angelim, o Magro de Aço, entra para a história

No intervalo, Andrade criticou a atuação do Flamengo e pediu mais iniciativa e dedicação.

- Parece que o Grêmio é que veio aqui disputar o título. Tem que ter atitude.

Os jogadores armaram uma corrente no meio-campo e a torcida despertou. Só que a primeira chance foi do Grêmio. Douglas Costa, aos dois minutos, quase acertou o ângulo esquerdo em cobrança de falta.

Aos três, Petkovic cobrou escanteio da direita, Adriano subiu sozinho na entrada da pequena área, cabeceou para o chão, mas mandou para fora. Em outra bola cabeceada, desta vez por Aírton, Marcelo Grohe voou e salvou o Grêmio, aos sete.

Léo Moura e Willians, ambos aos 11, estiveram perto de virar o placar. Àquela altura, o Grêmio só se defendia. E o Flamengo errava. Erros bobos, que evidenciaram a tensão permanente.

Andrade pôs Everton. Mas Pet continuou errando. Juan lançou Adriano aos 23. Era a chance de o Imperador fazer o gol do título. Olhou, tentou a cavadinha, mas Marcelo Grohe fez uma defesa espetacular.

Se os astros do time não colaboraram, coube novamente a um zagueiro salvar, aos 24 minutos. Petkovic bateu escanteio da esquerda, Ronaldo Angelim subiu no meio da área e testou no canto esquerdo: 2 a 1.

O gol não pôs fim ao jogo. Aos 32, Lucio cobrou falta de longe, a bola quicou e Bruno espalmou. Livre na pequena área, Maylson chutou para fora. Adriano recebeu ótima bola aos 40, mas se enrolou e Marcelo Grohe salvou.

O apito final seguido pela explosão de alegria no Maracanã só veio após três minutos de acréscimos e pressão gremista, com direito ao goleiro Bruno passeando pela área com a bola nos pés para fazer o tempo passar.

Ficha técnica:

FLAMENGO 2 x 1 GRÊMIO
Bruno, Léo Moura, David, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton, Toró (Everton), Willians e Petkovic (Fierro); Zé Roberto (Kléberson) e Adriano. Marcelo Grohe, Mário Fernandes, Léo, Willian Thiego e Fábio Santos; Adílson (Mithyuê), Túlio, Lúcio e Maylson; Douglas Costa e Roberson (Bérgson).
Técnico: Andrade. Técnico: Marcelo Rospide.
Gols: Roberson, aos 21 e David, aos 29 minutos do primeiro tempo. Ronaldo Angelim, aos 24 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: David, Willians (Flamengo); Douglas Costa, Marcelo Grohe, Lúcio, Adílson (Grêmio).
Estádio: Maracanã. Data: 06/12/2009. Árbitro: Heber Roberto Lopes. Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) e Carlos Berkenbrock (SC). Renda e público: R$ 2.030.430,00 / 78.639 pagantes (84.848 presentes).

Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/Brasileirao/Serie_A/0,,MUL1405238-9827,00.html

Flamengo reage em silêncio e recupera a hegemonia do futebol brasileiro


Ronaldo Angelim comemora o gol do título do Flamengo no Maracanã

Em apenas sete anos, entre 1980 e 1987, o Flamengo ganhou quatro campeonatos brasileiros. Num intervalo de 12 foram cinco, tornando-se o maior campeão nacional num momento em que seus mais próximos perseguidores, Internacional e São Paulo, tinham três conquistas cada. Os rubro-negros eram, assim, em 1992, os absolutos detentores da hegemonia do futebol brasileiro.

Por 17 anos o Flamengo ficou sem ganhar o campeonato. Um longo jejum marcado pela luta contra o rebaixamento em várias temporadas e pela frustração da maior torcida do Brasil. Nesse período, outros clubes se aproximaram das cinco conquistas em vermelho e preto, até que os são-paulinos superaram os rubro-negros chegando às seis e assumindo a hegemonia.

Paralela e silenciosamente, enquanto o São Paulo tornava-se hexacampeão, o Flamengo, penta, reagia. Na era dos pontos corridos, iniciada em 2003, deixou, aos poucos, a luta para não cair, tanto que a briga contra o rebaixamento à Serie B só atormentou os torcedores em dois dos sete campeonatos disputados neste formato.

Numa arrancada espetacular, em 2007 os flamenguistas voltaram à Libertadores. Em 2008 ficaram fora do torneio por apenas um ponto e agora, em 2009, não só garantiram a vaga na maior competição do continente como reconquistaram o titulo nacional.

