Galinho de Quntino e Tromba ganharam jogando junto quatro títulos brasileiros pelo Flamengo
GLOBOESPORTE.COM
Rio de Janeiro
Maior ídolo do Flamengo e grande torcedor rubro-negro, Zico é também muito amigo de Andrade, com quem jogou e conquistou os mais importantes títulos de sua vitoriosa carreira e da história do clube. E no momento em que o Flamengo está perto de ganhar mais um título brasileiro, que Andrade e Zico conquistaram quatro juntos, o Galinho não deixou de dar o seu apoio ao "Tromba", apelido do técnico rubro-negro desde os tempos de jogador, mesmo estando muito longe.
Da Grécia, onde dirige atualmente o Olympiacos, Zico enviou uma mensagem para o ex-companheiro por intermédio do jornal "O Globo". Leia abaixo o que diz o Galinho para Andrade, que junto com Zinho é o maior vencedor de títulos brasileiros como jogador, com cinco conquistas, quatro pelo Flamengo e uma pelo Vasco:
"Grande Tromba,
"Boa sorte nessa final, que Deus te ilumine a tomar as melhores decisões pro seu grupo e que passe a sua energia de maior vencedor de Brasileiros para seus comandados. Como meu jogo será no sábado, estarei colado na TV passando esse nosso espírito vencedor de tantas conquistas juntos. Desse seu amigo, ex-companheiro, admirador não só do profissional, mas do ser humano.
"Grande abraço, Zico."
Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Flamengo/0,,MUL1399889-9865,00.html
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Fla está preparado para ser campeão
Andrade vai botar o time pra frente contra o Grêmio, mas não se descuida da marcação
Rio - Andrade não comete a heresia de comparar os jogadores que marcaram época no Flamengo em 80 com o elenco atual. Ao mesmo tempo, o técnico aponta semelhanças na postura da equipe, mas ri ao dizer que na sua época de jogador o time poderia usar um volante, e agora são dois. Para incorporar ainda mais o estilo da geração vitoriosa, o treinador disse que pretende levar a campo um time ofensivo para o decisivo jogo contra o Grêmio.
“Posso tornar o time mais ofensivo. O David no lugar do Álvaro seria uma troca simples, mas tenho outras possibilidades. Vamos jogar em casa, temos que ter atitude, agredir o adversário, mas não quer dizer que vamos nos expor. Temos que atacar, mas sem descuidar da zaga. Estamos preparados para vencer”, disse Andrade.
O técnico pode recuar Airton para atuar ao lado de Ronaldo Angelim, com Willians e Toró mais presos à marcação. Assim, Fierro e Kléberson brigariam por uma vaga no meio-campo. Já com David na zaga, o time não mudaria o esquema. A mudança seria simples: um zagueiro por outro.
Caso seja essa a opção, o time vai entrar em campo com Bruno, Léo Moura, David, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton, Toró, Willians e Petkovic; Adriano e Zé Roberto.
O técnico disse que a semelhança entre o time atual e o da década de 80 é o posicionamento em campo. “Vejo algumas semelhanças, não nos nomes, mas sim na forma de jogar, como a noção de ocupar o espaço vazio, a forma de jogar, o deslocamento do Zé Roberto pela esquerda. Mas, naquela época, era só um volante, agora uso dois”, disse o treinador.
Andrade confessou que, quando assumiu o time, não sonhava nem mesmo com uma vaga na Libertadores. “Eu não pensava em Libertadores, quanto mais em brigar pelo título. Começamos a acreditar a partir do momento em que os resultados começaram a aparecer”, revelou Andrade.
BOM TIME, POUCA ESTRUTURA
O técnico completou dizendo que apenas estrutura não ganha jogo:
“Talvez falte estrutura ao Flamengo, mas temos time. Por isso, estamos na luta pelo hexacampeonato”.
Ontem, Adriano acompanhou o início do treinamento deitado no gramado, mas deixou o local depois da chegada da imprensa. Zé Roberto deu apenas uma leve corrida e depois fez trabalho na a sala de musculação. Petkovic fez apenas exercícios na academia. O goleiro Bruno não participou da atividade por conta de uma intoxicação alimentar.
Apesar das ausências, nenhum dos jogadores será problema para enfrentar o Grêmio. Hoje, o time viaja para Teresópolis.