Os torcedores não querem esperar mais 17 anos pelo hepta. De uma coisa eles sabem, o retorno do time a luta pelos primeiros lugares não foi um mero episódio isolado. Já são três temporadas brigando no bloco de cima.

Sim, senhoras e senhores, mesmo em meio a brigas políticas, salários atrasados e falta de estrutura, o gigante preto e vermelho acordou. Seis vezes campeão do Brasil, o Flamengo forte está de volta.

PS: aos com dificuldade para entender o que está na cara, segundo o dicionário, hegemonia significa "preponderância, supremacia", obviamente agora dividida entre Flamengo e São Paulo. Aos que insistem no tema "1987", sugiro clicar aqui e ler a melhor matéria já feita sobre o que aconteceu naquele ano. Não irei responder absolutamente nada a respeito desse tema chato que serve de munição para desinformados e fanáticos, tenho mais o que fazer.

Fonte: http://espnbrasil.terra.com.br/maurocezarpereira

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

'Eletrocardiograma' do Flamengo mostra a evolução da equipe nos pontos corridos

Gráfico traz as mudanças de posição do Rubro-Negro a cada rodada nos últimos sete anos de Brasileirão. Título premiará arrancada surpreendente

Rafael Cardoso
Rio de Janeiro

Em 2003, o Brasileirão sofreu a principal mudança de seu regulamento, com a adoção do sistema por pontos corridos. Para os clubes, tais alterações foram significativas e todos tiveram que se adaptar ao novo estilo de disputa. O Flamengo é um dos exemplos de clubes que aprenderam com o tempo a melhor forma de encarar o campeonato. Uma análise estatística do desempenho rubro-negro a cada rodada do Brasileiro desde 2003 revela a evolução do time ao longo destes sete anos. De posições medianas até brigas contra o rebaixamento, a equipe da Gávea passou a disputar vaga na Libertadores, para finalmente entrar como favorita à conquista do título do campeonato após 17 anos de jejum. O "eletrocardiograma" do Fla representa também a oscilação dos batimentos cardíacos da maior torcida do mundo, que viveu altos e baixos nas edições anteriores e está muito perto de terminar o ano em alta.

O próprio desempenho rubro-negro neste Brasileirão já corresponde a uma evolução surpreendente na tabela. Na primeira rodada, após a derrota para o Cruzeiro no Mineirão, por 2 a 0, a equipe deu sua largada na 20ª e última colocação. Mas os resultados positivos começaram a aparecer e a equipe foi dando saltos na classificação. O primeiro indício de que chegaria na ponta aconteceu na 30ª rodada, quando venceu o então líder Palmeiras no Palestra Itália, por 2 a 0. O resultado colocou o time na vice-liderança. Altos e baixos provocaram algumas alternâncias de posição, para que enfim conseguisse o lugar mais alto na 37ª rodada. Fechar a última rodada em primeiro representará um salto enorme em relação ao início da competição.

As campanhas desde 2003

Em sua primeira participação no campeonato de pontos corridos, o Flamengo terminou a competição em um modesto 8º lugar. Chegou até a ser lucro, já que na maior parte do ano o time oscilou entre a 10ª e 16ª colocação. Com nomes de peso como o goleiro Julio César, o atacante Edílson, Felipe e Ibson no elenco, a campanha esteve longe de cumprir com as expectativas. Em 46 jogos, foram conquistados 66 pontos, com aproveitamento fraco de 47,8%. O time obteve 18 vitórias, empatou 12 vezes e foi derrotado em 16 oportunidades. Como consolo, ficou o fato de ter sido o carioca em melhor posição: Vasco ficou em 17º, Fluminense em 19º e Botafogo estava disputando a Série B.

Outro ano sem muita expressão foi o de 2006, quando a equipe fechou sua participação em 11º lugar. Em nenhum momento chegou a disputar vaga para a Libertadores e frequentou a zona de rebaixamento em quatro oportunidades. A melhor posição foi um sétimo lugar na 34ª rodada. Com 45,6% de aproveitamento, conquistou 52 pontos em 38 jogos. O número de derrotas foi superior ao de vitórias: 16 contra 15, com sete empates. Apesar de ter ficado à frente de rivais tricolores (15º) e alvinegros (12º), ficou bem atrás do Vasco (6º lugar).

Os campeonatos de 2004 e 2005 foram os mais complicados para a torcida rubro-negra. Nas duas edições, o rebaixamento foi evitado por muito pouco. Em 2004, o time chegou a ficar na última colocação em sete rodadas. Na zona da degola, então, a situação foi ainda pior: foram 24 rodadas na "área maldita", sendo 20 delas consecutivas. Apenas nas quatro últimas, a equipe da Gávea conseguiu dormir fora do Z-4. O desempenho no Brasileiro de 2005 foi uma das mais sofridas até hoje para a torcida, com a salvação sendo obtida graças a uma arrancada salvadora. O Fla precisou de seis vitórias e dois empates nos últimos oito jogos para não ser rebaixado.

Em 2007, os flamenguistas tiveram um início irregular. Até a 9ª rodada, tudo indicava que a campanha seria ruim. O time, porém, cresceu ao longo da competição, se mantendo entre os dez primeiros colocados na maior parte do campeonato e arrancando novamente na reta final. Desta vez, porém, a premiação final não foi a fuga do rebaixamento e sim a vaga na Libertadores. O terceiro lugar foi o melhor até então nos pontos corridos.

O ano de 2008 confirmou a evolução do time rubro-negro na competição. Pela primeira vez, a equipe figurou na liderança. Foram dez rodadas no topo, sendo nove delas seguidas. Algumas transferências de jogadores e mudanças internas, no entanto, acabaram interferindo no rendimento do Flamengo em campo. No fim, a quinta colocação acabou frustrando os planos. Mas o fato de o time ter se mantido a maior parte do tempo entre os cinco melhores já mostrou uma evolução muito grande do Rubro-Negro.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Flamengo/0,,MUL1400596-9865,00-ELETROCARDIOGRAMA+DO+FLAMENGO+MOSTRA+A+EVOLUCAO+DA+EQUIPE+NOS+PONTOS+CORRID.html

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Aconteceu a 70 anos...

A data de hoje é muito especial para a história do Flamengo, uma vez que dois títulos foram conquistados no referido dia. O primeiro aconteceu a 70 anos em 1939, quando conseguiu o seu sétimo título estadual. Depois de 12 anos - maior jejum em toda a sua história - o glorioso Clube da Gávea se sagrava campeão com um time de respeito o link abaixo relata toda a brilhante campanha vale a pena conferir.

O link é: http://www.flamengo.com.br/flapedia/Campeonato_Carioca_1939

O segundo título foi em 1978 há 31 anos. Decisão contra o Vasco sacramentada com a grande cabeçada do Deus da Raça, Rondinelli, após cobrança perfeita de Zico.

Que bonito é

O Philco Transglobe sobre a escrivaninha, a mil quilômetros do Rio de Janeiro. A voz de Waldir Amaral aparecia e sumia entre os chiados. Meu pai, no surrado banco de assento de couro, organizava a coleção de moedas e fitava o rádio. Eu, cinco anos, minúsculo na poltrona que me parecia imensa, deduzia de seu olhar e do bigode levemente retorcido a seriedade do momento. O jogo se aproximava do final e o Flamengo precisava de um gol.

Fez-se nítida a voz de Waldir: - Prepara-se Zico, bateu pingado na pequena área... É goooool do Flamengo! Gooool do Flamengo, me parece Rondinelli entrando de cabeça! Estão desfraldadas as bandeiras do Mengão! Quarenta e um minutos em cima da pinta, é uma loucura no Mário Filho! (...) Rondinelli... Três é a camisa dele, indivíduo competente o Rondinelli, uma cuca legal, um golaço para o Flamengo! Teeem peixe na rede do Vasco da Gama, choooveu na horta do Mengão!

Meu pai saltou do banco e socou o ar, é gol!, gritou, enquanto eu o assistia com a certeza de que a história estava acontecendo diante de meus olhos.

Quando ele me puxou da poltrona, fiquei gigante em seus braços. Olhos nos olhos, e seus olhos faiscavam de tanto Flamengo.

Ele pulava pela sala enquanto ecoava o samba pós gol da Rádio Globo: - Que bonito é... A bandeira tremulando, a torcida delirando, vendo a rede balançar...

Obrigado, Rondinelli. Três de dezembro de 1978. Foi a primeira vez que vi o Flamengo nos olhos do meu pai. E que bonito é.