Reportagem de Janir Júnior e Thales Soares
Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/ataque/flamengo/html/2009/12/fla_esta_preparado_para_ser_campeao_50263.html
Rio - Andrade não comete a heresia de comparar os jogadores que marcaram época no Flamengo em 80 com o elenco atual. Ao mesmo tempo, o técnico aponta semelhanças na postura da equipe, mas ri ao dizer que na sua época de jogador o time poderia usar um volante, e agora são dois. Para incorporar ainda mais o estilo da geração vitoriosa, o treinador disse que pretende levar a campo um time ofensivo para o decisivo jogo contra o Grêmio.
“Posso tornar o time mais ofensivo. O David no lugar do Álvaro seria uma troca simples, mas tenho outras possibilidades. Vamos jogar em casa, temos que ter atitude, agredir o adversário, mas não quer dizer que vamos nos expor. Temos que atacar, mas sem descuidar da zaga. Estamos preparados para vencer”, disse Andrade.
O técnico pode recuar Airton para atuar ao lado de Ronaldo Angelim, com Willians e Toró mais presos à marcação. Assim, Fierro e Kléberson brigariam por uma vaga no meio-campo. Já com David na zaga, o time não mudaria o esquema. A mudança seria simples: um zagueiro por outro.
Caso seja essa a opção, o time vai entrar em campo com Bruno, Léo Moura, David, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton, Toró, Willians e Petkovic; Adriano e Zé Roberto.
O técnico disse que a semelhança entre o time atual e o da década de 80 é o posicionamento em campo. “Vejo algumas semelhanças, não nos nomes, mas sim na forma de jogar, como a noção de ocupar o espaço vazio, a forma de jogar, o deslocamento do Zé Roberto pela esquerda. Mas, naquela época, era só um volante, agora uso dois”, disse o treinador.
Andrade confessou que, quando assumiu o time, não sonhava nem mesmo com uma vaga na Libertadores. “Eu não pensava em Libertadores, quanto mais em brigar pelo título. Começamos a acreditar a partir do momento em que os resultados começaram a aparecer”, revelou Andrade.
BOM TIME, POUCA ESTRUTURA
O técnico completou dizendo que apenas estrutura não ganha jogo:
“Talvez falte estrutura ao Flamengo, mas temos time. Por isso, estamos na luta pelo hexacampeonato”.
Ontem, Adriano acompanhou o início do treinamento deitado no gramado, mas deixou o local depois da chegada da imprensa. Zé Roberto deu apenas uma leve corrida e depois fez trabalho na a sala de musculação. Petkovic fez apenas exercícios na academia. O goleiro Bruno não participou da atividade por conta de uma intoxicação alimentar.
Apesar das ausências, nenhum dos jogadores será problema para enfrentar o Grêmio. Hoje, o time viaja para Teresópolis.
Reportagem de Janir Júnior e Thales Soares
Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/ataque/flamengo/html/2009/12/fla_esta_preparado_para_ser_campeao_50263.html
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Com gols de Zé Roberto e Léo Moura, time carioca passa pelo Corinthians e assume a ponta graças à derrota do São Paulo para o Goiás

Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM
Jogadores comemoram perto da torcida o gol de Zé Roberto
Com gols de Zé Roberto e Léo Moura, time carioca passa pelo Corinthians e assume a ponta graças à derrota do São Paulo para o Goiás
Eduardo Peixoto e Leandro Canônico
Campinas, SP
A frustração da semana passada foi transformada em euforia, e agora o Flamengo está a uma vitória de conquistar, após 17 anos, o Campeonato Brasileiro. O caminho para o hexa ficou mais curto depois da vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians, neste domingo, em Campinas, e da derrota do então líder São Paulo para o Goiás, em Goiânia. Com 64 pontos, a equipe rubro-negra chegou pela primeira vez à ponta da tabela e ainda confirmou a vaga na Libertadores de 2010.
O Flamengo, na verdade, nem precisou fazer muito para vencer um desmotivado Corinthians, que logo no primeiro tempo perdeu Edu e Ronaldo, machucados. Depois de marcar o primeiro gol com Zé Roberto, aos 26 minutos da etapa inicial, o time carioca apenas administrou o jogo e viu sua torcida fazer a festa com a derrota do São Paulo. A Fiel, por sua vez, era o reflexo do time: apática. Léo Moura fez o segundo, de pênalti, já nos acréscimos.
Nesse novo cenário do Brasileirão, o Maracanã tem tudo para ser o palco de uma grande festa rubro-negra no próximo domingo, quando o Fla recebe o Grêmio, pela última rodada da competição. Basta vencer para levar o título para a Gávea - os gaúchos já estão classificados para a Copa Sul-Americana e não têm mais chances de ir à Libertadores. No entanto, se tropeçar, o time carioca pode perder a taça para Inter, Palmeiras ou São Paulo - caso um destes vença seus jogos contra Santo André (Beira-Rio), Botafogo (Engenhão) e Sport (Morumbi), respectivamente.
Para o Corinthians, por outro lado, será o fim de uma temporada que valeu pelo primeiro semestre, quando a equipe conquistou o Paulistão e a Copa do Brasil. A ideia para o jogo contra o Atlético-MG, domingo, em Belo Horizonte, já é poupar a maioria dos atletas para o início do próximo ano. Após 37 jogos do Nacional, o Timão soma 49 pontos e figura na 10ª posição.
Ao final da partida, já nos acréscimos, uma cena lamentável. Um torcedor do Corinthians invadiu o gramado e partiu para cima do auxiliar Alessandro Alvaro Rocha Matos, com quem trocou socos e pontapés. A Polícia Militar o prendeu.
Emoção rubro-negra
Se para o Corinthians o jogo não valia nada, para o Flamengo valia muito. Não à toa, a equipe carioca partiu para cima logo de cara. Aos dois minutos, Léo Moura avançou com velocidade pela direita e cruzou para o meio da área. A defesa do Timão, porém, levou a melhor. Quem levou a pior foi Edu no lance seguinte, aos três minutos.
O volante corintiano se esticou para tirar uma bola e sentiu a virilha. Imediatamente, o técnico Mano Menezes mandou Moradei a campo. Sem tomar conhecimento dos problemas do adversário, o Flamengo quase chegou ao gol aos quatro. Petkovic bateu falta para área e Álvaro cabeceou na trave esquerda do goleiro Felipe.
A pressão rubro-negra aumentou no lance seguinte. Petkovic cobrou escanteio, e a bola sobrou para Willians, que chutou para fora. O domínio era todo do Flamengo, que aos 12 teve excelente chance com Bruno Mezenga. O garoto, de 21 anos, apareceu na cara do gol, depois de ganhar da zaga na corrida, e bateu para fora.
Aos 13, enfim, uma chance para o Corinthians. O argentino Escudero arriscou forte chute de fora da área, obrigando Bruno a espalmar. Dois minutos depois, em cobrança de falta, Ronaldo deu mais trabalho ao goleiro rubro-negro. A pequena pressão do Timão diminuiu o ímpeto flamenguista, mas o time carioca ainda era melhor.
Dez minutos mais tarde, o Alvinegro teve mais um problema. E dessa vez fenomenal. Ronaldo avançou com velocidade para área e na hora de disputar com Airton caiu na grande área, sentindo um estiramento na coxa. Souza entrou em seu lugar, e a torcida do Flamengo gritou o nome do Fenômeno.
A notícia que vinha do Serra Dourada, porém, não era tão boa para o Fla: gol do São Paulo. Mas o time não se abateu em campo. Pelo contrário. Aos 26, após ótimo passe de Toró, Zé Roberto ganhou na corrida da zaga e tocou entre as pernas de Felipe. Minutos depois, a notícia do gol de empate do Goiás explodiu novamente a massa rubro-negra.
Mais tarde, o time esmeraldino ainda viraria o jogo, para alegria dos flamenguistas. Do outro lado, a torcida do Corinthians estava quieta, um reflexo do que o time estava apresentando em campo. O jogo só “animou” para os alvinegros quando Evandro Rogério Roman fez um festival de cartões amarelos: Souza, Elias e Chicão.
Irritado, Mano Menezes reclamou muito à beira do campo e foi expulso. E antes que o primeiro tempo terminasse, Chicão quase empatou de falta, aos 47 minutos. Bruno fez excelente defesa.
É campeão?
As duas equipes voltaram para a segunda etapa sem alterações. Mas dessa vez quem tomou a atitude de ir para o ataque primeiro foi o Corinthians. Logo no primeiro minuto, Defederico recebeu perto da meia-lua, cortou um marcador e bateu de fora da área. A bola, porém, saiu fraca, e Bruno fez defesa tranquila.
O Corinthians aparentava estar mais organizado no início da etapa final, mas a boa marcação do Flamengo no meio campo impedia que Defederico e Elias conseguissem armar alguma boa jogada. Tanto que aos quatro minutos o Timão girou a bola de um lado para o outro e não encontrou espaço para tentar servir os atacantes.
A solução foi mandar a bola para área. A melhor chance do Timão, aliás, saiu de uma bola parada. Aos 10, Defederico bateu escanteio da esquerda, e Paulo André cabeceou para boa intervenção do goleiro rubro-negro.
Diferentemente do primeiro tempo, quando atacou quase o tempo todo, o Flamengo estava mais recuado no segundo. Mas o Corinthians também não dava muito trabalho. A equipe paulista voltou a ter uma chance apenas aos 21. Chicão cobrou falta, mas bateu fraco na bola e facilitou para Bruno.