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/blog/blog.php?id=5 Blog do Mauricio Neves.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Zico envia mensagem de apoio a Andrade por intermédio de jornal

Galinho de Quntino e Tromba ganharam jogando junto quatro títulos brasileiros pelo Flamengo

GLOBOESPORTE.COM
Rio de Janeiro

Maior ídolo do Flamengo e grande torcedor rubro-negro, Zico é também muito amigo de Andrade, com quem jogou e conquistou os mais importantes títulos de sua vitoriosa carreira e da história do clube. E no momento em que o Flamengo está perto de ganhar mais um título brasileiro, que Andrade e Zico conquistaram quatro juntos, o Galinho não deixou de dar o seu apoio ao "Tromba", apelido do técnico rubro-negro desde os tempos de jogador, mesmo estando muito longe.

Da Grécia, onde dirige atualmente o Olympiacos, Zico enviou uma mensagem para o ex-companheiro por intermédio do jornal "O Globo". Leia abaixo o que diz o Galinho para Andrade, que junto com Zinho é o maior vencedor de títulos brasileiros como jogador, com cinco conquistas, quatro pelo Flamengo e uma pelo Vasco:

"Grande Tromba,

"Boa sorte nessa final, que Deus te ilumine a tomar as melhores decisões pro seu grupo e que passe a sua energia de maior vencedor de Brasileiros para seus comandados. Como meu jogo será no sábado, estarei colado na TV passando esse nosso espírito vencedor de tantas conquistas juntos. Desse seu amigo, ex-companheiro, admirador não só do profissional, mas do ser humano.

"Grande abraço, Zico."

Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Flamengo/0,,MUL1399889-9865,00.html

Fla está preparado para ser campeão

Andrade vai botar o time pra frente contra o Grêmio, mas não se descuida da marcação

Rio - Andrade não comete a heresia de comparar os jogadores que marcaram época no Flamengo em 80 com o elenco atual. Ao mesmo tempo, o técnico aponta semelhanças na postura da equipe, mas ri ao dizer que na sua época de jogador o time poderia usar um volante, e agora são dois. Para incorporar ainda mais o estilo da geração vitoriosa, o treinador disse que pretende levar a campo um time ofensivo para o decisivo jogo contra o Grêmio.

“Posso tornar o time mais ofensivo. O David no lugar do Álvaro seria uma troca simples, mas tenho outras possibilidades. Vamos jogar em casa, temos que ter atitude, agredir o adversário, mas não quer dizer que vamos nos expor. Temos que atacar, mas sem descuidar da zaga. Estamos preparados para vencer”, disse Andrade.

O técnico pode recuar Airton para atuar ao lado de Ronaldo Angelim, com Willians e Toró mais presos à marcação. Assim, Fierro e Kléberson brigariam por uma vaga no meio-campo. Já com David na zaga, o time não mudaria o esquema. A mudança seria simples: um zagueiro por outro.

Caso seja essa a opção, o time vai entrar em campo com Bruno, Léo Moura, David, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton, Toró, Willians e Petkovic; Adriano e Zé Roberto.

O técnico disse que a semelhança entre o time atual e o da década de 80 é o posicionamento em campo. “Vejo algumas semelhanças, não nos nomes, mas sim na forma de jogar, como a noção de ocupar o espaço vazio, a forma de jogar, o deslocamento do Zé Roberto pela esquerda. Mas, naquela época, era só um volante, agora uso dois”, disse o treinador.

Andrade confessou que, quando assumiu o time, não sonhava nem mesmo com uma vaga na Libertadores. “Eu não pensava em Libertadores, quanto mais em brigar pelo título. Começamos a acreditar a partir do momento em que os resultados começaram a aparecer”, revelou Andrade.

BOM TIME, POUCA ESTRUTURA

O técnico completou dizendo que apenas estrutura não ganha jogo:

“Talvez falte estrutura ao Flamengo, mas temos time. Por isso, estamos na luta pelo hexacampeonato”.

Ontem, Adriano acompanhou o início do treinamento deitado no gramado, mas deixou o local depois da chegada da imprensa. Zé Roberto deu apenas uma leve corrida e depois fez trabalho na a sala de musculação. Petkovic fez apenas exercícios na academia. O goleiro Bruno não participou da atividade por conta de uma intoxicação alimentar.

Apesar das ausências, nenhum dos jogadores será problema para enfrentar o Grêmio. Hoje, o time viaja para Teresópolis.

Reportagem de Janir Júnior e Thales Soares

Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/ataque/flamengo/html/2009/12/fla_esta_preparado_para_ser_campeao_50263.html