O zagueiro corintiano, porém, seria expulso logo depois, aos 23, por falta em Fierro. A comemoração da torcida rubro-negra aumentaria ainda mais aos 24, quando chegou a notícia de que o Goiás marcara o terceiro gol em cima do São Paulo. A equipe tricolor até diminuiu em seguida, mas logo levou o quarto e despreocupou os flamenguistas.
Em campo, nem Flamengo, muito menos o Corinthians, pareciam dispostos a mudar o placar. Mas aos 45 minutos, Dodô e Léo Moura se embolaram na grande área alvinegra. O árbitro viu pênalti. Na cobrança, aos 48, Léo Moura fez o segundo. E a torcida do Fla explodiu aos gritos de “é campeão” no Brinco de Ouro.
CORINTHIANS 0 x 2 FLAMENGO
Felipe; Jucilei, Chicão, Paulo André e Escudero (Dodô); Edu (Moradei), Elias, Boquita e Defederico; Jorge Henrique e Ronaldo (Souza). Bruno; Léo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton, Toró, Willians e Petkovic (Fierro); Zé Roberto (Kleberson) e Bruno Mezenga (Denis Marques).
Técnico: Mano Menezes. Técnico: Andrade.
Gols: Zé Roberto, aos 26 minutos do primeiro tempo; Léo Moura, aos 48 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Moradei, Souza, Chicão, Elias, Escudero, Paulo André, Felipe (C);Álvaro, Toró, Petkovic, Willians (F) Cartão vermelho: Chicão (C)
Público total: 25.775. Renda: R$ 723.800,00
Estádio: Brinco de Ouro, em Campinas (SP). Data: 29/11/2009. Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR). Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha Matos (BA) e Altemir Hausmann (RS).
Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/Brasileirao/Serie_A/0,,MUL1396571-9827,00.html
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Joel Martins - um grande craque

Foto: Agência o Globo
Joel Antonio Martins ( Rio de Janeiro, 23 de Novembro de 1931 - 1 de Janeiro de 2003 ) foi um habilidoso ponta-direito que se tornou ídolo rubro-negro na década de 50.
Revelado pelo Botafogo, Joel se transferiu para o Flamengo á época meio á um turbilhão. O time de General Severiano acusava o Fla de aliciar o jogador e ameaçou romper relações com o Mais Querido do Brasil. Diante das ameeças, os rubro-negros resolveram depositar para o Botafogo quantia de Cr$100 mil.
Dentro de campo, o ponta-direita driblador, foi um dos destaques do grande time do Flamengo no decorrer da década de 50. Ao lado de Rubens, Índio, Zagallo e Evaristo, formou o famoso Rolo Compressor, um dos maiores ataques da história do Clube. Torcedor do Rubro-Negro desde pequeno, Joel sempre afirmou que jogar no Mais Querido do Brasil foi um sonho realizado.
Tricampeão do Campeonato Carioca, em 1953, 1954 e 1955, e campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1961, Joel se destacava por seus cruzamentos em curva, sempre perfeitos, e de vez em quando, na direção do gol, surpreendendo não só os zagueiros como os goleiros. Foi com cruzamentos assim que o ponta deu passes para dois dos três gols do Fla na final do Campeonato Carioca de 1954, contra o América RJ.
A bela história de Joel no Flamengo rentabilizou 404 jogos com 244 vitórias, 74 empates e 86 derrotas, além de 115 importantes gols pela equipe da Gávea.
As boas atuações de Joel Martins, fizeram dele um dos jogadores convocados para a Seleção Brasileira de 1958, que disputara a Copa do Mundo da Suécia. O ex-atacante começou a Copa como titular, mas acabou perdendo a posição, de maneira inquestionável, para o gênio Garrincha. Entretanto, formou o scratch Campeão Mundial pela primeira vez.
Dados
Nome Completo: Joel Antonio Martins
Data de Nascimento: 23 de Novembro de 1931
Cidade: Rio de Janeiro (RJ)
Posição: Atacante
Número de Jogos: 404
Número de Gols: 115
Histórico
Anos Time
1950-1951 Botafogo
1951-1958 Flamengo
1958-1961 Valência ESP
1961-1963 Flamengo
1963-1964 Vitória BA
1957-1961 Seleção Brasileira de Futebol
Títulos
Pelo Flamengo
Campeonato Carioca: 1953, 1954 e 1955
Torneio Rio-São Paulo: 1961
Pela Seleção Brasileira
Copa do Mundo: 1958
Estatísticas
Ano Jogos Gols Marcados
1951 13 3
1952 44 16
1953 46 14
1954 47 14
1955 34 9
1956 49 23
1957 32 12
1958 26 7
1961 49 3
1962 61 14
1963 3 0
Total 404 115
Fonte: http://www.flamengo.com.br/flapedia/Joel_Antonio_Martins
terça-feira, 17 de novembro de 2009
O fator Andrade

Andrade é um predestinado. Aquele time campeão do planeta de 1981 tinha vários craques que davam pinta de que seriam técnicos. Falavam muito em campo, lideravam com naturalidade e, pela bola que jogavam, mostravam claramente que entendiam muito aquele jogo. E muitos daqueles craques efetivamente se tornaram treinadores. Como Mozer, Junior, Carpegiani, Adílio, Tita, Zico e o improvável Andrade.
Improvável sim, porque de todos aqueles craques que superpovoavam o nosso esquadrão, Andrade, o Tromba, sempre foi o mais caladão. Era o que menos aparecia e apostar em seu sucesso em uma futura carreira de treinador era uma aposta bem amalucada. E ninguém se importava com isso, naquela época Andrade não precisava falar nada, pois já dizia tudo com os pés.
Depois da sua temporada no ULA Mérida da Venezuela, para onde fora emprestado por duas temporadas ainda moleque, Andrade voltou à Gávea no fim de 78 e não demorou para que Cláudio Coutinho inventasse um lugar para aquele centro-médio (era como se chamava a posição antanho) de extrema habilidade. Jogando naquela máquina Andrade era um monstro entre os monstros. Com o Manto numero 6, postando-se à frente da zaga, Andrade conquistou tudo que havia para ser conquistado. Foi campeão Carioca, Brasileiro, Continental e Mundial. E sempre jogando muito.
São tantos os seus grandes momentos que fica até chato relacioná-los. Para simbolizar sua predestinação basta dizer que Andrade foi o protagonista de um dos mais belos de decisivos solos daquela orquestra rubro-negra que entrou para a história. É dele a porrada que estufa as redes de Paulo Sérgio, aos 42 do segundo tempo no Flamengo 6 x 0 Botafogo da vingança em 1981, um momento antológico do futebol brasileiro.
Depois de alguns anos meio sumido Andrade reaparece na Gávea como auxiliar técnico. Seu nome só aparecia no jornal quando o treinador era demitido ou pedia pra sair. Aí quem ia segurar o rabo de foguete era o interino Andrade. Com a chegada de um novo treinador voltava o Andrade à sombra e a vida continuava.
Esse ano foi diferente, quando Cuca foi limado e Andrade assumiu a interinidade pela milésima vez o roteiro não se repetiu. Andrade segurou a onda do então instável grupo de jogadores, ajudou a quebrar tabus e começou a colocar o time pra jogar ao seu estilo. Com categoria e cabeça fria, mas com muita raça e inteligência. Andrade soube trazer o elenco para o seu lado e operou em alguns molambos já condenados pela torcida verdadeiros milagres da reabilitação. Os resultados não demoraram a aparecer.
Segundo os especialistas que reduzem tudo às notas Andrade é hoje o técnico com melhor média de desempenho de todo o Campeonato Brasileiro. O time que ele montou tem muito da eficiência com que ele se notabilizou quando jogava. É um time frio, mas raçudo. Agressivo, mas muito bem postado na defesa. E, contrariando até mesmo suas características mais tradicionais, o Flamengo de Andrade é um time ameaçadoramente discreto. Um time que aprendeu a chegar sem alarde pra tocar o terror.
Andrade é hoje, indiscutivelmente, um dos grandes treinadores do país. Diferentemente dos técnicos da modinha Andrade é avesso à palhaçadinhas em entrevistas coletivas. Fala sempre reto e sem presepada. Inimigo numero 1 da fanfarronice e do oba-oba, Andrade tem trabalhado magistralmente para manter o Mengão no sapatinho máximo que nos catapultou da 14ª para 2ª posição na tabela. Mérito dele, que conhece o ambiente da Gávea como poucos e sabe que como combater vermes e bactérias nocivas sempre com a vacina certa.
Adriano é decisivo, Pet faz a diferença, Bruno, Álvaro e Maldonado tão jogando bagarai. Saudemos a esses guerreiros, eles realmente merecem nossos aplausos. Mas não se iluda. Esse Flamengo que estamos vendo passar o rodo na arcoirizada sem titulo é o Flamengo do Andrade. Esse time já tem a sua marca, a sua assinatura. Agora só falta o título para coroar esse belíssimo trabalho.
Vamos pra cima deles, Mengão!
Ilustração: Fabio Lopez
Fonte: http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg
Comandante Andrade pilota o voo para o hexa
POR JANIR JÚNIOR, RIO DE JANEIRO
Rio - O comandante do Flamengo passou por turbulências, mas agora voa tranquilo e nem o céu parece ser o limite. Vice-líder do o Brasileiro apenas dois pontos atrás do São Paulo, Andrade fez um time desacreditado entrar na briga pelo hexa. Com tudo azul no horizonte rubro-negro, o técnico alerta que o time tem que fugir do oba-oba. No plano de voo, os tripulantes fizeram um pacto: querem dar o título para o treinador entrar de vez na história: como jogador, Andrade foi cinco vezes campeão brasileiro e, assim como sua equipe, pode ser hexa.
"Agora, não estou balançando não, né?!. Se eu assumir, o avião não vai cair", brincou Andrade, fazendo trocadilho com sua estabilidade no cargo e também sobre o avião que trouxe o Flamengo de volta ao Rio e pousou nas primeiras horas de ontem. Durante o voo, o treinador assumiu por alguns instantes o comando da aeronave. Depois, ele falou sério: "Somos o time a ser batido. Teremos três jogos que decidirão nossas vidas. Desde a última conquista de Brasileiro, em 92, não ficávamos com tantas chances de ser campeão. Temos que fugir do oba-oba que farão em cima da gente, mas é de fora para dentro. Estamos comemorando apenas essa vitória, não tem euforia".
Todo o grupo fechou, como se diz no vocabulário do futebol, com Andrade. "Ele é um cara impressionante, sabe lidar com o jogador, é muito tranquilo. Queremos esse título para dedicar a ele", afirmou Bruno. "Chegamos aqui por causa do Andrade, que é humilde e tem o grupo nas mãos", completou Adriano. Petkovic, que era relegado por Cuca, virou titular absoluto desde que Andrade assumiu a equipe.
Auxiliar-técnico, Marcelo Salles, que trabalha com Andrade há sete anos, resume o perfil do treinador. "O Andrade é fora de série. Se tivesse que dar uma nota para ele, seria um trilhão", afirma Marcelo, que relembra o exato momento em que a comissão técnica ganhou o voto de confiança que precisava: "Ele ainda era considerado interino e vários nomes de técnicos foram especulados. O Marcos Braz (vice-presidente de futebol) disse: vocês é que vão com a gente até o fim. Isso deu moral".
O ex-jogador Júnior, que foi diretor técnico do Flamengo em 2004, quando Andrade assumiu como interino diversas vezes, acredita que chegou o momento de Andrade. "Em 2004, ele ainda não estava preparado. Agora, ele já pode ser considerado um autêntico treinador. O Andrade é de um caráter impressionante e merece o sucesso que está tendo", declarou Júnior.
Quando viveu momento complicado no comando do time, Andrade foi questionado e até o fato de treinar apenas na parte da tarde, com raros treinos pela manhã ou em tempo integral, foi colocado em questão. "Eu sei o que é melhor para o jogador. Ainda mais que estamos na reta final da competição, não tenho motivo para forçar a equipe mais do que o necessário", explicou Andrade.
O técnico impressiona pela serenidade e tranquilidade. Com os jogadores, têm um discurso franco. "Estamos no caminho certo", afirma Andrade. O caminho que um dia foi turbulento, sujeito à chuvas trovoadas, agora está azul. Andrade está pronto para dar seu voo mais alto.
Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/ataque/flamengo/html/2009/11/comandante_andrade_pilota_o_voo_para_o_hexa_46508.html
Rio - O comandante do Flamengo passou por turbulências, mas agora voa tranquilo e nem o céu parece ser o limite. Vice-líder do o Brasileiro apenas dois pontos atrás do São Paulo, Andrade fez um time desacreditado entrar na briga pelo hexa. Com tudo azul no horizonte rubro-negro, o técnico alerta que o time tem que fugir do oba-oba. No plano de voo, os tripulantes fizeram um pacto: querem dar o título para o treinador entrar de vez na história: como jogador, Andrade foi cinco vezes campeão brasileiro e, assim como sua equipe, pode ser hexa.
"Agora, não estou balançando não, né?!. Se eu assumir, o avião não vai cair", brincou Andrade, fazendo trocadilho com sua estabilidade no cargo e também sobre o avião que trouxe o Flamengo de volta ao Rio e pousou nas primeiras horas de ontem. Durante o voo, o treinador assumiu por alguns instantes o comando da aeronave. Depois, ele falou sério: "Somos o time a ser batido. Teremos três jogos que decidirão nossas vidas. Desde a última conquista de Brasileiro, em 92, não ficávamos com tantas chances de ser campeão. Temos que fugir do oba-oba que farão em cima da gente, mas é de fora para dentro. Estamos comemorando apenas essa vitória, não tem euforia".
Todo o grupo fechou, como se diz no vocabulário do futebol, com Andrade. "Ele é um cara impressionante, sabe lidar com o jogador, é muito tranquilo. Queremos esse título para dedicar a ele", afirmou Bruno. "Chegamos aqui por causa do Andrade, que é humilde e tem o grupo nas mãos", completou Adriano. Petkovic, que era relegado por Cuca, virou titular absoluto desde que Andrade assumiu a equipe.
Auxiliar-técnico, Marcelo Salles, que trabalha com Andrade há sete anos, resume o perfil do treinador. "O Andrade é fora de série. Se tivesse que dar uma nota para ele, seria um trilhão", afirma Marcelo, que relembra o exato momento em que a comissão técnica ganhou o voto de confiança que precisava: "Ele ainda era considerado interino e vários nomes de técnicos foram especulados. O Marcos Braz (vice-presidente de futebol) disse: vocês é que vão com a gente até o fim. Isso deu moral".
O ex-jogador Júnior, que foi diretor técnico do Flamengo em 2004, quando Andrade assumiu como interino diversas vezes, acredita que chegou o momento de Andrade. "Em 2004, ele ainda não estava preparado. Agora, ele já pode ser considerado um autêntico treinador. O Andrade é de um caráter impressionante e merece o sucesso que está tendo", declarou Júnior.
Quando viveu momento complicado no comando do time, Andrade foi questionado e até o fato de treinar apenas na parte da tarde, com raros treinos pela manhã ou em tempo integral, foi colocado em questão. "Eu sei o que é melhor para o jogador. Ainda mais que estamos na reta final da competição, não tenho motivo para forçar a equipe mais do que o necessário", explicou Andrade.
O técnico impressiona pela serenidade e tranquilidade. Com os jogadores, têm um discurso franco. "Estamos no caminho certo", afirma Andrade. O caminho que um dia foi turbulento, sujeito à chuvas trovoadas, agora está azul. Andrade está pronto para dar seu voo mais alto.
Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/ataque/flamengo/html/2009/11/comandante_andrade_pilota_o_voo_para_o_hexa_46508.html
A Fundação - o surgimento de uma nação

A história do Flamengo é de muito tempo antes. Estamos falando de um clube que desde a sua existência escreveu sua história em três diferentes séculos, um clube que nasceu apenas seis anos após a proclamação da república. Contar a história do Flamengo é, sem dúvida, contar um pouco da história do país, afinal como bem definiu o escritor Ruy Castro em “Flamengo, o vermelho e o negro”, podemos dizer em relação ao Flamengo que “O Rio foi seu berço, mas sua casa é o Brasil”. Mal sabiam aqueles que um dia sonharam a criação de um grupo de regatas, o alcance desse amor pelo esporte.
A cidade do Rio de Janeiro em 1895 vivia um momento de grandes transformações sociais e políticas. Era ainda o despertar da república, proclamada em 15 de novembro de 1889 após o golpe dos militares liderados pelo Marechal Deodoro da Fonseca, na antiga praça da Aclamação (hoje Praça da República). Uma cidade grande, o centro urbano de maior referência para o país naquele momento, onde havia pessoas das mais diferentes classes sociais, os mais diferentes gostos culturais que direcionavam já àquela época os costumes da sociedade. Era um Rio de Janeiro de belezas naturais incontestáveis como as praias do Flamengo e de Botafogo, mas que ainda não havia feito de Copacabana, Leblon e Ipanema locais com a mínima importância, afinal não passavam de longícuas e inacessíveis regiões da cidade, até aquele momento.
A natureza esportiva do carioca não é de hoje. Desde muito tempo esse povo é inclinado à prática de atividades físicas e o esporte daquele momento era o remo. Nada mais atrativo à população do que assistir a um domingo de regatas, era o grande programa de um belo fim de semana. Claro que isso conferia aos atletas praticantes do remo um status acima da média. E por conseqüência as moças de então tinham seus olhos voltados para os remadores, quase sempre fortes e bronzeados pelo sol.
E percebendo isso foi que alguns amigos, moradores da praia do Flamengo – a mais antiga praia da cidade do Rio de Janeiro – decidiu pela criação de um grupo de regatas do Flamengo. E porque não## Afinal não suportavam mais a presença dos remadores dos clubes já existentes até então, principalmente os rapazes de Botafogo, conquistando o coração das garotas do bairro.
Em setembro de 1895, reunidos no famoso restaurante Lamas no Largo do Machado – como de costume – José Agostinho Pereira da Cunha convidou os demais amigos para a efetiva criação do grupo, sendo prontamente atendido por Mario Spíndola, Augusto da Silveira Lopes e Nestor de Barros.
O novo grupo tinha agora seu primeiro desafio: Como conseguir um barco## Decidiram então juntar dinheiro – 400 mil réis - e investiram em uma antiga baleeira de cinco remos, que estava há algum tempo parada em uma casa da praia do Flamengo. O segundo passo seria providenciar uma reforma completa da embarcação, que já era de segunda ou terceira mão. A levaram de bonde até a antiga praia de Maria Angu, atual praia de Ramos, para que um armador local, ao preço de 250 mil réis, a pudesse recuperar.
Eis que em 06 de outubro, a embarcação batizada pelo grupo por “Pherusa” foi lançada ao mar com Nestor de Barros, Mario Espínola, José Felix da Cunha, Felisberto Laport, José Agostinho Pereira, Napoleão de Oliveira, Maurício Rodrigues Pereira e Joaquim Leovegildo dos Santos Bahia. Partiram da Ponta do Caju, durante a tarde, com destino à praia do Flamengo. Pouco tempo depois de iniciada a aventura, o tempo começou a virar e o forte vento provocou o naufrágio da embarcação. Todos se agarraram como puderam ao casco, lutando contra a morte. Joaquim Bahia, exímio nadador, decidiu lançar-se ao mar em busca de ajuda, sua intenção era alcançar a praia e providenciar socorro para os demais. Algum tempo depois, já com o tempo melhor, os jovens são resgatados por uma lancha, Leal, que levava passageiros que estavam na Igreja da Penha. A Pherusa foi rebocada até o cais Pharoux, na Praça XV e todos tinham uma única preocupação até aquele momento: A vida do amigo Joaquim Bahia. No entanto, Bahia consegue chegar à praia, na Ilha de Bom Jesus e comunica o ocorrido ao delegado da 18ª circunscrição. Todo o acontecimento com os integrantes da baleeira e de seu valente tripulante foi registrado no jornal do Commercio do dia seguinte. O clube já nascia sob uma áurea de heroísmo e superação.
Persistentes, os jovens se cotizaram para que a baleeira fosse novamente consertada. Porém, antes que isso ocorresse, ela foi roubada. Poderia sem motivo o bastante para que muitos desisitissem do objetivo de formar o grupo, mas não para aqueles rapazes: Todos mais uma vez se reuniram e juntaram recursos para uma nova aquisição, chamada Etoile, a qual rebatizaram com o nome de Scyra. Para concretizar de vez o sonho, marcaram para a casa de Nestor de Barros, na Praia do Flamengo número 22, no dia 17 de novembro, a reunião para a fundação do Grupo. Participaram da reunião: José Agostinho Pereira da Cunha, Mario Espínola, Napoleão Coelho de Oliveira, José Maria Leitão da Cunha, Eduardo Sardinha, Carlos Sardinha, Desidério Guimarães, Maurício Rodrigues Pereira, George Leuzinger, Augusto Lopes da Silveira, José Augusto Chauréu e João de Almeida Lustosa, que elegeram Domingos Marques de Azevedo como Presidente, Francisco Lucci Colás como Vice-Presidente, Nestor de Barros como Secretário e Felisberto Cardoso Laport como Tesoureiro. Decidiram também que a data oficial da fundação seria 15 de novembro, devido ao feriado da Proclamação da República. As cores escolhidas foram o azul e o ouro, em listras horizontais. Posteriormente, em 1896, as cores mudaram devido a dificuldade de achar os tecidos, que vinham da Inglaterra, além de a salinidade e o sol desbotarem as cores. Assim, o uniforme foi do clube passou a ser uma camiseta em listras horizontais em vermelho e preto, com o escudo no lado esquerdo, além de bermudas pretas e um cinto branco. A sede do Flamengo ficou sendo o endereço de Nestor de Barros, posteriormente conhecida como República da Paz e do Amor, onde os barcos seriam guardados. O interessante é que o primeiro presidente do Flamengo, Domingos Marques de Azevedo, não fazia parte do grupo de rapazes que idealizaram o clube. Ele era um Guarda-Marinha que por acaso passava pelo local e observando a movimentação foi ver do que se tratava e acabou abraçando a idéia.
Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/conteudo/conteudo.php?id=17
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